Poema Sumério «Os Dias de Escola»

Sátira Suméria e a Vida de Escriba
Joshua J. Mark
por , traduzido por Filipa Oliveira
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Os Dias de Escola (escrito por volta de 2000 a.C.) é um poema sumério que descreve o quotidiano de um jovem escriba nas escolas da Mesopotâmia. A obra assume a forma de uma narração na primeira pessoa e de diálogos, relatando os desafios que o aluno enfrenta e a forma como os resolve, fazendo com que o seu pai suborne o professor com presentes caros.

Sumerian Scribe
Escriba Sumério Osama Shukir Muhammed Amin (CC BY-SA)

O poema (também conhecido como Dias de Escola Sumérios, Edubba A e O Diário de um Escriba) era uma leitura popular, como comprovam as mais de 21 cópias, e fragmentos de outras, que foram encontradas em toda a região que outrora foi a Mesopotâmia, especialmente no Iraque e na Síria, sendo que a tabuinha mais completa provém das ruínas da antiga Nipur, no atual Iraque. Qualquer que tenha sido o objetivo original da composição, esta passou a fazer parte do currículo da escola de escribas suméria conhecida como edubba (Casa das Tablilhas) e era copiada e memorizada como um dos textos mais difíceis de dominar antes da formatura.

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Os alunos progrediam nas aulas, passando da fase inicial de simplesmente aprender a traçar caracteres nítidos em forma de cunha da escrita cuneiforme na argila, para trabalhar com textos mais difíceis conhecidos como a Tetrada (grupos de quatro composições), depois a Década (grupos de dez) e, finalmente, para as obras mais complexas, que incluíam peças como O Conselho de um Supervisor a um Jovem Escriba (também conhecido como Edubba C), O Debate entre a Ovelha e o Cereal e outras, incluindo Os Dias de Escola (um título contemporâneo atribuído à obra). O tom satírico e os pormenores de Os Dias de Escola levaram a comparações com O Conselho de um Supervisor a um Jovem Escriba, que também é interpretado como sátira.

A obra muda a meio, passando das dificuldades do aluno na escola para a resolução do problema, ao convidar o seu professor para jantar e oferecer-lhe presentes generosos.

Embora o texto tenha sido descoberto anteriormente, o fragmento mais extenso foi traduzido pela primeira vez em 1909. O texto quase completo, tal como se apresenta abaixo, só foi traduzido em 1949. O estudioso Samuel Noah Kramer, na sua obra History Begins at Sumer (A História Começa na Suméria), descreve a obra como «o primeiro caso de bajulação» de que há registo, uma vez que o foco da obra muda a meio do caminho, passando das dificuldades do aluno na sua vida quotidiana na escola para a resolução do problema, ao convidar o seu professor para jantar em casa e oferecer-lhe presentes generosos.

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A obra termina com o professor, que anteriormente tinha batido no aluno por várias infrações às regras e por preguiça no trabalho, a elogiá-lo como estudante e a prometer-lhe um tratamento melhor no futuro, apesar de não haver indícios de que o aluno tencione mudar qualquer um dos seus hábitos.

O Resumo e a Comentário

Na escola de escribas suméria, os alunos, com idades a partir dos 8 anos, iniciavam a educação no domínio da escrita cuneiforme, bem como nas várias áreas do conhecimento sobre as quais se esperava que escrevessem, desde a matemática e a contabilidade até à botânica, registos agrícolas e fiscais, literatura, religião e outras disciplinas.

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Os alunos eram quase exclusivamente do sexo masculino, embora as raparigas de famílias prestigiadas fossem autorizadas a frequentar a escola se os pais desejassem que se tornassem médicas, sacerdotisas ou participassem nos negócios da família aos níveis mais elevados. Kramer comenta:

O objetivo original da escola suméria era o que hoje designaríamos de «profissional» — ou seja, foi inicialmente criada com o intuito de formar os escribas necessários para satisfazer as exigências económicas e administrativas do país, principalmente as do templo e do palácio.
(História, pág. 4)

Como a escrita cuneiforme contava com mais de 600 caracteres, que precisavam de ser gravados com clareza na argila húmida que servia de tabuinhas de escrita, esperava-se que os alunos se dedicassem totalmente aos seus estudos todos os dias, praticassem em casa todas as noites e estivessem preparados para entregar os trabalhos de casa de forma impecável ao professor no dia seguinte.

Além disso, durante o dia letivo, esperava-se que os alunos seguissem as regras estabelecidas pelo diretor ou «pai da escola», uma vez que essas regras tinham como objetivo incentivar a disciplina pessoal e a ordem geral. Se alguém não conseguisse apresentar um trabalho com uma caligrafia legível (uma «boa caligrafia») ou infringisse qualquer uma dessas regras, era castigado com varas — o que, muito provavelmente, significava uma tareia nas nádegas e nas pernas com um pau robusto — mas, por qualquer definição, significava castigo corporal.

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Cuneiform Tablets in Sumerian
Tabuletas Cuneiforme em Sumério David Morgan-Mar (CC BY-NC-SA)

Segundo Kramer, Os Dias de Escola foi escrito por um professor de uma destas escolas, talvez em Nipur, como uma sátira sobre a forma como um aluno rebelde e preguiçoso poderia finalmente resolver o seu conflito com o seu professor principal. A obra começa com o autor/professor a perguntar ao aluno: «Para onde foste desde os primeiros tempos?», ou seja, «O que fizeste desde que eras jovem?». A resposta do aluno dá início à ação da história.

A educação não era obrigatória, mas sim voluntária, e o pai de cada aluno pagava as propinas e o material escolar.

O aluno relata como ia à escola todos os dias, comia o almoço que a mãe lhe preparava, dedicava-se aos estudos e regressava a casa para recitar as lições ao pai e receber elogios. O significado das linhas 9 a 12 reside no facto de a educação não ser obrigatória, mas sim voluntária, e de ser o pai a pagar as propinas e o material escolar.

Para garantir que esse dinheiro fosse bem gasto, parece (a partir desta obra e de outras fontes) que um aluno recitava as lições do dia ao chefe da família todas as noites, ao regressar da escola.

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A ansiedade do aluno em relação à possibilidade de chegar atrasado à escola (e de ser castigado com varas por essa infração) é expressa nas linhas 15 a 17 e, assim que chega naquela manhã, é repreendido pelo atraso e, em seguida, castigado com varas por entregar um trabalho de má qualidade. As linhas 30 a 47 detalham as provações do aluno ao ser castigado com varas ao longo do dia por várias infrações, incluindo falar na aula em vez de estudar, levantar-se do seu lugar sem permissão e sair do recinto sem pedir autorização.

Todas estas punições são aplicadas por diferentes professores — o mestre de cuneiforme (desenho), da língua suméria, do «portão» (presumivelmente referindo-se a uma espécie de fiscal de faltas) — mas teriam sido aprovadas pelo «pai da escola», que presidia à educação do corpo discente e seria considerado o professor principal deste aluno.

O aluno fica tão desanimado com as tareias que quer abandonar a escola («Abandonei a arte da escrita», linha 48). Na linha 53, no entanto, ele decide um plano e sugere-o ao pai: vão tentar cair nas boas graças do professor, convidando-o para jantar como convidado de honra e subornando-o com presentes.

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O resto do poema relata como o professor aceita o convite e é colocado no lugar de honra durante o jantar. É servido pelo aluno (que também recita as suas lições na perfeição perante todos) e é lisonjeado pelo pai, que depois lhe oferece roupas caras e um anel. O professor, radiante por receber «um presente que excede os meus ganhos» (verso 81), não só perdoa ao aluno quaisquer deslizes, como lhe promete que este «ocupará o primeiro lugar entre [todos] os alunos» (verso 88) no futuro. O sucesso do aluno na escola está garantido, e o poema termina com um louvor a Nisaba (aqui referida como Nidaba, outra versão do seu nome), a deusa suméria da escrita e da contabilidade, que era tradicionalmente louvada no final das composições.

O Texto

A tradução infra é do texto traduzido por Samuel Noah Kramer, extraído do artigo Schooldays: A Sumerian Composition Relating to the Education of a Scribe («Os Dias de Escola»: Uma Composição Suméria Sobre a Educação de um Escriba), citado no sítio World History Commons e complementado pelas obras de Kramer History Begins at Sumer e The Sumerians: Their History, Culture, and Character (Os Sumérios: A Sua História, Cultura e Caráter). A numeração das linhas, ausente no original, foi adicionada abaixo para maior clareza. As elipses indicam palavras ou linhas em falta.

1. «Aluno, para onde foste desde os teus primeiros dias?»
«Fui para a escola.»
«O que fizeste na escola?»
«Li a minha tabuinha, almocei,
5. preparei o meu caderno, escrevi, terminei; depois
as minhas linhas preparadas foram-me preparadas
(e à) tarde, as minhas cópias manuscritas foram preparadas para mim.
Assim que as aulas terminaram, fui para casa,
entrei em casa, (lá) estava o meu pai sentado.

10. Falei com o meu pai sobre as minhas cópias manuscritas e, em seguida,
li-lhe a tabuleta, (e) o meu pai ficou satisfeito;
Na verdade, ganhei a simpatia do meu pai.»

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[Eu disse]: «Tenho sede, dá-me de beber,
tenho fome, dá-me pão,
15. Lava-me os pés, prepara a cama, quero ir dormir;
Acorda-me cedo de manhã,
não posso chegar atrasado, (ou) o meu professor vai dar-me uma traeia.»


Quando acordei de manhã cedo,
olhei para a minha mãe e
20. disse-lhe: «Dá-me o meu almoço, quero ir para a escola.»
A minha mãe deu-me dois pãezinhos, eu despedi-me dela;
A minha mãe deu-me dois pãezinhos, fui para a escola.
Na sala de aula, o monitor disse-me:

«Porque é que chegaste atrasado?» Fiquei com medo, o meu coração batia forte.
25. Entrei antes do meu professor e sentei-me no meu lugar.
O meu «pai-professor» leu-me a minha tábua,
[disse ele] «A parte... está cortada», e deu-me uma tareia.
Eu... dei-lhe o almoço... o almoço.
O professor, ao supervisionar as tarefas da escola,
30. Olhou para dentro de casa e para a rua para se lançar sobre alguém, [disse ele]: «O teu... não está...», e bateu-me com a vara.

O meu «pai da escola» trouxe-me o meu caderno.
O responsável pelo pátio disse: «Escreve»,... um lugar tranquilo.
Peguei na minha tábua, ...
35. Escrevo na minha tábua, ... o meu...
A parte não examinada do meu... não sabe.
Quem estava a cargo de... [disse]: «Por que razão, quando eu não estava aqui, falaste?», e bateu-me com a vara. Quem estava a cargo do... [disse]: «Por que razão, quando eu não estava aqui, não mantiveste a cabeça erguida?», e bateu-me com a vara.
40. Quem estava encarregado do desenho [disse]: «Por que razão, quando eu não estava aqui, te levantaste?», e bateu-me com uma vara.
Quem estava encarregado do portão [disse]: «Por que, quando eu não estava aqui, saíste?» e bateu-me com uma vara.
Quem estava encarregado do... [disse]: «Por que razão, quando eu não estava aqui, levaste

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45. o...?» e bateu-me com uma vara.

Quem estava encarregado do sumério [disse]: «Tu falaste...», e bateu-me com a vara.
O meu professor [disse]: «A tua mão não está boa», e bateu-me com uma vara.
Negligenciei a arte da escrita, [abandonei] a arte da escrita,
O meu professor não...,
50.... ensinou-me a sua habilidade na arte da caligrafia.
A... das palavras, a arte de ser um jovem escriba,
a... da arte de ser um irmão mais velho, que ninguém... à escola.»
[Eu disse ao meu pai]: «Dá-me o dom dele, deixa que ele te mostre o caminho,
deixa-o pôr de lado a contagem e a contabilidade;
55. os assuntos escolares atuais os alunos irão..., na verdade, eles irão...-me.»


Ao que o aluno disse, o pai prestou atenção.
O professor foi trazido da escola;
tendo entrado em casa, foi sentado no lugar de honra.
O aluno pegou no ..., sentou-se diante dele;
60. tudo o que tinha aprendido sobre a arte da caligrafia,
relatou-o ao pai.
O seu pai, com o coração cheio de alegria,
diz alegremente ao seu «mestre»:
«Tu "abriste a mão" do meu filho, fizeste dele um especialista,

65. mostra-lhe todos os pormenores da arte da caligrafia.
Mostraste-lhe todos os pormenores mais óbvios da arte da tabuinha, da contagem e da contabilidade,
esclareceste-lhe todos os pormenores mais recônditos do... Derrama para ele... como bom vinho, traz-lhe um suporte,
70. faz com que o bom azeite corra no seu... recipiente como água,
Vou vesti-lo com uma [nova] vestimenta, oferecer-lhe um presente, colocar-lhe uma fita [um anel] à volta da mão.»
Derramam para ele... como bom vinho de tâmaras, trouxeram-lhe um suporte,
fizeram jorrar o bom azeite no seu ...-vaso como água,
75. vestiram-no com uma [nova] vestimenta, deram-lhe um presente, colocaram-lhe uma fita na mão.
O mestre, com o coração cheio de alegria, dirigiu-lhe estas palavras:

«Jovem, porque não negligenciaste a minha palavra, não a abandonaste,
que possas alcançar o auge da arte da escrita e dominá-la na perfeição.
80. Porque me deste aquilo que de modo algum estavas obrigado (a dar),
ofereceste-me um presente para além dos meus ganhos, demonstraste-me grande honra,
que Nidaba, a rainha das divindades guardiãs, seja a tua divindade guardiã,
que ela conceda o seu favor à tua cana esculpida,
85. que ela afaste todo o mal das tuas cópias manuscritas.
Entre os teus irmãos, que sejas o seu líder,
Entre os teus companheiros, que sejas o seu chefe,
Que sejas o mais destacado de (todos) os alunos,

... que provêm da casa real.
90. Jovem, tu «conheces» um pai; eu sou o segundo depois dele,
Vou falar contigo, vou decretar o teu destino:
Na verdade, o teu pai e a tua [mãe] apoiar-te-ão nesta questão,
Tal como [aquilo] que é de Nidaba, tal como aquilo que é do teu deus, eles apresentar-lhe-ão oferendas e orações;
95. o professor, tal como aquilo que pertence ao teu pai, em verdade prestar-te-á homenagem;
no... do mestre, no... do irmão mais velho,
o teu … que tu estabeleceste,
os teus [parentes] viris, em verdade, mostrar-te-ão favor.
Cumpriste bem os deveres escolares, tornaste-te um homem de sabedoria.

100. Nidaba, a rainha do lugar do saber, tu exaltaste.»
Ó Nidaba, louvada sejas!

Conclusão

O «irmão mais velho» mencionado no poema era o título atribuído aos estudantes mais velhos que serviam de assistentes aos professores; assim, o verso 96, na sequência do resto dos elogios do professor, sugere que o jovem estudante será agora honrado até mesmo por aqueles que estão mais avançados do que ele. O elogio efusivo do professor ao seu aluno, outrora atrasado e mal preparado, só depois de este ter recebido o tratamento mais grandioso e presentes valiosos, caracteriza claramente a obra como uma sátira, mesmo que se escapem os detalhes anteriores.

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Tal como em Conselho de um Supervisor a um Jovem Escriba, Os Dias de Escola teria sido memorizado, copiado e recitado perante o professor ou perante a turma, antes da formatura. A obra foi provavelmente escrita para proporcionar um trabalho e uma recitação descontraídos, de modo a contrabalançar alguns dos outros textos avançados que abordavam assuntos mais sérios, tais como A Maldição de Ágade ou Gilgamesh, Enkidu e o Submundo.

Terracotta Tablet from Nippur
Tábua de Teracota de Nipur Osama Shukir Muhammed Amin (Copyright)

Embora entendida como sátira, Os Dias de Escola — tal como Conselhos de um Supervisor a um Jovem Escriba — é considerada uma representação fiel da vida de um aluno e de um professor sumérios no II milénio a.C. Os estudiosos referem frequentemente que as passagens relativas ao castigo corporal por infringir as regras da edubba, à dificuldade de dominar a arte da escrita e ao facto de os professores serem tão mal remunerados que não podiam dar-se ao luxo de comprar roupas novas ou joias correspondem ao que se sabe sobre a realidade do sistema educativo da antiga Mesopotâmia.

Kramer descreve o poema como «um dos documentos mais humanos alguma vez desenterrados no Próximo Oriente» e observa como «as suas palavras simples e diretas revelam o quão pouco a natureza humana realmente mudou ao longo dos milénios» (História, pág. 10). O poema continua a ser tão identificável para o público atual como era há mais de 4 000 anos e continua a ser igualmente popular. Na antiga Mesopotâmia, era copiado repetidamente à mão para ser partilhado com outros; hoje em dia, é frequentemente incluído em antologias. Em ambas as épocas, fala claramente aos mesmos impulsos e desejos humanos.

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Perguntas & Respostas

O que é «Os Dias de Escola»?

«Os Dias de Escola» (também conhecido por «Dias de Escola Sumérios», «Edubba A» e «O Diário de um Escriba») é um poema sumério satírico, datado de cerca de 2000 a.C., que descreve os desafios educativos de um jovem escriba e a forma como ele os resolve.

De que trata o «Os Dias de Escola»?

«Os Dias de Escola» conta a história de um jovem aluno que é constantemente castigado pelos professores por não cumprir as regras e por entregar trabalhos de má qualidade. Ele resolve o problema não melhorando o seu comportamento, mas sim convencendo o pai a subornar o professor.

Quando e onde foi escrito «Os Dias de Escola»?

«Os Dias de Escola» foi escrito por volta de 2000 a.C., possivelmente na cidade de Nipur, no atual Iraque.

Quando é que a obra «Os Dias de Escola» foi traduzida pela primeira vez a partir de um texto cuneiforme?

«Os Dias de Escola» foi traduzido pela primeira vez em 1909; a primeira tradução quase completa da obra ficou concluída em 1949.

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Mark, J. J. (2026, setembro 19). Poema Sumério «Os Dias de Escola»: Sátira Suméria e a Vida de Escriba. (F. Oliveira, Tradutor). World History Encyclopedia. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2144/poema-sumerio-os-dias-de-escola/

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Mark, Joshua J.. "Poema Sumério «Os Dias de Escola»: Sátira Suméria e a Vida de Escriba." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, setembro 19, 2026. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2144/poema-sumerio-os-dias-de-escola/.

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