Gilgamesh e o Touro do Céu

Joshua J. Mark
por , traduzido por Filipa Oliveira
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Gilgamesh e o Touro do Céu é um poema sumério que relata o evento, agora famoso pela A Epopeia de Gilgamesh, em que a deusa Inanna/Ishtar envia o touro celestial para atacar Gilgamesh depois que rejeita as suas investidas. A epopeia altera vários detalhes do poema original, que termina com elogios a Inanna em vez da condenação de Enkidu.

Gilgamesh Wrestling Two Bulls
Gilgamesh Lutando Contra Dois Touros Osama Shukir Muhammed Amin (Copyright)

O poema era originalmente conhecido como sul-me-kam, traduzido como "Herói na Batalha", mas hoje é mais conhecido pelo título atual. Foi escrito em algum momento antes do Período Ur III (2047-1750 a.C.) a partir de uma tradição oral anterior. As cópias existentes da obra provêm principalmente das ruínas das antigas cidades de Nipur e Me-Turan (atual Tell Haddad), no Iraque, descobertas no início do século XX, e complementadas por outros fragmentos encontrados noutros lugares.

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A obra não está tão bem preservada quanto os outros poemas sumérios que acabariam por ser utilizados na composição d'A Epopeia de Gilgamesh (cerca de 2150-1400 a.C.), e as traduções modernas dependem de várias cópias para preencher as linhas em falta dos vários tabuinhas e fragmentos. A linha de abertura, "Cantarei a canção do homem da batalha", ecoa na famosa primeira linha da Eneida de Virgílio (cerca de 30 a.c.-19 a.C.), "Canto das armas e de um homem", mas não se sabe se há alguma ligação direta entre as duas obras, o que parece improvável.

O poema só foi traduzido em meados do século XX, mas desde então tem sido reconhecido como uma das cinco primeiras obras sumérias cujos contos foram reelaborados como A Epopeia de Gilgamesh:

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Tal como acontece com outros contos que têm Gilgamesh como protagonista, acredita-se que este poema se baseia no quinto rei histórico de Uruk (Uruque), cujo reinado foi tão impressionante que deu origem a lendas sobre a sua força sobre-humana. O Touro do Céu é frequentemente associado ao deus Gugalanna, consorte de Ereshkigal, rainha do submundo, e acredita-se que a sua morte tenha inspirado a ação de A Descida de Inanna (cerca de 1900-1600 a.C.), na qual Inanna, após ter causado a morte de Gugalanna ao enviá-lo contra Gilgamesh, é derrotada pela sua irmã Ereshkigal.

Resumo

O poema começa com o narrador elogiando Gilgamesh como um "homem de batalha" no Segmento A, que então é interrompido. O Segmento B começa com Inanna recusando a entrada de Gilgamesh no seu templo (o E-ana) e Gilgamesh respondendo que não deseja tomar o lugar dela, mas que ela também não tem o direito de interferir nos seus assuntos. A referência a um dossel nas linhas B3-B6 não é clara, mas foi interpretada por alguns estudiosos (incluindo A. R. George e Samuel Noah Kramer) como sugerindo um casamento; e que Inanna pediu Gilgamesh em casamento, que recusou, rejeitando-a e inspirando o seu desejo de vingança.

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Enkidu sobe na cauda do touro, distraindo-o, e Gilgamesh o mata-o com um golpe na cabeça com seu machado.

Se esta interpretação estiver correta, então esta parte referre-se diretamente à mesma história contada mais tarde na Epopeia de Gilgamesh, quando Ishtar se propõem a Gilgamesh e ele a rejeita. Em alguns poemas, como Gilgamesh, Enkidu e o Submundo, Gilgamesh é apresentado como irmão de Inanna e, aqui, também aparece como um semideus, filho da deusa Ninsun, que, mesmo assim, parece ter esquecido o seu lugar ao tratar Inanna de forma desrespeitosa, dizendo-lhe que fará o que bem entender. A referência a Ninegal, deusa dos palácios, parece sugerir que ela ficará do lado dele, o rei, contra Inanna (linhas B13-B18).

Inanna responde pedindo ao deus An (Anu) o Touro do Céu para punir Gilgamesh, mas ele recusa (linhas B31-B49), e Inanna então diz-lhe que, se ele não a deixar fazer o que quer, ela gritará — e será um grito tão alto que ressoará entre o céu e a terra. Em alguns manuscritos, ela apenas ameaça gritar, enquanto noutros ela realmente grita. Anu fica assustado e dá-lhe o touro (linhas B50-B-54). Esta passagem difere da mesma cena na Epopeia de Gilgamesh, em que Ishtar ameaça derrubar as paredes do submundo e libertar os mortos para devorar os vivos.

As linhas 55 até à conclusão relatam a destruição causada pelo touro e a batalha entre a grande besta e Gilgamesh, que é auxiliado pelo seu amigo (em alguns manuscritos, servo) Enkidu. A reação inicial de Gilgamesh é ignorar a criatura — mesmo que ela esteja bebendo rios e destruindo pastagens e árvores — enquanto ele bebe (presumivelmente, cerveja) e diz ao seu músico da corte, Lugal-gabajal, para afinar as cordas da lira e continuar a tocar (linhas B64-B67). No manuscrito Me-Turan, ele então consulta a mãe, a deusa Ninsun, embora se tenha perdido a resposta.

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Ela parece encorajá-lo a agir, no entanto, pois ele e Enkidu então atacam o touro. Enkidu sobe na cauda do touro, distraindo-o, e Gilgamesh mata-o com um golpe na cabeça com o seu machado. Ele arremessa a coxa do touro contra Inanna, que assistia à batalha das muralhas da cidade, e então corta o touro em pedaços com a sua faca. Na Epopeia de Gilgamesh, é Enkidu quem arremessa a perna do touro morto contra a deusa, e esta afronta, juntamente com o papel que ele desempenhou na morte de Humbaba na Floresta de Cedros, o condena à morte.

Face of the Demon Humbaba
Face do demónio Humbaba Osama Shukir Muhammed Amin (Copyright)

No final do poema, porém, nenhum dos heróis é ameaçado com qualquer tipo de represália por matar o touro ou insultar a deusa. A tabuinha de Nipur interrompe-se, mas o manuscrito de Me-Turan conclui com o elogio de Inanna pela morte do touro. Como observado, a peça é muito mais fragmentária do que outras, e entende-se que pode haver versos em falta.

Nas linhas D49-D52 do manuscrito Me-Turan, Gilgamesh diz ao touro morto que o que ele lhe fez, ele também o fará a Inanna, mas nenhum manuscrito menciona qualquer punição por este desafio à deusa ou pela morte do touro. Esta omissão pode ter inspirado o escriba babilónico Shin-Leqi-Unninni (que escreveu entre 1300 e 1000 a.C.), autor da versão padrão d'A Epopeia de Gilgamesh, a punir Enkidu pela afronta, já que a falta de qualquer resposta divina parece deixar a narrativa incompleta.

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Texto

O trecho a seguir foi retirado do The Electronic Corpus of Sumerian Literature, (ETCSL O Corpus Eletrónico da Literatura Suméria) traduzido pelo estudioso Jeremy Black et al.. As elipses indicam palavras ou linhas ausentes, enquanto os pontos de interrogação sugerem traduções alternativas para uma palavra. Os segmentos A e B vêm de "uma versão de proveniência desconhecida, complementada pelo manuscrito de Nipur", e a peça é concluída aqui usando as últimas linhas do manuscrito de Me-Turan. Nomes como Gilgamesh, Inanna e Uruk são apresentados aqui na sua grafia padrão.

Segmento A

A1-A4: Cantarei a canção do homem da batalha, o homem da batalha. Cantarei a canção do senhor Gilgamesh, o homem da batalha, cantarei a canção dele com os membros bem proporcionados, o homem da batalha. Cantarei a canção do poderoso... senhor, o homem da batalha.

A5-A11: Cantarei a canção do senhor com a barba muito negra, o homem da batalha. Cantarei a canção da ... força atlética, o homem da batalha. ...... o rei, o homem ...; meu rei ..., meu senhor ... jardim ... ... pátio, ... jipar; (1 ms. tem em vez disso:... sua mãe que o deu à luz falou ao senhor: "Meu rei ...... no rio, meu senhor ... seu jardim." 2 linhas pouco claras – número desconhecido de linhas em falta)

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Segmento B

2 linhas pouco claras

B3-B6: No grande pátio, sem que houvesse qualquer combate, um homem ... Ela percebeu o dossel, o dossel ..., a sagrada Inana percebeu o dossel, do palácio do abzu, ela percebeu o dossel ...:

B7-B12: "Meu touro selvagem, meu ... homem, não vou deixá-lo ir! Senhor Gilgamesh, meu touro selvagem, meu... homem, não vou deixá-lo ir! Não vou deixá-lo ir para fazer justiça no E-ana! Não vou deixá-lo ir para pronunciar veredictos no meu jipar sagrado! Não vou deixá-lo ir para fazer justiça no E-ana amado por An! Gilgamesh, que seja..., que seja...!"

B13-B18: (Gilgamesh fala:) "Certamente não tentarei tomar a parte de Inanna em seu jipar. Ninegal não ... por causa da minha força valorosa. Mas Inana, senhora, não bloqueie meu caminho também! Meu desejo é capturar (?) touros da montanha, para encher os currais. Desejo capturar (?) ovelhas da montanha, para encher os currais. Desejo ... prata e cornalina."

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B19-B30: A rainha falou com um bufo; Inanna falou com um bufo: "... digo-te. ... digo-te. ..., Gilgamesh."
7 linhas danificadas

B31-B36: (An fala:) "Suas entranhas (?)... Sua pele... Seu sangue..."
1 linha danificada
"Inanna, isso vai turvar as águas; vai... bosta de vaca. Minha amada por An, ..."

B37-B41: Ele deixou que ela segurasse a coleira. An... "Minha filha, a quem pertence?" (1 ms. tem em vez disso: "Minha filha, de que serviria?") "Isso vai agitar as águas, vai deixar... fezes de vaca...! Se o grande touro for solto, ... Uruk! Se o grande touro for solto contra Gilgamesh, ... Uruk! Não lhe darei aquilo que leva o meu próprio nome."

B42-B45: ( Inanna fala:) "Talvez ele turve as águas e deixe fezes gigantescas – mas deixe meu pai dar-me o Touro do Céu, para que eu possa matar o senhor, para que eu possa matar o senhor, para que eu possa matar o senhor, senhor Gilgamesh!"

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B46-B49: O grande An respondeu à santa Inanna: "Minha filha, o Touro do Céu não teria pasto, pois seu pasto está no horizonte. Donzela Inanna, o Touro do Céu só pode pastar onde o sol nasce. Portanto, não lhe posso dar o Touro do Céu!"

B50-B51: A sagrada Inanna respondeu-lhe: "Eu gritarei e farei com que a minha voz alcance o céu e a terra!"

B52-B54: Ele ficou assustado, ele ficou assustado. (1 ms. acrescenta aqui:... ficou assustado com Inanna.) O Grande An respondeu à sagrada Inanna: "Eu lhe darei o Touro do Céu." (em vez das linhas 52-54, aproximadamente, 1 ms. tem: Ela fez sua voz chegar ao céu ..., ela fez sua voz chegar à terra; ela fez sua voz chegar ao céu ..., ela fez sua voz chegar à terra. Ela os cobriu como uma roupa de lã, ela se espalhou sobre eles como uma roupa de linho. ... quem poderia falar com ela? ... quem poderia falar com ela? ... deu ...)

B55-B63: De maneira masculina, a donzela Inanna agarrou-o pela corda de lápis-lazúli. A sagrada Inanna trouxe o Touro do Céu para fora (1 ms. tem em vez disso: para baixo ). Em Uruk, o Touro devorou a pastagem e bebeu a água do rio em grandes goles. A cada gole, ele consumia uma milha do rio, mas a sua sede não era saciada. Ele devorou a pastagem e despojou a terra. Ele quebrou as palmeiras de Uruk, dobrando-as para caberem na sua boca. Quando estava em pé, o Touro submergiu Uruk. A própria presença (1 ms. tem em vez disso: o nome) do Touro do Céu submergiu Kulaba.

B64-B67: Seu músico ... Ao olhar para cima ..., inclinando-se (?) ...
1 linha pouco clara
(1 ms. tem em vez disso: Então o senhor Gilgamesh ... seu músico.)

(um segundo manuscrito tem em vez disso: Gilgamesh ... seu músico Lugal-gabajal. "Meu músico, afine suas cordas, ... dê-me uma bebida, ... ... bronze ... em sua mão ... Seu músico ...")

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(um terceiro manuscrito tem em vez disso: ... respondeu a Lugal-gabajal: "Lugal-gabajal, afine suas cordas; eu quero beber!" (Lugal-gabajal responde:) "... beber, é por isso que nada do que tem é importante." ... respondeu a Lugal-gabajal.)

(em vez das linhas 64-67, um quarto manuscrito tem:
3 linhas ilegíveis

... beba, senhor ... ... beba, senhor ...
7 linhas em falta ou pouco claras
... Uruk ...)

B68-B83: Senhor Gilgamesh ... Inanna ... o Touro do Céu. Em Uruk, o Touro ..., e bebeu a água do rio em grandes goles. A cada gole, consumia uma milha do rio, mas a sua sede não era saciada. Ele devorou a pastagem e deixou a terra nua. (1 ms. acrescenta aqui: Sua senhora ... Gilgamesh ... disse: "Minha mãe ..., minha irmã ..., levará ... o gado para as suas estacas de amarração, levará ... as ovelhas para as suas estacas de amarração, levará ... para as suas estacas de amarração." Gilgamesh ..., "Touro do Céu, sim, , ...; sim, – não ..." Gilgamesh ...)
5 linhas pouco claras
"Eles deitarão o seu cadáver nas ruas desertas e jogarão os seus intestinos na praça ampla. Eles enviarão a sua carcaça para o açougueiro, e eu distribuirei a sua carne em cestas para os filhos das viúvas que são cidadãos da minha cidade ... Farei frascos com os seus dois chifres para derramar óleo fino para Inanna em E-ana."

B84-B90: Inanna observava do alto das muralhas. O touro mugia na poeira, e Gilgamesh caminhava (?) à sua frente enquanto Enkidu subia pela corda do seu ... Seus concidadãos se aproximaram ... Ele os cobriu de poeira, como um bezerro jovem não acostumado ao jugo. Enkidu ficou atrás do Touro e deu a volta... (1 ms. tem em vez disso: Ele colocou... e agarrou a cauda.) Ele falou ao seu mestre Gilgamesh:

B91-B103: " Ho! Magnífico, estendendo o seu bastão de comando, nascido de linhagem nobre, esplendor dos deuses, touro furioso pronto para a batalha, que é respeitado como o grande senhor Gilgamesh de Uruk! Sua mãe era verdadeiramente habilidosa em dar à luz filhos, e a sua ama era verdadeiramente habilidosa em amamentar seus protegidos! (1 ms. acrescenta: Senhor nascido de linhagem nobre, ...) Não tema — o guerreiro sem força ... ele mesmo (?). Lá onde a estrada é reta ... ... machado ... "
4 linhas pouco claras

número desconhecido de linhas em falta

Manuscrito Me-Turan: Segmento D, Última Seção:

D33-D38: O Touro ... na poeira. Gilgamesh ... e Enkidu ... Seus concidadãos ... ... com poeira, como um bezerro jovem não acostumado ao jugo. Enkidu ficou ao lado (?) da cabeça do Touro e falou com Gilgamesh:

D39-D44: "Ho! magnífico, estendendo o seu cajado de autoridade, nascido de linhagem nobre, esplendor dos deuses, touro de coração furioso, pronto para a batalha, guerreiro, ... sua mão ... O povo ..., o povo ..."

D45-D48: Quando Enkidu falou assim a Gilgamesh, o próprio Gilgamesh golpeou o crânio do touro com o seu machado de sete talentos. O touro empinou tão alto, tão alto que perdeu o equilíbrio. Ele espirrou como chuva, espalhou-se como a colheita.

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D49-D52: O rei pegou a faca na mão, como se fosse um mestre cozinheiro. Ele atingiu Inanna com uma coxa, fê-la fugir como um pombo e demoliu aquelas muralhas. Ao lado (?) da cabeça do touro, o rei chorou lágrimas amargas: "Assim como o posso destruir, farei o mesmo com ela (?)."

D53-D59: Enquanto falava, jogou a pele do touro nas ruas, jogou os intestinos na praça e os filhos das viúvas da sua cidade levaram a sua parte da carne em cestas. Ele entregou a carcaça ao açougueiro e transformou os dois chifres em jarros para servir óleo fino a Inanna em E-ana.
Pela morte do Touro do Céu: santa Inanna, é doce louvá-la!

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Perguntas & Respostas

O que é Gilgamesh e o Touro do Céu?

Gilgamesh e o Touro do Céu é um antigo poema sumério que relata a história posteriormente contada na 'Epopeia de Gilgamesh', sobre a deusa Inanna/Ishtar que envia o touro celestial para matar o herói Gilgamesh; em vez disso, os heróis Gilgamesh e Enkidu matam o touro.

Quais são as diferenças entre o poema Touro do Céu e 'Epopeia de Gilgamesh'?

Em Gilgamesh e o Touro do Céu, não fica claro porque é que a deusa está zangada com Gilgamesh; a deusa ameaça gritar, não derrubar as paredes do submundo; é Gilgamesh quem arremessa a perna do touro morto contra a deusa (não Enkidu); e não há punição por matar o touro ou insultar a deusa.

Quando é que foi escrito Gilgamesh e o Touro do Céu?

Gilgamesh e o Touro do Céu foi escrito em algum momento antes do Período Ur III, entre 2047 e 1750 a.C.

Quando foi redescoberto Gilgamesh e o Touro do Céu?

Gilgamesh e o Touro do Céu foi redescoberto no início do século XX e traduzido antes de 1940. Foi encontrado em Nipur e Me-Turan (atual Tell-Haddad), bem como noutros locais no Iraque.

Bibliografia

A Enciclopédia da História Mundial é uma Associada da Amazon e recebe uma contribuição na venda de livros elígiveis

Sobre o Tradutor

Filipa Oliveira
Jornalista brasileiro que vive no Rio de Janeiro. Seus principais interesses são a República Romana e os povos da Mesoamérica, entre outros temas.

Sobre o Autor

Joshua J. Mark
Joshua J. Mark é cofundador e diretor de conteúdo da World History Encyclopedia. Anteriormente, foi professor no Marist College (NY), onde lecionou história, filosofia, literatura e redação. Viajou extensivamente e morou na Grécia e na Alemanha.

Cite Este Artigo

Estilo APA

Mark, J. J. (2025, dezembro 27). Gilgamesh e o Touro do Céu. (F. Oliveira, Tradutor). World History Encyclopedia. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2133/gilgamesh-e-o-touro-do-ceu/

Estilo Chicago

Mark, Joshua J.. "Gilgamesh e o Touro do Céu." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, dezembro 27, 2025. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2133/gilgamesh-e-o-touro-do-ceu/.

Estilo MLA

Mark, Joshua J.. "Gilgamesh e o Touro do Céu." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, 27 dez 2025, https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2133/gilgamesh-e-o-touro-do-ceu/.

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