Mitani

Joshua J. Mark
por , traduzido por Filipa Oliveira
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Map of the The Mitanni (Hanigalbat) empire, c. 1600-1300 BCE (by Simeon Netchev, CC BY-NC-ND)
Mapa do Império de Mitani (Hanigalbat), cerca de 1600–1300 a.C. Simeon Netchev (CC BY-NC-ND)

O Reino de Mitani, conhecido pelos seus habitantes e pelos Assírios como Hanigalbat, e pelos Egípcios como Naharin e Metanni, estendeu-se outrora do atual norte do Iraque, descendo pela Síria e entrando na Turquia, tendo sido uma das maiores nações do seu tempo, embora hoje seja amplamente esquecido.

Existem poucos registos sobre o próprio povo, mas a correspondência entre os reis de Mitani e os do Egito e da Assíria (as Cartas de Amarna), bem como o mais antigo manual de treino de cavalos do mundo e um tratado entre Mitani e os Hititas, comprovam a existência de uma nação próspera que floresceu entre 1500 e 1240 a.C. No ano 1350 a.C., Mitani era suficientemente poderosa para ser incluída no "Clube das Grandes Potências", juntamente com o Egito, o Reino de Hatti, a Babilónia e a Assíria.

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No entanto, a partir do século XIV a.C., as incursões assírias enfraqueceram o reino de Mitani, à medida que o rei assírio Assur-Ubalit I (reinou entre 1365-1330 a.C.) anexou territórios significativos. Disputas sucessórias entre a realeza de Mitani agravaram as dificuldades do reino, e esta falta de unidade tornou Mitani uma presa fácil para os Hititas sob o seu rei Supiluliuma I (reinou ccerca de 1344-1322 a.C.), que deportou grandes segmentos da população e substituiu-os por Hititas.

O rei assírio Adade-Nirari I (reinou cerca de 1307-1275 a.C.) conquistou a região e, novamente, deportou segmentos da população, substituindo-os por súbditos assírios. O seu filho e sucessor, Salmanasar I, completou a conquista de Mitani por volta de 1250 a.C., e o seu filho, Tuculti-Ninurta I (reinou cerca de 1244-1208 a.C.), derrotou os Hititas na Batalha de Nihriya por volta do ano de 1245 a.C., eliminando-os como potência na região e obliterando o agora grandemente reduzido Reino de Mitani, que passou então a fazer parte do Império Assírio.

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O Povo de Mitani e a sua Designação

O Reino de Mitani dominou a região norte dos rios Eufrates e Tigre entre cerca de 1475 a.C. e 1275 a.C.

O reino de Mitani governou a região norte do Eufrates-Tigre entre cerca de 1475 a.C. e cerca de 1275 a.C. Os primeiros habitantes da região têm sido identificados de forma diversa como indo-iranianos ou indo-arianos migratórios, tendo até sido associados aos hicsos semitas, mas a sua etnicidade continua a ser debatida. Os estudiosos tentaram identificá-los com um ou outro grupo com base nos nomes das divindades invocadas num tratado com os hititas, mas tanto os indo-arianos como os indo-iranianos (outrora parte do mesmo bando migratório da Ásia Central) veneravam deuses como Indra, Mitra e Varuna, entre outros.

Pensa-se que a classe dominante era composta por guerreiros conhecidos como Maryannu, o que deu ao reino o seu nome Mitani quando foi traduzido pelos egípcios como "Naharin" e "Metani". Os assírios conheciam o reino como Hanigalbat (também grafado como Khanigalbat ou Hani-Rabbat), e os hititas referiam-se ao povo como os Huri e ao seu território como a terra dos Huri (ou Hurri) e terra dos hurritas, pelo que a maioria dos estudiosos modernos concorda que eles eram hurritas. Utilizavam a língua da população local, que na altura era uma língua não indo-iraniana, o hurrita. A estudiosa Gwendolyn Leick escreve:

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A população de Mitani era predominantemente hurrita, mas as elites dominantes eram guerreiros indo-europeus que se autodenominavam Mariannu e que adoravam divindades com nomes védicos como Indar, Uruwana e os Devas coletivos. Esta elite viria a casar-se com a população local, como testemunham os nomes dos seus filhos.

(pág. 120)

A capital de Mitani era Washukanni, localizada nas cabeceiras do rio Habur, um afluente do Eufrates. O nome "Washukanni" é semelhante à palavra curda bashkani, onde bash significa "bom" e kanî significa "poço" ou "fonte", sendo assim traduzido como "fonte do bem", mas também como "fonte de riqueza". Alguns estudiosos afirmam que a antiga cidade de Sikan foi construída no local de Washukanni e que as suas ruínas podem estar localizadas sob o monte de Tell el Fakhariya, perto de Gozan, na Síria.

Clay Tablet Inscribed in Hurrian
Tábua de Argila com Inscrição em Hurrita The British Museum (Copyright)

Como existem poucos registos escritos deixados pelo próprio povo, qualquer discussão sobre o Reino de Mitani envolve, inevitavelmente, uma considerável especulação. Sabemos o que fizeram os seus reis e com que nações interagiram, mas nada se sabe sobre o quotidiano e as crenças religiosas da população. É evidente, contudo, que foram uma potência considerável no Médio Oriente a partir de cerca de 1500 a.C.

O Grande Reino

No seu auge, o reino de Mitani controlava as rotas comerciais que desciam pelo rio Habur até Mari e subiam o Eufrates até Carquemis. Controlavam também o alto Tigre e as suas nascentes em Nínive. Os seus aliados incluíam Kizuwatna, no sudeste da Anatólia; Mukish, que se estendia entre Ugarit e Qatna, a oeste do Orontes até ao mar; e a terra de Niya, que controlava a margem leste do Orontes, desde Alalakh, passando por Alepo, Ebla e Hama, até Qatna e Cades, na atual Síria.

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O Antigo Próximo Oriente, cerca de 1500-1300 a.C.
Antigo Próximo Oriente Cerca de 1500-1300 a.C. Simeon Netchev (CC BY-NC-ND)

A leste, os Mitani mantinham boas relações com os Cassitas, falantes de hurrita, cujo território corresponde ao atual Curdistão. As terras dos Mitani no norte da Síria faziam fronteira com a Anatólia oriental a oeste e estendiam-se para leste até Nuzi (atual Kirkuk, Iraque) e ao rio Tigre. A sul, o reino estendia-se de Alepo até Mari, no rio Eufrates. Toda a região era fértil, permitindo a prática da agricultura sem necessidade de irrigação artificial. Eram criados rebanhos de gado bovino, ovelhas, cavalos e cabras, e os Mitani eram famosos como cavaleiros e cocheiros.

Está registado que foram eles os inovadores que lideraram o desenvolvimento do carro de guerra ligeiro, com rodas que utilizavam raios em vez de rodas de madeira maciça, como as usadas pelos Sumérios, tornando os carros mais rápidos e fáceis de manobrar. As escavações nos arquivos hititas de Hattusa, perto da atual Boğazkale (Turquia), revelaram o mais antigo manual de treino de cavalos do mundo. A obra foi escrita em 1345 a.C. em quatro tábuas e contém 1080 linhas, da autoria de um treinador de cavalos Mitani chamado Kikkuli. O texto começa com as palavras: "Assim fala Kikkuli, mestre treinador de cavalos da terra de Mitani", e descreve de forma exaustiva os métodos adequados para o treino de cavalos.

Os Reis de Mitani

Sabe-se pouco sobre os primeiros reis de Mitani, devido à destruição posterior da sua cultura pelos Assírios, mas os nomes dos primeiros governantes são conhecidos através de correspondências com outros países. No século XVI a.C., os reis mais proeminentes parecem ter sido Kirta, o seu filho Shuttarna I, e Barratarna (também grafado como Parshatatar). O rei Shaushtatar (reinou cerca de 1430 a.C.) expandiu as fronteiras de Mitani através da conquista de Alalakh, Nuzi, Assur e Kizzuwatna. O Egito, sob o reinado de Tutemés III (reinou entre 1479-1425 a.C.), derrotou os Mitani em Alepo, após um longo período de disputa pelo controlo da região da Síria.

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Sob o reinado de Shuttarna II, Mitani atingiu o seu apogeu de poder e prestígio, sendo incluído no chamado "Clube das Grandes Potências".

O rei de Mitani, Artatama I, reinou durante o período dos faraós egípcios Amenhotep II (1425–1400 a.C.) e Tutemés IV (1400–1390 a.C.), mas pouco se sabe sobre ele, exceto as suas tentativas de formar tratados com o Egito através de casamentos. O seu filho, Shuttarna II, organizou o casamento da sua filha, Kilu-Hepa, com Amenhotep III (reinou entre 1391–1353 a.C.), fortalecendo as relações e ajudando Mitani a consolidar o seu poder e a assegurar as suas fronteiras.

Sob o reinado de Shuttarna II, Mitani atingiu o seu apogeu de poder e prestígio, sendo incluído no chamado "Clube das Grandes Potências". Esta é uma designação moderna para as nações mais fortes da região, incluindo o Egito, a Babilónia e o Reino de Hatti (Hititas) da Anatólia, que interagiam entre si através do comércio e de alianças.

Training Horses Tablet from Hattusa
Tábua de Treino de Cavalos de Hattusa Osama Shukir Muhammed Amin (Copyright)

Apesar de tratados e acordos comerciais desta época e de períodos posteriores terem chegado até aos nossos dias, nada de mais substancial há que ofereça uma imagem clara de como Mitani operava como uma força política e cultural na região. Outras civilizações estão bem documentadas, mas a forma, e frequentemente a data, de como Mitani interagia com elas está longe de ser clara. O estudioso Marc van de Mieroop comenta:

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A maior dificuldade que enfrentamos é a incerteza quanto à cronologia. Embora possamos sentir uma confiança cautelosa quanto à sequência de governantes e à duração dos reinados em certos estados, a informação sobre outros reis e reinados permanece muito vaga. Assim, até mesmo escrever a história do estado de Mitani, por exemplo, coloca grandes dificuldades, uma vez que não podemos datar eventos com base em evidências provenientes do próprio estado. Temos de confiar em sincronismos com o Egito e Hatti para descobrir aproximadamente quando e durante quanto tempo um rei de Mitani governou.

(pág. 130)

Um dos períodos melhor documentados dos reis de Mitani é o do reinado de Shuttarna II e do seu filho Tushratta, apenas devido à correspondência conhecida como as Cartas de Amarna, e mesmo esta está longe de estar completa.

O Rei Tushratta e a Chegada dos Hititas

A filha do rei Tushratta, a princesa Taduhepa (também grafada como Tadukhipa), foi prometida em casamento a Amenhotep III como parte de um tratado que equilibrou ainda mais o poder entre as duas nações. Alguns estudiosos identificaram Taduhepa com a famosa rainha egípcia Nefertiti (cerca de 1370 – cerca de 1336 a.C.), casada com o filho de Amenhotep III, Aquenáton (reinou entre 1353–1336 a.C.), ou com Kiya, esposa secundária de Aquenáton, mas estas alegações são geralmente rejeitadas pelos especialistas.

Tushratta enviou um grande dote com a sua filha, que incluía a estátua da divindade patrona de Washukanni, a deusa da fertilidade Sauska. Amenhotep III estava doente nesta altura, e Sauska, que também presidia à cura, foi enviada não apenas para aliviar o que o afligia, mas também, na sua qualidade de deusa do amor, para abençoar o casamento e fortalecer a união. Uma lista dos presentes consta da correspondência entre os dois reis e incluía ouro, selas de cavalo ricamente ornamentadas, liteiras de camelo, joias e vestuário dispendioso.

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Amarna Letter Tablet from Tushratta
Tabuinha com Carta de Amarna de Tusserata Priscila Scoville (CC BY-NC-SA)

Este tratado foi posto à prova duas vezes. Primeiro, quando Tushratta escreveu a Amenhotep III, mais tarde, lamentando não ter recebido tanto ouro do Egito como esperado, parte da transação matrimonial, e depois quando a autoridade de Tushratta foi desafiada por um golpe na sua própria cidade. O tratado não sobreviveria a este segundo teste, que envolveu uma luta pelo poder em Washukanni entre Tushratta e um familiar (possivelmente o seu irmão), conhecido como Artatama II. O Egito apoiou Tushratta neste conflito, enquanto o rei hitita Supiluliuma I (reinou cerca de 1344–1322 a.C.) apoiou Artatama II. O estudioso Paul Kriwaczek comenta:

Os hititas rivalizavam com o reino de Mitani, que tinha fechado o norte da Mesopotâmia desde perto do mar, a oeste, até às montanhas, a leste; desde a área de Alepo até à região de Kirkuk.

(pág. 219)

Os hititas, esperando quebrar o domínio de Mitani sobre as rotas comerciais, parecem ter intermediado um acordo com Artatama II para encenar um golpe, mas parece que Tushratta tinha o apoio dos seus nobres e, inicialmente, a força do Egito do seu lado. Tushratta parecia prestes a ter sucesso quando o Egito, temendo o poder crescente dos hititas, retirou o seu apoio. Supiluliuma I, cansado da diplomacia e agora livre para agir como desejava sem medo de represálias egípcias, conduziu as suas forças até Washukanni e saqueou-a. Tushratta foi assassinado pelo seu próprio filho, talvez num esforço para salvar a cidade. Após esta conquista, Mitani foi governada durante algum tempo pelos hititas através de reis fantoches que promoviam os seus interesses.

A Conquista Assíria de Mitani

Supiluliuma I dividiu o antigo reino em duas províncias, com as suas capitais em Alepo e Carquemis. O restante da região manteve um certo grau de autonomia, embora continuasse a ser um estado vassalo, e era referido pelos hititas como "Hanigalbat". A dada altura, a região caiu sob o jugo do Império Assírio. Não é claro exatamente quando, possivelmente durante o reinado do rei hitita Mursili II (reinou 1321–1295 a.C.) e, certamente, antes do reinado de Tudhaliya IV e da Batalha de Nihriya em 1245 a.C., que marca o início do declínio do Império Hitita.

O rei assírio Adade-Nirari I deixou inscrições que narram como um rei hitita recém-chegado, Shattuara I, desafiou o seu poder; em resposta, Adade-Nirari I marchou sobre Mitani, esmagou as suas forças em batalha e levou Shattuara I acorrentado para Assur, onde foi forçado a jurar fidelidade ao governante assírio. Embora ainda fosse um estado autónomo, o reino devia agora tributo e lealdade à Assíria e já não era considerado um igual perante as outras potências da região.

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Stone Foundation Document  of King Adad-Nirari I
Documento de Fundação em Pedra do Rei Adadenirari I Osama Shukir Muhammed Amin (Copyright)

Mitani foi ainda mais reduzido durante o reinado do filho de Adade-Nirari, Salmanasar I (reinou entre a década de 1270 e 1240 a.C.), quando o rei Shattuara II de Mitani se rebelou contra a Assíria com a ajuda de uma tribo nómada conhecida como Ahlamu, por volta de 1250 a.C. As forças de Shattuara estavam bem organizadas, totalmente armadas e tinham ocupado todas as passagens de montanha e fontes de água para cortar eficazmente o abastecimento de água do exército assírio e dificultar severamente as suas tentativas de forrageamento.

Mesmo assim, faminto e sedento, o exército de Salmanasar obteve uma vitória esmagadora. Ele afirma nos registos ter morto 14.400 homens e que os sobreviventes foram cegados e levados como prisioneiros. As suas inscrições mencionam a conquista de nove templos fortificados, 180 cidades hurritas foram "transformadas em montes de escombros" e Salmanasar "…matou como ovelhas os exércitos dos hititas e dos Ahlamu, seus aliados…".

As cidades desde Taidu (também conhecida como Taite) até Irridu foram capturadas (uma área que hoje compreende desde o norte do Iraque até à Síria), assim como toda a região da cadeia montanhosa de Kashiyari até, e incluindo, a cidade de Eluhat (também conhecida como Eluhut, que estava localizada a sudeste, na atual Turquia). Uma grande parte da população das regiões conquistadas foi vendida como escrava e deportada. O filho de Salmanasar, Tuculti-Ninurta I, derrotou os hititas em Nihriya em 1245 a.C., pondo fim ao seu controlo da região e absorvendo Mitani totalmente no Império Assírio.

Conclusão

Posteriormente, Mitani foi esquecido como entidade política até às escavações arqueológicas da região nos tempos modernos e à descoberta das Cartas de Amarna em 1887. Estas cartas, encontradas no local de el-Amarna, no Egito, são a correspondência entre monarcas egípcios e outros membros do "Clube das Grandes Potências" que, como referido, incluía Mitani.

A destruição total descrita por Salmanasar I — com a redução de cidades a escombros e a deportação em massa — explica, em grande medida, por que razão este reino desapareceu quase completamente da memória histórica até à era da arqueologia moderna. É impressionante pensar que, durante séculos, uma das potências mais influentes da Idade do Bronze foi reduzida apenas a fragmentos dispersos em arquivos estrangeiros.

O Reino de Mitani continua a suscitar problemas aos historiadores e arqueólogos, devido à sua destruição total pelos Assírios. Ainda hoje, a maioria dos estudiosos consegue fornecer apenas o esboço mais breve da história do reino e da sua cultura, com base nos escassos documentos e artefactos sobreviventes, como os selos cilíndricos identificados com Mitani. A estudiosa H. J. Kantor, por exemplo, escreve:

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Entre os estados do segundo milénio a.C., o reino de Mitani foi um dos mais artificiais e efémeros. Durante alguns séculos, certas áreas do norte da Síria, centradas no vale do Habur, que nem antes nem depois desfrutaram de uma união política independente, foram aglutinadas numa única unidade por um pequeno grupo governante, uma dinastia de reis com nomes indo-europeus, apoiada por uma classe de cavaleiros. Embora a independência de Mitani tenha sido mantida apenas por uma manipulação hábil do instável equilíbrio de poder, característico do mundo do Médio Oriente na última parte do segundo milénio, este estado era, ainda assim, por vezes suficientemente poderoso para estender a sua influência e hegemonia para além das suas próprias fronteiras.

(pág. 1)

Embora Kantor discuta seguidamente artefactos associados a Mitani, a sua descrição do próprio estado, tal como a de outros estudiosos, oferece pouco mais do que um vislumbre do que Mitani possa ter sido. Apesar de hoje se afirmar saber mais sobre Mitani do que no passado, os especialistas continuam a trabalhar, essencialmente, com a mesma informação básica que tinham no final do século XIX e início do século XX. Até que novos artefactos ou documentação sejam trazidos a lume pelos arqueólogos, esta situação permanecerá inalterada, e o persistente conflito militar na região continua a impedir esforços que poderiam fornecer uma imagem mais clara do grande reino que foi Mitani.

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Bibliografia

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Mark, J. J. (2026, julho 13). Mitani. (F. Oliveira, Tradutor). World History Encyclopedia. https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-845/mitani/

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Mark, Joshua J.. "Mitani." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, julho 13, 2026. https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-845/mitani/.

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Mark, Joshua J.. "Mitani." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, 13 jul 2026, https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-845/mitani/.

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