Aspásia de Mileto

Definição

Joshua J. Mark
por , traduzido por Ricardo Albuquerque
publicado em 20 Maio 2021
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Disponível noutras línguas: Inglês, francês, italiano, Polaco, espanhol
Aspasia of Miletus (Artist's Impression) (by Ubisoft, Copyright, fair use)
Aspásia de Mileto (Concepção Artística)
Ubisoft (Copyright, fair use)

Aspásia de Mileto (c. 470-410/400 a.C.) tornou-se mais conhecida como a consorte do grande estadista ateniense Péricles. Sua história de vida costuma ser narrada à sombra da fama de Péricles, mas ela era uma mulher de grande eloquência e inteligência, que influenciou muitos dos escritores, filósofos e estadistas de seu tempo.

Era uma meteca (pessoa não nascida em Atenas) e, em consequência, não tinha permissão de casar-se com um ateniense e precisava pagar uma taxa para viver na cidade. Em virtude de sua condição de forasteira, no entanto, Aspásia não se incluía nos costumes atenienses referentes ao comportamento feminino. Ela deu a Péricles ( 495-429 a.C.) um filho (Péricles, o Jovem, c. 440-406 a.C.) fora do casamento, ensinou homens e mulheres e parece ter vivido livremente, de acordo com seus gostos.

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Sabe-se disso, bem como que ela viveu, escreveu e trabalhou em Atenas c. 450- c. 428 a.C., administrando uma espécie de salão, mas pouco mais pode ser dito com certeza. Não é certo sequer se "Aspásia" fosse seu verdadeiro nome ou um pseudônimo "profissional", já que era famosa como uma hetaira (cortesã de alta classe). Seu nome significa "cumprimentar com afeto" ou "bem-vindo" ou "desejada", de acordo com a tradução. Estudiosos concordam quase universalmente que Aspásia não seria seu nome de nascimento.

Escritores da Antiguidade, de Aristófanes (c. 460-c. 380 a.C.) a Platão (428/427-348/347 a.C.) e Plutarco (c. 45/50-c. 120/125 d.C.) fazem referência à sua eloquência e capacidade de controlar os homens, o que passou a fazer parte de sua reputação, já que nenhuma de suas obras, se é que ela realmente escreveu alguma, sobreviveu até os dias atuais. Nos séculos XIX e XX, principalmente devido às obras literárias de Walter Savage Landor (1775-1864) e Gertrude Atherton (1857-1948), respectivamente, Aspásia começou a ser vista como uma heroína romântica da Era Dourada de Atenas e, junto a Péricles, como um exemplo de casal romântico.

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Ela é reconhecida como uma figura importante atualmente por desafiar os costumes restritivos da sociedade ateniense com relação às mulheres (que eram consideradas como cidadãs de segunda classe) para viver sua vida conforme seus próprios padrões. Na era moderna, é vista como uma intelectual e professora incrivelmente hábil, com significativa influência sobre famosos escritores masculinos e filósofos de sua época.

Aspasia Surrounded by Greek Philosophers
Aspásia cercada por filósofos gregos
Michel Corneille the Younger (Public Domain)

Descrições Antigas e Modernas

Plutarco invariavelmente enaltece as realizações de Péricles e culpa Aspásia por seus erros.

Quem quer que Aspásia fosse, parece claro que se tratava de uma mulher com feitos relevantes, mesmo que não não se saiba com precisão quais seriam estas realizações. Embora os escritores da Antiguidade mencionem sua influência sobre os outros (tais como Sócrates, por exemplo), há poucos detalhes sobre quais aspectos das obras alheias que deveriam ser creditadas a ela. A afirmação de que ela escreveu a famosa Oração Fúnebre de Péricles não tem comprovação e, na verdade, foi feita originalmente como uma calúnia. Ela desapareceu da história da retórica pela mesma razão: a inabilidade dos eruditos posteriores de associá-la com quaisquer obras que subsistiram.

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A estudiosa Madeleine M. Henry destaca que Aspásia é descrita por escritores antigos conforme os vieses individuais de cada um e, portanto, um retrato mais claro de que quem era e do que realizou é quase impossível de ser delineado. Henry comenta:

Quando precisamos de Aspásia ser uma musa casta e professora, ela está lá; quando necessitamos de uma mulher dedicada aos prazeres, ela está lá; quando precisamos de uma proto feminista, ela está lá também. (128)

Escritores antigos, de Platão a Plutarco, a caracterizaram de acordo com suas necessidades particulares. Assim, um leitor moderno deve avaliar e mensurar os vários relatos para tentar chegar a um acordo sobre quem Aspásia deve ter sido. Uma descrição tradicional dela em tempos modernos diz:

Uma apoiadora da educação em Atenas, Aspásia de Mileto (c. 470/401-400 a.C.) ousadamente ultrapassou as limitadas expectativas das mulheres ao fundar uma renomada escola para meninas e um salão popular. Ela vivia livre do isolamento feminino e se conduzia como um intelectual do sexo masculino enquanto discorria sobre eventos contemporâneos, filosofia e retórica. Seus fãs incluíam o filósofo Sócrates e seus seguidores, o professor Platão, o orador Cícero, o historiador Xenofonte, o escritor Ateneu e o estadista e general Péricles, seu adorado marido consensual. (The Oxford Classical Dictionary, 1992)

Descrições antigas, entretanto, variam da acusação cômica de Aristófanes, em sua obra Os Acarnânios, segundo a qual Aspásia iniciou a Guerra do Peloponeso por causa do sequestro de "duas prostitutas" dela à imagem evocada por Plantão em seu diálogo Menexeno, onde aparece como professora de retórica de Sócrates. Deve ser observado que Menexeno é um diálogo satírico e quando o personagem que dá título à obra diz "Fico maravilhado que Aspásia, que é apenas uma mulher, tenha sido capaz de compor tal discurso", o autor está certamente sendo irônico (Menexeno, 235e).

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Socrates Visiting Aspasia
Sócrates visitando Aspásia
Nicolas André Monsiaux (Public Domain)

Ainda que nenhum texto de Aspásia tenha sobrevivido, sua influência é vista como aparente nas obras de seus contemporâneos e escritores posteriores, mas esta afirmação é baseada em evidências circunstanciais desde que, conforme destacado, não está claro em quais obras ela pode ter contribuído realmente. A estudiosa Joyce E. Salisbury fornece o cenário que outros identificam para reivindicar a influência de Aspásia:

A casa de Aspásia rapidamente tornou-se o lugar da moda para homens bem nascidos e educados se reunirem. Políticos, dramaturgos, filósofos, artistas e celebridades literárias passavam por suas portas e ela conheceu os mais famosos arquitetos da era dourada ateniense. (23)

O estudioso I. M. Plant contribui para esta afirmação enquanto qualifica como muito permanece desconhecido sobre a vida e obra de Aspásia:

Aspásia é uma das mais famosas mulheres da Grécia clássica, e ainda assim muito pouco é conhecido sobre sua vida e a maior parte do que foi escrito sobre ela em sua época é duvidoso. Como companheira de Péricles, o principal estadista de Atenas em meados do século V a.C., Aspásia circulava nos mais altos círculos aristocráticos e atraía a atenção de escritores cômicos e sérios. Ela inspirou literatos o que, em consequência, levou à criação de obras com pseudônimos usando seu nome. (41)

Nenhum destes trabalhos assinados com pseudônimos sobreviveu mas são citados por outros escritores que ou enalteciam ou culpavam Aspásia por sua influência sobre homens poderosos. Plutarco invariavelmente enaltece as realizações de Péricles e culpa Aspásia por seus erros. Em certo ponto de sua Vida de Péricles, Plutarco parece pensar em voz alta:

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Que grande arte ou poder esta mulher tinha para conseguir agradar os os principais homens do estado e proporcionar aos filósofos ocasião para discuti-la em termos exaltados e por bastante tempo. (24.1)

Este questionamento parece ter sido compartilhado por muitos dos contemporâneos de Aspásia e pelos que se seguiram. O filósofo Ésquines de Esfeto (c. 425-c. 350 a.C.) parece dar a resposta ao apresentá-la como uma oradora inteligente e uma intelectual de destaque, que deixava uma impressão duradoura naqueles que a ouviam falar. Como Platão, Ésquino escreveu diálogos filosóficos, inclusive um intitulado Aspásia, que se perdeu. Tudo o que conhecemos de suas opiniões sobre ela provêm de autores posteriores, que também forneceram poucos detalhes a respeito da vida de Aspásia.

A Vida de Aspásia

Aspásia nasceu entre 470 e 460 a.C. de uma rica família de Mileto. Isso é inferido devido às menções ao seu alto nível de educação, o que sugere Mileto como local de nascimento, já que lá, ao contrário de Atenas, as mulheres com recursos poderiam receber uma educação superior. Não se sabe quando veio para Atenas ou porquê, embora tenha sido sugerido que ela seria a irmã mais nova da esposa do velho Alcibíades (avô do famoso general e estadista Alcibíades, c. 451-c. 403 a.C.), que havia sido exilado e vivido em Mileto, retornando posteriormente a Atenas com a esposa e a irmã mais nova desta. Porém, e seja lá quando ela tenha chegado, ela administrava um salão (que seus críticos chamavam de "bordel") e uma escola para meninas que também foi citada por seus detratores como sendo um bordel ou uma casa na qual ela mantinha jovens mulheres para o prazer dos homens das classes mais altas, treinando-as como cortesãs. Isso até poderia ser verdade, pois tais estabelecimentos realmente existiam e eram considerados tanto negócios legítimos quanto uma opção para as mulheres na Grécia Antiga.

Ela encontrou Péricles em alguma ocasião por volta de 450 a.C. e foi sua mais constante companhia após ele se divorciar da esposa, aproximadamente em 445 a.C.. Os inimigos de Péricles tiveram farto material para atacá-lo por causa de seu relacionamento com Aspásia, a meteca e hetaira, chegando ao ponto de afirmar que ela "ensinou Péricles a discursar" e que teria sido a autora da sua famosa Oração Fúnebre. Uma acusação deste tipo não seria algo a perturbar a maior parte dos homens atualmente mas, na Grécia Antiga, seria um grave insulto; nenhum estadista ateniense, ou qualquer homem, gostaria de ser conhecido como alguém que devia seu sucesso a uma mulher.

Pericles
Péricles
Mark Cartwright (CC BY-NC-SA)

Conta-se que Sócrates, porém, que parecia devotar às mulheres uma consideração mais elevada do que a maioria dos homens na antiga Atenas, teria se "maravilhado com sua eloquência e creditou a ela a composição da mais famosa oração fúnebre que Péricles pronunciou em homenagem às baixas da Guerra do Peloponeso e, além disso, afirmou que ele, Sócrates, tinha aprendido com Aspásia a arte da eloquência" (Durant, 253). Esta afirmação é feita também no diálogo de Platão Menexeno (235e), no qual Aspásia é a professora de Sócrates, não somente de eloquência mas também da arte da dialética.

Mesmo assim, os inimigos conservadores de Péricles mantiveram seus ataques a Aspásia e, através dela, a Péricles, alegando que ela mostrara desrespeito aos deuses e chegando ao ponto de acusá-la de impiedade. O historiador Will Durant comenta:

Em seu julgamento, que foi realizado diante de um tribunal de quinhentos jurados, Péricles falou em sua defesa, usando toda sua eloquência e indo às lágrimas; e o caso foi encerrado. (254)

Embora ela tenha sido absolvida, Durant assinala que, após sua performance no tribunal em defesa de Aspásia, Péricles "começou a perder sua liderança sobre o povo ateniense e quando, três anos depois, a morte o alcançou, já era um homem alquebrado". Se isso foi um resultado direto da demanda judicial, porém, não está claro.

Após a morte de Péricles em 429 a.C. devido à praga que atingiu Atenas no período entre 430 e 427 a.C., Aspásia tornou-se companheira de seu amigo Lísico (que morreu em 428 a.C.), a quem ela tinha conhecido como um inculto comerciante de ovelhas. Mesmo antes da morte de Péricles, Aspásia contribuíra na transformação de Lísico num líder político e general ateniense. Lísico foi morto em ação na campanha da Cária (428/427 a.C.) da Guerra do Peloponeso e, depois disso, nada mais é conhecido sobre ela com qualquer grau de certeza, nem mesmo a data exata de sua morte.

Eloquência e Críticas

Como já assinalado, grandes discursos proferidos por Péricles têm sido atribuídos a Aspásia, e também se acredita que ela delineou o modelo do Inductio (Indução, ou fazer o interlocutor de alguém aprovar uma proposição duvidosa que se assemelha a uma anterior com a qual já havia concordado) para Sócrates e, para isso, ensinou-o os estratagemas do debate. Um exemplo é visto no fragmento seguinte do diálogo de Ésquino de Esfeto, no qual Aspásia utiliza o Inductio numa conversa com Xenofonte (430-c. 354 a.C., um dos alunos de Sócrates) e sua esposa. Ela usa a técnica de argumentação para mostrá-los que, ao invés de desejar um ideal, a melhor escolha de cada um seria o justamente o outro:

"Por favor me diga, esposa de Xenofonte, se sua vizinha tivesse um enfeite de ouro melhor do que o seu, você iria preferir o dela ou o seu?"

"O dela", ela replicou.

"Agora, se ela tivesse vestidos e outras luxos femininos mais caros do que os seus, você iria preferir os seus ou os dela?"

"Dela, claro", ela replicou.

"Agora, se ela tivesse um marido melhor do que o seu, você iria preferir o seu ou o dela?"

Nesse ponto a mulher enrubesceu. Mas Aspásia então começou a falar com Xenofonte. "Gostaria que você me dissesse, Xenofonte", ela disse, "se seu vizinho tivesse um cavalho melhor do que o seu, você iria preferir o seu ou o dele?"

"O dele", foi a resposta dele.

"E se ele tivesse uma fazenda melhor do que a sua, você iria preferir a sua ou a dele?"

"A fazenda melhor, naturalmente", ele disse.

"Agora, se ele tivesse uma esposa melhor do que a sua, você iria preferir a sua ou a dele?"

E com isso Xenofonte, também, ficou silencioso.

Então Aspásia disse: "Desde que ambos falharam em me dizer a única coisa que eu gostaria de ouvir, vou lhes dizer o que ambos estão pensando. Que você, senhora, gostaria de ter o melhor marido e você, Xenofonte, deseja sobre todas as coisas ter a esposa mais excelente. Portanto, a menos que vocês consigam convencer a si mesmos de que não há melhor homem ou mulher na terra, vão estar com certeza numa eterna expectativa daquilo que seria o melhor, ou seja, que você seja o marido da melhor das esposas e que ela esteja casada com o melhor dos maridos." (Henry, 44)

Luciano refere-se a ela como uma mulher de sabedoria e compreensão, enquanto Quintiliano a considerava sua influência suficiente para incluí-la em suas aulas.

Ésquino (também um pupilo de Sócrates), como já mencionado, escreveu um diálogo intitulado Aspásia sobre ela, que se perdeu a não ser por poucos fragmentos esparsos que evidenciam um retrato positivo. Já Aristófanes, o poeta cômico grego, apresenta um retrato desfavorável em sua obra (assim como fazia com muitos dos seus contemporâneos), chamando os amigos dela de "prostitutas de Aspásia" e, em geral, mencionando-a de forma negativa (Baird & Kaufmann, 62).

Plutarco, como também já mencionado, afirma que Aspásia exercia uma influência indevida sobre Péricles, seduziu-o para ir à guerra e no final das contas deveria ser responsabilizada por cada erro de Péricles. Mesmo Platão, que escreve favoravelmente sobre ela em seu Menexeno, a critica com o mesmo argumento. Salisbury comenta:

Alguns estudiosos argumentam que Platão reconheceu a reputação de Aspásia como uma filósofa e retórica, mas desaprovava a influência que pensadores como ela tinham na Grécia. Qual era a influência de Aspásia? Parece que Platão a considerava como representativa dos abusos da filosofia: usar a sabedoria e a verdade, através de sua maestria na retórica, para controlar e enganar o povo. De certo modo, ele a acusou de ser uma política consumada. (23)

Escritores posteriores, entretanto, tais como o retórico Quintiliano (35-100 d.C.) a tinham em alta conta, assim como o satírico Luciano (125-180 d.C.), que a citaram como uma mestra eloquente e inteligente. Luciano refere-se a ela como uma mulher de sabedoria e compreensão, enquanto Quintiliano a considerava sua influência suficiente para incluí-la em suas aulas.

Conclusão

Nos dias atuais, a reputação de Aspásia continua em alta e tem passado por um um dramático (e, inicialmente, romântico) renascimento desde as primeiras críticas e a quase total obscuridade. O autor e poeta Walter Savage Landor publicou sua popular obra Péricles e Aspásia em 1836, composta por cartas ficcionais entre os dois e na qual Péricles, trágica e erroneamente, morre na Guerra do Peloponeso.

A obra recebeu uma ampla aclamação, o que inspirou a autora Gertrude Atherton (1857-1948) a publicar seu igualmente popular romance O Casamento Imortal em 1927, apresentando uma imagem positiva de Aspásia como uma mulher forte e finamente educada, que tornou Péricles um celebrado orador e estadista. O livro se transformou num best-seller e imprimiu sobre uma geração inteira a imagem de Péricles e Aspásia como a epítome do casal romântico clássico e Aspásia como uma mulher protofeminista e independente.

Desde a publicação do livro de Atherton, mais estudiosos têm sido atraídos por Aspásia e afirmam, com segurança cada vez maior, sua influência sobre os maiores escritores e pensadores de seu tempo. Madeline M. Henry, uma das maiores especialistas neste tema, assinala que "Aspásia de Mileto, uma figura central na história intelectual da Atenas do Século V a.C., é sem dúvida a mais importante mulher daquele período" e sustenta (como Durant e outros já haviam afirmado antes) que Aspásia foi mestra de Sócrates (3).

Acredita-se inclusive que Aspásia pode ter sido o modelo para a personagem Diotima de Mantineia, a mulher que ensinou Sócrates o significado do amor. No diálogo de Platão intitulado Simpósio, Sócrates discorre sobre a verdadeira natureza de Eros e afirma que ele foi instruído no amor por uma mulher que veio a Atenas "nos dias antes da praga" e que ajudou os atenienses em seus sacrifícios (Baird & Kaufmann, 195). Diotima é retratada como sábia, eloquente e uma mestra de homens, todas características associadas com Aspásia.

Mesmo que ela não seja realmente o modelo para Diotima, a simples sugestão reflete a crescente reputação de Aspásia na era moderna. O que quer seja que seus contemporâneos tenham pensado de uma mulher exercendo influência sobre os homens, o status de Aspásia parece consolidado atualmente como uma pensadora, escritora e mestra de renome, em pé de igualdade com qualquer intelectual de seu tempo.

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Sobre o tradutor

Ricardo Albuquerque
Jornalista brasileiro que vive no Rio de Janeiro e tem especial interesse pela República Romana e pelos povos da Mesoamérica, entre outros temas históricos.

Sobre o autor

Joshua J. Mark
Escritor freelance e ex-professor de filosofia em tempo parcial no Marist College, em Nova York, Joshua J. Mark viveu na Grécia e na Alemanha e viajou pelo Egito. Ele ensinou história, redação, literatura e filosofia em nível universitário.

Citar este trabalho

Estilo APA

Mark, J. J. (2021, Maio 20). Aspásia de Mileto [Aspasia of Miletus]. (R. Albuquerque, Tradutor). World History Encyclopedia. Obtido de https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-491/aspasia-de-mileto/

Estilo Chicago

Mark, Joshua J.. "Aspásia de Mileto." Traduzido por Ricardo Albuquerque. World History Encyclopedia. Última modificação Maio 20, 2021. https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-491/aspasia-de-mileto/.

Estilo MLA

Mark, Joshua J.. "Aspásia de Mileto." Traduzido por Ricardo Albuquerque. World History Encyclopedia. World History Encyclopedia, 20 Mai 2021. Web. 14 Abr 2024.