Religião Mesopotâmica

A Vida Quotidiana como Forma de Adoração
Joshua J. Mark
por , traduzido por Filipa Oliveira
publicado em
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Queen of the Night, Old Babylon (by Trustees of the British Museum, Copyright)
A Rainha da Noite, Babilónia Antiga Trustees of the British Museum (Copyright)

A religião mesopotâmica era central na vida das populações. Os seres humanos foram criados como colaboradores dos seus deuses, com a missão de conter as forças do caos e de garantir o bom funcionamento do mundo. Tal como no antigo Egipto, os deuses eram honrados diariamente por providenciarem vida e sustento à humanidade, esperando-se que o povo retribuísse através de obras que dignificassem as divindades.

Compreendia-se que, no princípio, o mundo era um caos indiferenciado e que a ordem fora estabelecida pelos deuses, que separaram o céu da terra, o solo das águas, a água salgada da água doce, e as plantas dos animais, sendo necessário que esta ordem fosse preservada. Uma vez que os deuses tinham múltiplas responsabilidades, os seres humanos foram criados para os auxiliarem na gestão do mundo. O sentido da vida consistia, portanto, em viver de acordo com esta premissa, fazendo com que a vida quotidiana fosse, em si mesma, uma forma de culto.

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Cada urbe possuía um complexo de templos claramente visível à distância devido ao seu zigurate, a arquitetura monumental mais associada à Mesopotâmia. Este era geralmente encimado por um templo ou santuário, elevando o oficiante para mais perto dos deuses. Compreendia-se que os deuses habitavam o seu próprio reino, mas que também viviam no templo, nas estátuas criadas à sua imagem em cada cidade. Esta crença já estava firmemente estabelecida na época do Período de Uruque (cerca de 4100-3100 a.C.) e desenvolveu-se plenamente durante o Período Dinástico Inicial (cerca de 2900-2350/2334 a.C.).

Embora a religião mesopotâmica tenha alterado o seu foco e os nomes das divindades ao longo dos séculos, a compreensão central da relação entre a humanidade e os deuses permaneceu inalterada. Ainda por volta de 650 d.C., os povos da Mesopotâmia continuavam a aderir à crença de que eram colaboradores dos deuses, auxiliando na manutenção da ordem. Este paradigma mudou após 651, com a invasão dos árabes muçulmanos e o novo modelo religioso monoteísta do Islão.

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O Mito da Criação da Mesopotâmia

De acordo com o mito da criação babilónico, o Enuma Elish (que significa "Quando no Alto"), a vida começou após uma luta épica entre os deuses mais velhos e os mais jovens. No início, havia apenas água rodopiando em caos e indiferenciada entre doce e amarga. Estas águas separaram-se em dois princípios distintos: o princípio masculino, Apsu, que era água doce, e o princípio feminino, Tiamat, água salgada. Da união destes dois princípios, advém todos os outros deuses.

Os deuses cuidavam dos seus ajudantes humanos em todos os aspectos das suas vidas.

Estes deuses mais jovens eram tão barulhentos nas suas interações diárias que incomodaram os mais velhos, especialmente Apsu, o qual, seguindo o conselho do seu vizir, decidiu matá-los. Tiamat, no entanto, ficou chocada com a trama de Apsu e avisou um dos seus filhos, Ea, o deus da sabedoria e da inteligência. Com a ajuda dos seus irmãos e irmãs, Ea colocou Apsu para dormir e matou-o. A partir do cadáver de Apsu, Ea criou a terra e construiu a sua casa; porém, em mitos posteriores, "Apsu" passou a significar o lar aquático dos deuses ou o reino do deus Enki.

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Tiamat, agora perturbada com a morte de Apsu, levantou as forças do caos para destruir os seus filhos. Ea e os irmãos lutaram contra Tiamat e seus aliados, seu campeão, Quingu, as forças do caos e as criaturas de Tiamat, sem sucesso, até que, dentre eles, surgiu o grande deus da tempestade, Marduk. Marduk jurou que derrotaria Tiamat se os deuses o proclamassem o seu rei. Com isso acordado, ele entrou em batalha com Tiamat, matou-a e, a partir do seu corpo, criou o firmamento. Ele então continuou com o acto de criação para fazer seres humanos a partir dos restos mortais de Quingu como ajudantes dos deuses.

De acordo com o estudioso D. Brendan Nagle:

Apesar da aparente vitória dos deuses, não havia garantia de que as forças do caos não recuperariam a sua força e derrubariam a criação ordenada dos deuses. Deuses e humanos estavam envolvidos na luta perpétua para conter os poderes do caos, e cada um tinha o seu próprio papel a desempenhar nesta batalha dramática. A responsabilidade dos habitantes das cidades mesopotâmicas era fornecer aos deuses tudo o que eles precisavam para governar o mundo.

(pág. 11)

Templos, Deuses e Culto

Os deuses, por sua vez, cuidavam dos seus ajudantes humanos em todos os aspectos das suas vidas. Desde as preocupações mais sérias, como rezar pela saúde e prosperidade contínuas, até às mais simples, a vida dos mesopotâmios girava em torno dos seus deuses e, naturalmente, das moradas dos deuses na Terra: os templos. As pessoas não frequentavam os serviços religiosos regulares; a veneração dos deuses era tarefa do clero. As pessoas oravam e honravam os deuses em santuários pessoais, ofereciam sacrifícios no templo e reuniam-se para festivais no pátio do complexo do templo, mas não entravam no templo para nenhum tipo de serviço. Os sacerdotes intercediam pelo povo junto dos deuses e entregavam as mensagens divinas à comunidade.

Cada cidade tinha no seu centro o templo da divindade padroeira da cidade, honrada através da construção de um zigurate. Eridu (fundada por volta de 5400 a.C.), lar do deus Enki, era considerada a primeira cidade do mundo onde os deuses estabeleceram a ordem (de acordo com a Lista de Reis Sumérios), mas havia muitos locais e centros sagrados. Entre as cidades sagradas mais famosas estava Nipur, onde o deus Enlil legitimava o governo dos reis e presidia pactos. Nipur era um centro tão importante que sobreviveu intacto aos períodos cristão e muçulmano e continuou, até ao ano de 800, como um importante centro religioso para estas novas religiões.

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Ziggurat of Ur (Artist's Impression)
Zigurate de Ur (Concepção Artística) Mohawk Games (Copyright)

Entre os deuses mais populares do panteão mesopotâmico (que conta com mais de 3.600 divindades) estavam:

  • Anu (ou An) – o deus sumério do céu
  • Assur/Ashur – deus supremo dos assírios
  • Enlil – senhor sumério do ar, filho de Anu, rei dos deuses
  • Enki (Enqui) – deus sumério da sabedoria
  • Ereshkigal – deusa suméria do submundo
  • Gula – deusa suméria da saúde e da cura
  • Inanna (Ishtar ) – deusa suméria do amor, da fertilidade e da guerra; mais tarde conhecida como Ishtar
  • Marduk (Marduque) – Rei babilónico dos deuses
  • Nabu – Deus babilónico da escrita, filho de Marduk
  • Nanna (ou Sin) – Deus sumério da lua
  • Nanshe – Deusa suméria da justiça social
  • Nergal – Deus sumério da guerra
  • Ninhursag – Deusa-mãe suméria
  • Ninkasi – Deusa suméria da cerveja e da fabricação de cerveja
  • Nisaba – Deusa suméria da escrita e da contabilidade
  • Utu-Shamash – Deus sumério do sol

Entre eles estavam os Sete Poderes Divinos, as divindades sumérias mais antigas:

  • Anu
  • Enki
  • Enlil
  • Inanna
  • Nanna
  • Ninhursag
  • Utu-Shamash

O deus ou deusa padroeiro de uma cidade tinha o maior templo, mas havia templos menores e santuários dedicados a outros deuses em todo o centro urbano. Acreditava-se que o deus de um determinado templo habitava literalmente aquele edifício, e a maioria dos templos era projetada com três salas, todas ricamente ornamentadas, sendo a mais interna a sala do deus ou deusa, onde a divindade residia na forma da sua estátua. Todos os dias, os sacerdotes do templo eram obrigados a cuidar das necessidades do deus. De acordo com Nagle:

Diariamente, ao som de música, hinos e orações, o deus era lavado, vestido, perfumado, alimentado e entretido por menestrelos e dançarinos. Em nuvens de incenso, refeições de pão, bolos, frutas e mel colocadas diante da divindade, juntamente com oferendas de cerveja, vinho e água... Nos dias de festa, as estátuas das divindades eram levadas em procissão solene pelo pátio [e] pelas ruas da cidade, acompanhadas por cantos e danças.

(pág. 12)

Os deuses de todas as cidades recebiam o mesmo respeito, e acreditava-se que eles precisavam fazer uma ronda pela cidade pelo menos uma vez por ano, da mesma forma que um bom governante sairia do seu palácio para inspecionar o seu território regularmente. Estas viagens divinas eram fundamentais para as celebrações dos festivais na antiga Mesopotâmia.

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Stela from Babylonian Marduk Temple
Estela do Templo Babilónico de Marduk Osama Shukir Muhammed Amin (Copyright)

Os deuses podiam até mesmo visitar-se uns aos outros ocasionalmente, como no caso do deus Nabu, cuja estátua era levada uma vez por ano de Borsippa para a Babilónia para visitar o seu pai Marduk. O próprio Marduk era muito honrado da mesma forma no Festival de Ano Novo na Babilónia, quando a sua estátua era levada para fora do templo, através da cidade, até uma pequena casa especial fora dos muros da cidade, onde podia relaxar e desfrutar de uma paisagem diferente. Durante toda esta procissão, o povo entoava o Enuma Elish em homenagem à grande vitória de Marduk sobre as forças do caos.

O Submundo Mesopotâmico

Os mesopotâmios não apenas reverenciavam os seus deuses, mas também as almas daqueles que tinham ido para o submundo. O paraíso mesopotâmico (conhecido como Dilmun pelos sumérios) era a terra dos deuses imortais e não recebia o mesmo tipo de atenção que o submundo. O submundo mesopotâmico (Kurnugia, Irkalla ou Allatu), para onde iam as almas dos humanos falecidos, era uma terra escura e sombria da qual ninguém jamais regressava, mas, mesmo assim, um espírito que não tivesse sido devidamente honrado no funeral ainda poderia encontrar maneiras de escapar e infligir sofrimento aos vivos.

Se alguém falhasse nos seus deveres para com os mortos, poderia esperar ser assombrado.

Como os mortos eram frequentemente enterrados sob ou perto da casa, e cada casa tinha um pequeno santuário para os mortos (às vezes uma capela construída nas casas existentes dos mais abastados, como visto em Ur), onde eram feitos os sacrifícios diários de comida e bebida aos espíritos dos falecidos. Se alguém falhasse nos seus deveres para com os mortos, poderia esperar ser assombrado, e os fantasmas na antiga Mesopotâmia eram entendidos como um facto da vida como qualquer outro. Se, no entanto, alguém tivesse cumprido o seu dever para com os falecidos e honrado os deuses e as outras pessoas da comunidade, mas ainda assim sofresse algum destino infeliz ou uma série de azares, consultava um necromante para ver se a pessoa poderia ter ofendido os espíritos dos mortos de alguma outra forma sem saber.

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O famoso poema sumério (e mais tarde babilónico) Ludlul-Bel-Nemeqi, de cerca de 1700 a.C. (conhecido como "o Jó sumério" devido à sua semelhança com o livro bíblico de Jó), faz menção a isto quando o narrador, Tabu-Utul-Bel (conhecido em sumério como Laluralim), ao questionar a causa do seu sofrimento, diz como consultou o necromante, "mas ele não abriu a minha compreensão". Assim como o livro de Jó, o Ludlul-Bel-Nemeqi questiona por que coisas más acontecem a pessoas boas e, no caso de Laluralim, afirma que ele não fez nada para ofender os seus semelhantes, os deuses ou os espíritos para merecer o infortúnio que está a padecer. Em tais casos de sofrimento aparentemente imerecido, consultar-se-ia um necromante ou médico para adivinhação, a fim de estabelecer comunicação direta com o Outro Lado — embora, no caso de Ludlul-Bel-Nemeqi, tal não pareça ter funcionado.

A Adivinhação

A adivinhação era um aspecto importante da religião mesopotâmica e foi desenvolvida em alto grau. Um modelo de argila de um fígado de ovelha, encontrado em Mari, indica com grande detalhe como um adivinho deveria interpretar as mensagens encontradas no órgão. Para os mesopotâmios, a adivinhação era um método científico de interpretar e compreender as mensagens dos deuses em contextos terrenos. Se um certo tipo de pássaro agisse de maneira incomum, tal poderia significar uma coisa, enquanto que, se agisse de outra maneira, os deuses diziam algo diferente.

Um homem que apresentasse certos sintomas seria diagnosticado por um adivinho de uma maneira, enquanto uma mulher com os mesmos sintomas seria diagnosticada de outra, dependendo de como o adivinho interpretasse os sinais apresentados. Os grandes governantes da terra tinham os seus próprios adivinhos especiais (assim como os reis e generais posteriores teriam os seus médicos pessoais), enquanto os menos abastados dependiam dos cuidados prestados pelo adivinho local. A forma como o adivinho interpretava os sinais era influenciada por obras religiosas que, hoje, são consideradas mitologia mesopotâmica.

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A Sumerian Wall Plaque Showing Libation Scenes
Uma Placa de Parede Suméria com Cenas de Libação Osama Shukir Muhammed Amin (Copyright)

A Influência dos Mitos Mesopotâmicos

O povo da Mesopotâmia confiava nos seus deuses para todos os aspectos das suas vidas, desde invocar Kulla, o deus dos tijolos, para ajudar na construção da fundação duma casa, até pedir proteção à deusa Lama, e assim desenvolveu muitos contos sobre as divindades. Os mitos, lendas, hinos, orações e poemas em torno dos deuses mesopotâmicos e a interacção com o povo introduziram muitos dos enredos, símbolos e personagens com os quais os leitores modernos estão familiarizados, incluindo:

  • A história da Queda do Homem (O Mito de Adapa),
  • O conto do Grande Dilúvio (O Atrahasis, Gênesis de Eridu, Gilgamesh),
  • A árvore da vida (Inanna e a Árvore Hulappu),
  • O conto de um sábio/profeta levado ao céu (O Mito de Etana),
  • A história da Criação (O Enuma Elish),
  • A busca pela imortalidade (A Epopeia de Gilgamesh),
  • A figura do deus que morre e ressuscita (uma divindade que morre ou vai para o submundo e volta à vida ou à superfície do mundo para, de alguma forma, beneficiar as pessoas), que é famosa por ser retratada n'A Descida de Inanna ao Submundo.

Estas histórias, entre muitas outras, tornaram-se a base para mitos posteriores nas regiões com as quais os mesopotâmios comerciavam e interagiam, principalmente a terra de Canaã (Fenícia), cujo povo, com o tempo, produziria as narrativas que hoje compõem as escrituras conhecidas como o Antigo e o Novo Testamentos da Bíblia.

Mesopotamian Epic of Creation Tablet
Tabuinha do Mito da Criação Osama Shukir Muhammed Amin (Copyright)

Conclusão

A religião mesopotâmica é considerada uma das mais antigas do mundo. O sistema de crenças da Civilização do Vale do Indo (cerca de 7000 a cerca de 600 a.C.) é possivelmente mais antigo, mas tal é incerto, uma vez que a sua escrita ainda não foi decifrada. A compreensão do significado da vida como a manutenção da ordem de acordo com o divino também influenciou a religião egípcia antiga, mas a afirmação de que as crenças mesopotâmicas influenciaram os conceitos religiosos egípcios tem sido contestada e continua a ser debatida.

Como observado, as crenças e práticas religiosas da Mesopotâmia continuaram por milhares de anos, com a sua compreensão central inalterada, mesmo com a disseminação do zoroastrismo monoteísta após cerca de 550 a.C., até ao advento do islamismo na região. O islamismo monoteísta, assim como o judaísmo e o cristianismo, acabou com os deuses do mundo da humanidade e estabeleceu uma única divindade todo-poderosa no alto dos céus. Como não havia mais razão para continuar a cuidar e a manter as estátuas e os templos dos deuses da Mesopotâmia, eles caíram em ruínas à medida que a antiga fé foi sendo lentamente abandonada.

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Perguntas & Respostas

Durante quanto tempo foi praticada a religião mesopotâmica?

A religião mesopotâmica já estava desenvolvida no período de Uruque (cerca de 4100-3100 a.C.) e foi praticada praticamente da mesma forma até ao século VII, quando a região se converteu ao islamismo.

Quantos deuses adoravam os antigos mesopotâmios?

Os antigos mesopotâmios acreditavam em pelo menos 3.600 deuses diferentes.

Quem são os Sete Poderes Divinos ou os deuses mais antigos da Mesopotâmia?

Os Sete Poderes Divinos eram Anu (ou An), Enki, Enlil, Inana (ou Ishtar), Nanna (ou Sin), Ninhursag e Utu-Shamash.

Como é que os antigos mesopotâmios prestavam culto?

As pessoas na antiga Mesopotâmia não assistiam a serviços de culto regulares. Oravam em santuários privados e ofereciam sacrifícios ao templo local. Os sacerdotes intercediam, então, junto dos deuses em favor do povo. Os festivais religiosos eram os momentos de culto comunitário.

Sobre o Tradutor

Filipa Oliveira
Tradutora e autora, o gosto pelas letras é infindável – da sua concepção ao jogo de palavras, da sonoridade às inumeráveis possibilidades de expressão.

Sobre o Autor

Joshua J. Mark
Joshua J. Mark é cofundador e diretor de conteúdo da World History Encyclopedia. Anteriormente, foi professor no Marist College (NY), onde lecionou história, filosofia, literatura e redação. Viajou extensivamente e morou na Grécia e na Alemanha.

Cite Este Artigo

Estilo APA

Mark, J. J. (2026, março 06). Religião Mesopotâmica: A Vida Quotidiana como Forma de Adoração. (F. Oliveira, Tradutor). World History Encyclopedia. https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10151/religiao-mesopotamica/

Estilo Chicago

Mark, Joshua J.. "Religião Mesopotâmica: A Vida Quotidiana como Forma de Adoração." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, março 06, 2026. https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10151/religiao-mesopotamica/.

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Mark, Joshua J.. "Religião Mesopotâmica: A Vida Quotidiana como Forma de Adoração." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, 06 mar 2026, https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10151/religiao-mesopotamica/.

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