Os Doze Deuses Olímpicos (Dodecateu; em grego: Δωδεκάθεον; transliterado Dodekatheon) representam o panteão central da religião da Grécia antiga, encarnando a autoridade divina sobre o mundo natural, os assuntos humanos e a ordem cósmica. Tradicionalmente venerados como os deuses do Monte Olimpo, incluem Zeus (rei dos deuses, associado ao trovão e à lei), Hera (casamento), Posídon (o mar), Deméter (agricultura), Atena (sabedoria e guerra), Apolo (luz, profecia, música), Ártemis (a caça e a natureza selvagem), Ares (guerra), Afrodite (amor), Hefesto (artesanato), Hermes (mensageiro e comércio) e Dioniso (vinho e teatro). Hades, embora irmão de Zeus e Posídon, foi excluído deste grupo por ser o governante do submundo. O conceito dos olímpicos tem raízes no período micénico (por volta de 1600–1100 a.C.), surgindo a primeira codificação literária na Ilíada (tít. original: Ἰλιάς; transliterado: Iliás) e na Odisseia (tít. original: Ὀδύσσεια; transliterado: Odýsseia) de Homero e na Teogonia (tít. original: Θεογονία; transliterado: Theogonía) de Hesíodo (ambas do século VIII a.C.).
A identidade dos Doze nunca foi totalmente fixa, refletindo a diversidade das práticas de culto em todo o mundo grego. Em algumas tradições, Héstia, deusa da lareira, substituía Dioniso, enquanto figuras como Héracles, Leto ou Asclépio apareciam ocasionalmente entre os olímpicos. A sua veneração moldou a identidade cultural grega e a vida cívica, com festividades como os Jogos Olímpicos (fundados em 776 a.C.) realizados em sua honra. O panteão olímpico forneceu um enquadramento religioso partilhado que unificou as Cidades-Estado, permitindo simultaneamente a variação local, e os seus mitos influenciaram profundamente a posterior religião romana e as tradições culturais ocidentais.

