Arte e Arquitetura Chola

Mark Merrony
por , traduzido por Filipa Oliveira
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Tal como muitas grandes civilizações, as origens dos Chola, uma dinastia hindu tâmil do sul da Índia, estão envoltas na névoa do tempo, marcada pela incerteza e pela obscuridade. Sabe-se, no entanto, que eram influentes pelo menos desde o século III, tendo surgido como um estado vassalo da dinastia Pallava no século IX, exercendo domínio sobre Tanjavur (no atual estado de Tamil Nadu) com lealdade respeitosa à supremacia dos Pallava. Por volta de meados do século IX, a situação alterou-se e os Chola começaram a afirmar a sua autoridade, reivindicando Tanjavur, que se tornou a capital durante todo o período do seu subsequente domínio político na região. Sob o reinado de Aditya Chola (reinou 871–907), um diplomata e general talentoso, o Império Chola foi efetivamente fundado, e os Cholas estabeleceram-se rapidamente como uma potência dominante na área de Tanjavur e do rio Kaveri. Seguiram-se novas conquistas em Tondai Nadu (Andhra Pradesh e Tamil Nadu), conquistando território aos reinos dos Pallava e dos Pandaya, bem como à dinastia Ganga, a norte, numa aliança estratégica com a dinastia Chera, que ocupava partes das áreas adjacentes (Kerala e Tamil Nadu).

Monumental Gateway, Brihadishvara Temple, Thanjavur
Portal Monumental, Templo de Brihadishvara, Thanjavur Jean-Pierre Dalbera (CC BY)

No início do reinado de Parantaka (907–955), o domínio dos Chola estendeu-se até Chennai (Madrás), na costa oriental, e até Kalahasti (sul de Andhra Pradesh), tendo os reinos dos Pallava e dos Pandaya sido igualmente subjugados durante este período. Com a fundação do Chola-Mandalam (anglicizado na era moderna como Coromandel), o território Chola estendeu-se ao longo da costa oriental (desde o norte de Andhra Pradesh até ao norte de Tamil Nadu).

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Os Templos Chola

Para estabelecer a legitimidade dinástica dos Chola, os reis Chola procuraram imitar e superar as realizações arquitetónicas das dinastias anteriores.

Antes da supremacia dos Chola, os Pallavas tinham construído vários templos impressionantes, nomeadamente os templos-caverna escavados na rocha e os santuários em Mahabalipuram, na Costa de Coromandel, no século VI, e templos magníficos foram construídos em Kanchipuram, no nordeste de Tamil Nadu, por Rajasimha I (reinou 700–728) e pelos seus sucessores. Para estabelecer a legitimidade dinástica dos Chola, os reis Chola procuraram imitar e superar estas realizações arquitetónicas através de um programa monumental de construção de templos de granito, nomeadamente sob o reinado de Rajaraja Chola (reinou 985–1014), sob cujo patrocínio foi construído o imponente templo de Brihadisvara, em Tanjavur; e do seu filho Rajendra Chola I (reinou 1012–1044), que construiu o monumental templo de Brihadisvara em Gangaikondacholisvaram, na sua nova capital (durante um breve período), mais a norte; e o templo de Airavatesvara, em Darusaram, menor mas não menos esplêndido, construído por Rajendra Chola II (reinou 1143–1173). Todos estes três templos, dedicados a Shiva, cujas impressionantes ruínas dominam a paisagem moderna, designados pela UNESCO como os «Grandes Templos Chola Vivos», foram inscritos na Lista Mundial em 1987.

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Shiva («O Auspicioso»), o terceiro do triunvirato de deuses hindus (juntamente com Vishnu, o principal deus hindu, e a deusa Devi), é uma divindade complexa e multifacetada, simultaneamente criador e destruidor, sendo, por isso, tanto perigoso como auspicioso. Os extraordinários templos de Shiva exigiram, naturalmente, representações do deus — tanto fixas como portáteis — para satisfazer os requisitos necessários do ritual, muitas delas produzidas em bronze, e a sua beleza sensual representa o maior legado artístico da cultura Chola. Estas retratam o deus em várias manifestações: como Nataraja (Senhor da Dança), Tripuravijaya (Vencedor das Três Cidades), Chandrashekhara (Senhor Coroado com a Lua), Shrikantha (Senhor do Pescoço Auspicioso), Vinadhara (Músico da Vina), Somaskanda (com Uma e Skanda) e outras; formas que serão analisadas em maior detalhe após uma necessária incursão mais aprofundada nas maravilhas arquitetónicas que foram brevemente descritas acima.

O complexo de Gangaikonda-cholisvaram apresenta muitas esculturas em pedra elaboradas que retratam Shiva nas suas várias manifestações.

Tanjavur

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Sinónimo da maior realização arquitetónica dos Cholas, o templo de Brihadisvara em Tanjavur é conhecido, segundo as inscrições, como Dakshina Meru, tendo sido inaugurado por Rajendra Chola I, provavelmente em 1003–1004. O enorme edifício, de planta quadrada, é circundado por um imponente muro perimetral com colunas (prakara), com santuários dedicados às divindades das direções (ashatadikpalas) e uma entrada principal com uma torre (gopura), um pórtico de entrada, duas salas de oração adjacentes (mandapas), um vestíbulo (antarala), e um santuário interior (garbhagriha) com numerosas esculturas de Shiva e outras figuras; a torre principal do templo (vimana) atinge a imponente altura de 59,82 m acima do nível do solo.

Gangaikondacholisvaram

Em Gangaikondacholisvaram, o templo de Brihadisvara, construído por Rajendra Chola I, foi concluído em 1035 e apresenta um desenho semelhante ao do grande templo construído pelo seu pai em Tanjavur. A sua torre principal, com 53 m de altura, embora mais baixa do que a do seu antecessor, apresenta cantos recuados e uma forma graciosa que se curva para cima, contrastando com a torre reta e bastante austera de Tanjavur. O santuário interior é acedido através de um belo salão com colunas (posteriormente reconstruído). As suas três entradas são guardadas por pares de divindades guardiãs monumentais (dwarapalas), e o complexo apresenta muitas esculturas em pedra elaboradas que retratam Shiva nas suas várias manifestações e outras figuras proeminentes, tal como em Tanjavur.

The Brihadishvara Temple, Thanjavur
O Templo de Brihadishvara, Thanjavur Jean-Pierre Dalbera (CC BY)

Darasuram

Em Darasuram, o terceiro dos grandes templos reais dos Chola dedicados a Shiva, o Airavatesvara, foi concluído por Rajendra Chola II em 1167, cuja capital se situava na vizinha Palaiyarai. Também de planta quadrada, é consideravelmente mais pequeno em escala quando comparado com os templos de Brihadisvara em Tanjavur e Gangaikondacholisvaram, e difere também destes pelo seu estilo altamente ornamentado, embora o santuário interior não seja circundado por um caminho de circunvolução, ao contrário dos seus antecessores. Este contém um shiva-linga, uma representação anicónica do deus. A sua torre principal é consideravelmente mais baixa do que a dos dois templos anteriores, com 24 m de altura. O salão frontal com colunas, o agra mandapa, é intrigante na medida em que foi concebido como uma carruagem puxada por cavalos, uma característica inspirada na arquitetura Pallava; as suas colunas estão ornamentadas com representações de histórias dos épicos e dos Puranas, tais como a queima de Manmatha, Parvati a fazer penitência, o casamento de Shiva, o nascimento de Skanda/Kumara, as lutas de Shiva com os asuras e outras cenas narrativas. A base das colunas exteriores do Agra Mandapa representa gaja-yalis com trombas e caudas enroladas, e esta parte do templo apresenta um grande número de outras representações. A base do templo principal destaca-se pelo seu friso de pedra composto por painéis contendo inscrições das histórias associadas aos 63 nayanmars (santos de Shiva), e várias delas também retratam mulheres em posturas de ioga e outras cenas da vida quotidiana. Este templo apresenta também um impressionante santuário de Amman separado, o Periya Nayaki, dedicado a Devi. A parede perimetral possui claustros com colunas no interior, com nichos entre elas para as divindades. Esculpido na balaustrada de uma escadaria que conduz aos claustros com colunas encontra-se o célebre «Rishaba Kunjaram», uma escultura em pedra representando um touro e um elefante unidos.

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As Esculturas Chola

Muitas das esplêndidas esculturas que sobreviveram foram fundidas em bronze e são de escala mais modesta em comparação com as esculturas maiores que eram veneradas nos templos, tendo sido concebidas, em vez disso, para serem portáteis, de modo a permitir que a divindade fosse levada em procissão para fora do santuário do templo, tanto para prazer do deus como para benefício espiritual dos fiéis. Esta prática ainda se mantém na era moderna, em que o deus é concebido para ser visto (darshan), e as esculturas metálicas de pequena escala (utsavamurti) são investidas de poder através de rituais para agir em nome das esculturas imóveis dentro dos templos. Por esta razão, muitos bronzes apresentam desgaste nos seus detalhes mais finos, como os olhos, em resultado dos banhos e unções ao longo de séculos de adoração, sendo por vezes retocados por razões estéticas. Os bronzes Chola eram fabricados utilizando a técnica de fundição por cera perdida, que ainda hoje é praticada na Índia e noutros locais. Este processo altamente especializado envolve a modelagem da figura em resina de cera, que é depois coberta com camadas de argila. O molde de argila é aquecido, permitindo que a cera derreta e escorra; o espaço oco é então preenchido com bronze fundido e, após arrefecimento, o invólucro de argila é quebrado. As figuras são fundidas como peças maciças — «fundição direta» — ou modeladas sobre um núcleo de argila e «fundidas ocas».

Shiva Tripuravijaya
Shiva Tripuravijaya Metropolitan Museum of Art (Copyright)

Shiva Nataraja

Os bronzes Chola despertam um interesse especial no olhar ocidental em relação à cultura indiana. Shiva Nataraja — o Senhor da Dança — é particularmente evocativo desta perceção, apresentando-se como divino, mas ao mesmo tempo elegante, exótico, fantástico, fluido, sensual e espiritual — na essência, uma forma artística mais abstrata do que realista. Isto é personificado por um bronze deslumbrante na coleção do Metropolitan Museum of Art. Shiva mantém-se dramaticamente em equilíbrio sobre a perna direita, dobrada quase a um ângulo reto e apoiada na pequena figura demoníaca de Mushalagan; a perna esquerda está graciosamente levantada, segurando o fogo na mão traseira esquerda (simbolizando a destruição) e um tambor damaru na mão traseira direita (cujo ritmo denota a criação), junto a uma cobra que se ergue; a mão dianteira direita faz um gesto de proteção (abhaya), tal como a mão dianteira esquerda. Nataraja ergue-se supremo no seio de uma auréola flamejante (prabha) que representa o universo oscilante, com as suas madeixas emaranhadas dramaticamente espalhadas pela sua dança rítmica, conhecida como ananda tandava. Isto é descrito num poema:

Quando ele iniciou a sua dança de forma brincalhona, das suas madeixas emaranhadas — à medida que batiam umas contra as outras com velocidade crescente — jorrou a água do rio celestial, transformando-se em salpicos.

(Kuncitanghristava, versículo 111)

Esta figura define a mestria dos bronzes Chola — essencialmente orientais e com os seus atributos característicos —, indiscutivelmente a melhor realização da escultura em metal medieval existente, admirada pelo escultor francês Auguste Rodin como o exemplo perfeito de movimento rítmico e sinónimo da arte Chola. Em 1913, elogiando o Shiva Nataraja de Tiruvalangadu, Rodin escreveu: «Acima de tudo, há coisas que as outras pessoas não veem: profundezas desconhecidas, as fontes da vida. Há graça na elegância; acima da graça, há modelagem.» (Rodin, 1921).

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Chola Shiva Nataraja
Shiva Nataraja Chola Metropolitan Museum of Art (Copyright)

Shiva Tripuravijaya

Shiva Tripuravijaya — Vencedor das Três Cidades — representa uma forma especialmente poderosa, sem comprometer as sensibilidades artísticas que caracterizam os bronzes Chola, tal como definidos acima, exemplificados por um belo bronze no Museu Nacional, em Nova Deli (abaixo). Esta imagem majestosa do deus é uma das maiores personificações da sua forma régia; concebida para expressar a majestade da realeza, este tipo de representação era naturalmente reverenciado pelos governantes Chola tanto como seu protetor espiritual como modelo a seguir na conquista imperial. As mãos de Shiva estão postas em posição para segurar um arco e uma flecha (que agora se encontram em falta), com o objetivo de destruir as cidades de três demónios. Ele mantém-se serenamente em contraposto (contrapposto), com uma coroa imponente de cabelo emaranhado. De acordo com a tradição de um hino de Sundarar, que se pensa ter florescido no início do século IX:

Num instante, tomando a montanha como o teu arco, com uma única flecha disparada com um rugido da corda do arco, queimaste as Três Cidades com os seus estandartes, reduzindo-as a ruínas carbonizadas.

(Sundarar, Hino 7, 9.4)

Shiva Chandrashekhara

Shiva Chandrashekhara — o Senhor Coroado com a Lua — apresenta-se bastante mais benevolente do que algumas das formas de Shiva, representado por uma figura deslumbrante no Museu de Brooklyn. Neste caso, a esplêndida figura de bronze segura um antílope no braço traseiro esquerdo e um machado de batalha no braço traseiro direito, o que realça o seu papel como protetor, especialmente do reino animal; a mão direita à frente está erguida no gesto abhaya de proteção, enquanto a mão esquerda à frente segura o caule de uma flor que agora se perdeu; o crescente que outrora adornava a sua coroa de cabelos emaranhados não se conservou. Shiva mantém-se ereto e imóvel, embora os seus gestos animados com as mãos sugiram que está pronto para atacar. Sandara diz sobre Chandrashekhar:

Aquela lua crescente que roça o topo dos palácios com as suas grandes e frescas muralhas, rodeados por bosques floridos, coroa o teu cabelo emaranhado, senhor da grande Colina Antiga.

(Sundarar, Hino 7, 25.7)

Chola Shiva Chandrashekhara
Shiva Chandrashekhara Chola Brooklyn Museum (CC BY)

Shiva Shrikantha

Shiva Shrikantha – Senhor do Pescoço Auspicioso, também conhecido como Nilakantha (Aquele de Garganta Azul) ou Vishapaharana (Aquele que Capturou o Veneno), é representado por uma bela estátua de bronze no Museu Britânico. Estes títulos referem-se ao papel de Shiva como o que absorveu o veneno na altura do dilúvio universal da mitologia hindu, quando as águas cósmicas submergiram o planeta. Shiva é representado nesta forma como tranquilo, sereno, nobre e ricamente adornado, com uma coroa de cabelo emaranhado e imponente, retratado como o salvador do mundo. Ele está sentado na lalitsana, a posição de repouso, com a perna esquerda cruzada, a perna direita apoiada numa flor de lótus, a mão direita à frente erguida no gesto abhaya; na mão direita de trás segura um machado de guerra, na mão esquerda à frente uma cobra e na mão esquerda de trás um antílope. De acordo com um hino de Sandara:

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Quando os deuses agitaram o oceano com a serpente mordaz e a montanha, e o veneno kalakuta surgiu, tu sabias que iria destruir os mundos: por isso, engoliste-o como o teu elixir e ainda não o cuspiste.

(Sundarar, Hino 7, 9.19)

Shiva Vinadhara

Vinadhara – o tocador da vina, retrata Shiva numa postura elegante como mestre da música, representado numa bela peça de bronze no Museu de Arte de Cleveland. Coroado pela característica coroa de cabelos emaranhados, Shiva apresenta-se numa pose descontraída; as suas duas mãos da frente seguram a vina, semelhante a um alaúde, enquanto as mãos traseiras esquerda e direita seguram um antílope e um machado de batalha. Este tipo é notavelmente semelhante às representações de Shiva Tripuravijaya, que empunha um arco e uma flecha. A música era considerada um componente essencial do conhecimento sagrado; os seus ritmos personificam as estruturas da criação do universo e do seu processo contínuo, e Shiva, como senhor do mundo e mestre da música, era aclamado como a alma do nada (som). No século VII, o santo tâmil Appar cantou sobre Shiva como Vinadhara num templo em Valampuram, na costa de Tamil Nadu:

Ele chegou segurando a vina, o sorriso nos seus lábios arrebatou-me o coração, não se virou para olhar para mim, falou de forma encantadora, veio a Valampuram — lá permanece.

(Appar, Hino 6, 58.6)

Chola Shiva Vinadhara
Shiva Vinadhara Chola Cleveland Museum of Art (Public Domain)

Deve também ser mencionado Shiva como Somaskanda – com Uma e Skanda. Uma, a bela deusa e consorte de Shiva, era frequentemente representada com o deus e o seu filho Skanda. Este grupo era considerado a principal representação da graça e uma das peças artísticas mais populares nos templos Chola, como se pode ver num esplêndido bronze no Museu Metropolitano de Arte. Normalmente, Shiva segura um antílope e um machado de guerra nas mãos traseiras esquerda e direita, um cidra na mão inferior esquerda, e a mão inferior direita erguida no gesto de abhaya. Uma segura um nenúfar na mão direita; ambos estão sentados na posição lalitsana. Entre eles está Skanda, adornado com joias, segurando uma flor de lótus. Num hino de Sundarar:

Porquê estabelecer-se aqui com a senhora de cintura fina! Nesta cidade de Murukanpunti...

(Sundarar, Hino 7, 49.1–3)

Estes poucos tipos de Shiva proporcionam um belo retrato de formas artísticas sublimes em bronze que abrangem uma série de outros temas, especialmente divindades, tais como Devi Uma Parameshvari (a Grande Deusa Uma), por vezes sob a forma da temível Bhadrakali, a deusa guerreira Durga, Ganesha, o deus elefante, Vishnu e outros; santos de Shiva, como Sambandar, Karaikkal Ammaiyar, Manikkavachakar e outras personalidades. Todos estão imbuídos da mesma elegância sensual, exotismo, espiritualidade e uma feminilidade marcante que se resume neste género artístico abstrato por excelência. Este domínio da forma perfeita constitui um fio condutor que se estende até às esculturas em pedra de maiores dimensões e aos templos monumentais que as albergavam; estes não eram apenas tesouros de maravilhas artísticas, mas fundiam-se com os seus venerados temas como maravilhas coletivas da civilização asiática, talvez sem precedentes na concretização da perfeição no domínio da arte e da arquitetura.

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Merrony, M. (2026, outubro 03). Arte e Arquitetura Chola. (F. Oliveira, Tradutor). World History Encyclopedia. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1992/arte-e-arquitetura-chola/

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Merrony, Mark. "Arte e Arquitetura Chola." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, outubro 03, 2026. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1992/arte-e-arquitetura-chola/.

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Merrony, Mark. "Arte e Arquitetura Chola." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, 03 out 2026, https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1992/arte-e-arquitetura-chola/.

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