Sargão e Ur-Zababa

Duas Visões em Sonhos e um Rio de Sangue
Joshua J. Mark
por , traduzido por Filipa Oliveira
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Sargão e Ur-Zababa é um poema sumério, de data de composição desconhecida, que narra a ascensão ao poder de Sargão de Acádia (reinado: 2334-2279 a.C.), fundador do Império Acádio. A obra é classificada como um conto popular mesopotâmico, baseando-se em motivos como a visão onírica e o rei intrigante, mas pode ter sido considerada história na sua época.

Inscription of the Birth of King Sargon of Akkad
Inscrição do Nascimento do Rei Sargão de Acádia Osama Shukir Muhammed Amin (Copyright)

O poema poderá ter sido composto durante o Período de Ur III (cerca de 2112 a 2004 a.C.), época em que diversas outras obras relativas a Sargão foram redigidas ou transpostas da tradição oral para a escrita. Os monarcas do Período de Ur III — em particular Ur-Nammu (reinou de cerca de 2112 a 2094 a.C.) e Shulgi de Ur (reinou de 2094 a cerca de 2046 a.C.) — associavam-se estreitamente aos reis acádios, especificamente a Sargão e ao seu neto Naram-Sin (reinou de 2254 a 2218 a.C.). Esta tese quanto à datação é, contudo, especulativa, uma vez que, até à hoje, não foi atribuída uma data definitiva à obra.

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A popularidade do poema é atestada pelas cópias encontradas nas ruínas de antigas cidades mesopotâmicas datadas de cerca do século VII a.C., quando a região era controlada pelos assírios. Isto sugere claramente que as histórias sobre Sargão — e Naram-Sin — ainda ressoavam junto do público mais de mil anos após os seus reinados. Infelizmente, a obra está mal preservada e existe apenas em fragmentos, como observou o estudioso Jeremy Black:

Sargão e Ur-Zababa foi provisoriamente reconstruído a partir de dois manuscritos, um fragmento de Uruque (Segmentos A e C) e uma tabuinha mais completa de Nipur (Segmento B). Embora os acontecimentos a que o poema se refere ocorram principalmente no norte da Babilónia, as tabuinhas em que está gravado provêm do sul.

(págs. 40-41)

Sargão e Ur-Zababa centra-se num período da vida do futuro rei em que este é libertado das intrigas do rei Ur-Zababa e o substitui.

A localização dos fragmentos também atesta a popularidade da obra e sugere ainda mais a sua origem no Período de Ur III, quando as escolas de escribas — que utilizavam tais textos como parte do currículo — proliferaram por toda a Suméria sob o reinado de Shulgi de Ur.

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A obra é por vezes conhecida como A Lenda de Sargão de Acádia, mas este título é muito mais comummente aplicado a outra obra que relata o nascimento, a juventude e a conquista das cidades-estado sumérias por Sargão. Sargão e Ur-Zababa, por outro lado, centra-se num período específico da vida do futuro rei em que, de acordo com a vontade dos deuses, este é liberto das conspirações do rei Ur-Zababa e, como é sugerido, acaba por o substituir.

A Lenda e o Reinado de Sargão

Quase nada se sabe da vida de Sargão, e o que se sabe provém de textos hoje considerados como pertencentes ao género da literatura naru mesopotâmica — a primeira ficção histórica do mundo — que coloca uma figura famosa (geralmente um rei) como personagem principal de um conto ficcional. A Lenda de Sargão de Acádia está entre as obras mais conhecidas deste género e apresenta Sargão como o filho ilegítimo de uma sacerdotisa, abandonado no rio Eufrates, que é acolhido e criado por um jardineiro, acabando por se tornar rei de Acádia e Senhor da Suméria. Black comenta:

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Pouco se sabe sobre as origens de Sargão. De acordo com uma lenda acádia muito posterior [A Lenda de Sargão de Acádia], ele era o filho ilegítimo de uma sacerdotisa que, à semelhança de Moisés na Bíblia, foi colocado numa cesta de vime e lançada à deriva nas águas, para ser resgatado e criado por um jardineiro.

Estes temas folclóricos foram também incorporados na literatura suméria, incluindo, em Sargão e Ur-Zababa, exemplos de sonhos que predizem o futuro. O motivo folclórico está incorporado na narrativa que tem preocupações teológicas, sendo os sonhos considerados mensagens que predizem um futuro divinamente ordenado ao qual o homem, por si só, não pode resistir.

(pág. 40)

Sargão, de acordo com o poema, é favorecido pelos deuses, ao ser educado pelo jardineiro Akki e ser, posteriormente, o copeiro do rei Ur-Zababa de Quis (Kish), cujo reinado eles decretaram que deve terminar. Historicamente, nesta época, a Suméria encontrava-se em grande parte sob o controlo de Lugalzagesi de Uma (reinou de cerca de 2358 a 2334 a.C.), que conquistava as cidades-estado e no intuito de edificar um império. No poema, Ur-Zababa, começa a suspeitar de Sargão após um sonho de mau augúrio, e envia o seu copeiro ao rei com instruções para o matar. Em vez disso, Lugalzagesi trava amizade com Sargão, que se volta contra o seu antigo mestre e, juntos, conquistam Quis.

Map of the Akkadian Empire at Its Height
Mapa do Império Acádio, cerca de 2334 - 2218 a.C. Simeon Netchev (CC BY-NC-ND)

Sargão rompeu então o seu pacto com Lugalzagesi, derrotou-o em batalha e prendeu-o. Depois de criar um exército treinado profissionalmente e consolidar o seu poder, Sargão revolucionou a arte da guerra na Mesopotâmia, liderando o seu exército numa campanha de conquista por toda a região, acabando por estabelecer o Império Acádio (2350/2334-2154 a.C.), que se tornaria lendário até à época do Império Neo-Assírio (912-612 a.C.). O estudioso Paul Kriwaczek observa:

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Durante pelo menos 1.500 anos após a sua morte, Sargão, o Grande... foi considerado uma figura semisagrada, o santo padroeiro de todos os impérios subsequentes no reino da Mesopotâmia. De facto, dois reis muito posteriores, um que governou a Assíria por volta de 1900 a.C. e o outro no final do século VIII a.C., adoptaram o seu nome oficial, ou melhor, título, Sargão [que significa] «Rei Legítimo», como que para roubar um pouco do seu prestígio em prol de si próprios.

(pág. 111)

Kriwaczek refere-se aos reis assírios Sargão I (reinou por volta de 1920-1881 a.C.), sobre quem pouco se sabe, e Sargão II (reinou 722-705 a.C.), que se tornou tão lendário quanto Sargão de Acádia, especialmente após a sua vitória sobre o reino de Urartu em 714 a.C. A popularidade de Sargão de Acádiad entre os assírios é atestada não apenas por estes monarcas, mas também pelas cópias de obras que lhe dizem respeito, encontradas nas ruínas da biblioteca de Assurbanípal, em Nínive, e, como referido, noutras localizações.

O Resumo e o Comentário

O poema relata como Sargão foi escolhido pelos deuses para cumprir o seu destino ao derrubar Ur-Zababa, embora, no início da obra, o próprio Sargão pareça satisfeito como servo de Ur-Zababa, alheio aos planos dos deuses. Na secção A, é criada a cena dramática, descrevendo a gloriosa cidade de Quis sob o domínio de Ur-Zababa. O rei transformou a cidade em ruína («como uma cidade assombrada») num próspero e florescente centro agrícola e urbano.

Os grandes deuses An (Anu) e Enlil, no entanto, decidiram que o tempo de Ur-Zababa chegou ao fim. Sargão é apresentado perto do final deste segmento, e o nome do seu pai é dado como La'ibum — um nome que não aparece em mais nenhum outro lugar (em A Lenda de Sargão de Acáde, ele afirma nunca ter conhecido o pai) — e parece que o poema originalmente descrevia Sargão na íntegra, mas o fragmento interrompe-se e o resto está perdido.

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O segmento B, como observa Black, é o mais completo e começa com o sonho de Ur-Zababa, que, embora os detalhes não sejam revelados, o assusta e é interpretado como um presságio da sua iminente queda em desgraça. O narrador observa como a deusa Inanna escolheu ficar do lado de Sargão, que também tem um sonho em que Inanna afoga Ur-Zababa num rio de sangue.

Ur-Zababa interpreta o sonho de Sargão no sentido de que Inana deseja a morte de Sargão, e não a sua própria; arquiteta, então, um plano para enviar Sargão ao seu mestre ferreiro, no templo onde as estátuas são fundidas, com a instrução de que este o atire para um dos moldes de fundição. Sargão, sem suspeitar de nada, parte para cumprir a missão do rei, mas é detido no portão do templo por Inanna, que lhe diz que não pode entrar porque está contaminado por sangue. Normalmente, isto significaria que ele teria morto ou ferido gravemente alguém, mas, como nota Black, neste caso poderá ser entendido como uma contaminação proveniente do seu sonho com o rio de sangue.

Sargão cumpre a sua missão, aparentemente ainda alheio aos planos de Ur-Zababa ou dos deuses, e regressa ao rei, o que assusta ainda mais Ur-Zababa, à medida que começa a perceber que os deuses favorecem Sargão. Envia então Sargão numa missão a Lugalzagesi, alegadamente para oferecer um tratado de paz, mas na verdade levando uma tabuinha que diz ao rei para matar o mensageiro.

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A Secção C, gravemente danificada, sugere que Sargão tem um caso com a esposa de Lugalzagesi, mas, por razões desconhecidas, o rei ignora tal (ou nunca fica a saber) e também o pedido de Ur-Zababa, poupando assim o jovem. A última parte do poema parece tratar da compreensão de Lugalzagesi de que Sargão também o substituiria, embora isto seja especulativo, uma vez que a maioria das linhas se perdeu. Historicamente, contudo, está estabelecido que Sargão derrotou, de facto, Lugalzagesi, como um dos primeiros passos na fundação do seu império.

O Texto

O conteúdo seguinte foi extraído da obra The Literature of Ancient Sumer (A Literatura da Suméria Antiga) traduzido para inglês por Jeremy Black et al. As elipses indicam versos ou palavras em falta, enquanto os pontos de interrogação sugerem uma tradução alternativa para uma palavra.

A.1-9: Para... o santuário como um barco de carga; para... as suas grandes fornalhas; para ver que os seus canais... águas de alegria, para ver que as enxadas lavram os terrenos aráveis e que... os campos; para transformar a casa de Quis, que era como uma cidade assombrada, num povoado vivo novamente – o seu rei, o pastor Ur-Zababa, ergueu-se como Utu sobre a casa de Quis. An e Enlil, no entanto, decidiram (?) com autoridade (?) pelo seu santo comando alterar o seu mandato de reinado e retirar a prosperidade do palácio.

A.10-13: Então Sargão – a sua cidade era a cidade de... o seu pai era La'ibum, a sua mãe... Sargão... com o coração feliz. Desde que nasceu... (falta um número desconhecido de linhas).

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B.1-7: Um dia, depois de ter chegado a noite e de Sargão ter levado as entregas regulares ao palácio, Ur-Zababa dormia (e sonhava) no quarto sagrado, a sua residência sagrada. Ele percebeu o que significava o sonho, mas não o expressou em palavras, não o discutiu com ninguém. Depois de Sargão ter recebido as entregas habituais para o palácio, Ur-Zababa nomeou-o copeiro, colocando-o a cargo do armário das bebidas. A sagrada Inanna não deixou de estar ao seu lado.

B.8-11: Passados cinco ou dez dias, o rei Ur-Zababa... e ficou assustado na sua residência. Como um leão, urinou, salpicando as pernas, e a urina continha sangue e pus. Estava perturbado, tinha medo como um peixe a debater-se em água salobra.

B.12-19: Foi então que o copeiro da adega de Ezina, Sargão, deitou-se não para dormir, mas para sonhar. No sonho, a sagrada Inanna afogou Ur-Zababa num rio de sangue. O adormecido Sargão gemeu e roeu o chão. Quando o rei Ur-Zababa ouviu os gemidos, foi levado à presença sagrada do rei; Sargão foi levado à presença de Ur-Zababa (que disse): «Copeiro, foi-te revelado um sonho durante a noite?»

B.20-24: Sargão respondeu ao seu rei: «Meu rei, este é o meu sonho, que te vou contar: Havia uma jovem mulher, que era tão alta como os céus e tão larga como a terra. Ela estava firmemente assente como a base de uma parede. Para mim, ela afogou-te num grande rio, um rio de sangue.»

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B.25-34: Ur-Zababa mordeu os lábios, tomado por um medo profundo. Dirigiu-se a..., o seu chanceler: "Inana, a minha irmã real, vai transformar o meu dedo num... de sangue; ela afogará Sargão, o copeiro, no grande rio. Belis-tikal, mestre ferreiro, homem da minha confiança e capaz de redigir tábuas: dar-te-ei ordens, que as minhas ordens sejam cumpridas! Que o meu conselho seja seguido! Posto isto, quando o copeiro te entregar o meu espelho de mão em bronze no E-sikil, a casa predestinada, lança-os (o espelho e Sargão) no molde, como se fossem estátuas."

B.35-38: Belis-tikal atendeu às palavras do seu rei e preparou os moldes no E-sikil, a casa predestinada. O rei falou a Sargão: "Vai e entrega o meu espelho de mão de bronze (?) ao ferreiro-chefe!"

B.38a-42: Sargão partiu do palácio de Ur-Zababa. A sagrada Inana, contudo, não cessou de permanecer ao seu lado direito; e, antes que ele se tivesse aproximado a cinco ou dez nindan [cerca de 6 metros] do E-sikil, a casa predestinada, a sagrada Inana voltou-se para ele e barrou-lhe o caminho, dizendo: "O E-sikil é uma casa sagrada! Ninguém que esteja contaminado pelo sangue nela deve entrar!"

B.43-45: Assim, ele encontrou-se com o mestre ferreiro do rei apenas à porta da casa predestinada. Após ter entregue o espelho de mão em bronze do rei ao mestre ferreiro, Belis-tikal, o mestre ferreiro... e lançou-o no molde, como se de estátuas se tratasse.

B.46-52: Passados cinco ou dez dias, Sargão apresentou-se perante Ur-Zababa, o seu rei; entrou no palácio, firmemente alicerçado como uma grande montanha. O rei Ur-Zababa... e ficou assustado na sua residência. Percebeu do que se tratava, mas não o expressou em palavras, não discutiu o assunto com ninguém. Ur-Zababa ficou assustado no quarto, a sua residência sagrada. Ele percebeu do que se tratava, mas não o expressou em palavras, não discutiu o assunto com ninguém.

B.53-56: Naqueles dias, embora já se escrevessem palavras em tabuinhas, ainda não se colocavam tabuinhas em envelopes. O rei Ur-Zababa enviou Sargão, a criatura dos deuses, a Lugalzagesi em Uruque com uma mensagem escrita em argila, que tratava do assassinato de Sargão... (falta um número desconhecido de linhas).

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C.1-7: Com a esposa de Lugalzagesi... Ela (?) ... a sua feminilidade como um refúgio. Lugalzagesi não ... o enviado. "Vem! Ele dirigiu os seus passos para o E-ana construído em tijolo!" Lugalzagesi não o compreendeu, não falou com o enviado. Mas assim que falou com o enviado... o senhor exclamou: "Ai de mim!" e sentou-se no pó.

C.8-12: Lugalzagesi respondeu ao enviado: "Enviado, Sargão não cede. Após ele se ter submetido, Sargão... Lugalzagesi... Sargão... Lugalzagesi... Porquê... Sargão?"

Conclusão

Embora «Sargão e Ur-Zababa» seja hoje em dia rotineiramente considerado um conto popular, pode ter sido entendido como História na sua época — tal como «A Lenda de Sargão de Acádia» parece ter sido — mas, tal como outras obras do género, teria ainda assim servido como entretenimento popular. Os escribas na antiga Mesopotâmia não só aprenderam a ler, escrever e copiar obras, mas também a memorizá-las e a recitá-las. De acordo com estudiosos como Samuel Noah Kramer, Jeremy Black e Paul Kriwaczek, estas composições poderiam até ter sido memorizadas por intérpretes analfabetos, que as teriam então adicionado ao seu repertório.

Birth of Sargon of Akkad
Nascimento de Sargão de Acádia Jastrow (Public Domain)

Os poemas relativos a Sargão e ao seu império continuaram a ser copiados e recitados século após século. Kriwaczek comenta:

A maioria [destes fragmentos] assemelha-se a um ditado registado como memória de uma atuação oral. A partir destes fragmentos, muitos deles inscritos pelo menos um milénio após os eventos que relatam, podemos supor que os bardos e outros artistas populares continuaram a interpretar contos épicos sobre Sargão e a sua dinastia durante séculos após o seu tempo de vida.

Estes contos narram a proeza heroica dos seus protagonistas pelas armas, a sua piedade religiosa, a sua preocupação suprema com o valor pessoal e a honra; de como realizaram audazmente o que nenhum homem fizera antes e de como foram audazmente onde nenhum homem fora antes... Todavia, ao mesmo tempo, os grandes reis podem ser apresentados sob uma luz muito humana.

(pág. 113)

A personagem de Sargão em Sargão e Ur-Zababa é precisamente este tipo de herói. É apresentado como humilde, fiel ao seu senhor e confiante ao ponto de não suspeitar de nada, mesmo quando lhe é entregue a mensagem que é, essencialmente, a sua sentença de morte. Os registos históricos corroboram a imagem de Sargão como um conquistador e um construtor de impérios, estabelecendo o seu domínio e esmagando qualquer dissidência, mas nas lendas e tradições que surgiram após a sua morte, ele é também o servo modesto e amigo dos deuses, cuja devoção é recompensada não só com poder terreno enquanto viveu, mas também com a imortalidade nos versos, copiados, cantados e recitados muito depois do seu tempo na Terra ter terminado.

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Perguntas & Respostas

O que são 'Sargão e Ur-Zababa'?

'Sargão e Ur-Zababa' é um poema sumério presentemente considerado um conto popular que narra a ascensão inicial ao poder de Sargão de Acádia, fundador do Império Acádio. Embora por vezes seja referido como 'A Lenda de Sargão de Acádia', o título aplica-se, na verdade, a outra obra.

Quando é que foi escrito 'Sargão e Ur-Zababa'?

Desconhece-se a data de composição de 'Sargão e Ur-Zababa'. Pode ter sido escrito durante o Período de Ur III (cerca de 2112 a cerca de 2004 a.C.), mas trata-se de uma suposição. As cópias que nos chegaram datam do século VII a.C.

De que trata a obra 'Sargão e Ur-Zababa'?

'Sargão e Ur-Zababa' conta a história de Sargão, um jovem copeiro favorecido pelos deuses, e a queda do seu senhor, o rei Ur-Zababa; este ordena a sua morte após ter sido avisado num sonho de que o seu reinado estava prestes a findar e, possivelmente, de que Sargão o substituiria.

Por que é que 'Sargão e Ur-Zababa' é importantes?

A história de 'argão e Ur-Zababa' é importante como exemplo do folclore da antiga Mesopotâmia, mas também porque aquilo a que hoje chamamos «folclore» poderia ter sido considerado «História», ou seja, o relato dos primeiros anos de vida de uma das figuras mais importantes da história da Mesopotâmia.

Sobre o Tradutor

Filipa Oliveira
Tradutora e autora, o gosto pelas letras é infindável – da sua concepção ao jogo de palavras, da sonoridade às inumeráveis possibilidades de expressão.

Sobre o Autor

Joshua J. Mark
Joshua J. Mark é cofundador e diretor de conteúdo da World History Encyclopedia. Anteriormente, foi professor no Marist College (NY), onde lecionou história, filosofia, literatura e redação. Viajou extensivamente e morou na Grécia e na Alemanha.

Cite Este Artigo

Estilo APA

Mark, J. J. (2026, abril 17). Sargão e Ur-Zababa: Duas Visões em Sonhos e um Rio de Sangue. (F. Oliveira, Tradutor). World History Encyclopedia. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2175/sargao-e-ur-zababa/

Estilo Chicago

Mark, Joshua J.. "Sargão e Ur-Zababa: Duas Visões em Sonhos e um Rio de Sangue." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, abril 17, 2026. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2175/sargao-e-ur-zababa/.

Estilo MLA

Mark, Joshua J.. "Sargão e Ur-Zababa: Duas Visões em Sonhos e um Rio de Sangue." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, 17 abr 2026, https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2175/sargao-e-ur-zababa/.

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