O Debate entre a Ave e o Peixe

O Velho Problema dos Vizinhos Difíceis
Joshua J. Mark
por , traduzido por Filipa Oliveira
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O Debate entre a Ave e o Peixe (incipit: An-an-na-ke₄ nam-tar-re-de₃-ne - escrito por volta de 2000 a.C.) é um poema sumério datado do Período de Ur III (cerca de 2112–cerca de 2004 a.C.), uma época em que o género do debate literário era especialmente popular. O poema é o mais antigo que sobreviveu sobre o tema dos vizinhos difíceis e sobre a rapidez com que os problemas podem escalar.

Puabi's Gold and Lapis Lazui Fish Amulets, Ur
Amuletos de Peixe em Ouro e Lápis-Lazúli de Puabi, Ur Osama Shukir Muhammed Amin (Copyright)

A obra é um de sete famosos debates literários — representantes de um género que foi popular no final do 3.º milénio a.C. — no qual duas personagens (objetos inanimados, animais ou estações do ano) discutem sobre qual delas é a mais importante ou travam uma disputa legal, sendo o assunto finalmente resolvido pelo julgamento de um deus. Os sete debates são:

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  • O Debate entre o Verão e o Inverno
  • O Debate entre a Ovelha e o Cereal
  • O Debate entre a Ave e o Peixe
  • O Debate entre a Árvore e a Cana
  • O Debate entre a Prata e o Poderoso Cobre
  • O Debate entre a Enxada e o Arado
  • O Debate entre a Mó e a Pedra-Gulgul

Existem outros quatro debates literários conhecidos, mas estes apresentam personagens humanas e, a julgar pelo reduzido número de cópias encontradas, não parecem ter sido tão populares. O género do debate fazia parte do currículo da edubba ("Casa das Tábuas"), a escola de escribas suméria, e os poemas eram copiados, memorizados e recitados, a par de outras peças complexas, como parte do percurso final de estudos de um estudante antes da sua graduação.

A literacia era uma prioridade do segundo rei da Dinastia de Ur III, Shulgi de Ur (reinou 2094–cerca de 2046 a.C.), que aumentou o número de escolas nos seus territórios para formar escribas na antiga Mesopotâmia. O Debate entre a Ave e o Peixe inclui uma homenagem a Shulgi, uma vez que é ele, em vez de um deus, quem resolve a disputa no final.

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O Resumo e o Comentário

O poema começa como um mito de criação. Depois de os deuses Anu (An) e Enlil terem estabelecido os céus e a terra, Enki (deus da sabedoria, também referido como Nudimude) delineia as zonas pantanosas em redor da sua cidade de Eridu, provê o sustento dos sumérios (as "cabeças negras", referidos na linha 9) e coloca os peixes e as aves nos seus respetivos lugares, após os instruir sobre como se devem comportar (linhas 1–21).

Embora o poema servisse como entretenimento, também sublinharia a importância de uma boa convivência com os vizinhos.

Os problemas começam quando o Peixe se opõe ao comportamento da sua vizinha, a Ave, alegando que ela é demasiado barulhenta, passando depois a insultá-la ainda mais. A Ave responde com os seus próprios insultos, e a discussão intensifica-se (linhas 22–101).

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O Peixe decide resolver o problema destruindo o ninho da Ave e matando as suas crias; quando a Ave regressa e depara com os destroços, procura a desova do Peixe e mata-a (linhas 102–121). A disputa entre ambos agrava-se ainda mais, e os dois apresentam o seu caso perante Shulgi — retratado como um filho de Enlil — para que este resolva a questão (linhas 122–147).

Shulgi decide a favor da Ave, invocando o seu doce canto e o prazer que ela traz aos banquetes e ao E-kur (o templo). O julgamento de Shulgi (linhas 168–177) foi interpretado por alguns académicos, incluindo Jeremy Black, como baseando-se «tanto no prazer proporcionado ao homem e aos deuses pela bela plumagem e pelo canto atraente da Ave» como em qualquer outra coisa (l.230). Embora possa ser assim, a peça encontra-se fragmentada perto da conclusão, e o julgamento de Shulgi terá, sem dúvida, ido mais além do que as simples linhas preservadas.

É provável, como Black também observa, que o julgamento de Shulgi se tenha baseado igualmente no «ataque selvagem do Peixe aos ovos da Ave» (Idem) e no facto de ter sido o Peixe a iniciar o conflito. A peça termina com um louvor a Enki, cuja sabedoria terá inspirado Shulgi a conceder a vitória legal à Ave sobre o Peixe. Embora o poema servisse como entretenimento, também sublinharia a importância de uma boa convivência com os vizinhos, em conformidade com a vontade dos deuses.

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O Texto

O texto infra foi extraído de The Literature of Ancient Sumer, (A Literatura da Antiga Suméria) traduzido por Jeremy Black et al., complementado pelo Electronic Text Corpus of Sumerian Literature (ETCSL - O Corpus Eletrónico da Literatura Suméria) online, que é a mesma tradução. As elipses indicam palavras ou linhas ausentes e os pontos de interrogação indicam traduções alternativas de uma palavra.

1–12: Nesses dias antigos, quando os bons destinos tinham sido decretados, e depois de An e Enlil terem estabelecido as regras divinas do céu e da terra, então o terceiro deles, ..., o senhor da ampla sabedoria, Enki, o mestre dos destinos, reuniu ... e fundou moradas; tomou nas suas mãos as águas para incentivar e criar a boa semente; dispôs lado a lado o Tigre e o Eufrates, e fez com que eles trouxessem água das montanhas; desobstruiu os ribeiros mais pequenos e posicionou os restantes cursos de água. ... Enki construiu redis e estábulos espaçosos, e providenciou pastores e vaqueiros; fundou cidades e colonatos por toda a terra e fez multiplicar as cabeças negras. Deu-lhes um rei como pastor, elevando-o à soberania sobre eles; o rei ergueu-se como a luz do dia sobre as terras estrangeiras.

13–21: ... Enki entrelaçou as zonas pantanosas, fazendo aí crescer canas jovens e velhas; fez fervilhar aves e peixes nos charcos e nas lagoas ...; deu-lhes ... todas as espécies de criaturas vivas como sustento, ... colocando-os a cargo desta abundância dos deuses. Quando Nudimude [Enki], príncipe augusto, o senhor da ampla sabedoria, moldou ..., encheu os canaviais e os pântanos com o Peixe e a Ave, indicou-lhes as suas posições e instruiu-os nas suas regras divinas.

22–28: Então o Peixe desovou nas lagoas; a Ave construiu o seu ninho numa fenda dos canaviais. Mas a Ave assustou o Peixe das lagoas no seu ... O Peixe tomou uma posição e gritou. De forma grandiosa, iniciou as hostilidades. Alvoroçou a rua, discutindo de maneira prepotente. O Peixe dirigiu-se à Ave com intenções assassinas:

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29–40: «... Ave, ... não há insulto ...! Grasnar, ... barulho nos pântanos ... guinchar! Sempre a devorar gananciosamente, enquanto o teu coração pinga maldade! Poupada na planície, ficas a bicar até que te escorracem! Os filhos do agricultor estendem linhas e redes para ti nos sulcos. O jardineiro arma redes contra ti nos jardins e pomares. Ele não consegue descansar o braço de tanto disparar a fisga; não se consegue sentar por tua causa. Causas estragos nas hortas; és uma praga. Nas zonas húmidas dos campos, ficam as tuas pegadas desagradáveis. Ave, és uma desavergonhada: enches o pátio com os teus dejetos. O rapaz da limpeza que varre a casa persegue-te com cordas. Com o teu barulho, a casa fica em polvorosa; o teu basqueiro afugenta as pessoas.»

41–50: «Levam-te para o celeiro de engorda. Põem-te a mugir como o gado, a balir como as ovelhas. Despejam-te água fresca de jarros. Arrastam-te para o sacrifício diário. O passarinheiro traz-te de asas atadas. Amarram-te as asas e o bico. O teu guinchar de nada serve; de que te vale estares a esvoaçar? Com essa tua voz feia assustas a noite; ninguém consegue dormir profundamente. Ave, sai dos pântanos! Tira este teu barulho das minhas costas! Vai-te daqui para um buraco na lixeira: é o que te assenta bem!»

51–56: Foi assim que o Peixe insultou a Ave naquele dia. Mas a Ave, com a sua plumagem multicolor e a sua face multicolor, estava convicta da sua própria beleza e não levou a peito os insultos que o Peixe lhe tinha lançado. Como se fosse uma ama a cantar uma canção de embalar, não prestou atenção ao discurso, apesar das palavras feias que estavam a ser proferidas. Então a Ave respondeu ao Peixe:

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57–69: «Como se tornou o teu coração tão arrogante, sendo tu próprio tão insignificante? A tua boca é flácida (?), mas embora a tua boca dê a volta a toda a cabeça, não consegues ver atrás de ti. Estás desprovido de ancas, tal como de braços, mãos e pés — tenta lá dobrar o teu pescoço até aos teus pés! O teu cheiro é horrível; fazes as pessoas vomitar, elas arreganham os dentes para ti! Nenhum cocho conteria o tipo de comida preparada que tu comes. Aquele que te carrega não se atreve a deixar que a sua mão toque na própria pele! Nos grandes pântanos e nas amplas lagoas, eu sou o teu demónio perseguidor. Não podes comer as plantas doces que lá há, pois a minha voz atormenta-te. Não podes viajar com confiança no rio, pois a minha nuvem de tempestade cobre-te. Enquanto deslizas pelos canaviais, estás sempre debaixo dos meus olhos. Algumas das tuas crias estão destinadas a ser a minha oferenda diária; tu dá-las a mim para aplacar a minha fome. Alguns dos teus exemplares maiores estão, com a mesma certeza, destinados ao meu salão de banquetes ... na lama.

70–79: Mas eu sou a bela e inteligente Ave! Uma fina arte foi aplicada no meu adorno. Mas nenhuma perícia foi gasta na tua sagrada modelação! Pavonear-me no palácio real é a minha glória; o meu trinado é considerado uma decoração no pátio. O som que produzo, em toda a sua doçura, é um deleite para a pessoa de Shulgi, filho de Enlil. Frutos e produtos de jardins e pomares são as enormes oferendas diárias que me são devidas. Grumos, malte de farinha, cevada descascada e espelta (?) são coisas doces para a minha boca. Como é que não reconheces a minha superioridade diante disto? Curva o teu pescoço até ao chão!»

80–85: Foi assim que a Ave insultou o Peixe naquela ocasião. O Peixe ficou furioso e, confiando na sua força hercúlea e na sua robustez, varreu o fundo como uma pesada nuvem de chuva. Retomou a disputa. Não levou a peito os insultos que a Ave lhe tinha lançado. Não se conseguiu conformar com a submissão e falou sem qualquer contenção. De novo, o Peixe respondeu à Ave:

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86–94: «Bico e pernas decepados, pés deformados, boca fendida, língua fina! Matracas na tua ignorância, sem nunca refletires! Glotona, malformada, que enches o pátio de dejetos! O rapazinho da limpeza arma redes na casa e persegue-te com cordas. O padeiro, o cervejeiro, o porteiro, todos os que vivem na casa estão zangados contigo. Ave, não examinaste a questão da minha grandeza; não tiveste devidamente em conta a minha natureza. Não conseguiste compreender a minha fraqueza e a minha força; no entanto, proferiste palavras inflamadas. Assim que tiveres olhado verdadeiramente para as minhas realizações, serás grandemente humilhada. O teu discurso contém erros graves; não lhe deste a devida consideração.»

95–101: «Eu sou o Peixe. Estou incumbido da responsabilidade de providenciar abundância para os santuários puros. Para as grandes oferendas no reluzente E-kur, permaneço orgulhosamente de cabeça bem erguida! Tal como Acnan, estou aqui para saciar a fome da Terra. Eu sou o seu amparo. Por isso, as pessoas prestam-me atenção e mantêm os olhos fixos em mim. Tal como no festival da colheita, alegram-se comigo e cuidam de mim. Ave, independentemente das grandes façanhas que tenhas alcançado, mostrar-te-ei a sua pretensão. Retribuir-te-ei, por tua vez, a tua altivez e o teu discurso mentiroso.»

102–115: Perante isto, o Peixe urdiu uma trama contra a Ave. Silenciosa e furtivamente, deslizou pela margem. Quando a Ave se ergueu do seu ninho para ir buscar comida para as suas crias, o Peixe procurou o mais discreto dos lugares silenciosos. Transformou o seu ninho bem construído de gravetos numa casa assombrada. Destruiu a sua casa bem construída e deitou abaixo o seu celeiro. Esmagou os ovos que ela tinha posto e lançou-os ao mar. Foi assim que o Peixe atacou a Ave, fugindo depois para as águas. Então a Ave veio, com rosto de leão e garras de águia, batendo as asas em direção ao seu ninho. Parou em pleno voo. Como um furacão a rodopiar no meio do céu, circulou no firmamento. A Ave, procurando em redor o seu ninho, abriu amplamente as suas asas. Percorreu a vasta planície em busca do seu ninho bem construído de gravetos. A sua voz guinchou para o interior do céu como a da Senhora.

116–121: A Ave procurou o Peixe, vasculhando os pântanos. A Ave perscrutou a água profunda em busca do Peixe, observando atentamente. Estendendo as suas garras, arrebatou da água a minúscula desova do Peixe, reunindo-a toda e empilhando-a num monte. Foi assim que a Ave se vingou e ... o seu coração. De novo, a Ave respondeu ao Peixe:

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122–124: «Seu perfeito idiota! Peixe mudo e papalvo, estás fora de ...! As bocas daqueles que circundam (?) o cais nunca têm que chegue para comer, e a sua fome dura o dia todo. Suíno, biltre, que te fartas com os teus próprios excrementos, seu monstro!»

125–136: «És como um vigia a viver nas muralhas (?), ...! Peixe, ateaste fogo contra mim, plantaste meixendro. Na tua estupidez causaste devastação; salpicaste as tuas mãos de sangue! O teu coração arrogante destruir-se-á pelas suas próprias ações! Mas eu sou a Ave, que voa nos céus e caminha na terra. Para onde quer que eu viaje, estou lá para a alegria do seu ... nomeado. ..., ó Peixe, ... concedido pelos Grandes Príncipes (um nome para os Igigi). Sou de uma estirpe de primeira classe, e as minhas crias são primogénitas! ... caminha de cabeça erguida ... até ao reluzente E-kur. ... até aos dias distantes. ... diz o povo numeroso. Como podes não reconhecer a minha preeminência? Curva o teu pescoço até ao chão.»

137–140: De novo, a Ave tinha lançado insultos ao Peixe. Então o Peixe gritou com a Ave, encarando-a com raiva: «Não te vangancies com essa tua boca mentirosa! O nosso juiz tratará disto. Levemos o nosso caso a Enki, o nosso juiz e adjudicador.»

141–147: E assim, com os dois a acotovelarem-se e a continuarem a perversa disputa para estabelecerem, um sobre o outro, a sua grandeza e preeminência, o litígio foi registado em Eridu, e ambos apresentaram a sua argumentação ... debatendo-se (?) no meio de um rugido como o de um touro, ... rastejaram para a frente como ... Solicitaram um veredicto ... ao Rei Shulgi, filho de Enlil.

148–157: (A Ave fala:) «Tu ..., senhor do discurso verdadeiro, presta atenção às minhas palavras! Eu tinha colocado ... e posto ovos ali. ... tinha concedido ... e tinha dado como seu sustento. Depois de ... ter começado ..., ... ele destruiu a minha casa. Transformou o meu ninho de gravetos numa casa assombrada. Destruiu a minha casa e deitou abaixo o seu celeiro. Esmagou os meus ovos e lançou-os ao mar. ... examina o que eu disse. Profere um veredicto a meu favor.» ... investigando ..., ela prostrou-se por terra.

158–163: ... anunciou (?) a palavra. ... augusto, falou do coração: «As tuas palavras são palavras puras, que alegram o coração.» (Shulgi fala:) «Por quanto tempo vão eles persistir (?) na disputa?» Como ... saiu supremo. Como ... marradas, eles acotovelavam-se.

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164–167: (O Peixe fala:) «..., que isto me seja favorável!» (Shulgi fala:) «Instruir-vos-ei nas regras divinas e nas justas ordenações da nossa morada. À semelhança (?) de Enki, rei do abzu, sou bem-sucedido na descoberta de soluções e sou sábio nas palavras.» Ele respondeu à Ave e ao Peixe:

168–177: «Pavonear-se no E-kur é uma glória para a Ave, pois o seu canto é doce. À sagrada mesa de Enlil, a Ave ... precedência sobre ti ...! Ela proferirá os seus clamores no templo dos grandes deuses. Os deuses Anuna alegram-se com a sua voz. Ela é adequada para os banquetes no grande salão de refeições dos deuses. Proporciona imensa alegria no palácio do rei. ... de cabeça erguida, à mesa de Shulgi, filho de Enlil. O rei .... longa vida.» (1 linha fragmentária)

O Peixe ... em esplendor ...

178–190: Perante isto, o Peixe ... a Ave.

(6 linhas em falta ou fragmentárias)

... Enki ... concedeu.

(1 linha fragmentária)

No abzu de Eridu ... a Ave ... Porque a Ave foi vitoriosa sobre o Peixe na disputa entre o Peixe e a Ave, louvado seja o Pai Enki!

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Perguntas & Respostas

O quel é o O Debate entre a Ave e o Peixe?

O O Debate entre a Ave e o Peixe é um debate literário sumério datado de cerca de. 2000 a.C. sobre o tema de vizinhos problemáticos e a rapidez com que os problemas podem aumentar quando alguém não se comporta com respeito.

Qual era o propósito do género de debate literário na Mesopotâmia?

O género do debate literário servia como entretenimento, mas também transmitia uma mensagem importante que incentivava os valores culturais. As obras faziam igualmente parte do currículo das escolas de escribas e precisavam de ser dominadas antes que um estudante se pudesse graduar.

É o Debate entre a Ave e o Peixe o debate literário mais popular?

Não. Acredita-se que o debate literário mais popular tenha sido "O Debate Entre Ovelhas e Grãos", baseado no número de cópias desse texto encontrado e sua inclusão na parte final da educação do aluno. O debate entre pássaros e peixes também parece ter sido popular, no entanto.

Porque é que O Debate entre a Ave e o Peixe é importante?

O Debate entre a Ave e o Peixe é importante porque é a obra mais antiga que sobreviveu sobre o tema dos vizinhos problemáticos, ilustrando quão pouco as pessoas mudaram nos últimos 4 000 anos. Cria uma ponte entre o presente e o passado ao mostrar como as pessoas criavam os seus próprios problemas naquela época, exatamente da mesma forma que fazem agora.

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Mark, J. J. (2026, junho 25). O Debate entre a Ave e o Peixe: O Velho Problema dos Vizinhos Difíceis. (F. Oliveira, Tradutor). World History Encyclopedia. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2160/o-debate-entre-a-ave-e-o-peixe/

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Mark, Joshua J.. "O Debate entre a Ave e o Peixe: O Velho Problema dos Vizinhos Difíceis." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, junho 25, 2026. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2160/o-debate-entre-a-ave-e-o-peixe/.

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Mark, Joshua J.. "O Debate entre a Ave e o Peixe: O Velho Problema dos Vizinhos Difíceis." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, 25 jun 2026, https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2160/o-debate-entre-a-ave-e-o-peixe/.

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