Um Poema de Louvor a Lipit-Estar

Uma Canção Popular Suméria
Joshua J. Mark
por , traduzido por Filipa Oliveira
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Um Poema de Louvor a Lipit-Estar (incipit: lugal nam-mah zu-a saĝ-us2 ki aĝ2 am-gal diĝir-re-e-ne) é um cântico de louvor sumério em honra de Lipit-Estar (também conhecido como Lipit-Ishtar, cujo reinado decorreu aproximadamente entre 1935 e 1924 a.C.), o quinto rei da Primeira Dinastia de Isin, mais conhecido pelo seu código jurídico redigido no período compreendido entre o mais célebre Código de Ur-Nammu e o posterior Código de Hamurabi.

Votive Cone of Lipit-Ishtar
O Cone Votivo de Lipit-Ishtar Metropolitan Museum of Art (Copyright)

O poema (também conhecido na erudicão moderna como Lipit-Eštar A (catalogação académica: Lipi-it-eš4-tar2 ad-SF) para o diferenciar de outros poemas relativos a Lipit-Estar) seria cantado em festividades na antiga Mesopotâmia em honra do rei e dos deuses que este servia. Estas canções de louvor eram frequentemente compostas pelos escribas da antiga Mesopotâmia como se o próprio rei proferisse os versos, e este poema cumpre esse mesmo paradigma. Esperava-se do monarca, enquanto figura de proa do governo mesopotâmico, que reconhecesse o seu próprio valor enquanto administrador dos deuses e, por conseguinte, tal como se observa nesta obra, os hinos de louvor prescindem de qualquer vestígio de modéstia.

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Um Poema de Louvor a Lipit-Estar foi composto durante o reinado do soberano, juntamente com muitos outros com o mesmo propósito, mas adquiriu vida própria após a sua morte, integrando o currículo do sistema educativo mesopotâmico — conhecido como edubba ("Casa das Tabuletas") —, e constituiu parte da "Década" (dez composições) que um estudante precisava de dominar antes de se graduar. Sendo uma obra frequentemente copiada, continuou a ser memorizada e recitada durante mais de um século após o reinado de Lipit-Estar.

A obra continua a ser antologiada nos dias de hoje como um dos poemas de louvor sumérios mais populares, devido à sua imagística e ao seu valor histórico na ilustração do ideal do rei sumério perfeito. É pouco provável que algum rei tenha correspondido na íntegra a este ideal, mas obras como Um Poema de Louvor a Shulgi sugerem que estas se baseavam, pelo menos em parte, numa verdade histórica, ainda que certos aspetos do carácter e dos feitos de um monarca pudessem ter sido exagerados. O propósito de tais peças, contudo, não era apresentar o rei com rigor biográfico, mas sim louvá-lo como um digno administrador dos deuses e imortalizar o seu reinado em verso.

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Lipit-Estar e a Realeza

O nome de Lipit-Estar figura na Lista Real Suméria, e o seu reinado encontra-se documentado através de registos e inscrições reais. Era tido por um bom monarca que derrotou os amorreus e garantiu a segurança do seu reino, mas pouco mais se sabe a seu respeito, para além daquilo que é transmitido por canções de louvor como esta e pelos valores expressos nas suas leis — o Código de Lipit-Estar (também designado por Código de Lipit-Ishtar), que tratava de matérias como litígios de terras, obras e serviços públicos, impostos, heranças e escravidão por dívidas.

Um Poema de Louvor a Lipit-Estar teria sido composto para afiançar a pretensão do rei à aprovação divina, celebrar a sua administração e associá-lo diretamente aos deuses.

À semelhança do anterior Código de Ur-Nammu (cerca de 2100-2050 a.C.), promulgado quer sob Ur-Nammu (cujo reinado decorreu aproximadamente entre 2112 e 2094 a.C.) quer sob o seu filho e sucessor Shulgi de Ur (reinado entre 2094 e cerca de 2046 a.C.), o Código de Lipit-Estar retrata um monarca que se apresenta como uma figura paternal perante o seu povo, corrigindo-o com benevolência quando este se desvia do caminho e instruindo-o através de punições justas — habitualmente multas — proporcionais à gravidade de cada infração da lei. O código difere significativamente do posterior Código de Hamurabi, que estipulava penalizações severas, incluindo o apedrejamento, mutilação ou morte, para numerosas infrações.

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O código jurídico de Lipit-Estar, tal como o de qualquer outro soberano mesopotâmico desde Ur-Nammu até Hamurabi, derivava a sua autoridade não do próprio monarca, mas das divindades que o haviam escolhido como seu administrador sobre a terra e respetivos habitantes. Na Mesopotâmia, a realeza evoluiu da posição de chefe tribal para a de líder de uma comunidade ou aldeia, culminando na figura de monarca de um reino por volta do período dinástico arcaico na Mesopotâmia (cerca de 2900 a cerca de 2350/2334 a.C.). Compreendia-se que a autoridade do rei assentava na vontade divina, sendo apenas respeitada enquanto se evidenciasse que os deuses continuavam a aprovar o seu desempenho. O erudito Stephen Bertman comenta:

Para justificar este poder reforçado, o rei necessitava de um mandato divino, sobretudo dado deixar de ser apenas o líder de uma comunidade isolada ao serviço de uma divindade local para se tornar o senhor de um domínio mais vasto. Uma solução consistia em reivindicar a sua escolha pelos céus, uma pretensão que podia ser ratificada pelo sumo sacerdote de um templo venerado a nível nacional, como o templo do deus Enlil em Nipur.

Com efeito, o êxito manifesto do rei constituía a prova mais convincente da sua seleção divina. Esse mesmo êxito e a respetiva escolha pelos deuses eram seguidamente celebrados na poesia e no canto... [estes cânticos] eram utilizados para sugerir divindade: referências à aura radiante do rei ou ao facto de ser "filho" de um deus; epítetos grandiosos, tais como "rei dos quatro cantos [do céu e da terra]"; e recursos artísticos [nas artes visuais] como a representação do rei na presença de uma divindade ou a atribuição de uma estatura superior à das pessoas que o rodeavam.

(pág. 66)

Um Poema de Louvor a Lipit-Estar teria sido composto para corroborar a pretensão do rei à aprovação divina, celebrar a sua administração e associá-lo diretamente aos deuses através de epítetos e de imagística, ou de forma mais direta, referindo-se a ele como filho de Enlil, o deus celeste que mantinha a ordem no universo.

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O Resumo

O poema começa com a apresentação de Lipit-Estar na qualidade de filho de Enlil, dotado de força e beleza divinas, desenvolvendo seguidamente a imagem do soberano perfeito através de secções complementares que estruturam o restante da obra. Entre os versos 7 e 16, o monarca compara-se à divinizada Ave Anzud — uma criatura poderosa cujas asas batidas se acreditava provocarem tempestades —, bem como a um touro selvagem, sugerindo assim virilidade.

Os versos 17 a 42 enaltecem a sua relação com as divindades An (Anu); Enlil e a sua consorte Ninlil; Nintud (Ninhursag), a grande deusa-mãe; Nanna, o deus da lua; Ninurta, o deus guerreiro (aqui designado como Udta-ulu); Enki, o deus da sabedoria; Nisaba, a deusa da escrita; e Utu-Shamash, o deus do sol e da justiça. O soberano reclama igualmente a condição de esposo de Inanna, a deusa da guerra, do sexo e do amor. Estas secções consolidam as ligações divinas do rei.

Os versos 43 a 61 retratam o governante como um provedor tanto para o seu povo como para as divindades que serve, descrevendo-o como aquele que "zelam sem cessar pelo E-kur", o templo de um determinado deus. Surge representado na figura de pastor do seu povo, de agricultor e de rio caudaloso — todos eles símbolos de vida e regeneração. O rei faz prosperar as colheitas, assegura uma colheita abundante, aumenta a abundância de peixe para o pescador e de aves para o caçador. Esta secção espelha o monarca na dupla condição de servo dos deuses e dos seus súbditos, empenhado em prover às necessidades de ambos.

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Os versos 62 a 97 enfatizam o sucesso da sua administração ao levar as "primícias" ao templo e ao cumular de abundância as cidades santas de Niper e Kesh, reivindicando para si o papel de sacerdote purificador. Apresenta-se como um pai carinhoso para o seu povo, mas simultaneamente como adversário implacável de quem quer que lhe faça mal. Protege também os súbditos de si próprios, mantendo-os "no caminho reto", numa alusão possível ao seu código jurídico.

Code of Lipit-Ishtar
O Código de Lipit-Ishtar Zunkir (CC BY-SA)

O poema termina (versos 98 a 108) retratando o monarca como esposo de Inanna, capaz de satisfazer a deusa sexualmente no aposento nupcial, e reitera a sua pretensão inicial de ser filho de Enlil. O derradeiro verso do poema, "É doce louvar-me", sugere que o ato de louvar o rei eleva tanto quem participa quanto o próprio tema do louvor, pois reconhece todo o bem que Lipit-Estar realizou e exprime as suas dádivas com uma gratidão que enobrece o coração.

O Texto

O texto infra foi extraído The Literature of Ancient Sumer, (A Literatura da Antiga Suméria) e de The Electronic Corpus of Sumerian Literature (ETCSL O Corpus Eletrónico da Literatura Suméria) traduzido para inglês pelo estudioso Jeremy Black et al. As elipses indicam palavras ou linhas ausentes, enquanto os pontos de interrogação sugerem traduções alternativas para uma palavra.

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1-6: Sou um rei tratado com respeito, boa prole saída do ventre. Sou Lipit-Estar, o filho de Enlil. Desde o momento em que ergui a cabeça como uma planta de cedro, tenho sido um homem dotado de força em proezas atléticas. Em jovem, tornei-me muito musculado. Sou um leão em todos os aspetos (três manuscritos trazem em alternativa: até aos extremos), não tendo rival.

7-16: Sou um dragão escancarado, uma fonte de grande temor para os soldados. Sou como a ave Anzud, a espreitar no coração das montanhas. Sou um touro selvagem a quem ninguém ousa opor-se na sua ira. Sou um bisonte, cintilante de belos olhos, com uma barba de lápis-lazúli; sou... Com os meus olhos benevolentes e boca amigável, elevo o ânimo das pessoas. Tenho uma figura sumamente impressionante, generosamente dotada de beleza. Tenho lábios adequados para todas as palavras. Ao erguer os braços, tenho dedos belos. Sou um jovem muito bem-parecido, admirável de se ver.

17-22: Sou Lipit-Estar, rei da Terra. Sou o bom pastor dos de cabeça negra. Sou o primeiro nos países estrangeiros e exaltado na Terra. Sou um deus humano, o senhor da numerosa gente. Sou o herdeiro forte da realeza. Erguendo a cabeça bem alto, encontro-me firmemente estabelecido na minha posição.

23-32: Sou o sacerdote purificador de An, de mãos purificadas. An colocou firme na minha cabeça a grande e boa coroa. Enlil entregou-me o cetro, a mim, seu filho amado, no Ki-ur. Sou aquilo que faz Ninlil feliz: ela determinou um bom destino no Ja-jic-cua. Fui feito eximiamente belo por Nintud, a mulher jubilosa, na Kesh construída de tijolos. Sou alguém contemplado com agrado por Nanna: ele falou-me afirmativamente em Ur.

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33-42: Udta-ulu incutiu em mim, o homem do seu coração, uma grande imponência no E-cu-me-ca. Sou aquele em quem Enki conferiu sabedoria: ele deu-me a realeza em Eridu. Como o amado esposo de Inanna, ergo a cabeça bem alto no lugar Uruque. Sou um escriba proficiente de Nisaba. Sou um jovem cuja palavra Utu confirma. Sou a perfeição da realeza. Sou Lipit-Estar, o filho de Enlil.

43-50: Sou aquele que faz crescer uma colheita abundante, a vida da Terra. Sou um agricultor, a empilhar os seus celeiros de grão. Sou um pastor que torna a gordura e o leite abundantes no curral. Sou aquele que faz crescer os peixes e as aves nas margens e pântanos. Sou um rio de abundância, a trazer águas correntes. Sou aquele que aumenta o esplendor das grandes montanhas. Foi-me concedida uma força enorme por Enlil. Sou Lipit-Estar, o seu jovem que o respeita.

51-61: Sou o provedor dos deuses. Sou aquele que zela sem cessar pelo E-kur. Sou o rei que aperta um cabrito contra o peito como oferenda. Rezo com toda a humildade. Sou um rei postado em oração. Sou aquele que profere palavras amigáveis para apaziguar Enlil. Sou aquele cujas preces fazem Ninlil feliz. Sou aquele que serve Nuska indefatigavelmente. Sou aquele que está sempre a rezar (?) no Ki-ur. Concedendo muitas dádivas, sou perfeito para a fundação (um manuscrito traz talvez: cidade). Sou alguém que se apressa sempre, mas cujos joelhos nunca se cansam.

62-70: Trazendo as primícias, não passo ao lado do E-babbar. Sou aquele que regista a abundância para Nippur. Sirvo Kesh como o seu sacerdote purificador. Sou gordura de primeira qualidade e leite de primeira qualidade para Ur. Sou indefatigável no que respeita a Eridu. Sou aquele que aumenta as oferendas alimentares para o lugar Uruque. Sou aquele a quem foi dada a vida no E-kur. Sou aquele que deseja vivacidade para a sua cidade. Sou Lipit-Estar, o pastor de todas as terras estrangeiras.

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71-81: Eu, o rei, sou como ondas impetuosas em batalha. Cingido de virilidade, jamais afrouxo os meus arreios. Sou aquele que afia a sua adaga. Em batalha, fulguro como um relâmpago. Sendo um fundamento firme, repulso as tropas. Sou uma pedra sajkal, uma pedra pecpec. Sou um escudo de cerco, uma muralha protetora para o exército. Um guerreiro de olhar límpido, dou firmeza às tropas. Sou Lipit-Estar, o filho de Enlil. Semelhante a um odre de água fresca, sou a vida para os jovens. Mantendo os olhos na estrada, sou a proteção (um manuscrito traz talvez: o auxílio) dos soldados.

82-92: Sou um rei que, ao sentar-se, se ajusta ao trono. Sou dotado de uma persona de peso para a oratória. Sou alguém com uma mente e um intelecto de longo alcance, a examinar pedidos. Não me precipito sobre coisa alguma, antes investigando a sua origem. Tenho um coração de longo alcance e uma ampla sabedoria. Sou uma pedra que traz... para fora da Terra. Sou alguém que tem a verdade na sua boca. Sou alguém que nunca destrói uma pessoa justa. Sou um juiz que, ao proferir uma decisão, pondera as suas palavras com justiça. Sou alguém bem versado em dar ordens às terras estrangeiras. Estabeleci a justiça na Suméria e Acad e fiz com que a Terra se sentisse contente.

93-97: O que das minhas coisas verídicas pode ser deitado fora? Eu, o príncipe Lipit-Estar, mantenho o povo no caminho reto. No que concerne à minha integridade: em que aspeto fui alguma vez ocioso? Sou uma pessoa forte que trouxe distinção a tudo. Sou Lipit-Estar, o filho de Enlil.

98-108: No meu palácio real, a minha sagrada e boa residência, a minha esposa, a sagrada Inanna, firmou a fundação do meu trono. Ela abraçar-me-á para todo o sempre e eternamente. Passarei todo o dia junto da Senhora no bom aposento nupcial (um manuscrito traz: de lápis-lazúli) que enche o coração de alegria! Sou Lipit-Estar, o herdeiro poderoso; sou o rei que proeminencia a justiça. Que o meu nome seja invocado em todas as terras estrangeiras! Sou Lipit-Estar, o filho de Enlil. É doce louvar-me.

Conclusão

O poema, conforme referido, teve uma longa posteridade como parte da Decada nas escolas de escribas, sendo continuamente copiado muito tempo após o reinado do monarca, embora não fosse um caso único. Na sua forma, a progressão assemelha-se à do Hino do Templo de Kesh (incipit: é-kur-mah ki sikil-ta du3-a), que se desenvolve através de oito secções de louvor a Ninhursag e ao seu templo na cidade de Kesh, exatamente como esta obra o faz em secções distintas dedicadas ao elogio do rei.

Kesh Temple Hymn
O Hino do Templo de Kesh The Walters Art Museum (Public Domain)

A forma e parte da imagística são igualmente comparáveis às do hino Enlil no E-kur (incipit: en-lil2 kur-gal za-e3-a), um louvor escrito dedicado a Enlil, a Ninlil e ao templo de Nipur. Existem também muitas outras obras que adotam a mesma forma e foram redigidas com um propósito semelhante, tal como observa o erudito Jeremy Black:

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Todos estes tópicos de boa realeza podem ser encontrados noutros poemas de louvor real — Um Poema de Louvor de Shulgi constitui um caso de estudo tanto em piedade como em atletismo corporal; Uma Canção de Amor para Shu-Sin [o poema de amor mais antigo do mundo] apresenta Inanna abrasada de desejo pelo rei; Um adab a Nergal para Su-ilisu é dirigido ao deus guerreiro Nergal em busca de auxílio em batalha —, mas nenhum outro desenha um retrato tão nítido e completo do governante ideal como Um Poema de Louvor a Lipit-Estar.

Esta poderá ter sido uma das razões para a sua durabilidade no cânone escolar; em Nipur, foi copiado pelo menos até à década de 1740 a.C., cerca de dois séculos após o reinado do monarca. A sua função pedagógica nessa época consistiria provavelmente não tanto em perpetuar a memória de um soberano há muito falecido de uma dinastia extinta, mas sim em incutir nos aspirantes a escribas os valores e ideais da realeza mesopotâmica.

(pág. 308)

Embora isto seja indubitavelmente verdade, o poema cumpria também o mesmo propósito de muitas das obras da literatura mesopotâmica: preservar a memória do passado para as gerações vindouras. Os pormenores do reinado de Lipit-Estar perderam-se, mas o seu nome continua a ser recordado graças aos cânticos compostos em honra do grande rei que foi pastor do seu povo e amado pelos deuses.

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Perguntas & Respostas

O que é «Um Poema de Louvor a Lipit-Estar»?

O «Um Poema de Louvor a Lipit-Estarr» é um cântico sumério de louvor que celebra o reinado de Lipit-Estar de Isin. Também conhecido como «Lipit-Estar A» na investigação académica moderna, fazia parte do currículo da escola de escribas da Mesopotâmia e foi um texto popular durante mais de um século após a sua redação.

Do que trata «Um Poema de Louvor a Lipit-Estar»?

O poema, narrado na primeira pessoa, retrata o rei como um amigo dos deuses e um servo tanto dos deuses como dos seus súbditos, trabalhando incansavelmente pelo bem de ambos.

Por que razão «Um Poema de Louvor a Lipit-Estar» faria parte do programa curricular da escola de escribas?

O poema foi incluído no currículo avançado das escolas de escribas devido à dificuldade em dominar as imagens e também para incutir nos escribas o conceito de realeza ideal.

Por que razão é importante o «Um Poema de Louvor a Lipit-Estar?

O poema é importante pelo que revela sobre o ideal sumério da realeza, mas também merece respeito enquanto obra de arte e constitui um memorial a um governante justo e eficiente.

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Mark, J. J. (2026, julho 22). Um Poema de Louvor a Lipit-Estar: Uma Canção Popular Suméria. (F. Oliveira, Tradutor). World History Encyclopedia. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2210/um-poema-de-louvor-a-lipit-estar/

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Mark, Joshua J.. "Um Poema de Louvor a Lipit-Estar: Uma Canção Popular Suméria." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, julho 22, 2026. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2210/um-poema-de-louvor-a-lipit-estar/.

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Mark, Joshua J.. "Um Poema de Louvor a Lipit-Estar: Uma Canção Popular Suméria." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, 22 jul 2026, https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2210/um-poema-de-louvor-a-lipit-estar/.

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