A escrita é a expressão gráfica de uma língua. O cuneiforme, o primeiro sistema de escrita, foi inventado na Suméria, Mesopotâmia, por volta de 3600/3500 a.C.; os hieróglifos surgiram algures antes do Período Dinástico Inicial no Egito (cerca de 3150-2613 a.C.); e o sânscrito na Índia, durante o período Védico (cerca de 1500 a 500 a.C.). A escrita foi posteriormente adoptada por outras culturas, permitindo o desenvolvimento da civilização.
A era anterior à invenção da escrita é designada como pré-histórica, uma época em que não existia qualquer registo escrito do pensamento e da ação humanos. Os arqueólogos reconstituem esta era através de evidências físicas, tais como espólios funerários, sítios arqueológicos — incluindo a Aldeia de Banpo, na China, ou Skara Brae, na Escócia —, imagens em paredes de cavernas e depósitos de resíduos antigos. Todavia, após a invenção da escrita, passou a estar disponível uma história escrita das civilizações para complementar e clarificar o modo como os povos viviam e pensavam; em conjunto, estes elementos facultam ao mundo moderno a sua História.
A escrita evoluiu de sistemas simples para sistemas mais complexos:
- Pictográfica: um símbolo para um objeto, palavra ou frase;
- Ideográfica: um símbolo para um objeto ou conceito (como o sinal % para a percentagem);
- Logográfica: um símbolo para uma palavra ou frase inteira;
- Fonográfica: um símbolo que representa um som;
- Alfabética: menos de 100 símbolos (letras) utilizados para formar palavras que representam objectos e conceitos.
Os últimos três sistemas ainda são utilizados em línguas escritas presentemente, como o chinês (logográfico), o russo (fonográfico) e o inglês (alfabético). Os estudiosos continuam a debater se a invenção da escrita terá ocorrido primeiro na Mesopotâmia, no Egito ou na Civilização do Vale do Indo, mas, de uma forma geral, considera-se que teve origem na Suméria. Uma vez inventada, a escrita foi sucessivamente desenvolvida por outras civilizações para a comunicação, para o registo de transações comerciais e para a expressão de crenças religiosas; porém, com o passar do tempo, viria a preservar todos os aspetos da condição humana.
A Mesopotâmia e a Génese da Escrita
A escrita foi inventada na Suméria por volta de 3600/3500 a.C. e revista cerca de 3200 a.C. na cidade de Uruque. Embora os povos da Civilização do Vale do Indo (cerca de 7000 a 600 a.C.) sejam por vezes apontados como os primeiros, a escrita do Indo não foi decifrada e as inscrições mais antigas datam da fase intermédia ou final do período Harapense Primitivo (cerca de 5500-2800 a.C.), ou seja, após cerca de 3500 a.C. Naquela época, já tinha sido inventado na Mesopotâmia o sistema de escrita protocuneiforme, bem como os sinetes de impressão conhecidos como selos cilíndricos, datados de cerca de 7600-6000 a.C. O eacadémico Stephen Bertman comenta sobre a origem a escrita da Mesopotâmia:
Por mais vasto e impressionante que tenha sido o seu impacto, as origens da escrita foram simples e humildes. A própria terra foi o seu berço: a argila encontrada junto aos seus rios era moldada pelas mãos para formar pequenas tábuas em forma de almofada onde se escrevia, enquanto os juncos que cresciam nas margens dos rios se transformavam em ferramentas.
Com as extremidades superior e inferior do caule devidamente cortadas, o junco transformava-se num estilete, adquirindo uma secção transversal triangular que podia ser pressionada na argila mole. As incisões em forma de cunha deram mais tarde origem ao nome deste estilo de escrita, "cuneiforme", do termo latino cuneus, que significa cunha.
(pág. 144)
A escrita foi inventada para atender às necessidades do comércio na antiga Mesopotâmia, como observa Bertman:
Uma coisa é quase certa: a necessidade foi a mãe da invenção. À medida que cada cultura se tornava económica e politicamente complexa, perto do quarto milénio a.C., a escrita foi concebida como uma forma de manter os registos. Cada nação encontrou, no seu próprio ambiente natural, as matérias-primas de que necessitava para se tornar literada.
(Idem)
Este processo teve início no Período de Uruque (cerca de 4000-3100 a.C.) e encontrava-se plenamente desenvolvido no Período Dinástico Inicial da Mesopotâmia (cerca de 2900-2350/2334 a.C.). A edubba ("Casa das Tábuas") era a escola de escribas onde a escrita era ensinada e aperfeiçoada, de tal modo que, por volta de 2600 a.C., já se produzia literatura e se registavam as atividades do quotidiano. As Instruções de Shuruppak, o texto filosófico mais antigo do mundo, são geralmente datadas de cerca de 2000 a.C., mas poderão remontar a 2600 a.C.; já a primeira aparição do rei-herói Gilgamesh data de cerca de 2150 a.C.
À medida que a escrita se desenvolvia como um ofício, passou a exigir a sua própria divindade padroeira, idealizada primeiro como a deusa suméria Nisaba e, mais tarde, como o deus babilónico Nabu. Acreditava-se que estas divindades, tal como as de outras civilizações, inspiravam os escribas com a capacidade de captar conceitos na escrita e de os preservar para que as gerações futuras pudessem aprender com eles. A capacidade de escrever e ler, em qualquer cultura, era altamente considerada, e as obras que hoje conhecemos como literatura eram regularmente atribuídas à inspiração e orientação divinas, como observado pelo académico Will Durant:
A literatura é, em primeiro lugar, palavras e não letras, apesar do seu nome; surge como cânticos clericais ou feitiços mágicos, recitados geralmente pelos sacerdotes e transmitidos oralmente de memória para memória. Carmina, como os romanos designavam a poesia, significava versos e encantos; ode, entre os gregos, significava originalmente um encantamento; assim como as palavras inglesas rune e lay e o alemão Lied. O ritmo e a métrica, sugeridos, talvez, pelos ritmos da natureza e da vida corporal, foram aparentemente desenvolvidos por magos ou xamãs para preservar, transmitir e aprimorar os encantamentos mágicos dos seus versos.
A partir destas origens sacerdotais, o poeta, o orador e o historiador diferenciaram-se e secularizaram-se: o orador como o louvador oficial do rei ou o suplicante da divindade; o historiador como o registador dos feitos reais; o poeta como o cantor de cânticos originalmente sagrados, o formulador e preservador de lendas heroicas e o músico que musicava os seus contos para instrução do povo e dos reis.
(pág. 77)
A suma sacerdotisa Enheduanna (cerca de 2300 a.C.), filha de Sargão da Acádia (Sargão, o Grande, reinado 2334-2279 a.C.), era a escriba mesopotâmica mais conhecida pelas suas obras literárias e foi a primeira autora no mundo conhecida pelo seu nome. Inicialmente, a escrita cuneiforme foi utilizada para escrever a língua suméria, mas durante e após o período acádio (2350/2334-2154 a.C.), serviu igualmente bem para escrever o acádio e, mais tarde, as restantes línguas das civilizações mesopotâmicas.
Os Hieróglifos Egípcios
Este mesmo paradigma do desenvolvimento da escrita observa-se noutras culturas antigas. No Antigo Egito, foi também inventada para transmitir informações sobre mercadorias no comércio de longa distância. A escrita pictográfica mais remota data do Período Pré-Dinástico no Egito (cerca de 6000 a 3150 a.C.) e evoluiu para a escrita hieroglífica no Período Dinástico Primitivo, como evidenciado sob a forma de listas de oferendas encontradas nos túmulos.
Tal como na Mesopotâmia, os egípcios atribuíam aos deuses o dom da escrita, e as suas divindades literárias eram Tot e Seshat. Seshat não só inspirava os escribas egípcios, como também guardava as suas obras numa biblioteca celestial, onde se acreditava que seriam preservadas para a eternidade, incentivando a crença na escrita como um meio para a imortalidade. No entanto, a esperança de uma vida eterna através da obra só estava aberta ao escriba que escrevesse no espírito da verdade, ou seja, que fosse instruído no assunto e cujo trabalho incentivasse o reconhecimento dos valores culturais. A académica Margaret Bunson comenta:
[No Antigo Egito, Tot criou a escrita.] Era considerado perito em magia e tornou-se o padroeiro de todos os escribas por toda a nação. Tot surge nas lendas de Hórus e foi retratado em todas as épocas como o deus que "amava a verdade e odiava a abominação".
(pág. 264)
Contudo, antes que os escribas egípcios pudessem escrever qualquer coisas precisavam de alguma coisa onde fazê-lo e com quê. Os primeiros pictogramas egípcios foram esculpidos em rochas e pintados nos túmulos e o primitivo sistema de escrita hieroglífico seguia o mesmo padrão, até a invenção de outros materiais. Bertman observa:
Por volta da mesma época na história [em que os sumérios criaram a escrita], a escrita foi inventada no vale do Nilo. Ali, os egípcios fizeram uso de uma planta que crescia em abundância ao longo das margens do rio: o papiro. A partir da sua polpa fibrosa, batida até ficar plana e seca ao sol, criaram o primeiro papel do mundo. Na verdade, a nossa palavra "papel" provém do termo antigo "papiro". Das fibras soltas nas extremidades dos caules da planta, os egípcios fabricavam pincéis que utilizavam para aplicar tinta no papel.
(pág. 144)
Inicialmente, a escrita era utilizada para redigir listas de oferendas, um inventário do que era devido ao falecido, escrito nas paredes do seu túmulo. Estas listas podiam tornar-se bastante extensas e incluíam frequentemente detalhes da vida da pessoa e uma oração para as oferendas. Estas listas primitivas inspiraram as primeiras obras escritas em papiro — orações e autobiografias — que viriam a dar origem à literatura egípcia.
As obras dos escribas egípcios incluíam tanto ficção como não-ficção, textos religiosos e seculares; contudo, em tudo o que era escrito, subentendia-se que representavam a verdade sobre o seu objeto de estudo. A escrita era um ofício sagrado no Egito, e a sua escrita era conhecida como medu-netjer ("as palavras dos deuses"), traduzida pelos gregos como hieroglýphos (hieróglifos, "entalhes sagrados").
O Sistema de Escrita Chinês e o Sânscrito
A associação do escriba com a verdade, e da escrita como forma de revelar e preservar a verdade, foi também uma constante noutras culturas. Na China, a escrita mais remota surge durante a Dinastia Shang (1600-1046 a.C.), por volta do ano 1200 a.C., através do uso de ossos oraculares na prática da adivinhação. As perguntas, sob a forma de pictogramas, eram esculpidas na carapaça de uma tartaruga ou no osso de um animal, sendo o objeto depois exposto a um calor intenso. As fendas resultantes na carapaça ou no osso forneceriam ao adivinho a resposta à questão colocada.
Esta resposta, contudo, não provinha do adivinho mortal, mas sim do reino divino, sendo, por isso, uma verdade reconhecível. A partir deste início, a escrita evoluiu para a expressão escrita da língua falada da China. As quatro escritas chinesas mais remotas foram:
- Jiaguwen - pictográfico (usado nos ossos oraculares)
- Dazhuan - pictográfica, mas mais refinada; desenvolvida cerca de 1000-700 a.C., também conhecida como escrita do Grande Selo.
- Xiaozhuan - ogográfica, desenvolvida cerca de 700 a.C., também conhecida como escrita do Pequeno Selo.
- Lishu - logográfica, desenvolvida cerca de 500 a.C., também conhecida como escrita dos Escrivães (ou Clerical), uma vez que era utilizada pelos burocratas governamentais.
Sistemas de escrita posteriores incluíam Kaishu, Xingshu e Caoshu, todos desenvolvidos durante a Dinastia Qin (221-206 a.C.) e a Dinastia Han (206 a.C. - 220 d.C.). Tal como no Egito e na Mesopotâmia, esperava-se que os escribas chineses representassem a verdade na sua escrita, o que implicava serem instruídos no assunto; por isso, em qualquer cultura, um escriba não era apenas alguém alfabetizado, mas também uma pessoa altamente instruída. A escrita chinesa foi adoptada pelo Japão, pela Coreia, pelo Vietname e pelos Quitais da Mongólia, além de ter influenciado a escrita Tangute do Tibete. À medida que a escrita se difundia, propagava-se também o conceito do escriba instruído e informado.
A escrita como representação da verdade e inspirada pelos deuses é sintetizada no Rig Veda, a mais antiga das escrituras hindus conhecidas como os Vedas, pertencente ao período védico. A escrita sânscrita desenvolveu-se na Índia por intermédio dos indo-arianos ("ariano" significando "livre" ou "nobre" e não tendo qualquer relação com raça) e os Vedas — que se acredita serem as próprias palavras do Universo — foram transmitidos por tradição oral antes de terem sido confiados à escrita, a partir de cerca de 1500 a.C.
O Rig Veda, composto por 10 livros de hinos, aborda as questões filosóficas fundamentais da existência humana, incluindo "Qual é a fonte da vida?" e "Como surgiu o mundo?". Estas questões foram claramente formuladas e as suas respostas debatidas durante algum tempo antes do período védico mas, assim que a escrita se desenvolveu, a obra escrita pôde ser consultada e outras foram criadas como comentário. Através deste processo, foram escritos os restantes Vedas, bem como comentários posteriores sobre os mesmos. O sânscrito permitiu também a codificação das crenças do Charvaka, do Jainismo e do Budismo.
A Fenícia, a Grécia e Roma
Os antigos gregos também utilizaram a escrita desde cedo para preservar as suas crenças religiosas. O texto grego conhecido como A Sala das Tabuinhas dos Carros (The Room of the Chariot Tablets), a obra mais antiga conhecida escrita em Linear B, data de cerca de 1400-1200 a.C., durante o período da Civilização Micénica (cerca de 1700-1100 a.C.). A outra escrita grega primitiva, a Linear A, permanece por decifrar. Embora não seja estritamente um texto religioso, A Sala das Tabuinhas dos Carros enumera muitas das divindades que figuram no panteão grego do período clássico posterior.
O alfabeto fenício foi desenvolvido por volta de 1100 a.C., tendo sido adoptado pelos gregos nos séculos IX e VIII a.C. e substituído a escrita Linear B. A Ilíada e a Odisseia de Homero, bem como Os Trabalhos e os Dias e a Teogonia de Hesíodo — todas datadas de cerca do século VIII a.C. — foram escritas no alfabeto grego, tal como informado pelo sistema fenício. De acordo com Heródoto (484-425/413 a.C.), o alfabeto foi trazido para a Grécia pelo fenício Cadmo, mais conhecido como um dos primeiros heróis gregos e o lendário fundador de Tebas:
Os fenícios que vieram para a Grécia com Cadmo... acabaram por viver nesta terra e apresentaram aos gregos uma série de conquistas, mais notavelmente o alfabeto, que, tanto quanto me é dado perceber, os gregos não possuíam anteriomente. No início, as letras que utilizavam eram as mesmas que as de todos os fenícios por todo o lado mas, com o passar do tempo, juntamente com o som, mudaram também a forma como escreviam as letras.
(V.58, Waterfield, pág. 324)
A escrita alfabética grega desenvolveu-se sensivelmente durante o mesmo período que a escrita etrusca e as duas, juntamente com o sistema fenício, informaram a escrita latina de Roma. Embora não haja ligação entre o latim e a escrita cuneiforme da antiga Mesopotâmia, o conceito de representar a linguagem através da escrita espalhou-se da Suméria por todo o Mediterrâneo antigo e, noutras regiões (como a África, a Ásia e a Mesoamérica), desenvolveu-se de forma independente. A escrita latina serviu o mesmo propósito que o sânscrito ou o cuneiforme, como observa Durant:
À medida que o comércio ligava tribos de diversas línguas, tornou-se desejável algum modo de registo e comunicação mutuamente inteligível. Presumivelmente, os numerais estiveram entre os símbolos escritos mais remotos, assumindo geralmente a forma de marcas paralelas que representavam os dedos; ainda lhes chamamos "dedos" quando nos referimos a eles como dígitos. Palavras como five (cinco), o alemão fünf e o grego pente remontam a uma raiz que significa "mão"; assim, os numerais romanos indicavam dedos, o "V" representava uma mão aberta e o "X" era apenas dois "V" ligados pelas suas pontas. A escrita foi, nos seus primórdios, uma forma de desenho, uma arte.
(pág. 76)
Esta arte da escrita viria a produzir algumas das obras mais significativas da história mundial. Desde a Epopeia de Gilgamesh ao Hino a Inanna de Enheduanna, passando pelo Livro dos Mortos do Antigo Egito, os Analectos de Confúcio, o Mahabharata e o Bhagavad-Gita, a Eneida de Virgílio, bem como os acordos comerciais, correspondência e outras obras escritas pelos povos da Mesopotâmia, Egito, China, Grécia, Índia, Roma e todas as outras culturas do mundo antigo, a escrita permitiu não só a comunicação, mas também a preservação; e a preservação do passado estabeleceu a identidade de cada cultura.
Conclusão
A escrita serviu para comunicar tanto os aspetos mais profundos como os mais práticos da condição humana. Da simples necessidade de comunicar através de distâncias, os sistemas de escrita tornaram-se o meio pelo qual os povos preservaram conhecimentos passados, grandes avanços, desilusões e desastres, oferecendo aos que vivem no presente a possibilidade de aprender com o passado através da leitura sobre eventos remotos e da escuta de vozes ancestrais, como observa Bertman:
A invenção da escrita foi uma das maiores conquistas da Mesopotâmia. Facilitou a organização e a gestão da sociedade e serviu como o principal instrumento através do qual uma civilização complexa pôde emergir. Eventualmente, tornou-se o meio pelo qual a experiência colectiva e a sabedoria do povo foram transmitidas de forma transgeracional. Embora as línguas e as escritas da Mesopotâmia se tenham acabado por extinguir, a sua invenção da escrita perdurou como o seu legado mais duradouro para o mundo moderno.
(pág. 144)
Um sistema de escrita é enumerado como um dos cinco fatores necessários para o desenvolvimento de uma civilização. Embora seja frequentemente dada como garantida nos dias de hoje, a escrita tem sido vital para o progresso da humanidade ao proporcionar aos povos um passado com o qual podem aprender e sobre o qual podem construir; simultaneamente, permite introduzir e preservar conceitos completamente novos ou explorar questões que têm sido formuladas há milénios.
Das tabuinhas de argila e juncos da Mesopotâmia e do Antigo Egito aos correios electrónicos e livros digitais dos dias de hoje, a escrita permite comunicar pensamentos com pessoas que poderemos nunca conhecer, através de distâncias e entre lugares que os próprios escritores poderão jamais ver. Para os povos antigos, esta era uma dádiva dos deuses que devia ser honrada com reverência; para muitos, nos dias de hoje, continua a sê-lo.
