Winfield Scott

O General que Mapeou a Vitória da União
Joshua J. Mark
por , traduzido por Filipa Oliveira
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General Winfield Scott in 1835 (by George Catlin, Public Domain)
General Winfield Scott, 1835 George Catlin (Public Domain)

Winfield Scott (1786-1866) foi um líder militar norte-americano famoso pelas suas brilhantes táticas de batalha, pela sua insistência no valor de um exército altamente treinado e disciplinado e por ter sido o general que propôs o que ficou conhecido como o Plano Anaconda para vencer a Guerra Civil Americana e preservar a União. Embora o plano de Scott tenha sido inicialmente rejeitado e ridicularizado, os elementos essenciais da sua proposta foram implementados entre 1861 e 1865, levando à vitória na guerra.

Era conhecido como Old Fuss and Feathers (Velho Mexerico e Plumas) devido à importância que atribuía à disciplina e ao comportamento adequados dos militares. Na sequência da Guerra da Independência dos Estados Unidos, o Exército Continental foi em grande parte dissolvido e o pequeno exército permanente do governo federal — bem como as milícias locais — era composto por soldados que tinham pouca ou nenhuma formação militar formal. A partir de maio de 1814, Scott alterou essa situação ao criar o seu «Campo de Instrução» de 10 semanas, durante o qual os soldados realizavam exercícios militares até dez horas por dia. Os esforços de Scott conduziram diretamente à vitória americana sobre os britânicos na Batalha de Chippawa, a 5 de julho de 1814, durante a Guerra de 1812.

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Foi autor de General Regulations for the Army (Regulamentos Gerais para o Exército - 1821) e de Infantry Tactics, Or, Rules for the Exercise and Maneuver of the United States Infantry (Táticas de Infantaria, ou Regras para o Exercício e Manobra da Infantaria dos Estados Unidos - 1835), leituras obrigatórias para os militares até à década de 1850. Na verdade, pode atribuir-se a Scott o mérito de ter criado a força que se tornou o Exército dos Estados Unidos da década de 1840, e as suas táticas e conceitos influenciaram os de muitos dos comandantes mais importantes de ambos os lados durante a Guerra Civil Americana.

A Infância e a Educação

Scott nasceu no condado de Dinwiddie, na Virgínia, a 13 de junho de 1786, sendo o quinto filho de William Scott e Ann Scott (nascida Mason). William Scott era um veterano da Guerra da Independência Americana, e o seu pai, James Scott, era um veterano da Batalha de Culloden, travada em 1746 na Escócia, tendo-se mudado para a América do Norte pouco tempo depois. Os Scott eram, portanto, uma família de militares.

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Scott acreditava que existia um padrão objetivo do certo e do errado, e que cada um tinha o dever moral de aderir ao que era certo, justo e adequado.

Winfield Scott atingiu a imponente altura de seis pés e cinco polegadas e, como a sua família era abastada, foi enviado para a escola em vez de trabalhar como lavrador nos campos como o seu pai (que faleceu quando Scott tinha seis anos). Scott iniciou os estudos no College of William & Mary em 1805, lendo as obras de John Milton, William Shakespeare e outros, mas sentiu-se atraído pelas campanhas de Júlio César e Cipião Africano. Permaneceu lá dois anos antes de partir para estudar Direito com o advogado David Robinson, que tinha sido trazido para a América do Norte pelo avô de Scott como tutor da família.

Enquanto trabalhava para Robinson como assistente jurídico, realizou-se no tribunal de Richmond o julgamento de Aaron Burr por alta traição, e Robinson, na qualidade de conhecido estenógrafo judicial, foi escolhido para registar os procedimentos; levou consigo Scott e os seus outros dois assistentes. No julgamento, Scott conheceu um jovem repórter que cobria o evento para o New York Gazette, Washington Irving, que mais tarde se tornaria um dos autores mais famosos da América.

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O julgamento de Burr, no qual este foi absolvido (embora Scott acreditasse que ele fosse culpado), consolidou em Scott uma convicção que a sua educação cristã e os seus estudos anteriores tinham incentivado: que existia um padrão objetivo do certo e do errado e que cada um tinha o dever moral de aderir ao que era certo, justo e adequado. Ao longo do resto da sua vida, Scott foi conhecido pelo seu temperamento explosivo e pela intolerância em relação ao «comportamento errado» — o que lhe causaria problemas mais do que uma vez.

O Alistamento e a Guerra de 1812

Scott tinha sido admitido na Ordem dos Advogados em 1806 e exercia a profissão de advogado no condado de Dinwiddie, mas, em 1807, alistou-se na Milícia da Virgínia e serviu como cabo de cavalaria. Em 1808, o presidente Thomas Jefferson autorizou a expansão do Exército dos EUA, e Scott recebeu uma nomeação como capitão da artilharia ligeira.

Estacionado em Nova Orleães, Scott estava sob o comando do general James Wilkinson, que, embora fosse a testemunha principal contra Burr, foi também mais tarde reconhecido como seu cúmplice na Conspiração de Burr. Wilkinson era proprietário da área onde as tropas acampavam, que apresentava más condições sanitárias e levou à doença ou morte de muitos soldados; e, embora Wilkinson tivesse recebido ordens de William Eustis, Secretário da Guerra, para deslocar as suas tropas, recusou-se a fazê-lo porque estava a lucrar com a situação existente.

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Winfield Scott, 1814
Winfield Scott, 1814 David Edwin and Joseph Wood (Public Domain)

Em 1810, Scott foi suspenso por um ano na sequência de um tribunal marcial, em parte devido à sua oposição veemente à recusa de Wilkinson em colocar o bem-estar das tropas acima do seu próprio interesse pessoal. Durante o período em que esteve afastado do exército, voltou a exercer a advocacia, estudou táticas militares e leu as obras de comandantes anteriores sobre estratégia e arte da guerra.

Quando a Guerra de 1812 eclodiu, Scott foi promovido a tenente-coronel e enviado para o norte para apoiar o general Stephen Van Rensselaer na sua invasão do Canadá. Depois de Van Rensselaer ter sido ferido, Scott comandou as forças na Batalha de Queenston Heights, mas, posteriormente, foi forçado a render-se e ficou prisioneiro de guerra até ser libertado cerca de um mês depois, numa troca de prisioneiros.

Em 1813, no cargo de chefe de estado-maior do major-general Henry Dearborn, Scott melhorou significativamente a administração dos exércitos na fronteira canadiana e ajudou a planear o ataque para a Batalha de Fort George. Embora as forças de Dearborn tenham saído vitoriosas, a maior parte da guarnição britânica conseguiu escapar.

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Em maio de 1814, Scott — agora general-de-brigada — estabeleceu o seu campo de treino em Buffalo, Nova Iorque, submetendo os seus soldados a exercícios de até dez horas por dia durante dez semanas, baseando-se em manuais de infantaria do exército francês, que traduziu para inglês. Os seus esforços foram recompensados com a vitória sobre os britânicos na Batalha de Chippawa, a 5 de julho de 1814. Chippawa catapultou Scott para a fama nacional, valeu-lhe a Medalha de Ouro do Congresso e resultou na sua promoção ao posto de major-general.

Battle of Chippawa
Batalha de Chippawa H. Charles McBarron, Jr. (Public Domain)

Ferido na Batalha de Lundy’s Lane, a 25 de julho de 1814, Scott ficou afastado do combate durante o resto da guerra. Após o fim da guerra, em fevereiro de 1815, Scott integrou a comissão encarregada da desmobilização e reestruturação do exército. Em março de 1817, casou-se com Maria DeHart Mayo e fixou residência em Elizabethtown, Nova Jérsia. O casal teve sete filhos e permaneceu casado durante 45 anos, até à morte dela, em 1862. Scott nunca voltou a casar.

As Guerras Indígenas e a Política

Entre 1817 e 1840, Scott envolveu-se na política e foi também fundamental para pôr fim à Guerra de Black Hawk, em 1832. Durante as Guerras Indígenas (a Segunda Guerra Seminole e a Guerra dos Creek, de 1836), Scott implementou os mesmos programas de treino intensivo e exercícios que tinha utilizado durante a Guerra de 1812.

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Em 1838, Scott supervisionou a expulsão dos Cherokee do sudeste dos Estados Unidos, no que ficou conhecido como a «Trilha das Lágrimas». A estudiosa Amy S. Greenberg escreve:

Embora a tribo não tenha oferecido qualquer resistência violenta, mais de um quarto dos Cherokee morreram na «Trilha das Lágrimas» enquanto estavam sob a supervisão de Scott.
(pág. 171)

Tal como aconteceu com outros comandantes famosos do Exército dos EUA da época — nomeadamente George Armstrong Custer e William Tecumseh Sherman —, o tratamento dispensado por Scott aos nativos americanos passou a ser reconhecido como uma mancha negra numa carreira militar, de resto, brilhante.

Trail of Tears Memorial at New Echota
Memorial do Trilho das Lágrimas em New Echota Christopher James Culberson (Public Domain)

Durante este período, Scott também atenuou as tensões entre os Estados Unidos e a Grã-Bretanha relativamente a disputas territoriais ao longo da fronteira canadiana. Como membro do Partido Whig, Scott foi nomeado candidato de compromisso na convenção de 1839, mas a votação recaiu sobre William Henry Harrison.

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Em 1841, Scott foi promovido ao cargo de Comandante-Geral do Exército dos Estados Unidos e, em 1844, foi novamente considerado como candidato do Partido Whig à presidência, mas, desta vez, a nomeação recaiu sobre Henry Clay, que foi derrotado nas eleições gerais por James K. Polk, o qual venceu, em grande parte, graças à sua plataforma de expansão para o oeste — o que levaria os Estados Unidos a um conflito com o México.

A Guerra Mexicano-Americana

A região setentrional do México, o Texas, tinha declarado a sua independência em 1836, na sequência da Revolução do Texas, tornando-se a República do Texas. Depois de Polk ter vencido as eleições, pressionou o Congresso para a anexação do Texas, que se tornou um estado em 1845 e desencadeou a Guerra Mexicano-Americana em abril de 1846.

No início da guerra, as forças dos Estados Unidos eram lideradas por Zachary Taylor, que seguiu a estratégia traçada por Polk e Scott de conquistar as regiões setentrionais a oeste do Texas ainda controladas pelo México. Embora Taylor tenha obtido muitas vitórias impressionantes, tornou-se claro que a guerra só seria definitivamente ganha com a tomada da capital, a Cidade do México, e Scott propôs um plano para alcançar esse objetivo: a captura do porto de Veracruz, a partir do qual poderia ser lançada uma invasão em grande escala do México.

Map of the US-Mexican War of 1846-1848
Mapa da Guerra Mexicano-Americana de 1846-1848 Simeon Netchev (CC BY-NC-ND)

Polk colocou Scott no comando direto da invasão. O estudioso Martin Dugard observa:

Quando a Guerra do México começou, Scott já era general há três décadas. Ninguém no Exército dos EUA, nem mesmo Zachary Taylor, possuía tal prestígio. Scott já tinha praticamente esquecido como era ocupar uma patente inferior.
(pág. 293)

Scott organizou o maior assalto anfíbio da história dos EUA até então para tomar Veracruz, subjugando a cidade através de bombardeamentos. Greenberg escreve:

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Quando o exército mexicano se recusou a render-se, Scott ordenou que a sua artilharia abrisse fogo. Durante quarenta e oito horas seguidas, os projéteis choveram sobre a população de Veracruz, destruindo casas, igrejas e escolas indiscriminadamente. A 24 de março, os cônsules estrangeiros destacados em Veracruz apelaram à misericórdia de Scott. Pediram que fosse permitida a evacuação das mulheres e crianças da cidade. Scott recusou o pedido e afirmou que não haveria trégua sem rendição. O general intensificou o bombardeamento no dia seguinte e, tal como Scott esperava, o exército desmoralizado aceitou as condições… O México estimou que até 500 civis e 600 soldados tenham sido mortos no bombardeamento.
(pág. 170-171)

Scott conduziu então a força de invasão para o interior, rumo à Cidade do México, conquistando-a e vencendo a guerra. Entre os generais da Guerra Civil que mais tarde participaram na Guerra Mexicano-Americana encontravam-se aqueles que tinham servido sob o comando de Scott e Taylor, tais como:

União:

  • George B. McClellan
  • George Meade
  • Ulysses S. Grant
  • William Tecumseh Sherman
  • George H. Thomas

Confederados:

  • Robert E. Lee
  • Stonewall Jackson
  • James Longstreet
  • P. G. T. Beauregard
  • Braxton Bragg

Estes homens — e outros, como Winfield Scott Hancock, Lewis Armistead, John Bell Hood e Albert S. Johnston — aprenderam as táticas e competências que mais tarde utilizaram na Guerra Civil Americana enquanto serviam sob o comando de Scott ou Taylor, ou de ambos, entre 1846 e 1848. Robert E. Lee foi especialmente influenciado por Scott, e Ulysses S. Grant por Taylor, mas cada um deles aprendeu lições com ambos os seus mentores não oficiais.

O Plano Anaconda para a Guerra Civil

Scott foi o candidato presidencial do Partido Whig em 1852, mas perdeu para Franklin Pierce, em grande parte devido à imagem negativa que a campanha de Pierce criou de Scott, utilizando contra ele acontecimentos como a corte marcial de Scott em 1810 e a brutalidade da tomada de Veracruz. Scott continuou como Comandante-Geral e, em 1855, foi promovido a tenente-general honorário, tornando-se o primeiro oficial do exército a ocupar essa patente desde George Washington.

Em 1860, quando os estados do Sul começaram a separar-se na sequência da eleição de Abraham Lincoln, Scott organizou as defesas de Washington, D.C., e, em março de 1861, supervisionou a segurança da tomada de posse de Lincoln.

A Guerra Civil Americana teve início a 12 de abril de 1861, quando as forças confederadas abriram fogo contra o Forte Sumter, controlado pela União. A 15 de abril, Lincoln lançou um apelo à formação de uma milícia voluntária de 75 000 homens para reprimir a rebelião, e Scott opôs-se a esta medida, acreditando que o conflito exigia uma força de combate profissional que necessitaria de tempo para treinar. Lincoln e a sua administração rejeitaram as preocupações de Scott. Consideravam que a rebelião poderia ser esmagada rapidamente por um exército de voluntários bem armado, pois partiam da crença infundada de que os separatistas do Sul constituíam uma minoria pequena, mas ruidosa. Acreditavam que, assim que o Exército dos EUA marchasse para sul, seria bem-vindo pela maioria dos sulistas e a União seria rapidamente restabelecida.

Map of the United States at the Outbreak of Civil War, 1861
Mapa dos Estados Unidos na Véspera da Guerra Civil, 1861 Simeon Netchev (CC BY-NC-ND)

Scott pensava de outra forma e elaborou um plano de longo prazo cuidadosamente concebido para vencer a guerra — que ficou conhecido como o Plano Anaconda. O estudioso Alan Taylor comenta:

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Durante a primavera de 1861, o idoso general comandante da União, Winfield Scott, propôs uma estratégia metódica que permitiria formar gradualmente um exército treinado, enquanto a marinha impunha um bloqueio aos portos do Sul com o objetivo de asfixiar a economia confederada. Eventualmente, parte do exército avançaria pelo rio Mississippi para reabrir aquele corredor comercial para o Centro-Oeste. Wits chamou ao seu esquema o «Plano Anaconda», em referência a uma grande cobra que envolve e esmaga lentamente a sua presa.

O plano de Scott exigia um povo mais paciente do que os americanos.

Os jornais, os cidadãos e os políticos (incluindo Lincoln) clamavam por um ataque rápido a partir de Washington, D.C., contra Richmond, a nova capital confederada. Os ianques queriam acreditar que a Confederação era um castelo de cartas impopular que ruiria se recebesse um empurrão rápido e forte. Assim, todas as tropas da União poderiam regressar a casa para celebrar.
(pág. 172-173)

Esta convicção ganhou maior credibilidade em junho de 1861 — em primeiro lugar, após o confronto improvisado da Batalha de Fairfax Courthouse, a 1 de junho, na Virgínia, quando um grupo de reconhecimento da União se deparou com a milícia de Fairfax. Ambos os lados reivindicaram a vitória, mas o confronto foi, na verdade, mais um empate.

No dia 3 de junho, no entanto, a União venceu a Batalha de Philippi (Corridas de Philippi) na Virgínia (atualmente na Virgínia Ocidental) — o primeiro confronto terrestre organizado da Guerra Civil —, na qual, após a barragem de artilharia inicial da União, as forças confederadas fugiram em massa da cidade (o que deu origem ao nome Corridas de Philippi para a batalha). Após Philippi, ficou claro para Lincoln e outros que apoiavam o conceito de «vitória rápida» que os separatistas podiam ser derrotados sem o plano de longo prazo de Scott.

Ficaram provados que estavam errados na Batalha de First Bull Run (Batalha de First Manassas), a 21 de julho de 1861, quando as forças da União, sob o comando do general Irvin McDowell, lançaram uma ofensiva contra Richmond e foram derrotadas de forma decisiva. Embora Scott se tivesse oposto à ofensiva, acabou por ceder e ajudou a planeá-la.

Map of the American Civil War, 1861-1865
Mapa da Guerra Civil Americana, 1861-1865 Simeon Netchev (CC BY-NC-ND)

Posteriormente, quando ele e McDowell foram responsabilizados pela derrota, Scott renunciou ao seu cargo, sugerindo o general Henry Halleck como seu sucessor. Lincoln, em vez disso, escolheu o general George B. McClellan, cuja natureza excessivamente cautelosa entregou vitórias à Confederação ao longo do resto de 1861 e até 1862.

Conclusão

Embora o Plano Anaconda de Scott tenha sido oficialmente rejeitado em 1861, os seus componentes essenciais — o bloqueio dos portos do Sul e o avanço pelo rio Mississippi para dividir a Confederação em duas — foram implementados. Os historiadores continuam a debater a eficácia do bloqueio, mas nenhum contesta a importância da Campanha Ocidental da União ao longo do Mississippi ou a tomada de Vicksburg por Ulysses S. Grant a 4 de julho de 1863.

A insistência de Scott na importância de uma força de combate com formação profissional também foi posta em prática, sob o comando do general McClellan, em 1862, e, ainda mais, sob o comando de Grant e Sherman em 1864-1865. Scott, portanto, pode ser justamente considerado o general que traçou o caminho para a vitória da União na Guerra Civil.

Lieutenant General Winfield Scott in 1862
Tenente-General Winfield Scott em 1862 Charles D. Fredricks & Co. (Public Domain)

Scott desempenhou, no entanto, um papel significativo em mais aspetos da história dos Estados Unidos do que apenas nesse conflito, como observou o estudioso John S. D. Eisenhower:

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O papel menos lembrado de Winfield Scott foi o de agente do «Destino Manifesto», a expansão dos Estados Unidos desde as fronteiras das treze colónias originais até ao longínquo Oceano Pacífico.

Quando Scott entrou ao serviço pela primeira vez, os Estados Unidos eram uma federação de estados pouco coesa, com as suas fronteiras e o seu futuro incertos. Estavam repletos de homens ambiciosos, alguns dos quais não estavam totalmente convencidos de que os Estados Unidos fossem um país unificado. Quando ele se retirou, a república ocupava todo o continente norte-americano como uma única nação…
(pág. xiii)

Scott faleceu, aos 79 anos, em West Point, Nova Iorque, de causas naturais, a 29 de maio de 1866, tendo vivido o tempo suficiente para ver a vitória na guerra e o início da Era da Reconstrução. Detém o recorde de maior tempo de serviço como general no Exército dos Estados Unidos e continua a ser homenageado através de topónimos, monumentos e estátuas por todo o país cujos interesses serviu ao longo da sua vida.

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Perguntas & Respostas

Quem foi o general Winfield Scott?

Winfield Scott foi um general norte-americano que serviu na Guerra de 1812, nas Guerras Indígenas e na Guerra Mexicano-Norte-Americana, e elaborou o plano que permitiu à União vencer a Guerra Civil Norte-Americana.

Qual foi a principal contribuição de Winfield Scott para o Exército dos EUA?

Winfield Scott instituiu um programa de formação que, na prática, deu origem ao Exército dos EUA do século XIX. Influenciou também muitos dos futuros líderes de ambos os lados da Guerra Civil Americana, que tinham servido sob o seu comando na Guerra Mexicano-Americana.

Por que razão foi rejeitado o Plano Anaconda de Winfield Scott?

A Administração de Lincoln rejeitou o Plano Anaconda de Scott porque considerava que era desnecessário, uma vez que a guerra seria ganha rapidamente. Estavam enganados. O plano de Scott, embora inicialmente rejeitado, acabou por ser posto em prática e levou à vitória na guerra.

Como é que morreu Winfield Scott?

Winfield Scott faleceu de causas naturais a 29 de maio de 1866, em West Point, Nova Iorque, aos 79 anos.

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Mark, J. J. (2026, agosto 02). Winfield Scott: O General que Mapeou a Vitória da União. (F. Oliveira, Tradutor). World History Encyclopedia. https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-23821/winfield-scott/

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Mark, Joshua J.. "Winfield Scott: O General que Mapeou a Vitória da União." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, agosto 02, 2026. https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-23821/winfield-scott/.

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Mark, Joshua J.. "Winfield Scott: O General que Mapeou a Vitória da União." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, 02 ago 2026, https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-23821/winfield-scott/.

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