Uma Visita à Antiga Atenas

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Spyros Kamilalis
por , traduzido por Filipa Oliveira
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Atenas é associada sobretudo ao seu passado antigo, em vez da sua história moderna e turbulenta dos últimos duzentos anos. Ao passear pelo centro desta cidade luminosa, o visitante pode facilmente observar ambos os extremos da cultura helénica. A cidade oferece inúmeros exemplos da antiguidade em cada recanto; basta ao visitante vaguear sem rumo pelas ruelas estreitas da cidade velha para se deparar com esses pormenores que compõem o quadro de uma próspera metrópole antiga. Por outro lado, a história moderna da cidade deu origem a uma cultura que reflete os últimos dois séculos de evolução independente da Grécia e irradia bom gosto e nobreza.

The Parthenon [Rear View]
O Partenon [Vista Traseira] Spyros Kamilalis (CC BY-NC-SA)

Embora Atenas seja uma cidade grande, o seu centro histórico é percorrível a pé, o que facilita a sua apreciação pelo visitante. Visitei a cidade durante um fim de semana prolongado de três dias, o que, na prática, me deu apenas dois dias completos para visitar tudo o que queria; uma tarefa desafiante, mas certamente não impossível.

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O Odeião de Herodes Ático

A minha visita não podia começar noutro sítio senão na mundialmente famosa Acrópole, em Atenas. Numa manhã ensolarada de sábado, pus os olhos na parte de trás do teatro de Herodes Ático (também conhecido como Herodes o Ático). Se um visitante não tiver a certeza do que está a ver, a estrutura tem semelhanças com os aquedutos romanos e, uma vez que Atenas fez parte do Império Romano e ocupava um lugar especial no coração do imperador Adriano, é fácil cometer este erro. Mas, claro, não se trata de um aqueduto, mas sim do edifício que abrigava o equipamento e as atividades de preparação dos tragediógrafos, comediantes e atores. É aquilo a que hoje chamamos "bastidores".

Arches, Theatre of Herod Atticus
Arcos, Odeião de Herodes Ático Spyros Kamilalis (CC BY-NC-SA)

Um conjunto de arbustos e árvores ergue-se junto ao teatro e oculta vários pequenos segredos. Sistemas de abastecimento de água e de extração de resíduos, fossas séticas e cisternas, condutas que se escondem no subsolo e conduzem ao resto do que seriam as habitações da cidade antiga. É possível distinguir os diferentes materiais utilizados pelos arquitetos. A maioria das estruturas é em mármore, que era e continua a ser abundante em grande parte do mundo helénico, especialmente nas ilhas e no norte da Grécia. Os sistemas de condutas, bem como a cisterna, são construídos principalmente com material cerâmico para os tubos e uma combinação de placas de cerâmica e pedras para as cisternas. Este último tipo de construção é particularmente visível nas estruturas erguidas durante a época romana, altura em que Adriano empenhou muitos esforços na modernização e manutenção da cidade. Costumava dizer-se que metade de Atenas foi construída por Péricles e a outra metade por Adriano.

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Water Supply Systems at the Acropolis
Sistemas de Abastecimento de Água na Acrópole Spyros Kamilalis (CC BY-NC-SA)

Avançando, segui pela estrada empinada que me conduziu ao topo do teatro de Herodes Ático. A estrutura era tão magnífica como imaginara; consegui contar pelo menos quatro pisos. Um pequeno caminho circular a meia altura divide a primeira e a segunda filas de assentos. Este passadiço acompanha a forma anfiteatral e conduz ao edifício principal dos "bastidores", no seu segundo andar. As salas são visíveis e não é preciso muita imaginação para prever as atividades dos atores enquanto se preparavam para entrar em cena. Estou bastante convicto de que a imponência da estrutura desempenharia um papel importante no esforço dos diretores para incutir um sentimento de deslumbramento no público. Se a isto juntarmos uma lua cheia de verão, quase se consegue sentir Apolo e as suas musas a sussurrar através dos tempos.

Stage, Theatre of Herod Atticus
Palco, Odeião de Herodes Ático Spyros Kamilalis (CC BY-NC-SA)

O Propileus

A próxima paragem seria a entrada principal da Acrópole, os Propileus. É oportuno fazer aqui uma breve referência histórica. A Acrópole de Atenas é uma reconstrução. Nem sempre foi como é hoje. Durante as guerras greco-persas, Atenas foi saqueada e os templos da Acrópole reduzidos a cinzas. Foi Péricles quem encomendou a reconstrução da Acrópole, contratando os melhores arquitetos e escultores da sua época. O projeto foi liderado por Fídias, enquanto o próprio Partenon foi concebido e construído pelos arquitetos Ictinos e Calicrates.

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Propylaea - The Entrance to the Acropolis
Propileus — A Entrada da Acrópole Spyros Kamilalis (CC BY-NC-SA)

Os Propileus foram construídos com mármore pentélico proveniente das colinas vizinhas a Atenas. A sua arquitetura é semelhante à do resto da Acrópole, típica das estruturas da Grécia antiga do mesmo tipo, mas impregnada da extravagância que a idade de ouro da Grécia proporcionou. Muitos anos mais tarde, serviu de modelo para o Portão de Brandemburgo, em Berlim, e para os Propileus de Munique.

Ao estar nas escadarias dos Propileus, há apenas uma direção para onde o visitante volta o olhar: para cima. Para os próprios Propileus e para o templo de Atena Níque (Atena da Vitória); uma estrutura pequena, mas imponente, provavelmente uma das que se encontra em melhor estado no que diz respeito à delaminação. Na língua grega, a palavra «Propileus» significa «antes dos portões». Assim que o visitante atravessa os portões da Acrópole e entra no planalto central, os dois templos mais famosos erguem-se para o receber: o Partenon, o templo principal de Atena, e o Erecteion, um templo dedicado tanto a Atena como a Poseidon. Decidi deixar o Partenon para o fim devido à sua fama, mas também porque, apesar da sua dimensão, é uma estrutura muito mais simples.

Temple of Athena Nike - Acropolis, Athens
Templo de Atena Nike — Acrópole, Atenas Spyros Kamilalis (CC BY-NC-SA)

O Erectéion

O Erectéion tem um nome bastante invulgar, mesmo para os padrões gregos. As suas colunas em forma de mulher, as Cariátides, estão intimamente relacionadas com as origens do nome. As Cariátides são «as donzelas de Karyai», uma pequena cidade no Peloponeso onde existe um templo dedicado à deusa Artemis. As Cariátides eram suas servas. O Erecteion é composto por dois setores: o templo principal e uma câmara mais pequena chamada Kekropion. Reza a lenda que os antigos reis atenienses semilegendários da Idade do Bronze, Erecteu e Cecrops, estão sepultados por baixo do templo, nas câmaras que lhes são respetivamente dedicadas. Mais especificamente, a estrutura saliente em forma de caixa que alberga as cariátides encontra-se sobre o túmulo propriamente dito do rei Erecteu.

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Erechtheion - Acropolis, Athens
Erectéion — Acrópole, Atenas Spyros Kamilalis (CC BY-NC-SA)

O Erectéion teve muitas utilizações ao longo dos tempos, daí o seu estado relativamente bem preservado. Construído em 421 a.C., foi inicialmente um templo, tal como mencionado anteriormente. Após a instituição do cristianismo como religião de Estado pelo imperador romano Constantino I, o Grande, o Erectéion tornou-se uma igreja cristã. Esta função manteve-se até à queda de Constantinopla, em 1453. Posteriormente, serviu de residência ao comandante otomano de Atenas e aos seus haréns até 1830. É claro que não pode haver um monumento grego sem um pouco de controvérsia. A situação teve início em 1801, quando um nobre britânico, Lord Elgin, retirou uma das cariátides, juntamente com várias partes do frontão do Partenon, para decorar a sua mansão na Escócia. Mais tarde, os colaboradores de Elgin venderam as peças ao Museu Britânico, onde se encontram atualmente. O debate sobre os Mármores de Elgin é um tema de muita discussão e controvérsia entre os Estados grego e britânico.

O Partenon

Passando para o Partenon, fiquei imediatamente triste ao olhar para ele. Apesar da sua magnificência, do seu tamanho, da sua importância e do seu prestígio mundial, não é um templo restaurado. Os danos que sofreu ao longo dos tempos são indescritíveis. A história destes danos extensos remonta à Guerra da Independência Grega, durante a década de 1820. Os navios turcos sitiaram Atenas, que se encontrava ocupada por combatentes gregos. Bombardearam a zona, o que resultou na destruição de grande parte do Partenon. É uma pena vê-lo nestas condições, e faz-me questionar como seria se estivesse totalmente restaurado, mesmo utilizando materiais modernos no lugar dos que foram destruídos.

Parthenon - Acropolis, Athens
Partenon — Acrópole, Atenas Spyros Kamilalis (CC BY-NC-SA)

Um excelente exemplo da história da engenharia estrutural que o Partenon nos oferece é a utilização de reforço no interior das colunas. As peças redondas de mármore que compõem as colunas não são discos, mas sim anéis. Cada peça tem um orifício no centro que servia para alojar hastes de chumbo que funcionavam como reforço, aumentando assim a eficácia dos elementos de suporte de carga do templo, especialmente em caso de sismos, que eram e continuam a ser tão comuns na Grécia.

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Para além dos templos da idade de ouro de Atenas, na Acrópole, o visitante pode admirar o que resta do altar de Otávio Augusto; uma oferenda ao divino, do primeiro dos imperadores romanos a um dos locais mais sagrados do mundo antigo.

O Teatro de Dionísio

Depois de concluir a minha visita à Acrópole, saí pelos Propileus e desci em direção às ruínas do Templo de Temis e ao Teatro de Dionísio. Ao longo do caminho, estão expostas várias pedras com inscrições, e pus à prova a minha memória sobre o dialeto ático do grego antigo, tentando decifrar o significado das inscrições. Talvez não tenha conseguido compreender o significado na íntegra, mas entendi o essencial. Estas inscrições foram escritas há 2500 anos, o que me enche de admiração por esta língua viva e em evolução.

Theatre of Dionysus - Acropolis, Athens
Teatro de Dionísio — Acrópole, Atenas Spyros Kamilalis (CC BY-NC-SA)

O passeio levou-me até à frente do Teatro de Dionísio, onde é possível observar os lugares «VIP» do teatro, com os nomes das pessoas gravados nos assentos.

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O Museu da Acrópole

A uma curta distância a pé do Teatro de Dionísio, encontra-se a entrada do novo Museu da Acrópole, sobre o qual tanto tinha ouvido falar. Devo dizer que três elementos do museu me chamaram a atenção. O primeiro são as cariátides originais que se erguem numa varanda interior, onde o visitante pode apreciá-las a uma distância muito próxima (quase ao toque).

Erechtheion Caryatids
Cariátides do Erectéion Spyros Kamilalis (CC BY-NC-SA)

A segunda exposição de tirar o fôlego do museu encontra-se no último andar. Trata-se, nada mais nada menos, do frontão completo do Partenon, com a Titanomaquia representada em sequência em cada uma das suas peças. Precisava de bastante tempo para examinar todas as partes e compreender as cenas representadas, mas era uma visão incrível de se contemplar, especialmente se imaginada pintada. Por fim, a terceira característica que enriquece toda a experiência é a vista do último andar. A própria Acrópole, com toda a sua magnificência, preenche a vista da janela, e é simplesmente impressionante.

O Fórum Romano

Para ser totalmente sincero, ão fazia ideia da grandiosidade da Ágora Romana em Atenas. Fiquei surpreendido ao ver um grande complexo de edifícios com diferentes utilizações e significados, que me abriu uma nova perspetiva da cidade. O imperador Adriano fez um excelente trabalho ao expandir a cidade, deixando um legado notável. Antes de entrar no recinto, o visitante tem de atravessar uma pequena ponte sobre o metro e, enquanto está na ponte, do lado direito, avistam-se as ruínas do altar dos doze deuses. Entrei no recinto e dirigi-me para a esquerda. A minha primeira paragem foi a Stoa de Átalo. Uma pequena rotunda romana é a primeira coisa que se vê e, mesmo ao lado, um edifício muito comprido que é a Stoa e que alberga o Museu da Ágora.

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Stoa of Attalos, Athens
Estoa de Átalo, Atenas Spyros Kamilalis (CC BY-NC-SA)

Continuei a caminhar pela Via Panatenaica em direção à igreja dos Santos Apóstolos e, com a Biblioteca de Pantainos à minha esquerda, virei à direita em direção ao Ginásio. Desci em direção ao Odeão de Agripa, a caminho do Templo de Hefesto. Passando pelo Bouleuterion e pelo Metroon, contemplei a Stoa de Zeus; todos os edifícios formavam uma espécie de entrada para o Templo. Na entrada da estrada que conduz ao Templo ergue-se a estátua do Imperador Adriano.

Agora of Athens and the Temple of Hephaestus
Agora de Atenas e o Templo de Hefesto Spyros Kamilalis (CC BY-NC-SA)

O Templo de Hefesto é mais pequeno do que o Partenon, mas está muito melhor preservado. O visitante pode ver o interior do templo, com o telhado e tudo, para ter uma ideia completa da arquitetura interior de um templo grego típico.

Temple of Hephaestus
Templo de Hefesto Spyros Kamilalis (CC BY-NC-SA)

Desci do templo pela mesma estrada e caminhei em direção à saída do recinto, passando pelas ruínas do Templo e do Altar do deus Ares.

O Estádio Panatenaico

As Grandes Panateneias consistiam numa mistura de competições cerimoniais, atléticas e culturais que se realizavam de quatro em quatro anos.

Mais tarde, fui ver o Estádio Panatenaico, que tem uma longa e fascinante história que abrange não só o festival antigo, mas também detém um recorde mundial nos tempos modernos. Foi inicialmente concebido como uma pista de corrida para quadrigas em algum momento do século VI a.C. Em 330 a.C., o arquiteto Licurgo construiu a primeira versão do estádio em calcário, enquanto em 144 d.C.. o estádio foi renovado em mármore por Herodes Ático. O festival, as Grandes Panateneias, consistia numa mistura de competições cerimoniais, atléticas e culturais que se realizavam de quatro em quatro anos e duravam cerca de uma semana. Os jogos panatenaicos continuaram até ao reinado do imperador Teodósio I, que proibiu todos os antigos eventos pagãos para suprimir as respetivas religiões pagãs em favor do cristianismo.

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Na era moderna, o estádio foi a casa da equipa de basquetebol do AEK Atenas. Na final da Taça dos Vencedores da Taça da Europa da FIBA de 1969, o AEK Atenas defrontou o Slavia Praga. A assistir à final no estádio estavam 80 000 espectadores sentados e 40 000 em pé, tornando este jogo de basquetebol o que registou maior afluência de sempre. O estádio ainda detém este recorde.

O Templo de Zeus Olímpico

Seguindo em frente, dirigi-me para oeste, em direção ao Templo de Zeus Olímpico. O templo era o maior da Grécia antiga, e as ruínas são prova disso no que diz respeito à altura e ao comprimento, mas é uma pena que apenas algumas colunas tenham sobrevivido.

The Temple of Olympian Zeus, Athens
O Templo de Zeus Olímpico, Atenas George Rex (CC BY-SA)

Em frente à entrada das Colunas de Zeus Olímpico, encontra-se o Arco de Adriano. O imperador adorava Atenas, e isso é visível por toda a cidade. Em frente ao monumento, no jardim da frente da Igreja Cristã Ortodoxa Bizantina de Santa Catarina, encontram-se algumas ruínas antigas. Aparentemente, estas ruínas são os vestígios dos banhos romanos construídos pelo imperador Adriano. Na rua que leva o nome de Lisícrates, reparei numa taberna com o nome helenizado do imperador, «Adrianos».

Choragic Monument of Lysicrates
Monumento Corégico de Lisícrates Spyros Kamilalis (CC BY-NC-SA)

A Prisão de Sócrates e a Ecclesia do DEMOS

No dia seguinte, decidi ir ao monte de Filopapo, uma colina arborizada que proporciona uma sensação agradável e passeios tranquilos. O primeiro local histórico digno de nota é a prisão de Sócrates, o local onde este esteve detido antes da sua execução por envenenamento com cicuta (Conium) em 399 a.C.

Socrates' Prison, Athens
Prisão de Sócrates em Atenas Mark Cartwright (CC BY-NC-SA)

No topo da colina, encontrei-me no local exato onde se realizavam as reuniões da Ecclesia de Demos, com o pódio dos oradores e a melhor vista sobre os monumentos da Acrópole e de Atenas em geral.

Pnyka - The Orator's Podium
Pnix — A Tribuna do Orador Spyros Kamilalis (CC BY-NC-SA)

Desci a colina, deixando para trás todas as antiguidades. Esta viagem no tempo e a beleza que se pode observar nela deixaram-me grato pela minha decisão de visitar o local. Dois dias não são, de forma alguma, suficientes para apreciar a história da cidade, quanto mais o resto do que ela tem para oferecer. No meu voo de regresso a casa, fiquei a refletir sobre a viagem e já a planear a minha próxima visita ao berço da civilização ocidental. Há algumas coisas que não tive oportunidade de ver, como a Academia de Platão, o templo de Poseidon em Sounion e, claro, prazeres mais terrenos, como tabernas, bares e os belos bairros à beira-mar que trazem as ilhas gregas aos pés dos atenienses.

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Bibliografia

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Kamilalis, S. (2026, agosto 19). Uma Visita à Antiga Atenas. (F. Oliveira, Tradutor). World History Encyclopedia. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1094/uma-visita-a-antiga-atenas/

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Kamilalis, Spyros. "Uma Visita à Antiga Atenas." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, agosto 19, 2026. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1094/uma-visita-a-antiga-atenas/.

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Kamilalis, Spyros. "Uma Visita à Antiga Atenas." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, 19 ago 2026, https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1094/uma-visita-a-antiga-atenas/.

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