Eurídice I

A Primeira Rainha Macedónia com Influência Política
Nathalie Choubineh
por , traduzido por Filipa Oliveira
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Magistrate House, Herakleia Lynkestis (by Carole Raddato, CC BY-SA)
Casa do Magistrado, Heracleia Lincéstide Carole Raddato (CC BY-SA)

Eurídice I (cerca de 410 – antes de 343 a.C.) é a rainha mais antiga na história da Macedónia antiga cujo impacto nos assuntos políticos da sua época nos é conhecido. Nascida na casa real de Lincéstide, tornou-se mãe de Filipe II da Macedónia (383/382-336 a.C.) e avó de Alexandre, o Grande (356-323 a.C.), através do casamento com o rei argéada, Amintas III da Macedónia (cerca de 420-370/369 a.C.). Os três filhos do casal real acabariam por ascender ao trono da Macedónia, tendo Eurídice I desempenhado um papel fundamental na sua ascensão ao poder.

Embora a história da Macedónia antiga seja largamente dominada pelo género masculino, é evidente que as mulheres reais macedónias começaram a surgir em posições públicas notáveis, pelo menos, desde o final do século V a.C. Eurídice I, a primeira destas mulheres, serve como um modelo clássico para as sucessivas rainhas helenísticas, que foram capazes de exercer vários graus de poder, autonomia e autoridade. Notavelmente, várias destas figuras foram sucessoras e descendentes de Eurídice na Casa Argéada, incluindo Olímpia, Cinane, Adeia-Eurídice, Tessalónica da Macedónia e Cleópatra da Macedónia. Com base nas provas existentes, o impacto político de Eurídice tornou-se evidente após a morte do marido, sendo tão notável e decisivo que foi honrada mais tarde tanto através de tributos verbais como de construções materiais. Filipe II desenvolveu fundamentalmente o seu local de nascimento, transformando-o numa cidade importante conhecida como Heracleia Lincéstide, por volta de 358 a.C., e Ésquines, no seu discurso Sobre a Embaixada (tít. original: Περὶ τῆς Παραπρεσβείας - Perì tês Parapresbeías), elogiou a sua ação nobre num momento definidor da história.

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O Início de Vida e o Casamento

Eurídice nasceu na casa real de Lincéstide (também escrita como Lyncestis). Tal como acontece com muitas figuras históricas da Macedónia antiga, especialmente mulheres, a sua data exata de nascimento permanece incerta. Os académicos sugerem que terá nascido algures entre 410 e 407 a.C., embora Elizabeth Donelly Carney, uma autora de referência sobre as mulheres macedónias e a sua relação com o poder, considere alguma evidência que aponta para uma data tão tardia como 404 a.C. (Eurydice and the Birth of Macedonian Power - Eurídice e o Nascimento do Poder Macedónio, pág. 149). O local de nascimento de Eurídice, pelo contrário, foi quase certamente o principal centro urbano de Lincéstide, um pequeno mas poderoso reino a oeste da Macedónia (antiga), que era governado pelo seu avô materno, Arrabeu († por volta de 399 a.C.). Segundo Estrabão (7.7), ele era um membro da família dos Bacíadas, uma fação coríntia que tinha sido exilada e que acabou por ganhar o controlo de Lincéstide na chamada Alta Macedónia, tornando-se governantes sobre a sua população local. Com base nisso, podemos argumentar pela existência de raízes ancestrais comuns entre as casas reais de Lincéstide e da Macedónia.

Amintas III estava muito empenhado em reunir aliados poderosos, e o casamento com Eurídice de Lincéstide completou a sua coleção de alianças estratégicas.

O pai de Eurídice, Sirras (ou Sirrhas), era um comandante distinto de uma família nobre. A sua origem étnica tem sido objeto de debates académicos, com alguns a sugerir que possa ter sido ilírio, outros a propor uma ascendência lincéstida e outros ainda a considerar a possibilidade de uma herança materna macedónia. Seja como for, em 423 a.C., Sirras desempenhou um papel crucial na vitória lincéstida na Batalha de Lincéstide. A guerra tinha eclodido quando Arrabeu decidiu opor-se às ambições expansionistas de Pérdicas II, o rei da Macedónia (reinou 454-413 a.C.). Pérdicas II, que há muito pretendia anexar Lincéstide, viu na Guerra do Peloponeso uma oportunidade estratégica para prosseguir os seus planos. As fontes antigas indicam que Sirras poderá ter convencido os poderosos ilírios, talvez através dos seus laços familiares e/ou militares com estes, a mudarem de lado no último momento, apoiando o exército lincéstida em vez de combaterem ao lado dos macedónios.

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Poderá ter sido por esta altura, ou pouco depois, que Arrabeu casou a sua filha, Irra, com Sirras. Isto terá sido tanto uma expressão de gratidão como uma confirmação formal da aliança entre Lincéstide e a Ilíria contra o seu adversário comum, a Macedónia. A aliança revelou-se eficaz, como indicado pelo fracasso das tentativas subsequentes da Macedónia em subjugar qualquer um destes reinos pela força. Portanto, não terá sido surpreendente quando o rei Amintas III da Macedónia, por volta de 390 a.C., pediu formalmente a mão da princesa lincéstida Eurídice em casamento.

Na verdade, Amintas III estava muito empenhado em reunir o maior número possível de aliados poderosos. Quando ascendeu ao trono, por volta de 393/2 a.C., ao matar o seu parente, o rei Pausânias (reinou 394/3-393/2 a.C.), Amintas III pôs virtualmente fim a quase uma década de instabilidade política e regicídio que se vinha a verificar após o assassínio do rei Arquelau I da Macedónia (cerca de 413 a cerca de 399 a.C.) pelo seu atendente e amante, Crateuas. Matar o rei, juntamente com a eliminação de qualquer possível pretendente rival ao trono, é evidentemente um tema recorrente na história da Macedónia antiga.

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Ainda assim, livrar-se de potenciais e reais colegas monarcas revelou-se apenas o início, e não o fim, dos desafios políticos que Amintas III teve de enfrentar: iniciou o governo sob a pressão de invasões estrangeiras e ameaças de reinos vizinhos, bem como de potências mais distantes, todos a tentar explorar a instabilidade política da Macedónia. De facto, Amintas III tinha tomado o trono apenas recentemente quando foi expulso por uma força invasora da Ilíria. Contudo, bastou-lhe menos de um ano para restabelecer a sua autoridade com a assistência de um exército tessálio liderado por Médio de Larissa. Ele era o chefe dos Aléuadas, que mantinham uma amizade duradoura com os Argéadas desde o reinado de Arquelau I.

Terracotta Bust of a Noble Maiden from Pella
Busto em Terracota de uma Jovem Nobre de Pela Nathalie Choubineh (CC BY-NC-SA)

Após a sua restauração bem-sucedida, Amintas III estabeleceu uma aliança com os olíntios, que controlavam a península da Calcídica a partir do seu porto principal, Olinto. Esta parceria visava principalmente assegurar um colaborador comercial significativo para a capital portuária da Macedónia, Pela. O passo seguinte de Amintas foi procurar uma aliança com a Trácia através do casamento com a filha do rei. O rei Cótis I respondeu com uma atitude amigável, mas a sua filha já tinha sido prometida a Ifícrates, um comandante ateniense altamente aclamado. Aparentemente, uma relação com Atenas parecia imensamente vantajosa para Amintas III, que então adotou Ifícrates como seu filho, estabelecendo assim fortes associações tanto com Atenas como com a Trácia. O casamento com Eurídice de Lincéstide simplesmente completou a sua coleção de alianças estratégicas.

A Rainha-Mãe

Eurídice I deu à luz três filhos, e provavelmente uma filha, de Amintas III: Alexandre II (cerca de 388-367 a.C.), Pérdicas III (cerca de 385/4-359 a.C.) e Filipe II (cerca de 383/2-336 a.C.). Em 370/369 a.C., Amintas III morreu de forma bastante pacífica — isto é, não em batalha ou por assassínio —, deixando para trás uma carreira política e económica bem-sucedida. Pouco se sabe sobre a vida de Eurídice antes da sua morte, mas os poucos fragmentos de informação que nos restam são notáveis. Plutarco, no seu ensaio 'Sobre a Educação das Crianças', inserido na obra Obras Morais (tít. original: Moralia), diz-nos que Eurídice enviou uma oferenda às Musas para lhes agradecer pela sua educação literária, partilhada com os seus filhos (Plutarco, Obras Morais, 14b-c).

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Os estudos que ponderam sobre a educação das mulheres macedónias referem-se frequentemente a Eurídice como um exemplo precoce.

A literacia no mundo grego antigo constituía, inequivocamente, uma vantagem social reservada às elites. Na Macedónia antiga, embora os membros masculinos das famílias nobres recebessem níveis variáveis de instrução, a situação das mulheres é consideravelmente mais ambígua. No entanto, a maioria dos historiadores concorda que as mulheres da realeza macedónia beneficiavam frequentemente de um nível de educação razoável, ainda que apenas para que pudessem assumir as rédeas do poder em caso de ausência ou morte súbita dos seus maridos; um risco constante e cada vez mais provável naquele contexto dinástico. É curioso notar que os estudos que ponderam a educação das mulheres macedónias recorrem frequentemente a Eurídice I como um exemplo precoce. Torna-se, por isso, razoável questionar se ela não terá sido uma pioneira nesta matéria.

Contudo, as competências de Eurídice, embora não comprovadas, poderiam ir muito além das tarefas administrativas ou religiosas. Como rainha-mãe do seu filho mais velho, Alexandre II, foi confrontada com um caos político que começou quase instantaneamente após a sua sucessão. Os ilírios invadiram, as famílias nobres macedónias dividiram-se entre apoiar o novo rei ou outro pretendente, e outros candidatos começaram, simultaneamente, a aumentar os seus esforços, abertos ou ocultos, para usurpar o trono.

Dois destes "caçadores de tronos", Ptolomeu de Aloro e Pausânias, são particularmente conhecidos através de duas fontes principais. Estas fontes, contudo, apresentam narrativas contrastantes dos eventos – uma aclamando Eurídice como uma rainha inteligente e corajosa, enquanto a outra a critica como uma adúltera intrigante. Ptolomeu de Aloro († 364 a.C.), no relato do historiador romano Justino, era descendente de Menelau, irmão do rei Alexandre I da Macedónia ("Filo-heleno", reinou cerca de 498-454 a.C.). Já tinha servido Amintas III como enviado macedónio e fazia parte, ou veio a fazer, da sua corte. Justino afirma que Ptolomeu era casado com a filha de Eurídice (dificilmente reconhecida noutras fontes) e era o seu amante secreto, tendo outrora conspirado com ela para matar Amintas III e, eventualmente, mandado assassinar Alexandre II. Neste relato, Eurídice casa-se então com o assassino do seu filho (sem qualquer outro comentário sobre o seu suposto casamento com a filha dela) e torna-o regente do seu segundo filho, Pérdicas III. Quanto a Filipe II, os ilírios tomaram-no como refém após o seu conflito anterior com o seu irmão, Alexandre II (Justino, 7.5.1).

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Quaisquer que sejam as aspirações que possamos imaginar para Ptolomeu de Aloro, é evidente que nunca deteve a plena autoridade de um rei. Durante o seu breve período de regência, de 368 a 365 a.C., conseguiu trazer alguma estabilidade política perante a oposição interna ao seu governo e a ameaça crescente representada por Pausânias, um pretendente cada vez mais popular ao trono. A suposta relação emocional entre ele e Eurídice I, dentro ou fora do casamento, é hoje rejeitada pelos estudiosos. O consenso geral, no entanto, é que Eurídice I deve ter desenvolvido influência política suficiente para que o seu apoio, ou pelo menos o seu consentimento, fosse necessário para manter o poder. Até à sua época, as mulheres não tinham permissão para atuar como regentes do herdeiro do trono na Macedónia. Contudo, o crescimento da sua influência, capacidades e importância tornou-se evidente durante a era de Eurídice I, sendo notável que as primeiras rainhas regentes macedónias, como Cleópatra da Macedónia e Tessalónica, se contassem entre as suas netas.

A nossa principal referência para a destreza política de Eurídice é o relato de Ésquines, a nossa segunda fonte, que descreve a sua persuasão bem-sucedida de Filipe II para alterar os seus objetivos expansionistas em relação a Atenas:

Descrevi-lhe a nossa amizade tradicional [...] recordei-lhe serviços dos quais ele próprio tinha sido testemunha e beneficiário. Pois, pouco depois da morte de Amintas e de Alexandre, o mais velho dos irmãos, quando Pérdicas e Filipe eram ainda crianças, quando a sua mãe Eurídice tinha sido traída por aqueles que professavam ser seus amigos [Ptolomeu de Aloro?], e quando Pausânias regressava para disputar o trono, exilado então, mas favorecido pela oportunidade e pelo apoio de muitas pessoas, e trazendo consigo uma força grega, Quando Ifícrates chegou a esta região [...] disse eu, "a tua mãe Eurídice mandou chamá-lo e, segundo o testemunho de todos os presentes, ela colocou o teu irmão Pérdicas nos braços de Ifícrates e sentou-te nos joelhos dele — pois tu eras um rapazinho — e disse: 'Amintas, o pai destas crianças pequenas, quando vivo, fez de ti seu filho e desfrutou da amizade da cidade de Atenas; temos, portanto, o direito de te considerar, na tua capacidade privada, um irmão destes rapazes e, na tua capacidade pública, um amigo nosso'...

(Sobre a Embaixada, 2.26-28)

Embora o relato de Ésquines contenha claramente erros e exageros — por exemplo, ao representar Filipe, que provavelmente estaria na sua adolescência, como uma criança indefesa —, este continua a ser valioso como um testemunho quase contemporâneo, que reflete a competência impressionante de uma mulher num momento de crise.

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The Philippeion of Olympia
O Filipeion de Olímpia Mark Cartwright (CC BY-NC-SA)

Com base no relato de Ésquines, é geralmente aceite que Pérdicas III e Filipe II foram posteriormente enviados para um local seguro, presumivelmente sob a proteção de Ifícrates. Em 365/4 a.C., quando Pérdicas III atingiu a idade necessária para governar, regressou e matou Ptolomeu de Aloro. Governou até 359 a.C., altura em que caiu em batalha contra os ilírios, e Filipe II, ignorando o direito de sucessão do seu jovem sobrinho, anunciou-se primeiro como seu regente e, pouco depois, tomou o trono. A maioria dos historiadores interpreta isto como um sinal de que, apesar das regras consuetudinárias de herança, ser filho de Amintas III e da sua poderosa rainha, Eurídice I, ainda podia ter precedência na sucessão.

O Legado

Desconhece-se a data da morte de Eurídice; após o seu pedido registado a Ifícrates para a proteção dos seus filhos, ela praticamente desaparece das fontes históricas. Não sabemos quanto tempo viveu para testemunhar os reinados dos seus filhos, ou se estava presente quando Filipe II tomou eventualmente Lincéstide e reconstruiu a sua capital, à qual deu o nome de Heracleia Lincéstide, pelo menos em parte em sua honra. Uma vez que o discurso de Ésquines data de 343 a.C., a maioria dos estudiosos assume que Eurídice já não estaria viva nessa altura; caso contrário, Ésquines teria provavelmente instado Filipe a pedir à mãe mais detalhes sobre o seu apelo a Ifícrates.

Mapa Reino da Macedónia Aquando da Morte de Filipe II, cerca de 336 a.C.
Mapa Reino da Macedónia Aquando da Morte de Filipe II, cerca de 336 a.C. Simeon Netchev (CC BY-NC-ND)

Em 338 a.C., Filipe II celebrou a sua vitória decisiva sobre uma aliança dos estados gregos mais poderosos na Batalha de Queroneia, construindo um santuário monumental a Zeus em Olímpia. Após o seu assassínio em 336 a.C., o monumento foi terminado pelo seu filho e sucessor, Alexandre, o Grande, que incumbiu o famoso escultor Leocarés de realizar cinco estátuas criselefantinas que o representavam a ele próprio, aos seus pais, Filipe II e Olímpia, e aos seus avós, Amintas III e Eurídice I. As estátuas perderam-se, mas o nome de Eurídice ainda é visível num dos pedestais remanescentes.

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Foram escavadas em 1982 e 1990, no sítio arqueológico de Vergina, duas inscrições dedicatórias a Eucleia, uma deusa intimamente ligada e, por vezes, identificada com Ártemis (protetora das donzelas prestes a casar). Gravadas nos pedestais de mármore de estátuas agora perdidas, as inscrições rezam: "Eurídice, filha de Sirras". A inferência académica sugeria que Eurídice teria apresentado estas oferendas por volta de 390 a.C., em conexão com os preparativos para o seu casamento. Esta inferência, contudo, parece questionável perante uma terceira inscrição com as mesmas palavras, encontrada em 1983. Talhada num pedestal de mármore semelhante, reutilizado para sustentar uma coluna de uma basílica cristã primitiva na aldeia vizinha de Palatitsia, pensa-se que seja de uma data muito posterior (Saatsoglou-Paliadeli, pág. 23), talvez até após a morte de Amintas III. Para alguns estudiosos, isto implica que Eurídice I teve razões para reafirmar a sua identidade de donzela (solteira). De qualquer modo, é notável que as autoapresentações sobreviventes de Eurídice I enfatizem a sua identidade como uma mulher autónoma, em vez de a definirem em relação a outra pessoa — mesmo um rei — como sua esposa.

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Bibliografia

  • Carney, Elizabeth & Ogden, Daniel. Philip II and Alexander the Great. Oxford University Press, 2010.
  • Chrysoula Saatsoglou-Paliadeli. "Eukleia and Eurydice, daughter of Sirrhas. Revisiting old and newer marble finds from Vergina-Aegae." Titos Timetikos Tomos/Glyptuke, 2017, pp. 19-26.
  • Elizabeth D. Carney. Women and Monarchy in Macedonia. University of Oklahoma Press, 2000
  • Grace H Macurdy. "Queen Eurydice and the Evidence of Woman Power in Ancient Macedonia." The American Journal of Philology, vol. 48, no. 3, pp. 201-214.
  • R Lane Fox. "Chapter 13: The 360s." Brill’s Companion to Ancient Macedonia: Studies in the Archaeology and History of Macedon, 650 BC – 300 AD, edited by Robin J. Lane Fox. Brill, 2011
  • THE PHILIPPEION | You Go Culture, accessed 8 May 2026.
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Choubineh, N. (2026, agosto 05). Eurídice I: A Primeira Rainha Macedónia com Influência Política. (F. Oliveira, Tradutor). World History Encyclopedia. https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-26272/euridice-i/

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Choubineh, Nathalie. "Eurídice I: A Primeira Rainha Macedónia com Influência Política." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, agosto 05, 2026. https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-26272/euridice-i/.

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Choubineh, Nathalie. "Eurídice I: A Primeira Rainha Macedónia com Influência Política." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, 05 ago 2026, https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-26272/euridice-i/.

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