Gilgamesh, Enkidu e o Submundo

Joshua J. Mark
por , traduzido por Filipa Oliveira
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Gilgamesh, Enkidu e o Submundo é um poema sumério anterior à A Epopeia de Gilgamesh e que apresenta os seus personagens centrais. Às vezes, ele é incluído nas traduções modernas como Livro 12, mas geralmente é omitido, pois não se encaixa na forma narrativa do enredo da epopeia. É famoso pela descrição das almas na vida após a morte.

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Gilgamesh Lutando Contra Dois Touros Osama Shukir Muhammed Amin (Copyright)

O estudioso Jeremy Black afirma que não é possível datar com precisão o poema (assim como outros), enquanto a estudiosa Alhena Gadotti sustenta que ele data do Período Ur III (2047-1750 a.C. ou, de acordo com os cálculos de alta cronologia de Gadotti, cerca de 2100-2000 a.C.). O poema é semelhante em visão à Morte de Ur-Nammu, datada do reinado de Shulgi de Ur (2029-1982 a.C.) do Período Ur III. É uma das cinco obras sumérias que apresentam Gilgamesh, que foram eventualmente reunidas e sintetizadas na escrita do épico cerca de 2150-1400 a.C.. A estudiosa Stephanie Dalley apresenta as seguintes obras:

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A peça é geralmente omitida nas traduções modernas, que tratam do texto babilónico padrão de onze tabuinhas, porque Enkidu morre na Tabuinha 7, enviando Gilgamesh na sua busca pelo significado da vida que compõe o resto da história. O reaparecimento repentino de Enkidu na Tabuinha 12 não faz sentido, a menos que, como alguns estudiosos afirmam, ele seja um fantasma. No entanto, a afirmação não é apoiada pelo texto.

O início da obra, em que o deus Enki é atingido por uma tempestade no seu barco, é semelhante a uma cena famosa do Mito de Adapa, enquanto o incidente envolvendo a deusa Inanna e a árvore halub é a mesma história contada no poema Inanna e a Árvore Huluppu. A parte única da obra são as linhas 151-303, nas quais dois objetos mágicos amados por Gilgamesh caem no submundo e Enkidu vai buscá-los. O relato sobre as almas no reino das trevas é considerado uma das primeiras visões imaginativas da vida após a morte na Mesopotâmia.

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Resumo e Comentário

O poema começa num tempo indeterminado há muito tempo, "Naqueles dias, naqueles dias distantes, naquelas noites, naquelas noites remotas, naqueles anos, naqueles anos distantes", quando os deuses dividiram os seus reinos — An (Anu) o céu, Enlil a terra, Ereshkigal o submundo — e passa rapidamente para a ação de Enki, deus da sabedoria, navegando o seu barco no meio de uma tempestade. Os ventos da tempestade arrancam uma árvore halub, que Inanna leva para a sua cidade de Uruk (Uruque) e planta, na esperança de transformá-la em móveis quando estiver adulta (linhas 1-35).

As linhas 205-303 são em grande parte uma visão sombria do destino das almas dos mortos, exceto para crianças nados-mortas.

Depois de crescida, uma cobra, um pássaro e uma donzela demoníaca passam a morar na árvore, impedindo Inanna de colhê-la, e ela pede ajuda ao seu irmão Utu-Shamash, o deus do sol, mas ele recusa (linhas 36-90). Ela então pede ajuda ao seu irmão Gilgamesh, que mata a cobra, afugenta os outros, corta a árvore e cria dois itens mágicos para si mesmo — o ellag e o ekidma — que não são definidos (linhas 91-150). O estudioso Samuel Noah Kramer foi o primeiro a sugerir que eles são um tambor de guerra e baquetas.

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Gilgamesh adora os seus ellag e ekidma e brinca com eles na praça da cidade, exaurindo os jovens da cidade que têm que brincar com ele, o que, na interpretação de Kramer, é interpretado como Gilgamesh chamando-os às armas e fazendo guerra para "se elogiar a si mesmo". As mulheres — mães, viúvas e irmãs — reclamam aos deuses, e os itens caem no submundo. Gilgamesh tenta alcançá-los, mas não consegue, então Enkidu, apresentado aqui como seu servo, oferece-se como voluntário e Gilgamesh dá-lhe instruções rígidas sobre como se deve comportar quando lá chegar (linhas 151-204).

As linhas 205-303 relatam como Enkidu ignora as instruções, faz exatamente o oposto e é mantido no submundo. Gilgamesh apela a Enlil, que o ignora, e depois a Enki, que ordena a Utu-Shamash que traga Enkidu de volta. Quando ele regressa ao mundo, conta a Gilgamesh o que viu lá embaixo num diálogo que teria servido, em parte, para incentivar os valores culturais, como o casamento e muitos filhos, mas é em grande parte uma visão sombria do destino das almas dos mortos, exceto para crianças nados-mortas, que "brincam numa mesa de ouro e prata, carregada de mel e ghee" (linha 297). A obra, na forma como se encontra hoje, termina com o destino daqueles que morrem queimados e não têm vida após a morte, pois transformam-se em fumaça.

O Texto

A passagem a seguir foi retirada de The Literature of Ancient Sumer, (A Literatura da Antiga Suméria) traduzido por Jeremy Black et al.. Por uma questão de espaço, este trecho começa na linha 91. Os pontos de suspensão indicam palavras ou frases ausentes e os pontos de interrogação indicam uma tradução alternativa de uma palavra ou frase.

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91-113: Quando o amanhecer despontava, quando o horizonte se iluminava, quando os passarinhos, ao raiar do dia, começavam a cantar, quando Utu deixava o seu quarto, a sua irmã sagrada Inanna disse ao guerreiro Gilgamesh: "Meu irmão, naqueles dias em que o destino foi determinado, quando a abundância transbordava na Terra, quando An tomou os céus para si, quando Enlil tomou a terra para si, quando o mundo inferior foi dado a Ereshkigal como um presente; quando ele zarpou, quando ele zarpou, quando o pai zarpou para o mundo inferior, quando Enki zarpou para o mundo inferior — contra o senhor surgiu uma tempestade de pequenos granizos, contra Enki surgiu uma tempestade de grandes granizos. Os pequenos eram martelos leves, os grandes eram como pedras de catapultas (?). A quilha do pequeno barco de Enki tremia como se estivesse sendo atingida por tartarugas, as ondas na proa do barco se erguiam para devorar o senhor como lobos e as ondas na popa do barco atacavam Enki como um leão.

114-122: " Naquela época, havia uma única árvore, uma única árvore halub, uma única árvore (?), crescendo na margem do puro Eufrates, sendo regada pelo Eufrates. A força do vento sul a arrancou e arrancou os seus galhos, e o Eufrates a pegou e a levou embora. Eu, uma mulher, respeitosa das palavras de An, caminhava; eu, uma mulher, respeitosa das palavras de Enlil, caminhava, peguei a árvore e a levei para Uruk, para o luxuriante jardim de Inanna."

123-133: "A mulher plantou a árvore com os pés, mas não com as mãos. Inanna a regou usando os pés, mas não as mãos. Ela disse: 'Quando é que isto será uma cadeira exuberante na qual eu possa me sentar?'. Ela disse: 'Quandoé que isto será uma cama luxuriante na qual eu possa me deitar?' Cinco anos, dez anos se passaram, a árvore cresceu enormemente; sua casca, no entanto, não se rachou. Nas suas raízes, uma cobra imune a encantamentos fez seu ninho. Nos seus galhos, o pássaro Anzud criou seus filhotes. No seu tronco, a criada fantasma construiu sua moradia, a criada que ri com um coração alegre. Mas a sagrada Inana chorou!"

134-135: No assunto que sua irmã lhe contou, seu irmão, o guerreiro Gilgamesh, ficou ao lado dela.

136-150: Ele amarrou seu cinto de 50 minas de peso à cintura — 50 minas eram para ele como 30 siclos. Ele pegou seu machado de bronze usado para expedições, que pesava sete talentos e sete minas, na sua mão. Ele matou a cobra imune a encantamentos que vivia nas raízes. O pássaro Anzud que vivia nos galhos pegou os filhotes e foi para as montanhas. A donzela fantasma que vivia no tronco deixou (?) a sua morada e procurou refúgio no deserto. Quanto à árvore, ele a arrancou e arrancou os galhos, e os filhos da sua cidade, que foram com ele, cortaram os galhos e os amarraram. Ele a deu à sua irmã sagrada Inanna para sua cadeira. Ele a deu a ela para sua cama. Quanto a si mesmo, a partir das raízes, ele fez o seu ellag e, a partir dos galhos, ele fez o seu ekidma.

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151-165: Ele jogou ellag na ampla praça, sem nunca querer parar de jogar, e se elogiou na ampla praça, sem nunca querer parar de se elogiar. Para (?) ele, que formou a equipa dos filhos das viúvas..., eles lamentaram: "Ó meu pescoço! Ó meus quadris!" Para aqueles que tinham mãe, a mãe trouxe pão para o filho; para aqueles que tinham irmã, a irmã serviu água para o irmão. Quando a noite chegou, ele marcou o local onde o ellag havia sido colocado, pegou seu ellag à sua frente e o levou para casa. Mas, de manhã cedo, quando ele ... o local marcado, a acusação das viúvas e a queixa das jovens fizeram com que seu ellag e seu ekidma caíssem no fundo do mundo subterrâneo. Ele tentou com a mão, mas não conseguiu alcançá-los; tentou com o pé, mas não conseguiu alcançá-los.

166-175: No portão de Ganzer, em frente ao mundo inferior, ele se sentou. Gilgamesh chorou, chorando amargamente: "Ó meu ellag! Ó meu ekidma! Ó meu ellag, ainda não estou saciado com os seus encantos, o jogo com ele ainda não me cansou! Se ao menos meu ellag ainda me estivesse esperando na casa do carpinteiro! Eu trataria a esposa do carpinteiro como minha própria mãe — se ao menos ela ainda estivesse lá esperando por mim! Eu trataria a filha do carpinteiro como minha irmãzinha — se ao menos ela ainda estivesse lá esperando por mim! Meu ellag caiu no mundo inferior — quem o recuperará para mim? Meu ekidma caiu em Ganzer — quem o recuperará para mim?"

176-179: Seu servo Enkidu respondeu: "Meu rei, chora; por que o seu coração se preocupa? Hoje eu recuperarei seu ellag do mundo inferior, recuperarei seu ekidma de Ganzer."

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180-183: Gilgamesh respondeu a Enkidu: "Se hoje descer ao mundo subterrâneo, deixe-me aconselhá-lo! Minhas instruções devem ser seguidas. Deixe-me falar! Preste atenção às minhas palavras!"

184-198: " Não deve vestir roupas limpas: eles reconheceriam imediatamente que é um estranho. Não deve ungir-se com óleo fino de uma tigela: eles o cercarão pelo cheiro. Não deve atirar bastões no mundo subterrâneo: aqueles atingidos pelos bastões o cercarão. Não deve segurar um bastão de madeira de corniso na mão: os espíritos se sentirão insultados por si. Não deve calçar sandálias. Não deve gritar no mundo subterrâneo. Não deve beijar a sua amada mulher. Não deve bater na sua mulher, mesmo que esteja irritado com ela. Não deve beijar o seu amado filho. Não deve bater no seu filho, mesmo que esteja irritado com ele. O clamor suscitado iria detê-lo no mundo subterrâneo."

199-204: "Aquela que jaz ali, aquela que jaz ali, a mãe de Ninazu que jaz ali — seus ombros puros não estão cobertos por uma vestimenta, e nenhum linho está estendido sobre seus seios puros. Ela tem dedos como picaretas, ela arranca os cabelos como alho-poró."

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205-220: Enkidu, no entanto, não deu ouvidos às palavras do seu mestre. Ele vestiu suas roupas limpas, e eles reconheceram que ele era um estranho. Ele ungiu-se com óleo fino de uma tigela e eles o cercaram ao sentir o cheiro. Ele atirou paus no mundo subterrâneo e aqueles que foram atingidos pelos paus o cercaram. Ele segurava um bastão de madeira de corniso na mão e os espíritos se sentiram insultados por ele. Ele calçou sandálias. Ele causou irritação no mundo subterrâneo. Ele beijou sua amada mulher e bateu nela quando ficou irritado com ela. Ele beijou seu amado filho e bateu nele quando ficou irritado com ele. Ele provocou um clamor e foi detido no mundo subterrâneo.

221-228: O guerreiro Gilgamesh, filho de Ninsumun, dirigiu os seus passos por conta própria para E-kur, o templo de Enlil. Ele chorou diante de Enlil: "Pai Enlil, meu ellag caiu no mundo inferior, meu ekidma caiu em Ganzer. Enkidu desceu para recuperá-los, mas o mundo inferior o capturou. Namtar não o capturou, os Asag não o capturaram; mas o mundo subterrâneo o capturou. O demónio udug de Nergal, que não poupa ninguém, não o capturou, mas o mundo subterrâneo o capturou. Ele não caiu em batalha no campo da masculinidade, mas o mundo subterrâneo o capturou."

229: O pai Enlil não o apoiou nesta questão, então ele foi para Eridu.

230-236: Em Eridu, ele dirigiu os seus passos por conta própria ao templo de Enki. Ele chorou diante de Enki: "Pai Enki, meu ellag caiu no mundo inferior, meu ekidma caiu em Ganzer. Enkidu desceu para recuperá-los, mas o mundo inferior o capturou. Namtar não o capturou, os Asag não o capturaram; mas o mundo inferior o capturou. O demónio udug de Nergal, que não poupa ninguém, não o capturou, mas o mundo inferior o capturou. Ele não caiu em batalha no campo da masculinidade, mas o mundo inferior o capturou."

237: O pai Enki apoiou-o nesta questão.

238-242: Ele disse ao jovem guerreiro Utu, filho de Ningal: "Abra imediatamente um buraco no mundo subterrâneo e traga o seu servo do mundo subterrâneo!" Ele abriu um buraco no mundo subterrâneo e trouxe o seu servo com a sua brisa (?) do mundo subterrâneo.

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243-246: Eles se abraçaram e se beijaram. Eles se cansaram um ao outro com perguntas: "Viu a ordem do mundo subterrâneo? – Se ao menos me contasse, meu amigo, se ao menos me contasse!"

247-252: "Se eu te contar a ordem do mundo inferior, sente-se e chore! Eu vou sentar e chorar! ..., que seu coração se alegrou ao tocar, é ..., vermes o infestam como uma roupa velha (?); como ... de (?) uma fenda, está cheio de poeira."

253: " Ai de mim!", disse ele e sentou-se na poeira.

254-267: "Viu aquele que tinha um filho?"

"Eu o vi."

"Como está ele?"

"Ele chora amargamente diante da estaca de madeira que foi cravada na sua parede."

"Viu aquele que tinha dois filhos?"

"Eu o vi."

"Como está ele?"

"Ele está sentado em cima de dois tijolos, comendo pão."

"Viu aquele que tinha três filhos?"

"Eu o vi."

"Como está ele?"

"Ele bebe água de um cantil de sela."

"Viu aquele que tinha quatro filhos?"

"Eu o vi."

"Como está ele?"

"Seu coração se alegra como o de um homem que tem quatro jumentos para atrelar."

"Viu aquele que tinha cinco filhos?"

"Eu o vi."

"Como está ele?"

"Como um bom escriba, ele é incansável, entra facilmente no palácio."

"Viu aquele que tinha seis filhos?"

"Eu o vi."

"Como está ele?"

"Ele é alegre como um lavrador."

"Viu aquele que tinha sete filhos?"

"Eu o vi."

"Como está ele?"

"Como companheiro dos deuses, ele se senta num trono e ouve julgamentos."

268-285: "Viu o eunuco do palácio?"

"Eu o vi."

"Como está ele?"

"Como um bastão alala inútil, ele está encostado num canto."

"Viu a mulher que nunca deu à luz?"

"Eu a vi."

"Como está ela?"

"Como um... pote, ela é jogada fora violentamente, ela não dá alegria a nenhum homem."

"Viu o jovem que nunca tirou a roupa da esposa?"

"Eu o vi."

"Como está ele?"

"Termina uma corda, e ele chora sobre a corda."

"Viu a jovem que nunca tirou a roupa do marido?"

"Eu a vi."

"Como está ela?"

"Termina um tapete de junco, e ela chora pelo tapete de junco."

"Viu aquele que não tinha herdeiro?"

"Eu o vi."

"Como está ele?"

"Como aquele que... tijolos (?), ele come pão."

"...?" "Eu o vi."

"Como ele está?"
7 linhas fragmentadas ou em falta

286-303: " Viu ...?"

"Sua comida é separada, sua água é separada, ele come a comida que lhe é oferecida (?), ele bebe a água que lhe é oferecida (?)."

"Viu o leproso?"

"Ele se contorce como um boi enquanto os vermes o devoram."

"Viu aquele que caiu em batalha?"

"Eu o vi."

"Como está ele?"

"Seu pai e sua mãe não estão lá para segurar sua cabeça, e sua esposa chora."

"Viu o espírito daquele que não tem oferendas funerárias?"

"Eu o vi."

"Como está ele?"

"Ele come restos e migalhas... jogados na rua."

"Viu o ser atingido pela borda de um navio? Como está ele?"

"'Ai, minha mãe!' o homem grita para ela, enquanto puxa a prancha do navio ..., ele ... trave transversal ... migalhas."

"Viu os meus filhos nados-mortos que nunca conheceram a existência?"

"Eu os vi."

"Como estão eles?"

"Eles brincam numa mesa de ouro e prata, repleta de mel e ghee."

"Viu aquele que morreu ...?"

"Eu o vi."

"Como está ele?"

"Ele está deitado numa cama dos deuses."

"Viu aquele que foi incendiado?"

"Não o vi. O seu espírito não está por aqui. O seu fumo subiu para o céu."

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Perguntas & Respostas

O que é o Gilgamesh, Enkidu e o Submundo?

É um poema sumério anterior à 'Epopeia de Gilgamesh' e, por vezes, aparece como Livro 12 nas traduções modernas. Pensa-se que tenha influenciado a visão da vida após a morte na epopeia e é uma das primeiras visões imaginativas do submundo mesopotâmico.

O que é Gilgamesh, Enkidu e o Submundo?

O poema relata como Gilgamesh perde dois itens mágicos que caem no submundo. Enkidu vai buscá-los, regressa ao reino mortal e conta a Gilgamesh o que viu na vida após a morte.

Quando foi escrito Gilgamesh, Enkidu e o Submundo?

De acordo com alguns estudiosos, o poema não pode ser datado. De acordo com outros, ele data do Período Ur III, estimado entre 2100-2000 a.C. ou 2047-1750 a.C.

Por que Gilgamesh, Enkidu e o Submundo são importantes?

O poema é importante como uma visão inicial da vida após a morte na Mesopotâmia, mas também pela forma como pode ter influenciado a Epopeia de Gilgamesh.

Sobre o Tradutor

Filipa Oliveira
Jornalista brasileiro que vive no Rio de Janeiro. Seus principais interesses são a República Romana e os povos da Mesoamérica, entre outros temas.

Sobre o Autor

Joshua J. Mark
Joshua J. Mark é cofundador e diretor de conteúdo da World History Encyclopedia. Anteriormente, foi professor no Marist College (NY), onde lecionou história, filosofia, literatura e redação. Viajou extensivamente e morou na Grécia e na Alemanha.

Cite Este Artigo

Estilo APA

Mark, J. J. (2026, janeiro 05). Gilgamesh, Enkidu e o Submundo. (F. Oliveira, Tradutor). World History Encyclopedia. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2128/gilgamesh-enkidu-e-o-submundo/

Estilo Chicago

Mark, Joshua J.. "Gilgamesh, Enkidu e o Submundo." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, janeiro 05, 2026. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2128/gilgamesh-enkidu-e-o-submundo/.

Estilo MLA

Mark, Joshua J.. "Gilgamesh, Enkidu e o Submundo." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, 05 jan 2026, https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2128/gilgamesh-enkidu-e-o-submundo/.

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