Ciclo de Aratta

O Grande Épico Sumério
Joshua J. Mark
por , traduzido por Filipa Oliveira
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O Ciclo de Aratta (também conhecido como as Epopeias de Aratta ou o Ciclo de Enmerkar e Lugalbanda) é o título atual de uma coletânea de quatro poemas – Enmerkar e o Senhor de Aratta (incipit: iri gud ḫuš dteš2 ni2 gal gur3-ru), Enmerkar e En-suhgir-ana (incipit: sig4 kur šuba-ta e3-a), Lugalbanda na Caverna da Montanha (incipit: ud ul an ki-ta ou ud re-a) e Lugalbanda e o Pássaro Anzud (incipit: Hur-sağ giš-erin-na-ta)– que abordam a rivalidade entre as cidades de Uruque e Aratta e datam do período de Ur III (cerca de 2112 a cerca de 2004 a.C.).

Tablet of King Lugalbanda
Tábua do Rei Lugalbanda Osama Shukir Muhammed Amin (Copyright)

Desconhece-se a ordem da composição, e os estudiosos discordam quanto à ordem em que devem ser lidos, mas tiveram origem nas escolas de escribas da cidade de Nippur, possivelmente durante o reinado de Shulgi de Ur (2094 a cerca de 2046 a.C.). A popularidade do Ciclo de Aratta é atestada pelo número de cópias descobertas em Nipur e noutros locais a partir de meados do século XIX, bem como pelo estilo em que estão escritas, o que sugere a mão de escribas altamente qualificados que criavam obras duradouras, e não meros exercícios de escrita.

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Uma vez que apresentam figuras históricas em contos ficcionais, estas obras podem também ser consideradas a forma mais antiga de ficção histórica.

Todos os quatro poemas faziam parte do currículo da edubba (Casa das Tábuas), a escola de escribas suméria, e eram incluídos como textos obrigatórios que era necessário dominar no final da educação formal para se obter o diploma. Todos os poemas têm como protagonista Enmerkar, rei de Uruque, que, de acordo com a Lista de Reis Sumérios, reinou durante mais de 400 anos no período de Uruque (cerca de 4000-2900 a.C.) e fundou a cidade.

O seu sucessor, Lugalbanda, é a personagem principal daqueles que são geralmente considerados os dois últimos poemas (por vezes traduzidos como uma única obra), também conhecidos como Lugalbanda I e Lugalbanda II. Uma vez que apresentam figuras históricas em contos ficcionais, as obras podem também ser consideradas literatura naru da Mesopotâmia, a forma mais antiga de ficção histórica.

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De acordo com alguns académicos, incluindo Samuel Noah Kramer e H. L. J. Vanstiphout, as obras foram compostas para celebrar a cultura suméria durante o período agora conhecido como o Renascimento Sumério, quando, após o fim da ocupação da região pelos gutianos, os reis sumérios da dinastia de Ur III revitalizaram o seu legado cultural através de projetos de construção, artes e obras escritas. Hoje em dia, os quatro poemas do Ciclo de Aratta são considerados entre os mais impressionantes do corpus da literatura mesopotâmica antiga e, lidos em conjunto, constituem um grande épico sumério.

O Contexto

O período de Uruque, que testemunhou a fundação e o crescimento das cidades, foi seguido pelo período dinástico inicial na Mesopotâmia (cerca de 2900 a cerca de 2350/2334 a.C.), durante o qual a cultura suméria floresceu. As cidades-estado foram então conquistadas por Sargão de Acádia (Sargão, o Grande, reinou 2334-2279 a.C.) e absorvidas pelo seu Império Acádio, que caiu nas mãos dos gutis por volta de 2141 a.C.

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Apesar de as cidades-estado sumérias se terem sublevado repetidamente contra Sargão e a sua descendência, consideraram os gutis senhores bem mais cruéis, como atestam registos posteriores. O académico Paul Kriwaczek descreve os relatos posteriores dos escribas sumérios sobre a ocupação guti:

[Segundo os escribas sumérios], a catástrofe que [os gutis] infligiram a Acádia foi impiedosa: «Nada escapou às suas garras, ninguém se livrou do seu domínio. Os mensageiros já não percorriam as estradas, o barco dos correios já não passava pelos rios. Os prisioneiros faziam a guarda. Os bandidos ocupavam as estradas. As portas dos portões da cidade da Terra jaziam arrancadas na lama e todas as terras estrangeiras lançavam gritos amargos das muralhas das suas cidades.»
(pág. 130)

É possível, como Kriwaczek e outros observaram, que estes relatos sejam ficção poética que exagera e dramatiza a queda de Acádia, cujo declínio pode ter-se devido mais às alterações climáticas, à seca e à fome do que a qualquer invasão. Parece, no entanto, que os gutis foram incapazes de estabelecer um governo estável — a sua lista de reis mostra uma rápida sucessão de monarcas — e, por isso, algo semelhante à imagem caótica da época apresentada pelos escribas sumérios pode ter sido o resultado.

Map of the Akkadian Empire at Its Height
Mapa do Império Acádio no seu Apogeu Simeon Netchev (CC BY-NC-ND)

Os gutis foram desafiados por Utu-Hegal, rei de Uruque (reinou por volta de 2119 a cerca de 2112 a.C.), e, após a sua morte, por Ur-Nammu (reinou por volta de 2112-2094 a.C.), fundador da Terceira Dinastia de Ur e pai de Shulgi de Ur, que o sucedeu. Ur-Nammu e Shulgi de Ur expulsaram os gutis da Suméria e, posteriormente, Shulgi encomendou obras e lançou políticas em honra do seu pai (que morreu a combater os gutis) e para revitalizar a cultura suméria. Pensa-se que os poemas do Ciclo de Aratta tenham sido compostos nesta altura para celebrar a Casa de Uruque e ligar a dinastia de Ur III a um passado antigo e ilustre.

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O Ciclo de Aratta

o Ciclo de Aratta trata dos esforços de Enmerkar para obrigar o rei de Aratta a submeter-se a ele.

Aratta é retratada em vários poemas sumérios, anteriores ao Ciclo de Aratta, como uma cidade de riqueza fabulosa, situada muito além das fronteiras da Suméria. Os estudiosos atuais tendem a situá-la algures na antiga Elão, para além de Susa (no atual Irão). Nos poemas do Ciclo de Aratta, só é possível chegar até lá atravessando mais de sete montanhas, sendo ela um verdadeiro tesouro de ouro, lápis-lazúli, prata e outros objetos de valor.

O Ciclo de Aratta trata dos esforços de Enmerkar para obrigar o rei de Aratta a submeter-se a ele e a enviar-lhe os materiais preciosos de que necessita para adornar o templo da deusa Inanna em Uruque. Inanna, no primeiro poema, vive em Aratta, mas favorece secretamente Enmerkar e preferiria mudar-se para Uruque. Sugere-se que ela o fará se Enmerkar lhe construir uma bela casa.

Enmerkar e o Senhor de Aratta

Se lermos o Ciclo de Aratta» começando por Enmerkar e o Senhor de Aratta, os problemas começam quando Enmerkar quer embelezar o templo de Inanna com materiais provenientes de Aratta. Ele pergunta a Inanna o que deve fazer, e ela sugere que ele envie uma mensagem a Aratta exigindo os materiais de que necessita. Enmerkar lança «o feitiço de Nudimmud» (o feitiço de Enki, deus da sabedoria), que permite que todos, independentemente da língua que falem, compreendam uns aos outros. Em seguida, envia o seu mensageiro («eloquente na fala e dotado de resistência»), que memorizou as suas palavras com precisão, através das sete montanhas com as suas exigências.

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O Senhor de Aratta recusa-se a submeter-se a Uruque e manda o mensageiro de volta com um desafio: considerará a submissão se Enmerkar lhe puder enviar cereais em redes em vez de sacos. Enmerkar reflete sobre o enigma e manda os seus servos molharem os cereais e colocá-los em redes finamente tecidas para que nenhum caia. O mensageiro entrega então os cereais a Aratta.

Head of a Ruler
Cabeça de um Soberano Metropolitan Museum of Art (Copyright)

O Senhor de Aratta exige então que Enmerkar lhe entregue um cetro feito de um material desconhecido. Enmerkar passa anos a aperfeiçoar um material que deita num molde de cana oca e, depois de partir a cana, envia o cetro para Aratta.

O Senhor de Aratta, ainda insatisfeito, manda o mensageiro de volta a pedir um campeão de cor desconhecida, que será enviado para lutar contra o seu campeão. Enmerkar tece um tecido de pele de leão para o seu campeão e envia-o para Aratta.

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Quando o Senhor de Aratta continua a não ceder, Enmerkar faz uma longa repreensão ao seu mensageiro, que alega ser-lhe demasiado difícil de memorizar. O rei pega então num punho de cana e num pedaço de argila e escreve a sua mensagem — inventando assim a escrita —, que é enviada para Aratta. Quando o Senhor de Aratta recebe a tabuinha, fica confuso com a palavra escrita e submete-se a Enmerkar. Uma tempestade, enviada por Inanna, põe fim à seca em Aratta, e a deusa, embora se recuse a abandonar Aratta, acolhe Enmerkar, unindo as duas cidades em paz como parceiros comerciais.

Enmerkar e En-suhgir-ana

No início da história, En-suhgir-ana, Senhor de Aratta, afirma ser o amante preferido de Inanna, e Enmerkar de Uruque repreende-o, reivindicando o mesmo para si próprio. En-suhgir-ana insulta Enmerkar, chamando-o de mau amante, e Enmerkar envia uma mensagem através das montanhas para que Aratta se submeta a ele. En-suhgir-ana recusa, apesar de a sua assembleia de anciãos o repreender por criar problemas com Uruque e o exortar a pôr fim à disputa antes que se agrave.

Um feiticeiro visitante, Urgirinuna, dirige-se à corte e diz a En-suhgir-ana que pode lançar um feitiço poderoso que obrigará Uruque a submeter-se a ele. O rei paga-lhe, prometendo mais se ele for bem-sucedido, e Urgirinuna dirige-se à cidade de Eresh, sagrada para a deusa da escrita, Nisaba, e próxima de Uruque, onde lança um feitiço que mata o gado leiteiro de todas as formas e tamanhos. Os criadores de gado rezam a Utu-Shamash, deus do sol e da justiça, pedindo ajuda, e a feiticeira Sagburu surge para desafiar Urgirinuna.

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Bust of a Priest from Uruk
Busto de um Sacerdote de Uruque Osama Shukir Muhammed Amin (Copyright)

Urgirinuna e Sagburu encontram-se junto ao rio Eufrates, onde ele atira ovos de peixe para a água e cria um animal; mas, sempre que Sagburu faz o mesmo, surge um predador que devora a criatura de Urgirinuna. Urgirinuna reconhece que não é páreo para Sagburu e implora pela sua vida, mas ela recusa, dizendo-lhe que ele já causou danos e que, sem dúvida, voltará a fazê-lo. Ela mata-o e atira o seu cadáver para o rio. Quando En-suhgir-ana recebe a notícia da derrota, submete-se a Uruque.

Lugalbanda na Caverna da Montanha (Lugalbanda I)

No início do poema, Enmerkar exige vários materiais preciosos de Aratta para adornar o templo de Inanna em Uruque. Cansado da recusa de Aratta, mobiliza o seu exército para marchar sobre a cidade. Os seus oito comandantes são irmãos, sendo o mais novo o nobre Lugalbanda, conhecido pela sua piedade. Enquanto marcham pelas montanhas, Lugalbanda adoece. Não parece haver motivo para a doença nem cura, mas o exército tem de seguir em frente e, por isso, deixando-o com comida e água, os seus irmãos partem com os demais.

Durante dois dias, Lugalbanda reza por salvação a Inanna, a Shamash e ao deus da lua Nanna — divindades a quem serviu fielmente toda a sua vida — e estes restauram a sua saúde. Ele vai caçar, mas em vez de ficar com a comida para si, prepara um banquete para os deuses e oferece-lho. Os deuses ficam satisfeitos e sugerem que, a partir de agora, Lugalbanda seja elevado acima dos outros.

Lugalbanda e o Pássaro Anzud (Lugalbanda II)

A história continua a partir do final da obra anterior, com Lugalbanda a descansar numa caverna na montanha. Recuperou a saúde, mas não faz ideia de onde se encontra nem de como regressar ao exército. As regiões montanhosas são o lar da grande ave Anzud, tão enorme que o bater das suas asas provoca tempestades e cujo hálito é fogo. Lugalbanda não está ansioso por se deparar com a ave, mas sente que não tem escolha se quiser encontrar o seu caminho e, por isso, parte à procura do seu ninho.

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Quando o encontra, o ninho está em mau estado e a cria da ave está com fome, pois o Anzud está fora há muito tempo a pastorear gado. Lugalbanda restaura e melhora o ninho e alimenta a cria; quando o Anzud regressa, fica tão grato que oferece a Lugalbanda qualquer desejo que este queira. Ele tenta seduzir o jovem soldado com riquezas e poder, mas tudo o que Lugalbanda pede é velocidade e resistência, o que lhe é concedido.

O Anzud ajuda Lugalbanda a localizar o exército e regressa ao seu ninho depois de lhe dizer para não revelar a ninguém os seus novos poderes. Lugalbanda junta-se rapidamente às tropas e encontra Enmerkar num estado de desespero. O rei está prestes a abandonar o cerco a Aratta e perdeu a fé na sua missão. Precisa de saber se Inanna ainda o apoia, mas a única forma de lhe perguntar é regressar a Uruque e falar com ela no seu templo — e Uruque fica muito longe.

Facade of Inanna's Temple at Uruk
Fachada do Templo de Inanna em Uruque Osama Shukir Muhammed Amin (Copyright)

Lugalbanda oferece-se para regressar sozinho a Uruque e, usando o seu novo poder, chega lá no dia seguinte. Inanna diz-lhe que ainda apoia Enmerkar e dá-lhe instruções para que o rei corte um tamargueiro que encontrará junto ao rio e apanhe um determinado peixe para sacrificar; só então Aratta cairá nas suas mãos. A tábuinha termina após uma descrição de Aratta e elogios a Lugalbanda, mas sugere-se que a sua missão foi bem-sucedida e que Enmerkar saiu vitorioso.

Conclusão

Lugalbanda é hoje mais conhecido como o pai do herói Gilgamesh e marido da deusa Ninsun, de A Epopeia de Gilgamesh. Nessa história, Gilgamesh começa por ser um rei orgulhoso e altivo que tem de aprender a humildade através da perda do seu amigo Enkidu, mas nestes contos, Lugalbanda é retratado desde o início como um servo devoto dos deuses que já compreende o seu lugar no mundo desde tenra idade. Em vez de gritar de raiva ou desespero quando adoece sem motivo, ele expressa gratidão aos deuses e pede a sua ajuda e, apesar de ter medo do Anzud, procura a sua ajuda e cuida das suas crias.

Lugalbanda e Enmerkar, ambos mencionados na Lista de Reis Sumérios como figuras históricas (embora os seus reinados sejam impossivelmente longos), são aqui retratados como personagens admiráveis que optam por meios pacíficos para alcançar os seus objetivos até que, no caso de Enmerkar, essas opções se esgotem. A Lista de Reis Sumérios não fornece detalhes sobre como eram os Enmerkar e Lugalbanda históricos — se é que existiram —, mas a sua representação no Ciclo de Aratta é precisamente a forma como os reis do período de Ur III queriam ser vistos pelos seus súbditos.

Map of the Third Dynasty of Ur
Mapa da Terceira Dinastia de Ur Simeon Netchev (CC BY-NC-ND)

Ur-Nammu apresentava-se como uma figura paterna para o seu povo. As suas leis, o Código de Ur-Nammu, foram promulgadas para prevenir possíveis problemas e permitir que os seus súbditos vivessem juntos pacificamente. Shulgi de Ur deu continuidade às políticas do seu pai, concluindo a Grande Zigurate de Ur, melhorando estradas, templos e cidades, e incentivando a alfabetização através da criação de mais escolas.

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Talvez, pensa-se, o Ciclo de Aratta tenha sido escrito para ligar estes reis a um passado mais glorioso, mesmo que esse passado nunca tenha existido, em que os governantes procuravam resoluções pacíficas para os conflitos e poupavam os seus súbditos aos horrores da guerra. Vanstiphout comenta:

[Nestas histórias], a glória militar é rejeitada e até de certa forma ridicularizada em pelo menos dois dos poemas. Em vez disso, a ênfase recai sobre a proeza cultural e técnica, expressa como a forma mais elevada de inteligência e, claro, incluindo a escrita. Além disso, preferem abertamente que a sua posição dominante se baseie na coexistência pacífica, e até em relações amigáveis com o mundo exterior, em vez da força bruta. Os seus princípios éticos assentam no respeito e na promoção das forças vitais enquanto tais e em todos os seus aspetos.

A sua atitude em relação aos deuses é prática e está longe de ser ingénua. Tudo o que alcançam, alcançam através do seu próprio intelecto e habilidade artesanal, enquanto os deuses, no máximo, dão apoio moral… o tipo de mundo e de sociedade que [os sumérios] imaginaram nestes poemas, de uma forma obviamente idealizada, é, portanto, de facto, uma espécie de universo pastoral, digno de um conto de fadas. Partem do princípio de que o domínio [de Uruque] sobre esse mundo será benéfico para todos e que a arte de governar e o poder devem ser utilizados para esse fim.
(pág. 15)

Afinal, não é claro se Aratta cai devido a um ataque ou se se rende, uma vez que Inanna apenas diz a Lugalbanda que Enmerkar sairá vitorioso. Em Enmerkar e o Senhor de Aratta, o conflito entre as duas cidades é resolvido sem derramamento de sangue, e em Enmerkar e En-suhgir-ana recorre-se à magia, tendo-se até sugerido que a figura de Sagburu é a encarnação da deusa Nisaba, conferindo aprovação divina ao confronto com Urgirinuna. Ao longo de toda a obra, os poemas defendem uma abordagem ao conflito político diferente da violência e, mesmo que isso possa ter sido ou seja considerado irrealista, continua a ser uma visão admirável.

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Perguntas & Respostas

O que é o «Ciclo de Aratta»?

O «Ciclo de Aratta» é um ciclo de quatro poemas sumérios sobre a rivalidade entre as cidades de Uruque e Aratta, compostos durante a dinastia Ur III da Mesopotâmia (cerca de 2112 a cerca de 2004 a.C.). Lidos em conjunto, os poemas constituem um grande épico literário sumério.

Quais são as quatro obras do «Ciclo de Aratta»?

Os quatro poemas do «Ciclo de Aratta» são: «Enmerkar e o Senhor de Aratta»; «Enmerkar e En-suhgir-ana»; «Lugalbanda na Caverna da Montanha»; e «Lugalbanda e o Pássaro Anzud».

Quando e por que razão foi composta o «oAratta»?

O «Ciclo de Aratta» foi composta durante o período de Ur III (aproximadamente de 2112 a aproximadamente 2004 a.C.), possivelmente com o objetivo de associar os reis daquela época a um passado ilustre.

Quem são as personagens principais do «Ciclo de Aratta»?

As personagens principais do «Ciclo de Aratta» são Enmerkar (rei de Uruque), o Senhor de Aratta, a deusa Inanna, o guerreiro Lugalbanda, o feiticeiro Urgirinuna, a feiticeira Sagburu, o mensageiro que viaja de um lado para o outro entre Uruque e Aratta eo Pássaro Anzud.

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Mark, J. J. (2026, outubro 24). Ciclo de Aratta: O Grande Épico Sumério. (F. Oliveira, Tradutor). World History Encyclopedia. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2164/ciclo-de-aratta/

Estilo Chicago

Mark, Joshua J.. "Ciclo de Aratta: O Grande Épico Sumério." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, outubro 24, 2026. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2164/ciclo-de-aratta/.

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Mark, Joshua J.. "Ciclo de Aratta: O Grande Épico Sumério." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, 24 out 2026, https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2164/ciclo-de-aratta/.

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