A Ideologia do Sacro Império Romano

Artigo

Isaac Toman Grief
por , traduzido por Jose Monteiro Queiroz-Neto
publicado em 22 Junho 2021
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Disponível em outras línguas: Inglês, Espanhol, Francês

“O Sacro Império Romano de modo nenhum foi sacro, nem romano, nem um Império,” escreveu Voltaire e tal interpretação ainda domina a imaginação popular, sendo o Sacro Império Romano tratado como uma piada de mau gosto, uma pálida paródia da glória de Roma. Mas, estaria Voltaire correto? Exploraremos aqui a ideologia que explica, e talvez justifique, o nome.

Doctrine of the Two Swords from the Sachsenspiegel
Doutrina das Duas Espadas do Sachsenspiegel (Espelho Saxão)
Eike von Repgow (CC BY-NC-SA)

Império Romano Renovado

Os francos foram uns dos muitos povos que migraram para a Europa nos debilitados séculos finais do Império Romano. Nos séculos que se seguiram ao gradual desaparecimento do Império Romano, os povos construíram reinos, combateram guerras brutais e ascenderam à grandeza – e caíram dela – com desconcertante rapidez. Na metade do século VIII, Pepino, o Breve, (rein. 741-168), participou da convulsão quando usurpou o trono dos francos.

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Após a derrota dos inimigos do papa por carlos magno, o pontífice levou sua aliança a um estágio mais alto e coroou-o imperador dos romano.

Importante observar que Pepino procurou e obteve a bênção do Papa no sentido de legitimar a nova Dinastia Carolíngia. Como Bispo de Roma e coração do movimento missionário, o Papa desfrutava de prestígio e influência enormes sobre os outros bispos do norte e leste. Era ele a mais proeminente figura da Igreja medieval na Europa Ocidental e, com a proeminência, veio o perigo, daí que a parceria com um grande senhor seria altamente benéfica. No entanto, a dinastia que Pepino havia fundado ficou conhecida pelo nome de seu filho, Carlos, o Grande, Carolus Magnus, ou como é comumente conhecido, Carlos Magno (742 +814).

Carlos Magno fez crescer ainda mais o que já era o maior reino da Europa Ocidental, até mesmo ultrapassando em tamanho (grosseiramente) as atuais França, Bélgica, Holanda, Luxembourg, Alemanha Ocidental, Suíça, Eslovênia e Norte da Itália. Além disso, ele se encontrava ávido em disseminar o cristianismo e o ensino clássico, em latim, por todo o seu vasto reino. Após Carlos Magno ter derrotado os inimigos do Papa, os lombardos da Itália, o Papa levou sua aliança a um estágio mais elevado. No Dia de Natal de 800, o Papa Leão III coroou-o Imperador dos Romanos. Conta a história que Carlos Magno ficou chocado e humilhado por tal honra, mas muito provavelmente isto foi um astuto movimento político para ambos, ele e Leão, para cimentar o prestígio da Igreja e da Coroa.

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Coronation of Charlemagne
Coroação de Carlos Magno
Friedrich Kaulbach (Public Domain)

O território dos francos sofreu uma ruptura quando da morte do filho de Carlos Magno. O Tratado de Verdun, em 843, dividiu o Império Carolíngio entre os netos de Carlos Magno. Em teoria, a região norte-italiana continuou a ser a sede do trono imperial, porém a região leste – Francia Leste, cobrindo muito do que é hoje a Alemanha – era a mais poderosa. O Papa há muito tempo vinha com problemas com seus vizinhos do norte e, do mesmo modo que Leão havia chamado Carlos Magno para conquistar os lombardos em troca do título imperial, Otto, o Grande, governante da Francia Leste, conquistou o norte da Itália em 961. Um ano depois, em 962, ele se tronou Imperador Romano e revitalizou o Sacro Império Romano, fazendo da Alemanha, sua zona central.

Duas Espadas

O Papa e o Imperador tornaram-se conhecidos como as Duas Espadas, os líderes simbólicos do norte e do leste da europa ou cristandade latina.

O acordo entre o Papa e o Imperador tornou-se algo mais que uma troca de favores. A associação de um glorioso senhor e o líder da Igreja Ocidental pressupunha uma nova civilização, o que chamamos hoje de Europa Medieval. O Papa e o Imperador tornaram-se conhecidos como as Duas Espadas, os líderes simbólicos do Norte e do Leste da Europa ou Cristandade Latina. O Papa representaria a vida religiosa que compartilhavam, e o Imperador, por seu lado, representaria o mundo político.

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Imperador não era somente um título fantasioso. Significava o herdeiro da poderosa Roma, cuja história se apoiava fortemente nos ombros da Europa. Para entender isto, precisamos olhar no Livro de Daniel do Antigo Testamento. Daniel profetizou que haveria quatro Impérios mundiais antes do Apocalipse. Translatio imperii era o nome pelo qual o bastão e o manto de um Império eram assumidos pelo próximo. No final da Antiguidade, a interpretação cristã desta profecia era de que cada Império havia se desviado um pouco para o oeste, culminando no Império Romano. Considerando que o mundo ainda não havia terminado -e, ao que parece, ninguém acha que sim - este conceito de translatio imperii podia inspirar e legitimar a renovação de um Império Romano Cristão, no caso nos reinos pós-imperiais do oeste distante. O revivido Império Romano nada mais seria que uma continuação do último Império terreno e o povo da Europa veria o Apocalipse sob sua orientação.

O Império Bizantino ainda pretendia ser o Império Romano, porém o oeste latino possuía um crescente senso de separação do oriente grego. Embora as Igrejas do ocidente e do oriente ainda não se encontravam formalmente divididas na época de Carlos Magno, suas culturas e associações cresceram apartadas umas das outras. A Igreja do ocidente, necessário frisar, era dominada pelo Papa em Roma, enquanto, conforme a oriental, seria ele somente um bispo entre muitos. A ideia de uma separada e ocidental civilização romano-cristã latina fez sentido para os povos que ali viviam, os quais tendiam descrever a situação como a Renovação do Império Romano (Renovatio imperii Romanorum) ao invés de Sacro Império Romano – o termo foi assumido nos anos 1100 – porém o conceito é o mesmo.

Map of the Holy Roman Empire, 972-1032 CE
Mapa do Sacro Império Romano-Germânico, 972-1032
Sémhur (CC BY-SA)

Dentro deste aspecto e que era o pensamento das pessoas da época, a combinação de termos faz sentido:

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  • Sacro, os verdadeiros cristãos, os fiéis corretos que defendem a verdade de Deus em um mundo de hereges e pagãos;
  • Romano, os herdeiros do Império Romano e concentrados na primazia espiritual da cidade de Roma, cujo bispo, é representativo de nossa vida religiosa comum;
  • Império, comandado por um Imperador, o único governante reconhecido por todas as civilizações como a posição mais elevada e primeiro na precedência, cuja autoridade especial representa a civilização comum.

Curiosamente, o Império Romano do Oriente mais tarde iria seguir a mesma ideia em diferentes trilhas. As Igrejas Ortodoxa Grega e Católica Latina foram consideradas oficialmente separadas quando o Papa e o Patriarca de Constantinopla se excomungaram mutuamente em 1054. Os povos que iriam se tornar os Eslavos do Leste, há muito tempo se consideravam fortemente influenciados pela cultura dos Ortodoxos Gregos emanada dos bizantinos. Após 1453, a Queda de Constantinopla para o muçulmano Império Otomano, Moscou iria reivindicar a translatio imperii e chamarem a si mesmos a “Terceira Roma” com um caesar (tsar) na chefia.

Conflito Entre o Papa e o Imperador

A imagem das Duas Espadas, Papa e Imperador, como os governantes-representativos da cristandade latina, foi uma dúbia interpretação de uma passagem em Lucas: “Eles replicaram: “Se­nhor, eis aqui duas espadas”. “Basta” – respondeu ele." Se fossem construídos nos instáveis fundamentos bíblicos, os alicerces políticos logo se desmanchariam e as Duas Espadas começariam a entrar em choque uma contra a outra.

Primeiro, os movimentos reformistas em 1100 energizaram a Igreja. A Igreja era vista por eles como muito negligente, cheia de pecados e queriam reprimir o casamento de sacerdotes e monges que viviam luxuriosamente. As grandes reformas cluníacas procuraram purificar a vida diária dos monges medievais e o Papa Gregório VII desejava impor boa ordem e moralidade em todos seus sacerdotes, não somente nos monges vivendo em um monastério medieval. Com isto, a Igreja não podia aceitar ser um simples deputado legitimador para quem quer que deseje estar no poder, devido à sua nova organização, estrita e hierárquica, possuir a força para combater sob sua influência.

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Model of Cluny Abbey
Modelo da Abadia de Cluny
Hannes72 (CC BY-SA)

Segundo, os normandos entraram na Itália no início dos anos 1000. Estes guerreiros reputados como ferozes tinham o poder de lutar para o Papa e, como recém-chegados, desejavam a autoridade que a Igreja poderia lhes dar. Eles nem sempre se saiam bem, porém sempre tinham a opção de se aliarem ao Papa, que a partir de agora teria um protetor outro que não o Imperador.

O mais famoso exemplo de um conflito do Papa com o Imperador é a denominada Controvérsia da Investidura. Em 1076, o Papa Gregório VII (pont. 1073-1085) excomungou Henry VI, Sacro Imperador Romano (rein. 1084-1105) após disputarem quem podia escolher o bispo de Milão. Podia parecer uma ação muito desproporcional para um desentendimento pequeno, porém o direito de sagrar bispos dentro do Império, com os símbolos de seus cargos, era profundamente importante para suas autoridades. Infelizmente para Henry, sua excomunhão foi a luz verde para um bom número de nobres desafetos se colocarem contra o Imperador. Ele atenuou maravilhosamente a situação quando foi até Canossa, onde Gregório se encontrava e ajoelhou-se descalço na neve até que Gregório concordasse em absolvê-lo.

No entanto, a questão da investidura ficou ressoando, muito mais guerras foram travadas, muito mais pessoas morreram. A Concordata de Worms foi um remendo de compromisso assinado em 1122, porém persistiram as tensões subjacentes entre estas duas proeminentes figuras. Nenhum dos dois conseguiu impor totalmente sua autoridade um ao outro e o conflito prosseguia mais e mais. O conflito entre o Papa João XXII e o Imperador Louis IV, no século XIV, encontra-se memoravelmente descrito no famoso livro de Umberto Eco, O Nome da Rosa.

Pope Gregory VII, Pitigliano Cathedral
Papa Gregório VII, Catedral de Pitigliano
Detunedweirdo (CC BY-SA)

E assim, as Duas Espadas permaneceram apontada para a garganta de cada um. Isto nunca funcionou perfeitamente ou, francamente, mesmo particularmente bem. No entanto, conflito não deve ser interpretado como fracasso. Houve muitas controvérsias precisamente porque a questão dizia respeito aos envolvidos. O Papa e o Imperador eram como dois boxeadores lutando em uma arena que haviam construído para um troféu que haviam inventado. Eles se encontravam brigando a respeito do lugar e do poder relativo de cada um dentro da estrutura que haviam montado. Era muito difícil - e nem sempre em todos os seus interesses – pensar fora daquela estrutura. O fato de que brigavam tão duramente é indicativo de quão importante era para eles ter a pretensão da liderança simbólica da nova civilização que haviam fundado.

Soberania: Ambas Espadas Quebradas

No decorrer da Idade Média, o Sacro Império Romano começou a perder sua proeminência entre os poderes da Europa. O conceito das Duas Espadas gradualmente dissipava-se em relevância. Certamente, existiriam imperadores poderosos, como Frederick I Barbarossa (rein. 1155-1190) e seus neto Frederick II (rein. 1220-1250), conquistador da Sicília e, até mesmo, libertador de Jerusalém, por breve período, na VI Cruzada. Ocasionalmente, recebiam eles homenagem direta de outros reis, como Henry VI, Sacro Imperador Romano (rein. 1191-1197) quando capturou Richard I da Inglaterra (ou Ricardo Coração-de-Leão, rein. 1189-1199) em 1193. Evidente que Richard fez isto sob coação, mas o fato de que foi possível tem sua importância. O Rei Richard não podia ter dado legalmente submissão a qualquer outro monarca na Europa, porque nenhum outro monarca europeu possuía um título que superasse o seu. No entanto, a pretensão a um domínio universal limitou-se a ocasiões especiais como esta.

Além das terras que possuíam com seus títulos reais, como a Alemanha e o Norte da Itália, os imperadores detinham pouca autoridade. Possuíam corte e convocavam seus exércitos mais como Reis da Alemanha, do que como Sacro Imperadores Romanos. Os filósofos começaram a questionar a favor da soberania de monarcas e cidades. Significa que cada rei, rainha e cidade-estado, eram livres para governar como desejassem dentro de seu território a respeito de assuntos temporais, sem referência ao imperador. Nos assuntos espirituais, tinham eles a obrigação de respeitar a Igreja, lógico. Alguns estudiosos argumentam que isto era um direito como um membro do Império universal, já outros que o Império Romano nunca havia sido restaurado completamente e outros que ele brotava das leis e costumes de cada povo. Sejam quais forem os detalhes, o efeito era o mesmo: a rejeição da autoridade imperial pela Europa, fora o Império.

Fredrick I Barbarossa Flanked by His Sons
Frederick I Barbarossa Ladeado Por Seus Filhos
Unknown Artist (Copyright, fair use)

Muitos desejavam desafiar a predominância do Sacro Imperador Romano. Na Itália, a competição foi particularmente feroz e, de fato, os argumentos jurídicos-filosóficos relativos à soberania delas foram desenvolvidos predominantemente por eruditos associados a estas cidades-estados. Nesse meio tempo, as monarquias da Inglaterra e, particularmente, na França, consolidaram-se em reinos poderosos com orgulhosos reis, pouco dispostos a aceitar a superioridade de qualquer um.

Os vassalos do Imperador na Alemanha continuaram a assegurar suas independências. Em 1078, durante a Controvérsia da Investidura, os mais fortes desses vassalos responderam à excomunhão de Gregório, imposta a Henry IV, elegendo um novo rei. O “anti-rei” deles morreu depois de dois anos e Henry retomou a iniciativa por ora, porém o legado daquela ação foi que os mais proeminentes príncipes germânicos se reservaram o direito para decidir quem poderia ser o próximo rei da Alemanha. Candidatos tinham agora de aliciar e subornar estes eleitores e, assim, eles permaneceram preponderantes e autônomos. Até mesmo quebraram a ligação entre o Papa e o Sacro Imperador Romano quando declararam, em 1356, que o título imperial seria assumido automaticamente por todo aquele que eles elegessem como Rei da Alemanha. Isto tornou as sucessões mais suaves e os eleitores mais influentes, porém quebrou a ideia de que o Império poderia representar o mundo da cristandade latina.

A civilização compartilhada da Europa estava mudando. Voltaire chamou-a “uma espécie de grande Repúbica dividida em diversos estados”, dos quais o Império era somente um. Ele tinha, na melhor das hipóteses, uma precedência cerimonial, o primeiro entre iguais tipos de títulos. Mesmo quando Charles V, Sacro Imperador Romano (rein. 1519-1556) uniu o Sacro Império Romano com a Espanha e suas amplas colônias além-mar, e era visto como se um Império universal fosse novamente possível, os Estados europeus desconfiadamente protegeram suas soberanias. O Ato de Restrição de Apelação de Henry VIII da Inglaterra (rein. 1509-1547) de 1533, parte de seu rompimento com a Igreja Católica, iniciava-se estabelecendo que “este Reino da Inglaterra é um Império”. O significado deste floreado foi garantir que a Inglaterra não respeitaria nenhuma lei, a não ser a sua. Estava explicitamente rejeitando a ideia de alguém poderia estar acima do Rei. Evidentemente, estava apontando diretamente para o Papa. O conceito medieval de soberania havia rejeitado o Imperador, agora Henry VIII estava assumindo logicamente a próxima etapa e rejeitando o Papa, também. No duelo das Duas Espadas, ambas perderam.

Guerra Civil

No entanto, o Sacro Império Romano não era exatamente outro estado europeu. Os estrangeiros podem não ter prestado muita atenção às particularidades imperiais no começo do Período Moderno (a partir de 1500), porém sua história particular, imperial, forneceram atributos especiais e significado especial aos povos que viveram em suas fronteiras.

Map of the Holy Roman Empire, 1648 CE
Mapa do Sacro Império Romano-Germânico, 1648
Astrokey44 (CC BY-SA)

Carlos Magno transformou a Europa para sempre quando foi coroado em Roma, no Natal de 800, e também o monge de nome Martinho Lutero quando afixou suas 95 teses na porta da Catedral de Wittenberg no Dia das Bruxas de 1517. Lutero colocou em movimento uma cadeia de eventos que agora chamamos Reforma Protestante. Foi este o contexto para a Inglaterra romper com Roma e somente um estopim para muitos eventos revolucionários semelhantes ao de Lutero.

A religião manteve-se separada do Império por uns cem anos. O verdadeiro mundo protestante surgiu a partir dos príncipes luteranos que protestaram a respeito de uma decisão católica no Reichstag (reunião de todos os governantes no Império) de 1529. Estes protestantes formaram a Liga Schmalkaldic e negociaram a Paz de Augsburg (1555) na qual, apesar de sua derrota na guerra, conseguiram privilégios oficiais para praticarem sua religião. Como os Países-Baixos espanhóis e a França entraram em guerra civil, os príncipes católicos e luteranos igualmente reuniram-se em volta do Império como uma estrutura neutra na qual podiam praticar suas religiões. O acordo rompeu-se quando certos príncipes influentes se converteram ao calvinismo, outra forma de protestantismo não aceito pela Paz de Augsburg e as diferentes denominações brigaram a respeito de quais candidatos controlariam o lucrativo principado-arcebispado. Estas tensões explodiram quando o Imperador se encontrava voltado a combater os otomanos. Muitos historiadores consideram a subsequente Guerra dos Trinta Anos (1618-1648) como a real ruptura do Sacro Império Romano, uma época em que todo o edifício desabou em uma horrível carnificina e, em seguida, nada mais havia a não ser uma casca vazia. De fato, Voltaire escreveu sua famosa citação no período após a Guerra dos Trinta anos.

Para as pessoas do Sacro Império Romano, no entanto, todas elas eram guerras civis, nas quais poderes externos (controversamente) intervieram. As pessoas lutavam dentro de seu Império por desvaneças a respeito do que iria acontecer. Ao contrário da Inglaterra anglicana, a Suécia luterana ou a França católica, o Império aceitou diversas cristandades e puderam assim fazer porque não eram propriedade de uma única dinastia ou dominados por um grupo único. Eles permaneceram não-étnicos, não-religiosos, com uma identidade abrangente que podia acolher muitas identidades locais ou particulares. Onde as pessoas se encontravam dentro daquela estrutura eram perpetuamente fonte de conflitos, dentro e fora do campo de batalha, porém a estrutura sobreviveu a si mesma. O derradeiro final do Império nos primeiros anos do século XIX foi o presságio de novas e muito diferentes ideias a respeito de impérios.

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Sobre o tradutor

Jose Monteiro Queiroz-Neto
Monteiro é um pediatra aposentado interessado na história do Império Romano e da Idade Média. Tem como objetivo ampliar o conhecimento dos artigos da WH para o público de língua portuguesa. Atualmente reside em Santos, Brasil.

Sobre o autor

Isaac Toman Grief
Isaac é um candidato ao PhD junto à Universidade de York, com foco em como novas formas de autoridade podem se legitimar após guerra. Seu passatempo preferido é a leitura e o tema favorito é aprender história.

Citar este trabalho

Estilo APA

Grief, I. T. (2021, Junho 22). A Ideologia do Sacro Império Romano [The Ideology of the Holy Roman Empire]. (J. M. Queiroz-Neto, Tradutora). World History Encyclopedia. Recuperado de https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1786/a-ideologia-do-sacro-imperio-romano/

Estilo Chicago

Grief, Isaac Toman. "A Ideologia do Sacro Império Romano." Traduzido por Jose Monteiro Queiroz-Neto. World History Encyclopedia. Última modificação Junho 22, 2021. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1786/a-ideologia-do-sacro-imperio-romano/.

Estilo MLA

Grief, Isaac Toman. "A Ideologia do Sacro Império Romano." Traduzido por Jose Monteiro Queiroz-Neto. World History Encyclopedia. World History Encyclopedia, 22 Jun 2021. Web. 08 Dez 2022.