Moda e Indumentária na Antiga Mesopotâmia

Do Básico aos Acessórios no Mundo Antigo
Joshua J. Mark
por , traduzido por Filipa Oliveira
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A moda e a indumentária na Mesopotâmia — abrangendo a indumentária, o calçado e os acessórios — não eram apenas funcionais; definiam o estatuto social do indivíduo e evoluíram de um simples perizomas no Período de Ubaide (cerca de 6500-4000 a.C.) para túnicas e vestidos de cores vibrantes na era do Império Sassânida (224-651 d.C.). Embora os estilos se tenham transformado, a forma e a função essenciais mantiveram-se inalteradas.

Headdress and Necklaces from the Royal Cemetery of Ur
Capuz e Colares do Cemitério Real de Ur Osama Shukir Muhammed Amin (Copyright)

Como em qualquer outra civilização, a classe alta e a nobreza vestiam vestimentas mais dispendiosas e de qualidade superior. No Período Dinástico Inicial (cerca de 2900-2350/2334 a.C.), se não mesmo antes, o vestuário já identificava o estatuto social e, frequentemente, a profissão do indivíduo. Na era pré-histórica, de acordo com a estatuária, homens e mulheres usavam as peças mais básicas de vestuário, possivelmente confecionadas a partir de fibras vegetais, mas, à medida que a civilização evoluiu, também a moda e a indumentária se desenvolveram. O académico Stephen Bertman comenta:

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Os arqueólogos confirmam que os têxteis estavam entre as primeiras invenções humanas. As fibras vegetais podem ter sido torcidas, costuradas e trançadas já na Idade da Pedra Antiga, há cerca de 25 000 anos.

(pág. 289)

Com o tempo, após a domesticação de animais, a lã tornou-se a matéria-prima mais comum para o vestuário e o couro para o calçado (pelo menos entre as classes altas). Os cidadãos mais abastados tinham meios para adquirir peças de cores vibrantes, ao passo que os mais pobres vestiam peças brancas básicas, embora estas pareçam ter sido ornamentadas com padrões, tal como poderão ter sido as saias e os perizomas do Período de Ubaide.

Embora a Mesopotâmia seja frequentemente citada como a criadora do vestuário, entre as suas muitas outras "primazias", é provável que povos de todo o mundo tenham desenvolvido o conceito de forma independente. Contudo, a Mesopotâmia — especificamente a Suméria — é a primeira região do mundo a ter documentado a evolução da indumentária e dos acessórios através da arte. A arte e a arquitectura mesopotâmicas fornecem provas do progresso: de estilos simples para modelos mais complexos, demonstrando também como a roupa "fazia o homem" na definição da hierarquia social.

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Moda Suméria e Acádia

A par dos muitos aspectos da vida quotidiana que hoje tomamos como garantidos, o vestuário teve um início; e este parece ter sido o momento em que o ser humano sentiu a necessidade de se cobrir, como observa Bertman:

De acordo com a Bíblia, os fundadores da indústria da moda foram Adão e Eva. Quando comeram o fruto proibido e pela primeira vez reconheceram a sua nudez, começaram a coser folhas de figueira para esconder a verdade nua e crua. Se a Suméria foi a inspiração geográfica para o Jardim do Éden, como muitos acreditam, as primeiras roupas do mundo foram rotuladas como "fabricadas na/Made in Mesopotâmia".

(págs. 288-289)

A classe baixa, incluindo os escravos, usava o kaunakes pelo joelho, enquanto a realeza e a classe alta usavam o modelo pelo tornozelo.

As estatuetas do período de Ubaide parecem retratar as mulheres que vestiam simples perizomas e, num caso específico, uma saia pelo tornozelo, sem qualquer peça na parte superior do corpo. No Período de Uruque (cerca de 4000-3100 a.C.), ambos os géneros vestiam saiotes ornamentados pelo joelho ou saias pelo tornozelo, conhecidos como kaunakes, e — com base em evidências de selos cilíndricos e estatuária — utilizavam acessórios como chapéus, fitas de cabeça e joalharia. Em algumas obras de arte, é também evidente o uso de calçado — muito provavelmente sandálias — e, nalgumas peças, as figuras parecem vestir perneiras decoradas sob o kaunakes. Nesta época, a moda estendia-se até às coleiras de cães, como comprova um pendente de ouro em forma de cão, datado de cerca de 3300 a.C., que exibe uma coleira listada, ao passo que, anteriormente, as coleiras pareciam consistir em simples cordas.

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Pelo período Dinástico Inicial (embora, como referido, possivelmente já durante o Período de Uruque), o comprimento do kaunakes de um indivíduo identificava o seu estatuto social. A classe baixa, incluindo os escravos, usava o kaunakes pelo joelho, ao passo que a realeza e a classe alta usavam o modelo pelo tornozelo. O académico Samuel Noah Kramer descreve a moda desta era:

Os homens andavam ou completamente barbeados ou usavam barbas compridas e cabelos longos riscados ao meio. A forma mais comum de vestuário era uma espécie de saia com folhos (o kaunakes), sobre a qual se usavam, por vezes, longos mantos de feltro. Mais tarde, o chiton, ou túnica comprida, tomou o lugar da saia de folhos. A cobrir a saia, usava-se um xaile grande com franjas, que era colocado sobre o ombro esquerdo, deixando o braço direito livre. As mulheres vestiam frequentemente vestidos que se assemelhavam a xailes longos e tufados, que as cobriam da cabeça aos pés, deixando apenas o ombro direito descoberto. O cabelo era geralmente riscado ao meio e entrançado numa trança pesada, que era depois enrolada em torno da cabeça. Usavam frequentemente adornos de cabeça elaborados, compostos por fitas de cabelo, contas e pendentes.

(Sumérios, pág. 100)

Com base em obras de arte como o Estandarte Real de Ur (cerca de 2600 a.C.), o rei desta época vestia uma túnica longa (ou o kaunakes pelo tornozelo, sem camisa), enquanto os soldados e os servos usavam o kaunakes curto e um manto apertado ao pescoço. Algumas obras mostram também pessoas a usar uma túnica simples, que parece ser apertada nos ombros e cingida à cintura por um cinto. Músicos, dançarinos e outros artistas usavam igualmente o kaunakes curto ou atuavam apenas com um perizoma.

Lyrist and Singer from the Standard of Ur
Lirista e Cantor do Estandarte de Ur Osama Shukir Muhammed Amin (Copyright)

Os acessórios de moda durante esta era incluíam colares e pendentes, usados tanto por homens como por mulheres: anéis, brincos, adagas ornamentais, braceletes e braçadeiras, para além de xailes com franjas, que poderiam ser adornados com contas. Ambos os géneros utilizavam perfume, e os Sumérios parecem ter também inventado o desodorizante, possivelmente logo por volta de 3500 a.C. Provas significativas relativas à moda e aos acessórios das classes altas durante o Período Dinástico Inicial advêm das descobertas feitas no Cemitério Real de Ur por Sir Leonard Woolley em 1922, especialmente as associadas à Rainha Puabi (2600 a.C.), célebre pelo seu elaborado adorno de cabeça.

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A moda do Período da Acádia (cerca de 2350/2334-2154 a.C.) seguiu a mesma forma básica estabelecida pelos Sumérios. Os sacerdotes desta época, por exemplo, usavam as mesmas túnicas longas, pelo tornozelo, que vestiam no Período Dinástico Inicial, enquanto o trabalhador dos templos e dos palácios usava os saiotes curtos, recebiam um subsídio de vestuário e, de uma forma geral, vestiam-se melhor do que o povo comum.

A Estela de Vitória de Naram-Sin (reinado 2254-2218 a.C.) mostra o rei a envergar sensivelmente o mesmo tipo de kaunakes que era usado pelos governantes sumérios; de igual modo, os selos cilíndricos de outros indivíduos, tais como escribas ou mercadores, retratam o vestuário de forma muito semelhante aos seus homólogos anteriores. O vestuário das mulheres da classe alta parece ter-se tornado mais ricamente ornamentado durante este período, como é evidenciado pela estatuária e pelos selos cilíndricos.

A imagem da poetisa e sacerdotisa Enheduanna (cerca de 2300 a.C.) retrata-a com um vestido pelo tornozelo, possivelmente composto por camadas descendentes, e a usar um chapéu decorado. De uma forma geral, nesta época os adornos de cabeça da classe alta parecem estar mais desenvolvidos do que em períodos anteriores, como se observa em peças como a famosa Cabeça de Bronze de um Governante de Acádia, que se crer representar o pai de Enheduanna, Sargão da Acádia (reinado 2334-2279 a.C.), o fundador do Império da Acádia. A cabeça de bronze exibe um barrete ornamentado sobre uma fita de cabeça de aspeto metálico, e este mesmo tipo de adorno é também observado em selos cilíndricos da época.

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Akkadian Ruler
Governante de Acádia Sumerophile (Public Domain)

O calçado consistia em sandálias ou botas, mantendo-se a prática do uso de joalharia em ambos os géneros. A cornalina estava entre as pedras preciosas mais populares da época, tal como o lápis-lazúli. As gemas parecem ter sido utilizadas para ornamentar o vestuário, bem como o calçado e os adornos de cabeça.

Períodos Babilónico e Assírio

Os Babilónios mantiveram a mesma forma básica no seu vestuário, mas acrescentaram mais acessórios. O seu estilo de indumentária é famosamente descrito por Heródoto (cerca de 484-425/413 a.C.):

Quanto ao seu vestuário, usam uma túnica de linho que lhes chega até aos pés; por cima desta, vestem uma outra túnica, feita de lã, e colocam um xaile branco em redor dos ombros. Os seus sapatos são de um estilo local... Usam o cabelo comprido e enrolam um turbante em torno da cabeça. Perfumam todo o corpo. Cada homem possui um anel de sinete e um báculo esculpido à mão, e cada báculo ostenta um motivo de algum tipo — uma maçã, uma rosa, um lírio, uma águia ou algo semelhante. Seria anormal que qualquer um deles tivesse um báculo que não estivesse brasonado com um emblema.

(I.195; Waterfield, pág. 86)

Os reis, naturalmente, vestiam trajes mais complexos. A estela do Código de Hamurabi, por exemplo, retrata Hamurabi (reinado 1792-1750 a.C.) com uma túnica longa, drapeada sobre o braço esquerdo, e um adorno de cabeça. Por esta altura, a moda já se tinha estendido aos deuses e, de frente para Hamurabi, encontra-se o deus do sol e da justiça, Utu-Shamash, a envergar uma túnica de folhos com camadas descendentes e uma peça de cabeça mais intrincada. Nesta imagem, ambas as figuras usam barba, mas os homens babilónios, em geral, preferiam andar completamente barbeados.

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Hammurabi and Shamash
Hamurabi e Shamash Mbzt (CC BY-SA)

Enquanto que as túnicas e mantos das classes altas eram feitos de linho, as das classes baixas eram de lã. A forma básica de vestuário para um homem consistia nalgum tipo de chapéu, uma túnica simples (com camadas adicionais, caso houvesse meios para as suportar) e sandálias. As mulheres usavam o mesmo traje básico, mas com uma maior ornamentação e variação nos acessórios.

Tal como no passado, o comprimento do vestuário indicava a posição social, visto que aqueles com maiores posses podiam pagar túnicas ou mantos mais longos. As classes baixas da Babilónia (Babilônia), de uma forma geral, usavam túnicas curtas ou kaunakes, não utilizavam adornos de cabeça e não transportavam báculos, a menos que o seu trabalho o exigisse. Os sacerdotes continuavam a ser identificados pelas suas túnicas longas e, devido ao facto de o cabrito ser considerado sagrado, por um xaile ou invólucro de pele de cabra.

Ambos os géneros aplicavam cosméticos, especialmente kohl sob os olhos para proteger contra o brilho do sol, bem como joalharia. Tal como em culturas mesopotâmicas anteriores, as pessoas transportavam selos cilíndricos como forma de identificação e para selar documentos legais, sendo que estes eram, por vezes, fixados com um alfinete ao manto ou à túnica. Homens e mulheres da classe alta preferiam vestuário de cores vivas e com franjas que, devido ao tempo necessário para a sua confeção, estava fora do alcance das classes baixas.

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Os Assírios deram continuidade ao estilo de vestuário kaunakes, mas com uma maior variação de cores e um grau de ornamentação muito mais elevado. O vestuário assírio era mais ornamentado e acessorizado de forma mais intrincada do que o de qualquer uma das culturas mesopotâmicas que os precederam. O vestuário era primordialmente de lã, mesmo para os reis, embora o linho fosse utilizado em algumas peças usadas como acessórios pelas classes altas, tais como os lenços.

À semelhança dos babilónios, os assírios privilegiavam as vestes com franjas e — de acordo com obras escritas, tais como referências no Antigo Testamento da Bíblia, bem como vestígios de pigmento em estatuária e relevos — também as cores vivas. O livro de Ezequiel 23:12, por exemplo, descreve os assírios como estando "vestidos com o maior esmero" (na versão King James), e a expressão "trajes assírios" passou a estar associada à alta-costura.

King Ashurbanipal (Artist's Impression)
Rei Assurbanípal (Representação Artística) Mohawk Games (Copyright)

Um aspeto disto eram as cores vivas, que incluíam o púrpura profundo, o verde-alface, o encarnado vivo, o azul-índigo escuro e o amarelo vibrante, todos produzidos a partir de elementos naturais. As túnicas e os kaunakes eram depois decorados com imagens ou padrões repetitivos, como ziguezagues, pontos, riscas ou linhas ao longo da bainha.

Durante o Período Neoassírio (912-612 a.C.), especificamente durante e após o reinado de Sargão II (722-705 a.C.), os soldados assírios calçavam botas e vestiam calções de couro sob um kaunakes e uma túnica por baixo da armadura, enquanto outros calçavam botas ou sapatos e polainas de tecido sob o saiote, geralmente com algum tipo de camisa ou túnica cingida à cintura por um cinto. As mulheres da classe alta vestiam túnicas longas, calçavam sapatos ou sandálias, e algum tipo de adorno de cabeça. Os acessórios durante este período incluíam a sombrinha, utilizado tanto por homens como por mulheres e famosamente representado em imagens de Assurbanípal (reinado 668-627 a.C.), bem como brincos, braçadeiras, braceletes e colares.

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Moda e Indumentária Persas

Os Persas levaram a moda mesopotâmica ao seu auge, começando com o Império Aqueménida (Aquemênida) (cerca de 550-330 a.C.) e, mais do que qualquer uma das culturas precedentes, utilizaram o vestuário para expressar o estatuto social e a ocupação. Uma vez que os impérios persas eram multiculturais, eram usados muitos estilos diferentes (como é evidenciado pelos relevos na cidade de Persépolis e noutros locais), mas, essencialmente, cada classe social tinha o seu próprio "uniforme", fosse a realeza, o clero, os militares ou à classe agrícola (agricultores/pastores). Os sacerdotes vestiam túnicas brancas, os comandantes militares e soldados vestiam-se de encarnado, e os agricultores de azul. O rei usava túnicas de todas as três cores para simbolizar a soberania sobre todas as outras classes, pelo menos em algumas eras.

Xerxes I Relief
Relevo de Xerxes I Jona Lendering (CC BY-SA)

Inicialmente, de acordo com Heródoto, os Persas adotaram a moda dos Medos, e o estilo era conhecido como "traje medo", o qual incluía calçado, calças largas, uma túnica, um manto, joalharia e um chapéu cónico para a classe alta e, especialmente, para o que era conhecido como "traje de corte" — a melhor roupa de cada um para se apresentar na corte — ao passo que as classes baixas geralmente careciam de acessórios ou de meios para sobrepor camadas ou tingir os seus trajes. A moda persa da classe alta era definida pelo luxo, e o traje medo do Período Aqueménida desenvolveu-se através do uso de estilos e acessórios de outras culturas. Heródoto observa:

Não há nação que adopte tão prontamente costumes estrangeiros como a dos Persas. Assim, tomaram o traje dos Medos, por o considerarem superior ao seu; e, na guerra, vestem a couraça egípcia. Assim que ouvem falar de qualquer luxo, tornam-no instantaneamente seu.

(I.135)

Os homens persas de todas as eras, entre cerca de 550 a.C. e 651 d.C., calçavam botas ou sapatos, vestiam calças e uma camisa ou túnica cingida à cintura por um cinto, um xaile ou manto, e punham algum tipo de adorno de cabeça. A moda persa da classe alta baseava-se em camadas de roupa que se realçavam mutuamente para expressar plenamente a riqueza e o poder. As classes baixas vestiam, habitualmente, um kaunakes pelo joelho com uma camisa ou xaile.

As mulheres vestiam túnicas ou vestidos, por vezes cingidos por um cinto, mas sempre dispostos de modo a cobrir o corpo desde o pescoço até ao tornozelo. O vestuário de ambos os géneros era de cores vivas, mas ainda mais no caso do vestuário feminino, que era também mais pesadamente ornamentado ou vividamente decorado com padrões. As mulheres punham, por vezes, véus; e as mulheres nobres, tal como os homens, da era tardia do Império Parta (247 a.C. a 224 d.C.) e, especialmente, do Império Sassânida (224-651), privilegiavam os mantos de seda.

Conclusão

A moda na Mesopotâmia incluía também penteados, manicura e pedicura, aperfeiçoados pelos assírios. Tanto homens como mulheres cortavam o cabelo, aplicavam óleos, por vezes tingiam-no e perfumavam-no, ou então rapavam a cabeça e punham perucas. O perfume e o desodorizante eram feitos a partir de plantas aromáticas fervidas, moídas e misturadas com óleo, podendo ser muito caros, especialmente o incenso. Os cosméticos, como referido, eram usados por ambos os géneros, que utilizavam regularmente loções corporais e faciais, rímel, delineador de olhos e bálsamo labial.

Assyrian Eunuch from Khorsabad at the Iraq Museum
Eunuco Assírio de Khorsabad no Museu do Iraque Osama Shukir Muhammed Amin (Copyright)

Juntamente com acessórios tais como joias, báculos, selos cilíndricos, calçado e adornos de cabeça ornamentados, a produção de vestuário mesopotâmico tornou-se uma indústria florescente, como observa Bertman:

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Devido à abundância de matérias-primas, à diligência dos trabalhadores e à energia dos comerciantes, a fabricação têxtil tornou-se uma importante indústria na Mesopotâmia e uma das principais fontes de sua riqueza. No entanto, em vez de ser baseada em fábricas, a fabricação de tecidos antigos era provavelmente uma indústria artesanal, mas conduzida em grande escala. Embora as evidências físicas sejam escassas, os teares e os fusos são retratados em obras de arte que chegaram até aos dias de hoje.

(pág. 289)

Desde o seu início na Suméria, a moda na Mesopotâmia desenvolveu-se por todo o Próximo Oriente, mantendo a sua forma essencial enquanto se tornava cada vez mais complexa em termos de ornamentação e estilo. No final do Período Sassânida, de acordo com obras de arte e arquitectura persas, e relatos escritos, a forma básica do kaunakes sumério, agora acessorizada, estava em uso desde as regiões da atual Turquia até às fronteiras da Índia e continua a ser o modelo para o saiote, a saia e o vestido até à era actual.

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Perguntas & Respostas

Quando é que a moda e a indumentária se desenvolveram na Mesopotâmia?

A moda e a indumentária desenvolveram-se na Mesopotâmia antes do Período Dinástico Inicial, cerca de 2900-2350/2334 a.C. Os vestígios mais antigos de vestuário provêm de estatuária do p Período de Ubaide (cerca de 6500-4000 a.C.), que mostra pessoas a vestir perizoma e saias.

Qual era o artigo de vestuário mais popular na Mesopotâmia?

A peça de roupa mais popular na Mesopotâmia era o «kaunake« - uma saia até aos joelhos ou tornozelos -, em uso desde pelo menos 2900 a.C. até 651 d.C.

Servia a moda na Mesopotâmia para destacar as classes sociais?

Já desde 2900 a.C., a moda na Mesopotâmia definia as classes sociais. A classe alta vestia vestuário de melhor qualidade e com mais acessórios; a classe baixa vestia saias simples ou vestidos sem acessórios. Por altura do Império Aqueménida, o vestuário passara a identificar a profissão de cada um.

Quais eram os tecidos mais comuns na Mesopotâmia?

Os tecidos mais comuns na Mesopotâmia eram a lã e o linho. O couro era utilizado para sandálias, sapatos e botas. Os tecidos das classes altas eram geralmente tingidos com cores brilhantes, que incluíam o encarnado, azul, verde e amarelo.

Sobre o Tradutor

Filipa Oliveira
Tradutora e autora, o gosto pelas letras é infindável – da sua concepção ao jogo de palavras, da sonoridade às inumeráveis possibilidades de expressão.

Sobre o Autor

Joshua J. Mark
Joshua J. Mark é cofundador e diretor de conteúdo da World History Encyclopedia. Anteriormente, foi professor no Marist College (NY), onde lecionou história, filosofia, literatura e redação. Viajou extensivamente e morou na Grécia e na Alemanha.

Cite Este Artigo

Estilo APA

Mark, J. J. (2025, maio 27). Moda e Indumentária na Antiga Mesopotâmia: Do Básico aos Acessórios no Mundo Antigo. (F. Oliveira, Tradutor). World History Encyclopedia. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2198/moda-e-indumentaria-na-antiga-mesopotamia/

Estilo Chicago

Mark, Joshua J.. "Moda e Indumentária na Antiga Mesopotâmia: Do Básico aos Acessórios no Mundo Antigo." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, maio 27, 2025. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2198/moda-e-indumentaria-na-antiga-mesopotamia/.

Estilo MLA

Mark, Joshua J.. "Moda e Indumentária na Antiga Mesopotâmia: Do Básico aos Acessórios no Mundo Antigo." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, 27 mai 2025, https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2198/moda-e-indumentaria-na-antiga-mesopotamia/.

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