Caso XYZ

Harrison W. Mark
por , traduzido por Filipa Oliveira
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Political Cartoon Depicting the XYZ Affair (by S.W. Fores, Public Domain)
Sátira política sobre o Caso XYZ S.W. Fores (Public Domain)

O Caso XYZ foi um incidente diplomático ocorrido entre 1797 e 1798, envolvendo diplomatas dos Estados Unidos e da França Revolucionária. Em meio às crescentes tensões entre as duas nações, o Presidente John Adams enviou emissários a Paris para negociar um tratado, apenas para descobrir que os franceses não iniciariam as negociações a menos que os EUA pagassem um suborno. Este facto ajudou a incitar a "Quase-Guerra".

O caso surgiu numa altura em que a Revolução Francesa (1789-1799), que decorria em paralelo, já criava divisões na política americana. O Partido Federalista, de cariz nacionalista — do qual o Presidente Adams era membro —, sentia horror perante a violência da Revolução Francesa e pretendia afastar os Estados Unidos da esfera de influência de França. Para tal, procuraram fomentar laços políticos e económicos mais estreitos com a Grã-Bretanha, que consideravam o aliado natural dos EUA. Isto causou indignação entre a fação política rival, o Partido Democrata-Republicano (Democratas Jeffersonianos), que acreditava que laços mais estreitos com a Grã-Bretanha apenas minariam o republicanismo nos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, a República Francesa via a florescente relação entre os EUA e a Grã-Bretanha como um ato de agressão e autorizou ataques a navios mercantes americanos no final de 1796.

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Em 1797, o Presidente Adams procurou resolver a questão diplomaticamente e enviou três emissários a França. Estes emissários esperavam ser recebidos pelo ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Charles Maurice de Talleyrand-Périgord; em vez disso, foram abordados por três intermediários franceses (referidos em despachos codificados como agentes "X", "Y" e "Z") que insistiram que os Estados Unidos pagassem um avultado suborno para poderem encontrar-se com Talleyrand e iniciar as negociações. Quando este facto se tornou público nos EUA, inflamou a opinião pública contra os franceses, levando a um aumento do apoio a Adams e aos Federalistas anti-franceses. As crescentes tensões franco-americanas conduziram a um breve conflito naval não declarado, denominado "Quase-Guerra" (1798-1800), bem como à aprovação das controversas Leis de Estrangeiros e Sedição (Alien and Sedition Acts) de 1798.

O Contexto

Em 1778, o Reino de França assinou um Tratado de Aliança com os Estados Unidos, ainda no início da sua formação. A Guerra da Independência dos Estados Unidos decorria há três anos, e os americanos tinham provado repetidamente a sua resiliência e determinação em batalha contra os britânicos; no entanto, era claro para todos que a rebelião americana falharia caso não recebesse apoio de uma potência europeia. A França acedeu com agrado, compreendendo que uma vitória na América humilharia e enfraqueceria a sua rival, a Grã-Bretanha. A França forneceu aos americanos armamento, munições, uniformes, tropas e navios, transformando a guerra num conflito global ao ameaçar as valiosas colónias britânicas na Índia e nas Índias Ocidentais, o que obrigou a Grã-Bretanha a dispersar os seus recursos militares. Os soldados e navios franceses revelaram-se vitais para a vitória americana decisiva no Cerco de Yorktown, o confronto que consolidou a independência americana. Sem dúvida, os franceses contribuíram grandemente para o triunfo final dos Estados Unidos e, no processo, conseguiram desferir um golpe no prestígio britânico.

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Mais tarde, Washington emitiu uma Proclamação de Neutralidade, na qual prometeu manter os Estados Unidos fora das Guerras Revolucionárias Francesas.

Contudo, tal guerra teve um custo monstruoso, e a França rapidamente viu-se afogada em dívidas. As tentativas de resolver o problema falharam, e os infortúnios económicos da França transformaram-se numa revolução. A notícia da Queda da Bastilha, em julho de 1789, soou de forma doce aos ouvidos americanos, assim como a proclamação da Primeira República Francesa, três anos mais tarde. Os americanos regozijavam-se por verem os seus irmãos de armas franceses a seguir o seu exemplo e a libertarem-se das algemas do monarquismo; Thomas Jefferson e os seus apoiantes chegaram a saudar a nova República Francesa como a «nossa irmã mais nova» (Wood, pág. 182).

Mas então veio a violência: os Massacres de Setembro, o julgamento e execução de Luís XVI, e o início do Reinado do Terror tornaram as ruas de Paris escorregadias de sangue e mergulharam a jovem República Francesa num caos ainda mais profundo. Sob o novo regime jacobino, centenas de milhares de soldados-cidadãos franceses varreram a Europa, jurando entregar a liberdade e a igualdade na ponta da baioneta. As Guerras Revolucionárias Francesas estavam prestes a começar, à medida que as grandes potências da Europa — entre elas a Áustria, a Prússia, a Espanha, Portugal e a Grã-Bretanha — pegaram em armas contra os franceses.

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Mesmo assim, a Revolução Francesa ainda tinha apoio nos Estados Unidos, com homens como Jefferson a acreditarem que um pouco de violência era o preço a pagar pela liberdade. Eles acreditavam que o Tratado de Aliança de 1778 ainda estava em vigor e instaram a administração de Washington a oferecer apoio à sua república irmã. Contudo, o Presidente George Washington mostrou-se relutante em oferecer tal auxílio. Ele sabia que fazê-lo arriscaria antagonizar a Grã-Bretanha, com quem as relações já estavam tensas, numa altura em que os Estados Unidos estavam completamente despreparados para a guerra. Em vez disso, Washington emitiu uma Proclamação de Neutralidade a 22 de abril de 1793, na qual prometia manter os Estados Unidos fora das Guerras Revolucionárias Francesas. No ano seguinte, a sua administração negociou um acordo com a Grã-Bretanha — o controverso Tratado de Jay, ratificado pelo Congresso em 1795, que criou laços económicos e políticos mais fortes entre a Grã-Bretanha e os Estados Unidos. Embora isto tenha alcançado o objetivo da administração de Washington e do Partido Federalista de evitar outra guerra com a Inglaterra, causou indignação na fação jeffersoniana dos americanos (Democratas-Republicanos), que ainda queriam apoiar a França e temiam que o tratado colocasse os EUA demasiado próximos da esfera de influência britânica.

Jay Treaty
O Tratado de Jay John Jay (Public Domain)

A própria República Francesa também ficou furiosa com o Tratado de Jay, que interpretou como uma aliança anglo-americana. Os franceses sentiram-se especialmente traídos porque acreditavam que o Tratado de Aliança de 1778 ainda estava em vigor e esperavam apoio americano. Retaliaram em 1796, quando corsários franceses começaram a atacar navios mercantes americanos nas Índias Ocidentais Britânicas. No ano seguinte, quase 300 navios mercantes americanos foram capturados e as suas tripulações, muitas vezes, sujeitas a maus-tratos; num dos casos, os franceses torturaram o capitão americano do Cincinnatus com parafusos de polegar para o forçar a confessar que transportava mercadorias britânicas. Perante estas tensões crescentes, Washington, que se preparava para deixar o cargo, chamou James Monroe de volta de França, por considerar que ele era demasiado pró-francês. Em seu lugar, Washington enviou Charles Cotesworth Pinckney, um federalista convicto da Carolina do Sul; mas, quando Pinckney chegou a Paris, os franceses recusaram-se a recebê-lo. Foi neste estado que se encontravam os assuntos quando John Adams tomou posse como o segundo presidente dos EUA, a 4 de março de 1797 — uma fação descontente e pró-francesa em solo americano, e uma República Francesa agressiva à procura de impor a sua vontade.

O Presidente Adams dirige-se ao Congresso

A 16 de maio de 1797, o Presidente Adams convocou uma sessão especial do Congresso para abordar as crescentes hostilidades com a França. Começou por declarar que a França tinha «infligido uma ferida no peito americano», mas que era sua intenção curar qualquer dano causado por ambas as partes e reparar a amizade entre os EUA e a França. Tal como Washington tinha evitado a guerra com a Grã-Bretanha ao negociar o Tratado de Jay, Adams pretendia enviar diplomatas a Paris para negociar um acordo próprio. No entanto, Adams sublinhou que os Estados Unidos deviam estar preparados para a guerra caso tais conversações falhassem, e pediu ao Congresso que apoiasse o reforço do exército americano:

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Enquanto nos esforçamos por ajustar as nossas divergências com a França através de negociações amigáveis, o progresso da guerra na Europa, as depredações contra o nosso comércio, as ofensas pessoais aos nossos cidadãos e a conjuntura geral dos nossos assuntos tornam meu dever recomendar a vossa consideração por medidas eficazes de defesa.

(McCullough, pág. 484).

Adams não era um belicista, mas sabia que um exército americano mais forte daria peso aos diplomatas que estava prestes a enviar para Paris e poderia, talvez, impedir os franceses de cometerem qualquer ato imprudente. Para esta missão diplomática sensível, Adams escolheu John Marshall, um advogado de 42 anos da Virgínia, e Elbridge Gerry, um político de 53 anos de Massachusetts que tinha assinado a Declaração de Independência. Marshall e Gerry deveriam juntar-se a Pinckney, que ainda estava em Paris, antes de negociarem um tratado com os franceses no qual a neutralidade americana seria afirmada e relações comerciais obtidas. Os três comissários americanos sabiam que teriam de lidar com o Diretório Francês, a assembleia de cinco membros que governava a França e que era conhecida pela sua corrupção, bem como com o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Charles-Maurice de Talleyrand-Périgord. Outrora bispo católico, Talleyrand tinha vivido brevemente no exílio, na Filadélfia, no auge do Reinado do Terror, mas regressara a França após a queda de Maximilien Robespierre, em 1794. Nem Adams nem os comissários tinham passado muito tempo com ele quando este esteve na América e, por isso, não sabiam o que esperar.

John Marshall
John Marshall Henry Inman (Public Domain)

O Caso

Marshall e Gerry chegaram a Paris no início de outubro de 1797 e, após serem acompanhados por Pinckney, solicitaram uma audiência com Talleyrand. Ficaram à espera durante vários dias antes de finalmente lhes ser concedida uma reunião com o ministro dos Negócios Estrangeiros. O encontro durou apenas 15 minutos, durante os quais Talleyrand exigiu uma explicação para o discurso beligerante do Presidente Adams em maio, no qual este tinha apelado ao reforço militar; Talleyrand afirmou que o discurso do presidente tinha enfurecido os Diretores, que já lidavam com inimigos em todas as frentes, e disse aos enviados que a retórica de Adams era demasiado hostil. Os comissários insistiram que apenas desejavam a neutralidade, e a reunião terminou. Durante os dias seguintes, os americanos foram deixados à espera de um novo encontro, mas cada um dos seus pedidos para voltar a ver Talleyrand foi respondido com silêncio.

Então, o silêncio foi subitamente quebrado por três agentes franceses que alegaram ser intermediários secretos a trabalhar para Talleyrand. Os seus nomes eram Jean Conrad Hottinguer, Pierre Bellamy e Lucien Hauteval — os enviados americanos referiram-se a estes agentes secretos como "X", "Y" e "Z" nos seus despachos codificados enviados ao Secretário de Estado, Timothy Pickering. Os intermediários informaram os enviados de que Talleyrand estava disposto a ajudar os Estados Unidos a ganhar o favor do seu governo, mas que só o poderia fazer se certas condições fossem cumpridas. Para que as negociações pudessem começar, os americanos teriam primeiro de emitir um pedido de desculpas formal pelo discurso belicoso e anti-francês de Adams, a 16 de maio. De seguida, teriam de pagar um douceur (um suborno) a Talleyrand pessoalmente, como prova de boa vontade, uma quantia que os intermediários fixaram em 250 000 dólares. Além disso, a República Francesa exigiria um empréstimo de 10 milhões de dólares como compensação pelos «insultos» do discurso do Presidente Adams. Só depois de todos estes pagamentos serem efetuados é que Talleyrand consentiria em encontrar-se novamente com os enviados para negociar um tratado.

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Charles Maurice de Talleyrand-Périgord, Prince de Bénévent
Charles Maurice de Talleyrand-Périgord, Príncipe de Benevento François Gérard (Copyright)

Os enviados reconheceram estes termos pelo que eram: uma exigência de suborno. A 22 de outubro e a 8 de novembro, Marshall escreveu longos despachos codificados ao Secretário de Estado Pickering, nos quais explicava a situação. Entretanto, os americanos tentaram persuadir os agentes franceses a iniciar as negociações sem terem de pagar somas tão avultadas, mas os agentes recusaram. Em vez disso, tornaram-se impacientes e chegaram mesmo a ameaçar os Estados Unidos, declarando que todas as nações que não ajudassem ativamente a França seriam tratadas como inimigas. Quando 'X', 'Y' e 'Z' perguntaram novamente se os americanos iam pagar, Pinckney perdeu a paciência e gritou: "Não! Não! Nem um centavo!" (McCullough, 496). Estas conversações informais e infrutíferas continuaram até à primavera seguinte, mas rapidamente se tornou claro que nada resultaria delas. A 24 de abril de 1798, Marshall e Pinckney partiram para casa. Gerry, que se tinha desentendido com os seus colegas, decidiu ficar em Paris para continuar a tentar chegar a um acordo. Permaneceu na Europa até outubro de 1798, altura em que ele também regressou.

A Reação e as Consequências

A 4 de março de 1798, os despachos codificados de Marshall chegaram à mesa de Adams, alertando o presidente para o suborno e as ameaças que os enviados americanos tinham sofrido. Adams, acreditando que os despachos poderiam causar agitação entre o público, optou por manter o seu conteúdo confidencial. No dia seguinte, informou o Congresso de que as negociações tinham falhado e, duas semanas depois, solicitou formalmente que o Congresso começasse a armar navios americanos e a fabricar armamento. O vice-presidente Thomas Jefferson, ainda visto como um líder do Partido Democrata-Republicano pró-francês, ficou furioso quando soube disto. Chamou à mensagem de Adams ao Congresso um ato de "loucura" e começou a pedir aos seus amigos no Congresso que atrasassem qualquer medida que pudesse levar à guerra. "Se pudéssemos apenas ganhar esta temporada", disse ao seu aliado James Madison, "estaríamos salvos" (Wood, pág. 242).

Para atrasar o reforço militar, os Democratas-Republicanos no Congresso começaram a exigir que os despachos de Marshall fossem tornados públicos. Sem conhecerem o seu verdadeiro conteúdo, os Democratas-Republicanos acreditavam que os despachos mostrariam que os franceses estavam, de facto, dispostos a negociar e que Adams e os seus aliados Federalistas estavam a reagir de forma exagerada. A 2 de abril de 1798, a Câmara dos Representantes aprovou uma resolução exigindo que Adams publicasse o texto integral dos despachos; o presidente anunciou que o faria assim que os enviados americanos estivessem em segurança fora de França. Entretanto, entregou os despachos ao Senado para que os pudessem examinar em privado. Muitos senadores ficaram horrorizados com o comportamento dos agentes franceses, que demonstravam um óbvio desprezo pelos Estados Unidos. Até os fervorosos senadores Democratas-Republicanos não conseguiram justificar o comportamento francês. O Senado votou a favor da publicação dos despachos e, em breve, o texto integral foi impresso em jornais por todo o país.

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O efeito foi inflamar a opinião pública americana contra os franceses. Os Federalistas, que há muito avisavam sobre os males da Revolução Francesa, pareciam ter razão e desfrutaram de uma onda de popularidade; os Democratas-Republicanos, entretanto, pouco podiam fazer a não ser continuar a opor-se a uma retórica que pudesse levar à guerra. John Marshall recebeu uma receção de herói quando regressou a Filadélfia, em junho, e manifestações patrióticas anti-francesas eclodiram em todas as grandes cidades; tal francofobia ajudaria a conduzir à aprovação das controversas Leis de Estrangeiros e Sedição no mesmo verão. O slogan "Milhões para a defesa, mas nem um centavo para tributos!" tornou-se um popular grito de guerra Federalista, enquanto os cidadãos americanos clamavam pela guerra. A 7 de julho de 1798, o Congresso aprovou finalmente o uso de força contra navios de guerra franceses em águas americanas, dando início a um conflito naval limitado conhecido como a "Quase-Guerra".

Naval Battle during the Quasi-War, between USS Constellation and L'Insurgente
Batalha naval durante a Quase-Guerra entre o USS Constellation e o L'Insurgente John William Schmidt (Public Domain)

Apesar deste apoio renovado, Adams ainda se absteve de solicitar ao Congresso uma declaração oficial de guerra e, no início de 1799, enviou outra delegação a Paris numa última tentativa de alcançar um acordo de paz antes que a situação escalasse ainda mais. Quando este novo grupo de enviados chegou, um novo governo reinava em França; Napoleão Bonaparte tinha derrubado o Diretório Francês no Golpe de 18 de Brumário e governava agora como Primeiro Cônsul. Bonaparte estava muito mais disposto a restaurar as boas relações com os Estados Unidos do que os Diretores tinham estado, e instruiu Talleyrand — que foi mantido no cargo de ministro dos Negócios Estrangeiros — a iniciar negociações. A resultante Convenção de 1800 reparou os insultos do Caso XYZ e terminou a Quase-Guerra antes que esta pudesse escalar ainda mais. A restauração das boas relações franco-americanas permitiu a Compra da Louisiana, que ocorreria três anos depois. O Caso XYZ foi, portanto, um episódio importante na história inicial dos Estados Unidos. Conduziu ao reforço do exército dos EUA pela primeira vez desde a Revolução Americana, foi um fator contribuinte tanto para a Quase-Guerra como para as Leis de Estrangeiros e Sedição, e ajudou a alimentar o amargo partidarismo que se estava a desenvolver na política norte-americana.

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Perguntas & Respostas

O que foi o Caso XYZ?

O Caso XYZ foi um incidente diplomático que ocorreu em 1797-98, quando a França exigiu um suborno aos Estados Unidos antes de negociar um tratado.

Quem esteve envolvido no Caso XYZ?

O Caso XYZ foi um incidente que envolveu três enviados americanos — Elbridge Gerry, Charles Cotesworth Pinckney e John Marshall — e o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Charles-Maurice de Talleyrand, que comunicava através de três agentes intermediários com os nomes de código «X», «Y» e «Z».

Qual foi o significado do Caso XYZ?

O Caso XYZ deu origem à Quase-Guerra, uma breve guerra naval não declarada entre os EUA e a França, e também agravou a divisão política nos Estados Unidos.

Bibliografia

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Mark, H. W. (2026, julho 12). Caso XYZ. (F. Oliveira, Tradutor). World History Encyclopedia. https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-23419/caso-xyz/

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Mark, Harrison W.. "Caso XYZ." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, julho 12, 2026. https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-23419/caso-xyz/.

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Mark, Harrison W.. "Caso XYZ." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, 12 jul 2026, https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-23419/caso-xyz/.

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