O poema épico de Homero, a Odisseia (tít. original: Ὀδύσσεια; transliterado: Odýsseia), é simultaneamente a maior viagem de estrada, jornada de redenção e viagem de regresso a casa da mitologia grega, tudo numa só. O nosso herói é Odisseu (Ulisses), veterano da Guerra de Troia, e tem de encontrar o caminho de volta a Ítaca e à sua fiel mulher Penélope após dez anos de ausência. No seu caminho surgem-se todo o tipo de desafios, tais como deuses intrometidos, monstros maníacos, tempestades furiosas e uma ninfa particularmente persistente.
Escrita pela primeira vez no século VIII a.C., mas com uma história oral muito mais longa, a Odisseia, que é literalmente uma viagem ao inferno e de volta, continua a fascinar na literatura e no cinema; a sua miríade de feitos audazes, peripécias e o tão ansiado final feliz combinam-se para nos lembrar de uma era dourada há muito perdida, em que a persistência, a lealdade e o heroism venceram todos os obstáculos.
Odisseu regressa a Circe, que o avisa acerca das Sereias, criaturas que são metade ave e metade mulher e que atacam os marinheiros. Ela aconselha os homens a tapar os ouvidos com cera e a Odisseu a amarrar-se ao mastro. Ele tem depois de negociar a passagem pelo monstro de seis cabeças Cila e pelo aterrorizador redemoinho Caríbdis. Recebe também o seu segundo aviso sobre a insensatez de interferir com os rebanhos de Hélio. Os heróis voltam a zarpar através do mar cor de vinho para enfrentar os perigos descritos por Circe...
