O Conselho de um Supervisor a um Jovem Escriba

Joshua J. Mark
por , traduzido por Filipa Oliveira
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O Conselho de um Supervisor a um Jovem Escriba é uma composição suméria que relata um diálogo entre um escriba mais velho e um jovem recém-formado da sua escola. A obra data do Período da Antiga Babilónia (cerca de 2000-1600 a.C.) e, embora tenha sido inicialmente interpretada como uma representação fiel da vida de um escriba, também pode ser entendida como uma sátira.

Sumerian Scribe
Escriba Sumério Osama Shukir Muhammed Amin (CC BY-SA)

O estudioso Jeremy Black (entre outros) salientou que os alunos costumavam copiar esta obra como parte dos seus exercícios e é possível, ou mesmo provável, considerando que esta obra fazia parte do currículo dos alunos mais velhos, que se destinasse a ser uma paródia bem-humorada de uma aula de um professor. O professor na obra fala de forma condescendente ao recém-formado, salientando que excelente professor teve no passado, como honrou esse legado e como o aluno deveria fazer o mesmo por ele; mas então, em vez de o aluno aceitar a lição com humildade, responde enumerando tudo o que já fez pelo seu professor, o que continua a fazer e como já não precisa de mais sermões.

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A obra teria sido copiada no final dos doze anos de instrução necessários para se tornar um escriba e pode ter sido, de facto, uma forma de sátira ou, talvez, um texto copiado e recitado em honra do próprio professor antes da formatura. Embora os detalhes da palestra do professor e da resposta do aluno possam ser exagerados para efeito cómico, acredita-se ainda que o texto descreva a relação professor-aluno e as responsabilidades de um escriba na antiga Mesopotâmia após a formatura.

A Escrita e as Escolas

A escrita foi inventada pelos sumérios por volta de 3500 a.C. e, por volta de 3200 a.C., tinha evoluído de pictogramas para fonogramas (símbolos que representam sons) na cidade de Uruque. Este sistema de escrita, o cuneiforme, era praticado com um estilete (uma cana com uma ponta afiada) em tabuinhas de argila e acredita-se que tenha surgido em resposta à necessidade de comunicação a longa distância no comércio. Black escreve:

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Durante séculos após o primeiro aparecimento da escrita no sul do Iraque, no final do IV milénio a.C., esta desempenhou uma função exclusivamente administrativa. A escrita cuneiforme era um dispositivo mnemónico concebido para auxiliar contabilistas e burocratas, e não um veículo para a arte elevada.

(pág. xlix)

No início do Período Dinástico (2900-2334 a.C.), já se utilizavam fonogramas, e era possível expressar pensamentos mais complexos do que simplesmente quantos jarros de cerveja ou carroças de cereais tinham sido enviados de ou para uma determinada cidade. Nisaba, anteriormente uma deusa dos cereais, tinha-se transformado, nesta altura, na deusa da escrita e da contabilidade, e os seus sacerdotes compreenderam que, para que esta arte fosse preservada, era necessário que houvesse escolas. A escola de escribas suméria (a edubba) desenvolveu-se durante esta época, ensinando escrita, leitura, história, religião e matemática. Estas escolas estavam firmemente estabelecidas no Período Dinástico Primitivo e espalharam-se por toda a Suméria.

[imagem:3132]

A Educação e as Escolas Sumérias

O currículo da edubba (Casa das Tabuinhas) evoluiu de uma instrução simples sobre como utilizar um estilete e uma tabuinha de argila para a escrita de signos, símbolos, letras e, posteriormente, palavras e frases, ao mesmo tempo que se aprendia sobre o que escrever. A palavra cuneiforme deriva do latim cuneus, que significa cunha, e refere-se ao estilo de escrita em forma de cunha produzido por um estilete sobre um pedaço de argila húmida. Era necessário saber manusear corretamente a tabuinha de argila e o estilete antes de se poder realmente escrever alguma coisa, e esta instrução começava quando se entrava na edubba, por volta dos oito anos de idade.

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Aos alunos ensinava-se, em primeiro lugar, a traçar claramente as cunhas verticais, horizontais e oblíquas, e praticavam-no repetidamente até o dominarem.

O processo não era tão simples como pressionar meramente o estilete na argila. Segurava-se a tabuinha numa mão e rodava-a enquanto se faziam os traços específicos com o estilete, o que poderia ser comparado a escrever mensagens hoje em dia, se fosse necessário rodar continuamente o dispositivo numa mão enquanto se faziam os traços, em vez de premir letras, com a outra. Por isso, ensinava-se primeiro aos alunos como traçar claramente as marcas verticais, horizontais e oblíquas, e as tábuas de treino desenterradas na era moderna mostram que praticavam isto repetidamente até o dominarem.

A maioria dos alunos eram rapazes de famílias da classe alta, pertencentes à nobreza, ao clero e à classe mercantil, que dispunham de rendimentos suficientes para pagar a educação e não eram necessários para trabalhos agrícolas ou industriais. As raparigas, também de famílias mais abastadas, podiam frequentar a edubba se estivessem a estudar para se tornarem sacerdotisas ou médicas, ou se fossem filhas da nobreza; embora existam exemplos claros de mulheres alfabetizadas que eram comerciantes, no geral, as raparigas constituíam uma minoria. Depois de dominarem os fundamentos da escrita cuneiforme, os alunos passavam à aprendizagem e memorização dos seus 600 caracteres.

Ao passar do nível elementar para o segundo nível, ensinava-se aos alunos como utilizar esses caracteres para formar palavras e, posteriormente, frases. As tabuinhas de exercícios revelam que os alunos faziam listas de pessoas, lugares e coisas — substantivos — repetidamente antes de avançarem para o terceiro nível, que consistia em escrever frases gramaticalmente corretas e aprender princípios matemáticos, contabilidade e literatura. Black comenta:

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As escolas de escribas estavam, sem dúvida, a formar a próxima geração na alfabetização suméria. Mas aprender literatura é aprender mais do que apenas a ler e escrever. Aos alunos eram incutidos os valores da sua sociedade e os valores da profissão na qual iriam exercer funções.

(pág. xliii)

Para incutir estes valores e manter a disciplina, os alunos eram espancados se não tivessem o desempenho esperado ou se infringissem as regras da edubba. Um aluno podia ser espancado por não entregar um trabalho, responder mal a um professor, falar na aula sem permissão, absentismo, sair da escola mais cedo sem permissão, vestuário inadequado, trabalho descuidado ou qualquer outra infração às regras estabelecidas pelo professor (supervisor) da escola.

As escolas parecem ter tido início em casas particulares, e as regras eram ditadas pelo próprio proprietário da casa. Com o tempo, edifícios separados passaram a ser designados como escolas, mas parece que o supervisor de cada escola individual continuava a estabelecer as regras. A descoberta de tabuinhas de exercícios nas ruínas de edifícios identificados como residências levou à conclusão de que as crianças sumérias eram educadas em casa ou que todas as escolas funcionavam em residências; no entanto, uma explicação mais provável para estes achados é que os alunos levavam as suas tabuinhas escolares para casa para recitar aos pais, como parte dos trabalhos de casa, ou para praticar as suas competências.

Babylonian Cuneiform Lexical List
Lista de Léxico Cuneiforme Babilónico The Trustees of the British Museum (Copyright)

Estas tabuinhas podem ter sido descartadas em casa ou guardadas lá e reutilizadas da mesma forma que eram na escola. Black observa que «tal como sugerem os caixotes de reciclagem nas [escolas de escribas], as tabuinhas não se destinavam a ser guardadas, a menos que houvesse uma boa necessidade económica para tal: para provar a propriedade ou direitos» (pág. xlvii). Os exercícios encontrados escritos nas tabuinhas nas casas não eram, quase certamente, os que nela figuravam inicialmente. As escolas recolhiam regularmente as tabuinhas de argila, mergulhavam-nas em baldes de água para as amolecer e, em seguida, reutilizavam-nas. Os exercícios que sobreviveram ao longo de mais de 2 000 anos teriam sido tabuinhas que tinham sido sobreutilizadas e descartadas, quer no seu conjunto, quer individualmente.

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Depois de dominarem a leitura, a escrita, a matemática e a história, bem como de se terem informado sobre a sua religião, valores e cultura, a última fase da educação de um aluno era o estudo da literatura, que incluía os textos elementares da Tetrada (grupos de quatro composições) e da Década (grupos de dez composições). A Tetrade era composta por obras que utilizavam palavras simples e expressavam temas únicos, como o Hino a Nisaba, enquanto as obras que compunham a Década eram composições mais complexas na forma, no tema e no significado geral. A seguir à Década, vinham textos ainda mais elaboradamente trabalhados, como A Maldição de Ágade e, entre estes, O Conselho de um Supervisor a um Jovem Escriba, também conhecido na era moderna pelo seu título de catálogo, Edubba C.

O Texto

A primeira parte do texto (linhas 1-28) apresenta a palestra do professor, que começa por contar ao recém-formado o quanto honrou o seu próprio professor e quão digno aluno ele tinha sido, antes de transmitir o conselho que o seu professor lhe tinha dado. De acordo com o protocolo do edubba, esperava-se que o aluno ouvisse a palestra em silêncio e respondesse com algumas palavras humildes de gratidão, mas o recém-formado responde, essencialmente, dizendo ao professor que não precisa de ouvir nada disso (linhas 29-53). O professor aceita a repreensão e dá as suas bênçãos ao recém-formado (versos 54-55); o recém-formado aceita e agradece ao professor (versos 56-59); o professor, por sua vez, estende as suas bênçãos (versos 62-72); e a obra termina com a conclusão tradicional de uma composição, louvando Nisaba (versos 73-74). As elipses ao longo do texto indicam palavras ou versos em falta.

A tradução infra é do texto extraído da obra de The Literature of Ancient Sumer (A Literatura na Antiga Suméria), traduzido por Jeremy Black et al.

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1-2: (O orientador fala:) «Antigo aluno da escola, vem até mim e deixa-me explicar-te o que o meu professor me revelou.»

3-8: «Tal como tu, já fui jovem e tive um mentor. O professor atribuiu-me uma tarefa — era um trabalho de homem. Como um junco a saltar, levantei-me de um salto e pus mãos à obra. Não me desviei das instruções do meu professor, nem comecei a fazer as coisas por minha própria iniciativa. O meu mentor ficou encantado com o meu trabalho na tarefa. Ele regozijou-se por eu ter sido humilde perante ele e falou a meu favor.»

9-15: «Limitei-me a fazer tudo o que ele me indicou – tudo estava sempre no seu lugar. Só um tolo se teria desviado das suas instruções. Ele guiou a minha mão sobre o barro e manteve-me no caminho certo. Tornou-me eloquente com as palavras e deu-me conselhos. Focou o meu olhar nas regras que orientam um homem numa tarefa: o zelo é próprio de uma tarefa, a perda de tempo é tabu; quem desperdiça tempo na sua tarefa está a negligenciá-la.»

16-20: «Ele não se vangloriava do seu conhecimento: as suas palavras eram modestas. Se se tivesse vangloriado do seu conhecimento, as pessoas teriam franzido o sobrolho. Não percas tempo, não descanses à noite – põe mãos à obra! Não rejeites a companhia agradável de um mentor ou do seu assistente: assim que entrares em contacto com mentes tão brilhantes, tornarás as tuas próprias palavras mais dignas.»

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21-26: «E mais uma coisa: nunca mais voltarás à tua visão limitada; isso seria menosprezar grandemente a devida deferência, a decência da humanidade. As plantas dignas acalmam o coração, e os pecados são perdoados. Os dons de um homem de mãos vazias são respeitados como tal. Até um homem pobre aperta um cabrito contra o peito enquanto se ajoelha. Deves mostrar deferência para com as autoridades e… isso ir-te-á acalmar.»

27-28: «Pronto, recitei-te o que o meu mestre revelou, e não o deves negligenciar. Deves prestar atenção — levá-lo a peito será para teu benefício!»

29-35: O escriba erudito respondeu humildemente ao seu supervisor: «Vou dar-te uma resposta ao que acabaste de recitar como se fosse um feitiço mágico, e uma refutação à tua canção encantadora entoada em voz alta. Não me faças passar por um ignorante — vou responder-te de uma vez por todas! Abriste-me os olhos como os de um cachorrinho e transformaste-me num ser humano. Mas por que continuas a impor-me regras como se eu fosse um preguiçoso? Qualquer um que ouvisse as tuas palavras sentir-se-ia insultado!»

36-41: « Tudo o que revelaste da arte da caligrafia já te foi retribuído. Puses-me a cargo da tua casa e nunca te servi com negligência. Atribuí tarefas às escravas, aos escravos e aos subordinados da tua casa. Mantive-os satisfeitos com rações, roupa e rações de azeite, e designei-lhes a ordem das suas tarefas, para que não tenhas de andar atrás dos escravos na casa do seu senhor. Faço isto assim que acordo e conduzo-os como se fossem ovelhas.»

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42-49: «Quando ordenaste que fossem preparadas oferendas, eu realizei-as para ti nos dias apropriados. Tornei as ovelhas e os banquetes atraentes, para que o teu deus se regozijasse. Quando o barco do teu deus chegar, as pessoas devem recebê-lo com respeito. Quando me ordenaste que fosse até aos limites dos campos, fiz com que os homens lá trabalhassem. É um trabalho exigente que não permite dormir nem à noite nem no calor do dia, se os lavradores quiserem dar o seu melhor nos limites dos campos. Restabeleci a qualidade dos teus campos, para que as pessoas te admirem. Seja qual for a tarefa que lhes atribuíste aos bois, eu excedi-a e completei integralmente as suas cargas para ti.»

50-53: « Desde a minha infância que me examinas e manténs um olho no meu comportamento, inspecionando-o como se fosse prata fina — não há limites para isso! Sem falar com grandiosidade — como é o teu defeito —, sirvo perante ti. Mas aqueles que se subestimam são ignorados por ti — saiba que quero deixar isto claro para ti.»

54-55: (O supervisor responde:) «Levanta agora a cabeça, tu que outrora foste um jovem. Podes voltar a tua mão contra qualquer homem, por isso age como convém.»

56-59: (O escriba fala:) «Graças a ti, que ofereceste orações e assim me abençoaste, que incutiste ensinamentos no meu corpo como se eu estivesse a consumir leite e manteiga, que demonstraste que o teu serviço foi incessante, experimentei o sucesso e não sofri nenhum mal.»

60-72: (O supervisor responde:) «Os professores, esses homens eruditos, devem valorizar-te grandemente. Tu, que na juventude te sentavas a ouvir as minhas palavras, alegraste o meu coração. Nisaba colocou na tua mão a honra de seres professor. Por ela, o destino que te foi determinado será alterado e, assim, serás generosamente abençoado. Que ela te abençoe com um coração alegre e te liberte de todo o desânimo… em tudo o que houver na escola, o lugar do conhecimento. A majestade de Nisaba… silêncio. Pelas tuas doces canções, até os pastores de vacas esforçar-se-ão gloriosamente. Pelas tuas doces canções, eu também me esforçarei e… Devem reconhecer que és um praticante (?) da sabedoria. Os pequeninos devem desfrutar, como da cerveja, da doçura das palavras decorosas: os especialistas trazem luz aos lugares escuros, levam-na aos becos e às ruas.»

73-74: Louvemos Nisaba, que trouxe ordem a… e fixou os limites dos distritos, a senhora cujos poderes divinos são poderes divinos que não têm rival!

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Conclusão

À primeira vista, a peça parece ser um texto elogioso que um licenciado sumério teria copiado e, talvez, recitado ao seu professor, e este pode ter sido exatamente o propósito a que a obra se destinava. Jeremy Black, no entanto, sugere uma interpretação diferente:

Tais composições têm sido frequentemente utilizadas como prova principal das condições de trabalho e das atitudes profissionais dos escribas da Antiga Babilónia. Mas as evidências arqueológicas provenientes das escolas de escribas mostram que esta obra e outras semelhantes foram copiadas pelos escribas em formação no decorrer da sua educação… isto significa que precisamos de refletir cuidadosamente sobre a forma como os próprios alunos as interpretavam. Será que reconheciam nestes diálogos um retrato fiel da vida escolar, ou uma realidade exagerada e humorística que apresentava apenas uma semelhança tangencial com as suas próprias experiências e sentimentos?

(pág. 277)

Black assinala vários exemplos de humor e sarcasmo na resposta do aluno, começando com «a tua canção encantadora entoada a gritar» (versos 30-31) e continuando ao longo do texto. Estas provocações ao professor (tais como «sem falar de forma grandiosa — como é o seu defeito», versos 51-52) sugerem que a obra se destinava a ser uma sátira e reflete mais a forma como o autor, que quase certamente teria sido professor, imaginava que um aluno gostaria de responder a um superior do que um registo de qualquer conversa real. Ao mesmo tempo, porém, o respeito que o professor e o seu antigo aluno demonstram um pelo outro é entendido como uma representação fiel desse tipo de relação nas escolas de escribas da antiga Suméria.

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Perguntas & Respostas

De que trata o artigo «O Conselho de um Supervisor a um Jovem Escriba»?

«Conselhos de um Supervisor a um Jovem Escriba» é um diálogo entre um professor (supervisor) e o seu aluno recém-formado na antiga Suméria. O texto tem sido interpretado tanto como uma sátira como um reflexo fiel da relação professor-aluno nas escolas sumérias.

Qual é a data de composição da obra «Conselhos de um Supervisor a um Jovem Escriba»?

O «Conselho de um supervisor a um jovem escriba» data do Período da Antiga Babilónia, aproximadamente entre 2000 e 1600 a.C.

Por que razão é importante a obra «O Conselho de um Supervisor a um Jovem Escriba»?

A obra «O Conselho de um Supervisor a um Jovem Escriba» é importante porque é considerada uma representação fiel da formação e das funções de um escriba, bem como da relação de respeito entre professores e alunos na antiga Suméria; ao mesmo tempo, é vista como uma visão satírica dessa relação.

Será que «O Conselho de um Supervisor a um Jovem Escriba» é preciso?

«O Conselho de um Supervisor a um Jovem Escriba» é uma obra literária, não um livro de história, pelo que não tem de ser historicamente preciso. As funções descritas pelo jovem escriba, no entanto, constituem uma representação fiel das responsabilidades de um escriba na antiga Suméria.

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Mark, J. J. (2026, setembro 19). O Conselho de um Supervisor a um Jovem Escriba. (F. Oliveira, Tradutor). World History Encyclopedia. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2106/o-conselho-de-um-supervisor-a-um-jovem-escriba/

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Mark, Joshua J.. "O Conselho de um Supervisor a um Jovem Escriba." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, setembro 19, 2026. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2106/o-conselho-de-um-supervisor-a-um-jovem-escriba/.

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