Caio Cássio Longino (cerca de 86-42 a.C.) foi um líder dos "Liberadores", a facção de senadores romanos que assassinou Júlio César nas Idos de Março (15 de março) de 44 a.C. Motivado pelo desejo de salvar a República Romana do colapso sob o governo de um único homem, ou por uma série de outras razões mais egoístas, Cássio conspirou para matar César junto com aproximadamente 60 outros senadores, incluindo o seu cunhado, Marco Júnio Bruto. Depois de consumado o cato, Cássio e Bruto fugiram de Roma e reuniram um exército, mas foram derrotados pelos sucessores de César na Batalha de Filipos. Preferindo a morte à captura, Cássio suicidou-se.
Família e Infância
Cássio nasceu por volta de 86 a.C. — possivelmente a 3 de outubro — no seio da gens Cassia, uma distinta família patrícia. O seu pai foi um senador que serviu como governador da Gália Cisalpina por altura da Terceira Guerra Servil contra o gladiador rebelde Espártaco. De resto, o progenitor de Cássio foi copiosamente derrotado por Espártaco e pelo seu exército de escravos perto de Mutina (Módena), em 72 a.C. e, a dar crédito ao historiador Plutarco, teve a sorte de escapar do campo de batalha com vida. Embora os estudiosos desconheçam o nome da mãe de Cássio, esta deve ter sido uma mulher respeitada e influente, dado que um político chegou a referir-se aos seus conselhos num discurso público.
Quando jovem, Cássio estudou filosofia em Rodes e tornou-se fluente em grego. Acabaria por travar amizade com um dos grandes filósofos do seu tempo, Marco Túlio Cícero, que ficou evidentemente impressionado com o jovem. Segundo Cícero, Cássio era "o mais bravo dos homens, alguém que, desde que pôs os pés no Fórum pela primeira vez, nada fez que não estivesse imbuído da mais plena e abundante dignitas" (citado em Strauss, pág. 71). No entanto, Cícero também reconheceu que Cássio possuía um temperamento forte — o estadista mais velho lembrava que, quando Cássio ficava zangado, os seus olhos brilhavam com uma intensidade que o fazia lembrar o deus da guerra Marte. No entanto, a descrição mais famosa de Cássio não é de Cícero, mas de William Shakespeare, na tragédia Júlio César, escrita mais de 1500 anos depois, o Bardo faz César dizer: 'Aquele Cássio tem um olhar magro e faminto. / Pensa demasiado. Homens assim são perigosos.' (1.2 195-96),
Por mais magro e faminto que fosse, Cássio também parece ter carregado um amor pela República Romana. De acordo com Plutarco, quando ele era adolescente, estudou com Fausto, filho do falecido ditador Lúcio Cornélio Sula. Fausto gabava-se, ao que parece, dos poderes autocráticos do pai quando Cássio, incapaz de conter a sua fúria, se lançou sobre ele e lhe deu uma tareia. Depois de Cássio ter sido afastado, os tutores de Fausto ameaçaram levá-lo a tribunal. Contudo, Pompeu Magno, um dos antigos tenentes de Sula, proibiu-o e prometeu resolver o assunto pessoalmente. Quando Pompeu reuniu os dois jovens para sanar as suas divergências, Cássio escarneceu e disse: 'Vá lá, Fausto, tem a coragem de proferir na presença deste homem as palavras que me enfureceram, e eu esmagar-te-ei a cara novamente' (Plutarco, Vida de Bruto, 9.1). A história, afirma Plutarco, prova que, desde tenra idade, Cássio nutria uma 'enorme hostilidade e amargura para com toda a linhagem dos tiranos' (Idem).
Carreira Militar
Na década de 50 a.C., a República Romana estava moribunda. Para todos os efeitos, o poder concentrava-se nas mãos de apenas três homens — Pompeu, o Grande, Júlio César e Marco Licínio Crasso — que se tinham unido numa aliança instável a que os historiadores chamam o Primeiro Triunvirato. Por essa altura, Pompeu era reconhecido como o maior general da sua geração, e César encontrava-se em campanha na Gália, cobrindo-se de glória e riquezas. Não querendo deixar-se superar pelos seus colegas triúnviros, Crasso começou a planear a sua própria expedição militar contra o Império Parta. Uma nova guerra no Oriente oferecia oportunidades a jovens oficiais ambiciosos como Cássio, que se juntou ao exército de Crasso como questor e segundo comandante.
Inicialmente, a expedição correu bem e Crasso obteve vitórias menores contra os Partas na Síria. Contudo, o triúnviro, excessivamente confiante, atravessou o Eufrates e conduziu o seu exército por território inimigo desconhecido, caracterizado por um terreno desértico fustigante. Pouco depois, a sorte de Crasso esgotou-se e as suas legiões foram esmagadas na Batalha de Carras, em 53 a.C. — a pior derrota romana desde os tempos de Aníbal. Foram mortos milhares de soldados romanos, perderam-se vários estandartes das águias e, pouco depois da batalha, o próprio Crasso foi feito prisioneiro e executado, consta-se que através da ingestão forçada de ouro derretido. Sendo um dos únicos oficiais superiores que restavam, Cássio assumiu o comando dos remanescentes destroçados do exército. Conduziu os 10 000 sobreviventes de volta à Síria e entrincheirou-se em Antioquia, o centro do poder romano na região. Ali, começou a preparar-se para o contra-ataque parta.
O ataque ocorreu mais tarde, nesse mesmo ano, quando um exército parta, liderado pelo general Osaces, invadiu a Síria e devastou tudo o que encontrou pelo caminho. Por essa altura, Cássio estava preparado — quando os Partas chegaram a Antioquia, não conseguiram romper as muralhas. Incapazes de sustentar um cerco, retiraram-se e voltaram a saquear o campo sírio. Durante os dois anos seguintes, Cássio travou uma quase-guerrilha contra os invasores, utilizando Antioquia como base a partir da qual enviava tropas para fustigar os flancos inimigos ou eliminar grupos isolados de soldados partas. Depois, em 51 a.C., Cássio armou uma emboscada aos Partas, na qual estes caíram por completo. O exército parta foi devastado e Osaces ficou mortalmente ferido. Após a morte do seu comandante, os sobreviventes partas abandonaram a Síria. Embora a vitória dificilmente fosse grandiosa o suficiente para vingar Carras, consolidou certamente Cássio como um general a ter em conta.
Durante os seus três anos em Antioquia, Cássio serviu como governador interino da Síria, e usou o cargo para enriquecer, extorquindo a população local e comprando produtos sírios para revendê-los a preços inflacionados. A sua interferência no comércio sírio rendeu-lhe o apelido de "a Tâmara", em referência à fruta que crescia nas palmeiras locais, mas, como aponta o historiador Barry Strauss, não era um elogio. Durante o seu mandato, também invadiu a Judeia, capturando e escravizando cerca de 30.000 judeus, que mais tarde foram vendidos a um preço alto. Cássio esteve longe de ser o único governador romano a envolver-se neste tipo de corrupção. No entanto, a sua imagem posterior como um baluarte da virtude republicana torna as suas ações enquanto governador especialmente dignas de nota.
Guerra Civil
Cássio regressouou a Roma em 50 a.C., às vésperas da guerra civil. Pompeu tinha servido como cônsul único em 52 a.C., uma concentração de poder quase sem precedentes nas mãos de um só homem, enquanto César ainda levava a cabo a sua guerra na Gália, de legalidade duvidosa. Por esta altura, os Optimates — uma fação conservadora no Senado romano — exigiam que César entregasse as suas legiões e regressasse a Roma para responder por crimes que alegadamente teria cometido, tanto antes como durante a guerra na Gália. Caso ele recusasse, o Senado virar-se-ia para Pompeu, pedindo-lhe que liderasse os exércitos da República e levasse César à justiça. No final, César aceitou regressar, mas não para responder por quaisquer crimes e, certamente, não sozinho. Em janeiro de 49 a.C., cruzou o Rubicão à frente das suas legiões de veteranos.
Cássio, que acabara de ser eleito tribuno da plebe, aliou-se a Pompeu e ao Senado. Fugiu de Roma e partiu para a Grécia, onde Pompeu estava a reunir um exército. Colocado ao comando de uma frota pompeiana, Cássio provou mais uma vez o seu valor militar ao destruir uma frota cesariana ao largo da costa da Sicília, em 48 a.C. Passou os meses seguintes a fustigar navios na costa do sul de Itália. Contudo, os sucessos navais de Cássio não passavam de um evento secundário face à guerra que se desenrolava na Grécia. Ali, na Batalha de Farsália, César obteve uma vitória decisiva sobre Pompeu, destroçando o seu exército. Derrotado, mas sem desistir, Pompeu fugiu para o Egipto, mas foi sumariamente assassinado assim que desembarcou. Embora a guerra civil se viesse a prolongar por mais alguns anos, o destino estava traçado: César tinha vencido.
Relação com César
Após a Batalha de Farsália, muitos pompeianos proeminentes acorreram a César em busca de clemência. Ansioso por provar que era misericordioso — e, sem dúvida, satisfeito por ver os homens mais orgulhosos de Roma rastejarem aos seus pés — César perdoou a maioria dos que o solicitaram, agindo como se a guerra civil tivesse sido pouco mais do que uma zanga de família. Entre os senadores pródigos que procuravam o perdão de César encontravam-se nomes sonantes como Cícero e Marco Júnio Bruto, cunhado de Cássio. O próprio Cássio planeou inicialmente continuar a lutar mas acabou por ser convencido, talvez pelo exemplo de Bruto, a render-se. Encontrou-se com César no sul da Anatólia e foi perdoado. Mais tarde, Cássio afirmou que quase assassinara César nesse preciso momento, embora historiadores como Strauss descartem esta afirmação como sendo um 'conto de fadas' (pág. 74). César acolheu Cássio de volta ao seu círculo e nomeou-o legado no seu exército.
Cássio participou na campanha de César contra o rei Farnaces II do Ponto, mas recusou-se a pegar em armas contra os resistentes pompeianos em África, liderados pelos seus antigos aliados Metelo Cipião e Catão, o Jovem. Assim, enquanto César eliminava os últimos vestígios da resistência pompeiana, Cássio regressou a Roma, onde esperava retomar a sua carreira política. Mas as regras do jogo tinham mudado — César era agora ditador e todos os outros cargos públicos do governo romano dependiam da sua vontade. Cássio aprenderia isto da forma mais difícil quando César nomeou Bruto para o governo da Gália Cisalpina, apesar de a experiência de Cássio na Síria fazer dele o candidato mais qualificado. No final de 45 a.C., Cássio perdeu outro cargo para o seu cunhado quando César atribuiu a Bruto o prestigiado posto de pretor (praetor) urbano. Enfurecido, Cássio recusou-se a falar com Bruto durante meses.
Isto não queria dizer que a carreira de Cássio tivesse chegado ao fim. Na verdade, César, que estava a fazer nomeações políticas com anos de antecedência, concordou em permitir que Cássio fosse cônsul em 41 a.C. Mas era precisamente esta ideia de ter de se vergar perante César para progredir que irritava Cássio, ofendendo o seu sentido de dignitas — uma virtude complexa que abrangia tanto a honra pessoal como o prestígio. Naturalmente, Cássio também poderá ter alimentado um rancor pessoal contra o ditador. Corria o rumor de que César, um conhecido mulherengo, se deitava com a mulher de Cássio, Júnia Tércia (que era também meia-irmã de Bruto). Havia também a história contada por Plutarco de que César confiscara uns leões que Cássio comprara em Mégara para os jogos em Roma, e que tal facto ferira o seu orgulho (Plutarco admite que os leões poderiam pertencer, afinal, ao irmão de Cássio, Lúcio).
Pondo de parte as ambições e os ressentimentos pessoais, Cássio temia que César estivesse a aproximar-se perigosamente do monarquismo. No início de 44 a.C., César foi nomeado ditador vitalício (dictator perpetuo). Depois, nas semanas que se seguiram, atropelou constantemente a tradição: primeiro, desrespeitou o Senado romano ao recusar-se a levantar-se para saudar uma delegação senatorial; depois, destituiu dois tribunos por alegadamente fomentarem a oposição. A gota de água surgiu durante o festival da Lupercália, a 15 de fevereiro, quando Marco António (Marco Antônio), um dos tenentes de César, lhe ofereceu repetidamente uma coroa. Embora César a tenha recusado, muitos viram nisto uma encenação destinada a testar a opinião pública sobre a sua aclamação como rei. Cássio bem poderia ter concordado com as palavras que Shakespeare coloca na sua boca a respeito de César: "Ele cavalga o mundo estreito / como um Colosso, e nós, homens pequenos, / caminhamos sob as suas pernas gigantes e espreitamos em volta / para encontrar para nós próprios túmulos desonrosos" (Júlio César 2.1, 142-145).
Conspiração
Provavelmente foi somente em fevereiro de 44 a.C. que Cássio decidiu que a única maneira de salvar a república era assassinar César. Não foi difícil recrutar outros senadores insatisfeitos para a conspiração, já que muitos homens poderosos tinham contas a acertar com o ditador. Alguns eram ex-pompeianos que estavam irritados porque César não tinha devolvido todas as propriedades que lhes havia confiscado. Outros eram conservadores optimistas convictos, indignados com as reformas de César, que incluíam dar terras aos seus veteranos e distribuir grãos aos pobres urbanos, bem como adicionar estrangeiros ao Senado. Outros simplesmente queriam preservar a República. Ao todo, é provável que 60 senadores se tenham juntado à conspiração (embora, provavelmente, menos de 20 tenham participado ativamente no assassínio propriamente dito).
Mas havia um homem de quem Cássio precisava acima de qualquer outro: Bruto. Segundo o mito, fora um antepassado de Bruto quem expulsara os últimos reis de Roma, e o seu nome acrescentaria um enorme peso simbólico à conspiração. Pondo de parte o seu recente desentendimento com ele, Cássio foi a casa do cunhado numa noite fria de fevereiro. Convenceu-o de que, a menos que fizessem algo para travar o ambicioso César, a República cairia. Bruto acabou por concordar. Se Cássio era o cérebro da conspiração, Bruto tornou-se o seu coração. Quando Cássio propôs matar Marco António juntamente com César, Bruto dissuadiu-o, argumentando que estavam a agir para salvar a República e não para tomar o poder. Os planos foram delineados e ficou acordado que agiriam na reunião do Senado nos Idos de Março (15 de março), dias antes de César estar programado para deixar a cidade numa campanha militar contra os Partas.
Os Idos
César chegou atrasado à reunião do Senado no dia em que viria a morrer. Inicialmente, tinha decidido não comparecer — acordara com tonturas e fora fustigado durante toda a manhã por maus presságios. Mas Cássio sabia que poderiam não ter outra oportunidade para consumar o acto. Assim, quando César não apareceu à hora marcada, enviou Décimo Bruto Albino, um homem em quem o ditador confiava, para o ir buscar. Décimo conseguiu atrair César para o Pórtico de Pompeu, onde o Senado reunia naquele dia. Ao entrar na sede do Senado, César foi cercado pelos assassinos e esfaqueado um total de 23 vezes. Morreu aos pés de uma estátua do seu grande rival Pompeu, assassinado pelos punhais de homens que julgava serem seus amigos.
Os conspiradores — ou 'Libertadores', como Cícero lhes chamou — marcharam então do Pórtico de Pompeu até à Colina do Capitolino, com as mãos e as togas ainda cobertas de sangue. Passaram os dois dias seguintes ali entrincheirados, proferindo discursos que justificavam o assassínio. Os Libertadores não abandonaram o Capitolino até 17 de março, data em que se chegou a um compromisso mediado por Cícero: os assassinos receberiam amnistia e, em troca, os actos e as nomeações de César permaneceriam válidos. Nessa noite, como demonstração de boa vontade, Cássio foi jantar a casa de António. Foi uma refeição tensa. António perguntou se Cássio escondia um punhal debaixo da axila, ao que Cássio respondeu que tinha, certamente, um punhal guardado para António, caso ele, também, viesse a revelar-se um tirano.
Filipos e a Morte
Esta paz frágil durou pouco tempo. A 20 de março, o dia do funeral público de César, rebentou um motim — talvez incitado por António — com multidões enfurecidas a ameaçarem as casas dos conspiradores. A situação tornou-se tão grave que Bruto e Cássio fugiram da cidade em meados de abril, temendo provavelmente pelas suas vidas. Dirigiram-se primeiro para Antium (Âncio), em Itália, onde permaneceram durante alguns meses. Contudo, por volta de agosto, tornou-se claro que uma nova vaga de guerras civis estava prestes a surgir no horizonte, levando Bruto e Cássio a partirem para o Oriente na esperança de reunirem um exército. Enquanto Bruto foi para a Grécia, Cássio dirigiu-se para o seu antigo terreno habitual, a Síria. Ao longo do ano seguinte, reuniu um formidável exército de doze legiões
Em 43 a.C., Octaviano — o filho adotivo de César, de apenas 19 anos — subiu ao poder em Roma. Promulgou uma lei que revogava a amnistia concedida aos Libertadores e declarava-os inimigos de Roma, antes de se aliar a António e a outro cesariano proeminente, Marco Lépido, que juntos formaram o Segundo Triunvirato. Bruto e Cássio sabiam que era apenas uma questão de tempo até que este novo triunvirato partisse no seu encalço.
Na primavera de 42 a.C., Cássio conduziu o seu exército até Rodes, a ilha grega onde tinha estudado filosofia em rapaz. Mas, desta vez, chegou com intenções menos pacíficas — uma vez que Rodes tinha apoiado recentemente um dos seus inimigos, saqueou-a e condenou à morte 50 dos seus homens mais influentes. Tendo assim enchido o seu tesouro com o ouro e a prata de Rodes, encontrou-se com Bruto e uniu forças.
O confronto decisivo ocorreu a 3 de outubro de 42 a.C., em Filipos, um local na Macedónia oriental. Era o dia do aniversário de Cássio e as probabilidades pareciam favoráveis — ele e Bruto comandavam mais de 80.000 infantes e 20.000 cavaleiros e controlavam o terreno elevado, enquanto os seus oponentes, Octaviano e António, estavam numa posição menos vantajosa e a ficar sem mantimentos. Mas os Libertadores subestimaram a audácia de António, que se esquivara pelos flancos para ameaçar as suas linhas de abastecimento. António atacou, empurrando os homens de Cássio de volta para o acampamento.
Cássio viu os seus homens a fugir e acreditou erroneamente que Otavianoo também tinha derrotado o exército de Bruto. Preferindo a morte à captura, ordenou que um dos seus libertos chamado Píndaro o decapitasse. Quando Bruto soube da morte de Cássio, lamentou-o como "o último dos romanos" (Plutarco, Vida de Brutus, 44.2). Eenterrou-o em segredo para não abalar o moral dos soldados. Três semanas depois, Bruto também foi derrotado e suicidou-se. Com Bruto e Cássio morreu o sonho da República Romana. Três anos após o assassinato de Júlio César, como observa o historiador Suetónio, os principais responsáveis pelo crime estavam mortos.

