Ágora

Definição

Joshua J. Mark
por , traduzido por Jonas Tenfen
publicado em 21 Maio 2021
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Disponível em outras línguas: Inglês, Turco, Espanhol
Athenian Agora and Acropolis (by Ancient History Magazine / Karwansaray Publishers, CC BY-NC-SA)
Ágora de Atenas e Acrópole
Ancient History Magazine / Karwansaray Publishers (CC BY-NC-SA)

O termo ágora tem origem na língua grega e significa “espaço aberto para reunião”; no início da história da Grécia, designava a área de uma cidade onde os cidadãos nascidos livres podiam se reunir para ouvir anúncios cívicos, organizar campanhas militares ou discutir política. Posteriormente, o termo passou a designar o mercado ao ar livre da cidade.

A Ágora de Atenas é a mais conhecida, embora o termo tenha sido usado em outras cidades-estado para identificar espaços públicos onde se discutiam os eventos do dia, os mercadores montavam suas tendas e os artesãos vendiam seus produtos. Assim, ágora é também entendida como a reunião de pessoas, bem como onde elas se reúnem. A Ágora de Atenas era localizada abaixo da Acrópole, próxima à construção hoje conhecida como Theseion (o Templo de Hefesto), e, até hoje, existem mercados ao ar livre na mesma localização. O local é frequentemente referenciado como berço da democracia, uma vez que foi ali que discussões e debates políticos deram origem ao conceito.

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O local foi destruído, bem como o restante da cidade, durante a invasão do rei persa Xerxes, em 480 a.C., e foi reconstruído a mando do estadista ateniense Péricles (495-429 a.C.). Sócrates (c. 470/469-399 a.C.) questionava os cidadãos de Atenas na Ágora, e foi ali que o jovem dramaturgo e aristocrata Arístocles de Atenas ouviu Sócrates pela primeira vez, queimou suas peças teatrais, e passou a dedicar-se ao desenvolvimento da filosofia grega sob o nome de Platão (428/427-348/347 a.C.). A Ágora foi também onde Sócrates foi julgado por impiedade em 399 a.C. e sentenciado à morte.

A Ágora serviu aos mesmos propósitos na antiga Atenas que as praças e as prefeituras serviram em sociedades posteriores.

A Ágora era importante porque ali a sociedade se congregava para discutir eventos do dia, política, religião, filosofia e temas jurídicos. A Ágora serviu aos mesmos propósitos na antiga Atenas que as praças e as prefeituras serviram em sociedades posteriores. Como outras áreas que vieram a ser os centros das cidades, a Ágora possuía uma área cultivada adornada com árvores, jardins, fontes, construções com colunas, estátuas, monumentos e lojas que vendiam produtos diversos.

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A Ágora ateniense serviu de palco para filósofos posteriores a Sócrates, como Diógenes de Sinope (c. 404-323 a.C.), que na verdade vivia nas ruas, Crates de Tebas (c. 360-280 a.C.) e sua esposa Hipárquia de Maroneia (c. 350-280 a.C.), que faziam o mesmo, e São Paulo (c. 5-64 d.C.), que pregou no Areópago. De acordo com o livro bíblico dos Atos dos Apóstolos (17:16-33), foi na Ágora ateniense que Paulo encontrou os estoicos e os epicuristas e, ali, pregou a eles a boa nova do evangelho de Jesus Cristo.

A Ágora continuou como importante local de comércio, debate público e vida social durante o início do período romano, mas foi destruída em 267 pelos hérulos germânicos e em 396 pelos visigodos. No século 7°, algumas construções – como o Templo de Hefesto – foram convertidas em igrejas e, por isso, preservadas. O local foi oficialmente reconhecido pela sua importância histórica no século 19, e restaurações de algumas de suas partes tiveram início no século 2°, com destaque para a reconstrução da Estoa de Átalo, que hoje abriga um museu. Nos dias atuais, a área ao redor da antiga Ágora de Atenas continua a ser local de encontro para debates públicos, comércio e protestos do mesmo modo que antigamente, e tem havido esforços para preservá-la como importante local histórico.

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Ocupação e desenvolvimento

A área da Ágora esteve em uso desde o período neolítico, como evidenciado por achados arqueológicos, que incluem ferramentas. Com o tempo, a área passou a ser usada como cemitério, e este uso foi ampliado posteriormente, durante o período da civilização micênica (c. 1700-1100 a.C.). Os micênicos se estabeleceram em Atenas por volta de 1400 a.C., construindo uma grande fortaleza na Acrópole, com vista para a área que viria a se tornar a Ágora.

A fortaleza provavelmente serviu como palácio para o governante micênico, e, mantendo a tradição estabelecida anteriormente, locais religiosos e funerário estavam localizados próximos ao palácio, no caso, na área abaixo da Acrópole. Os micênicos são famosos pelas suas monumentais tumbas em estrutura circular, chamadas “tolos”, e mais de 50 destas foram encontradas em escavações na Ágora.

A civilização micênica declinou por volta de 1100 a.C. (talvez devido a causas naturais, como mudanças climáticas, ou invasões de outros povos, como os Povos do Mar), durante o período conhecido como o colapso da Idade do Bronze. Seria imortalizada, contudo, na literatura. Os heróis da Ilíada e da Odisseia, de Homero (século 8° a.C.), tais como Aquiles, Agamenon, Ajax, Menelau e Ulisses eram todos gregos micênicos. A associação da “idade de ouro” dos micênicos com Atenas foi celebrada pelo escritor Hesíodo (século 8° a.C.), dando à cidade de maneira geral, e à área ao redor da Acrópole em particular, um status elevado.

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Ágora e Democracia

Por volta do século 6° a.C., a Ágora já era um bairro residencial com casas construídas ao redor do local que iria se tornar o mercado. As residências impulsionaram a construção de prédios públicos e manufaturas, e a área se desenvolveu com o comércio, pois era facilmente acessível a partir de fazendas próximas, bem como do Porto de Pireus. A única estrada na Grécia (que não era uma trilha abertas por cabras) no século 6° a.C. era a Estrada Sagrada, o caminho de Atenas até a cidade de Elêusis usado por participantes no ritual dos mistérios eleusinos. As outras “estradas” que se dirigiam para ou saiam do Ágora eram trilhas abertas por mercadores e animais.

Leis escritas foram primeiramente instituídas pelo governante Draco (século 7° a.C.), mas estas eram consideradas severas e restritivas, de modo que, posteriormente, foram reformadas pelo jurista e estadista Sólon (c. 630-560 a.C.), que rompeu com o domínio da classe superior na participação política e a abriu a todos os cidadãos atenienses. Ele dividiu os cidadãos em quatro classes baseadas em renda obtida pela propriedade. O Areópago, que antes era o local de encontro dos arcontes, era agora aberto às discussões políticas para qualquer cidadão ateniense do sexo masculino.

A Ágora se tornou centro da vida política e social no século 6° a.C. e se desenvolveu desenvolvida de acordo.

Em 565 a.C., o tirano populista Pisístrato (morto por volta de 528 a.C.), parente de Sólon, tomou o controle de Atenas em um golpe, colocando fim nesta versão inicial de democracia. Este domínio foi continuado pelos seus filhos Hiparco e Hípias até c. 510 a.C., quando Hípias foi deposto pelos atenienses com ajuda de Esparta. Sob Hípias, vários projetos de importantes construções foram iniciados ou continuados. Pisístrato havia decretado muitos destes projetos durante seu reinado, incluindo o Caminho Panatenaico.

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O Caminho Panatenaico, uma rua que ligava o Portão Dipylon até a Acrópole, era a via usada durante as Panateneias (c. 566 a.C. até o século 3° d.C.), em honra à deusa Atena, adentrando a cidade pelo lado noroeste, saindo pelo sudeste e transitando pelos templos na Acrópole. Hípias remodelou a área de entrada da estrada na Ágora e ordenou a construção do templo de Zeus no local.

Depois que Hípias foi deposto, os atenienses reescreveram sua história recente, omitindo o papel vital que Esparta havia desempenhado, e creditaram o golpe a dois jovens – Harmódio e Aristógito– que, de fato, não tinham envolvimento direto com o acontecido. Os dois haviam assassinado Hiparco em 514 a.C. devido a um insulto pessoal, não para derrubar o regime, mas foram apontados como libertadores. Estátuas de bronze dos “tiranicidas” foram colocadas na Ágora – “o mais antigo monumento político na Europa” – de acordo com o professor Robin Waterfield (página 58), e eles eram de tal modo lembrados por isso que, quando suas estátuas foram removidas pelos persas em 480 a.C., elas foram imediatamente repostas em seus lugares.

Na atmosfera de liberdade subsequente à queda de Hípias, o estadista Clístenes (século 6° a.C.) reformou as leis de Sólon e estabeleceu a democracia em Atenas. A democracia já existia em diversas formas em outros lugares, mas foi a democracia ateniense que se tornou modelo para governos posteriores, dando à cidade o importante papel que ela possui na história e homenageando a Clístenes com o título de “Pai da democracia ateniense”, que, atualmente, costuma ser entendida como a democracia moderna, mesmo não sendo.

Apenas cidadãos do sexo masculino podiam votar, e havia outras características que faziam a democracia ateniense muito diferente do conceito moderno. Apesar disto, as reformas de Clístenes estabeleceram o modelo que foi aprimorado pelos governantes atenienses posteriores e também por outros governos de outros lugares, e o experimento inicial deste modo de governar teve início na Ágora. O pesquisador Thomas Cahill comenta:

Para nós, olhando para o passado, pode parecer imprudente convidar todos os cidadãos a votar em todas as iniciativas importantes, mas Sólon estava certo em reconhecer que nenhum homem livre de Atenas podia permitir a si mesmo ser excluído de nada. O contínuo barulho de conversa, as vozes imponentes dos oradores, os gritos estridentes dos simpósios – este contínuo ritmo de opiniões, controvérsias e conflitos podia ser ouvido por todos. A Ágora não era apenas o mercador diário de peixes e produtos agrícolas, era o mercado diário de ideias, o local que os cidadãos usavam como jornal diário completo, com manchetes sensacionalistas, furos de notícias, colunas e editoriais (página 118).

A Ágora se tornou centro da vida política e social no século 6° a.C. e se desenvolveu de acordo. A área principal se tornou o mercado, cercado por construções públicas e municipais, e cuidadosamente enfeitada com fontes, parques, árvores e estátuas. Tudo isso seria destruído na invasão persa de 480 a.C.

Invasão persa e restauração

Em 480 a.C., o rei persa Xerxes I (tendo reinado entre 486-465 a.C.) invadiu a Grécia em uma campanha de conquista. O rei e general espartano Leônidas (tendo reinado entre 490-480 a.C.) atrasou os persas na Batalha das Termópilas, mas, depois que Leônidas foi derrotado e morto, o exército de Xerxes I marchou para Atenas e a queimou. A Ágora foi deixada em ruínas e as estátuas que não foram destruídas foram levadas para a Pérsia. Após os persas serem derrotados em 479 a.C., os esforços de restauração iniciaram sob o comando de Péricles.

Péricles ordenou que a Estrada Panatenaica fosse restaurada, assim como os edifícios ao redor da entrada da Ágora no lado noroeste e sua saída pela Acrópole pelo lado sudeste. Três estoas foram construídas (ou reconstruídas) à época - a Estoa Pintada, a Estoa Sul e a Estoa de Zeus. O Templo de Hefesto também foi construído neste período, e a casa da moeda da cidade, os tribunais e os santuários foram todos restaurados e renovados. Entre os santuários, estava o famoso Altar dos Doze Deuses, a partir do qual eram medidas todas as distâncias em Atenas. As tumbas tolos dos primeiros micênicos foram também reparadas e restauradas nesta época, do mesmo modo que muitos outros monumentos e edificações do distrito.

Agora of Athens and the Temple of Hephaestus
Agora de Atenas e o Templo de Hefesto
Spyros Kamilalis (CC BY-NC-SA)

Após a restauração de Péricles, a Ágora mais uma vez se tornou o centro da vida ateniense. Enquanto ocorria a obra na Ágora, Péricles ordenou a construção de templos na Acrópole, incluindo, evidentemente, o Partenon, dedicado à Athena Parthenos (Atena, a Virgem), a divindade protetora da cidade. O grande escultor Fídias (c. 480-430 a.C.) criou a estátua de Atena para o templo, e o pintor Polignoto (século 5° a.C.) o decorou.

Os escritores de tragédias como Ésquilo (c. 525-456 a.C.), Sófocles (c. 496-406 a.C.) e Eurípides (c. 484-407 a.C.), e o escritor de comédias Aristófanes (c. 460-380), produziram e encenaram suas peças na e próximo à Ágora de Atenas. O grande sofista Protágoras (c. 485-415 a.C.) defendeu casos em tribunais no local e ensinou nos prédios públicos. Filósofos como Parmênides de Elea (c. 485 a.C.), Zenão de Elea (c. 465 a.C.), Anaxágoras (c. 500-428 a.C.), entre outros, todos visitavam a Ágora e dividiam suas visões com público.

Sócrates regularmente atuava na corte da Ágora, questionando as pessoas sobre seus valores e estabelecendo o tipo de investigação que lança as bases da filosofia ocidental tal como desenvolvida pelo seu seguidor Platão. A Ágora, neste período, foi o centro de atividade intelectual, artística, cultural, religiosa e política, e seu legado foi honrado com projetos de construções nesta época bem como os projetados posteriormente.

Construções importantes

Há muitas construções importantes cujas ruínas ainda existem no local da antiga Ágora. Estas foram muitas vezes construídos (ou reconstruídos) com fundos doados por benfeitores ricos. Dentre os mais interessantes, estão:

O Pritaneu: (também conhecido como Tolo) a sede de governo onde o Conselho de Cidadãos se encontrava e onde o fogo sagrado era mantido aceso, simbolizando a vida da comunidade. Heróis das Olímpiadas e vitórias militares eram homenageados ali, e se localizava no centro da Ágora. Dezessete executivos permaneciam no Tolo/Pritaneu para lidar com emergências na cidade, e, por isso, a construção passou a ser associada com a democracia ateniense por sua reação às necessidades do povo.

Estoa Pintada: (também conhecida como Pórtico Pintado ou Stoa Pecile) construída com fundos doados pelo cunhado do estadista Címon de Atenas (c. 510-450 a.C.). Esta construção se tornou famosa em toda a Grécia pelas pinturas que retratavam várias vitórias militares, especialmente a Batalha de Maratona, de 490 a.C.

A Estoa de Átalos: construída como presente pelo rio Átalos II (que reinou entre 159-138 a.C.). Foi destruída na invasão dos hérulos germânicos em 267 a.C. e o que sobrou foi posteriormente danificado em 396 a.C. pelos visigodos. A construção foi completamente restaurada na década de 1950 e abriga hoje o Museu da Ágora Antiga.

Stoa of Attalos, Athens
Estoa de Átalo, Atenas
Ava Babili (CC BY-NC-ND)

Colono Agoreo: (“Colina da Ágora”) construída próxima ao Templo de Hefesto; por ter sido local de encontro dos trabalhadores da Ágora, acredita-se que esta construção é também serviu como centro de manufaturas. Dois sistemas de cisternas serviam a esta construção, suas ruínas ainda existem, sugerindo que a estrutura – ou ao menos o espaço – era utilizado para a produção de bens que requeria acesso à água.

Templo de Hefesto – construído entre 450-451 a.C. e dedicado ao deus Hefesto, patrono dos artesãos. Nos dias atuais, é frequentemente chamado de Theseion, porque se acreditava que ali havia sido construída para abrigar os restos de Teseu, o lendário fundador de Atenas. O Theseion é o local dos mercados ao ar livre nos dias de festa e finais de semana nos dias de hoje, continuando a tradição da antiga Ágora.

Conclusão

Roma tomou a Grécia como província em 31 a.C., depois da Batalha de Ácio, e a manteve como tal até 1453, quando foi tomada pelo Império Otomano. Durante este tempo, a Ágora teve sua estrutura ainda mais ampliada com o acréscimo do Odeão de Agripa, por exemplo, além de mais estátuas adornando parques e residências. O imperador romano Adriano (que reinou entre 117-138) erigiu várias estátuas pela Ágora e contribuiu para seu desenvolvimento de outras formas durante seu reinado.

Acredita-se que Paulo Apóstolo tenha pregado aos filósofos epicuristas e estoicos no local de assembleia conhecido como Areópago (Colina de Ares), c. 52, e, depois que o cristianismo foi adotado pelos gregos, várias igrejas e templos cristãos foram erigidos. A Igreja dos Apóstolos foi construída em torno do ano 1000, e, por volta do século 7°, o Templo de Hefesto foi convertido em igreja.

Temple of Hephaestus
Templo de Hefesto
Spyros Kamilalis (CC BY-NC-SA)

A Ágora continuou como centro da comunidade e do comércio ateniense sob o Império Bizantino (o Império Romano do Oriente, 330-1453), em seguida sob o Império Otomano, depois de 1453: ano da Queda de Constantinopla. Quando os gregos se rebelaram contra o domínio turco no século 19, a Ágora foi danificada na batalha, bem como a Acrópole. Por volta de 1831, a restauração da área levou a construções, sobre antigas estruturas, de várias residências e prédios modernos no local da antiga Ágora, e, por isso, esta área foi declarada proibida para desenvolvimento urbano e declarada como importante local histórico.

Em 1832, o templo de Hefesto se tornou lar do primeiro museu arqueológico da Grécia. Desde então, escavações no local da antiga Ágora têm sido realizadas e sua importância histórica é em mais valorizada. O distrito comercial de Monastiraki e a estação de metrô de Monastiraki, ambos localizados na área da Ágora, tomaram medidas para preservar o antigo local. A estação de metrô exibe artefatos escavados, e as lojas da área têm chão de vidro pelo qual as pessoas da era moderna podem observar e apreciar as ruínas do antigo local.

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Sobre o tradutor

Jonas Tenfen
Jonas é professor de ensino médio no Brasil. Ele dedica sua vida profissional à gramática e à literatura, e ele também trabalha como tradutor e redator.

Sobre o autor

Joshua J. Mark
Escritor freelancer e ex-professor de Filosofia no Marist College, em Nova York. Joshua J. Mark viveu na Grécia e na Alemanha, viajou pelo Egito. Lecionou História, Redação, Literatura e Filosofia em várias universidades.

Citar este trabalho

Estilo APA

Mark, J. J. (2021, Maio 21). Ágora [Agora]. (J. Tenfen, Tradutora). World History Encyclopedia. Recuperado de https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-512/agora/

Estilo Chicago

Mark, Joshua J.. "Ágora." Traduzido por Jonas Tenfen. World History Encyclopedia. Última modificação Maio 21, 2021. https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-512/agora/.

Estilo MLA

Mark, Joshua J.. "Ágora." Traduzido por Jonas Tenfen. World History Encyclopedia. World History Encyclopedia, 21 Mai 2021. Web. 28 Set 2022.