O Antigo Testamento é a designação cristã dada aos livros das escrituras judaicas que constituem a primeira parte da Bíblia Cristã. O termo "Antigo", neste contexto, foi um meio de distinguir o Judaísmo do Cristianismo aquando da criação do Novo Testamento, a partir do século II. Os crentes judeus não consideram as suas escrituras como "antigas", no sentido de já não serem válidas; estas permanecem no centro da vida e da prática judaica.
A Etimologia
"Testamento" tornou-se a tradução para um conceito religioso e cultural partilhado no mundo antigo: o de "aliança". Uma aliança era um contrato legal sustentado e selado por juramentos e rituais. Dispomos de exemplos entre suseranos e vassalos. O faraó egípcio Ramessés II (reinou entre 1279-1213 a.C.) e o rei hitita, Hattusili III, assinaram uma aliança deste tipo em 1259 a.C. Ambos invocaram os seus respetivos deuses para validar o acordo, um exemplo primitivo de um tratado de paz após a Batalha de Cades.
O termo hebraico para aliança, beriyth, significava uma promessa ou um compromisso, mas poderá também ter derivado de uma raiz que significava "cortar". As alianças eram "seladas", legalmente atestadas, fazendo passar pedaços cortados da carne dos sacrifícios entre as partes. Poderá também ter derivado do acádio antigo, significando "entre", um acordo entre pessoas.
Na tradução grega das escrituras hebraicas, beriyth tornou-se diatheke, um conceito da jurisprudência greco-romana, significando "acordo" ou "testamento", que descrevia "última vontade e testamento". A versão do Rei Jaime (King James Bible) utilizou o termo inglês testament para os livros bíblicos, compreendendo as alianças de Deus como eternas. Ainda hoje nos referimos ao "testamento" (last will and testament) de alguém — as instruções para a distribuição da sua propriedade e bens — como sendo juridicamente vinculativo.
Todas as religiões antigas possuíam contratos entre os seus deuses e os seres humanos. O contrato detalhava a relação entre a sociedade e o divino. As alianças continham dois elementos essenciais: 1) a promessa do deus de ajudar a comunidade a prosperar em troca de adoração, o que implicava a realização de sacrifícios, e 2) códigos de leis que detalhavam o comportamento e os papéis de género. Os códigos de leis manifestavam-se sob formas de governação, originalmente através de reis, e eram validados pelo facto de terem sido concedidos pelos deuses. Não existia distinção entre leis divinas e leis cívicas. Os magistrados romanos eleitos detinham o poder de imperium, a autoridade religiosa e o dever de executar os ditames do divino.
As Escrituras Judaicas
Por vezes referidas como a Bíblia Hebraica, as escrituras judaicas consistem em fontes vastas e variadas: mitos, hinos, orações, oráculos e narrativas históricas. É consensual que estas histórias começaram como tradição oral, transmitida ao longo de várias gerações. Com o passar dos séculos e a longa história vivida por Israel — que incluiu tanto acontecimentos marcantes como desastres —, estas histórias orais foram editadas e enriquecidas com material adicional. Os acréscimos refletem sempre o sentido das narrativas mais antigas, sendo atualizados para explicar os acontecimentos contemporâneos. Existe consenso de que as tradições orais mais antigas foram redigidas por escrito cerca de 600 a.C., momento em que as diversas fontes foram reunidas.
Os povos da antiguidade respeitavam a vetustez e o passado remoto, na medida em que estes conferiam validação aos conceitos e costumes transmitidos de geração em geração. Após a morte de Salomão (cerca de 930 a.C.), Israel dividiu-se em dois reinos, Israel a norte e Judá a sul, cada um com as suas próprias tradições. Aquando da primeira redação das diversas fontes, as variações foram preservadas. Assim, a versão escrita da Bíblia Hebraica contém duplicados e triplicados das mesmas histórias, que apresentam também contradições. Por exemplo, existem dois relatos diferentes da criação no Génesis e dois relatos distintos do dilúvio e de Noé.
A datação dos livros baseia-se em detalhes culturais específicos presentes nas narrativas. Muitas das histórias no Génesis refletem a cultura nómada do Médio Oriente no final da Idade do Bronze. Histórias posteriores refletem eventos históricos conhecidos, tais como a invasão dos Assírios em 722 a.C. e a destruição do Templo de Salomão e de Jerusalém pelos Babilónios em 587 a.C.
Uma característica comum a todas as religiões antigas era a ausência de uma autoridade central que pudesse ditar aquilo em que todos deveriam acreditar ou o que deveriam praticar. Centenas de cultos nativos incorporavam divindades ancestrais e, posteriormente, acrescentavam novos deuses e rituais à medida que estes surgiam ao longo do tempo. Da mesma forma, vários grupos de judeus (seitas judaicas) sustentavam conceitos e práticas diferentes. Os sacrifícios e rituais de pureza encontram-se descritos no livro do Levítico para o Templo, contudo, dispomos de escasso conhecimento sobre a forma como eram observados nas sinagogas judaicas por todo o Império Romano. Um texto escrito não implica necessariamente conformidade. Então, tal como agora, as pessoas consultavam os seus textos religiosos e interpretavam-nos de formas individuais.
As Alianças na Bíblia Hebraica
Dois tipos de alianças são predominantes na Bíblia Hebraica: as alianças incondicionais ou eternas feitas por Deus, e as alianças condicionais. Apesar da mudança de circunstâncias, as alianças originais permaneciam intactas e eram frequentemente repetidas. No entanto, nas alianças condicionais, cabia a Deus a decisão de punir as violações (pecados) contra os seus ditames. As violações eram categorizadas, de forma coletiva, como a permissão do pecado da idolatria, o qual, por sua vez, conduzia a pecados de conduta. Encontramos um padrão nas escrituras: devido aos seus pecados, Deus permitia que os israelitas fossem oprimidos por governantes locais ou estrangeiros. Os israelitas apelavam a Deus, prometendo manter-se fiéis às suas alianças. Deus, então, intervinha, resgatando-os dos seus opressores e restaurando os ditames originais.
Estes padrões recorrentes eram um recurso literário imposto pelos redatores. Historicamente, não podemos confirmar que os israelitas tenham pecado sempre através da idolatria. As histórias serviam como explicações para crises periódicas (tempos de infortúnio) e para a restauração das promessas de Deus.
A Aliança com Noé
Um dos conceitos mais antigos de aliança encontra-se na história de Noé e da sua família, ao sobreviverem ao grande dilúvio:
O arco-íris da Aliança —A seguir , Deus disse a Noé e a seus filhos: «Vou estabelecer uma aliança convosco, com a vossa descendência e com os demais seres vivos que vos rodeiam: (...), todos aqueles que saíram da arca. Estabeleço convosco esta aliança: não mais criatura alguma será extreminada pelas águas do dilúvio e não haverá janais outro dilúvio para destruir a terra.»
(Génesis 9:8-11 - Villapadierna, Carlos de (†) et al.. Bíblia Sagrada. 3.ª Ed. Lx: Dif Bíblica (MC), 1968, pág. 29)
As alianças eram frequentemente representadas por um presságio ou por um sinal, neste caso, um arco-íris.
(...): coloquei o Meu arco nas nuvens para que seja o sinal da aliança entre Mim e a terra. Quando cobrir a terra de nuvens e aparecer o arco nas nuvens recordar-Me-ei da aliança que firmei convosco e com todos os seres vivos da terra, e as águas do dilúvio não voltarão mais a destruir todas as criaturas.
(Génesis 9:13-15, Idem)
A Aliança com Abraão
Uma das alianças mais importantes foi a que se estabeleceu entre Deus e Abraão:
O Senhor disse a Abrão: «Deixa a tua terra, a tua família e a casa do teu pai, e vai para a terra que Eu te indicar. Farei de ti um grande povo, abençoar-te-ei, engrandecerei o teu nome e serás uma fonte de bençãos. Abençoarei aqueles que te abençoarem, e amaldiçoarei aqueles que te amaldiçoarem. E todos as famílias da terra serão em ti abençoadas.»
(Génesis 12:1-3, Ibid. pág. 33)
A aliança enfatizava tanto a prosperidade (rebanhos e gado) como o povo, em troca da obediência de Abraão aos ditames de Deus. Uma mudança na visão do mundo resultava frequentemente na adoção de um novo nome. Assim, Abrão passou a chamar-se Abraão. Abraão significava "pai de multidões", "pai de nações". Como sucedia em tudo o que fazia, Abraão tornou-se o ideal de fidelidade (lealdade a Deus) tanto para judeus como para gentios, em ambos os Testamentos.
O sinal desta aliança encontra-se em Génesis 17:9-14:
Deus disse a Abraão: «Da tua parte, cumprirás a Minha aliança, tu e a tua descendência, nas futuras gerações. Eis o pacto estabelecido entre Mim e vós, que tereis de respeitar: todo o homem, entre vós, será circuncidado. Circuncidareis a carne do vosso prepúcio, e este será o sinal do pacto entre Mim e vós. Oito dias depois de nascer, toda a criança do sexo masculino, das gerações futuras, será circuncidada por vós; os servos nascidos em casa ou adquiridos a dinheiro, serão circuncidados, ainda que não pertençam à tua raça. (…); e desta forma será marcado na vossa carne o sinal da Minha eterna aliança. O indivíduo do sexo masculino incircunciso, aquele que não tiver sido circuncidado na sua carne, será afastado do meio do seu povo por ter violado a Minha aliança.
(Ibid., pág. 40)
A circuncisão é frequentemente compreendida como estando associada ao conceito moderno de higiene. Contudo, os povos da antiguidade não possuíam este nível de conhecimento médico. A circuncisão era, e continua a ser, praticada por muitos povos em todo o mundo. Egípcios, sírios e tribos árabes (através da descendência de Abraão) também circuncidavam os homens. A nossa melhor compreensão reside na forma como a circuncisão funcionava na Bíblia: era um símbolo físico e permanente que se tornou num dos marcadores de identidade étnica dos judeus.
Tradições posteriores interpretaram o facto de ser "cortado do seu povo" como um castigo por não seguir as alianças, simbolizando os israelitas que viviam "no exílio", cortados da terra prometida de Canaã, cativos numa terra estrangeira. Tornou-se também uma analogia para a alienação de Deus.
A Aliança com Moisés
A aliança com Abraão não continha detalhes específicos sobre como realizar o culto a Deus. Esses detalhes foram fornecidos na aliança definitiva entre Deus e Moisés no Monte Sinai, após a fuga do Egito (Êxodo 20). São conhecidos como os dez mandamentos, por serem os dez primeiros destacados logo no início. Contudo, estes foram seguidos por outros 603 mandamentos. Os dez primeiros eram absolutos, enquanto os restantes continham métodos detalhados de "expiação", ou uma série de rituais e sacrifícios para reparar as violações.
Esta aliança apresentou aos israelitas uma constituição para a nação de Israel. Continha pormenores sobre a forma como deviam ser "separados" das outras nações no seu culto, na sua aparência e nas leis específicas sobre o comportamento quotidiano e os relacionamentos entre si: "Pois tu és um povo santo ao Senhor, teu Deus; o Senhor, teu Deus, escolheu-te de entre todos os povos que há sobre a terra, para seres o seu povo, a sua propriedade particular" (Deuteronómio 7:6). Foi ordenado a Moisés que colocasse as tábuas da lei na arca da aliança, guardada num santuário em forma de tenda.
Os detalhes da aliança mosaica prosseguem nos livros de Levítico, Números e Deuteronómio. Coletivamente, ao longo das escrituras, são referidos simplesmente como a Lei de Moisés.
A Aliança com o Rei David
Os livros de Josué e Juízes relatam o povoamento dos israelitas em Canaã após a sua fuga do Egito. Neste período, os israelitas eram governados pelos descendentes dos doze filhos de Jacob numa confederação tribal. Naquela época, a arca da aliança era mantida em vários centros de culto tribais, para que nenhuma tribo dominasse as outras.
Os livros 1 e 2 de Samuel narram a história da ascensão da monarquia no antigo Israel. O profeta Samuel tinha ungido David com óleo para substituir o primeiro rei, Saul. Quando David se tornou rei, consolidou as tribos numa monarquia unida, centrada em Jerusalém. Ele tinha planos para levar a tenda do encontro para a cidade e edificar uma "casa" de pedra permanente para Deus. Contudo, David cometeu adultério e homicídio no seu relacionamento com Betsabé.
O profeta encarregado do reinado de David era agora Natan:
Porque vós mesmo, ó Senhor dos exércitos, fizeste ao Vosso servo esta revelação: Eu te construirei uma casa. (...). Agora, ó Senhor Deus, (...), abençoai desde agora a sua casa, para que ela subsista para sempre diante de Vós; porque Vós, Senhor Deus, falastes, e, graças à Vossa bênção, a casa de Vosso servo será abençoada eternamente.
(2 Samuel 7:27-29, Ibid., pág. 481)
David não construiria uma casa para Deus; essa tarefa ficou reservada ao seu filho, Salomão. O anúncio de Natan criou o conceito de uma dinastia de descendentes de David. Existiria sempre um herdeiro de David no trono de Israel. Do termo hebraico mashiach ("ungido"), temos "messias" (em grego, christos). Os profetas posteriores afirmaram que, quando Deus estabelecesse o seu reino na terra, suscitaria um messias da linhagem de David. Não existe um sinal específico nesta aliança, mas "casa" é simbólico de trono, um símbolo de soberania.
A Bíblia dos Setenta (Septuaginta) e o Cânone
O governante do Egito ptolemaico, Ptolomeu II Filadelfo (285-247 a.C.), encomendou uma tradução das escrituras hebraicas para o grego koine para a sua comunidade judaica em Alexandria. A Septuaginta ("as traduções dos setenta") foi a versão utilizada pelos autores dos Evangelhos.
Um termo posterior para descrever os livros bíblicos é "cânone". "Cânone" era uma palavra grega que significava "medida", aplicada à decisão final de "medir" quais os livros que eram considerados escrituras sagradas e quais não eram. As escrituras judaicas levaram séculos até se chegar ao cânone oficial.
Dispomos de um conceito primitivo do que poderia ser entendido como um cânone. Na sua história do Judaísmo compilada para os romanos, o historiador judeu Flávio Josefo (36-100 d.C.) racionalizou a coleção:
Pois não temos entre nós uma multidão inumerável de livros que discordam e se contradizem, [como os gregos têm], mas apenas vinte e dois livros, que contêm os registos de todos os tempos passados; que são justamente cridos como divinos; e destes, cinco pertencem a Moisés, que contêm as suas leis e as tradições da origem da humanidade até à sua morte. Este intervalo de tempo foi pouco menos de três mil anos; mas quanto ao tempo desde a morte de Moisés até ao reinado de Artaxerxes, rei da Pérsia, que reinou depois de Xerxes, os profetas, que vieram depois de Moisés, escreveram o que foi feito nos seus tempos em treze livros. Os quatro livros restantes contêm hinos a Deus e preceitos para a conduta da vida humana. [...] Quão firmemente demos crédito a estes livros da nossa própria nação é evidente pelo que fazemos; pois, durante tantos séculos quantos já passaram, ninguém foi tão audaz a ponto de lhes acrescentar algo, de lhes retirar algo, ou de neles fazer qualquer alteração; mas tornou-se natural para todos os judeus, imediatamente e desde o seu nascimento, considerar que estes livros contêm doutrinas divinas, persistir neles e, se a ocasião surgir, morrer voluntariamente por eles.
(Contra Apião, Livro 1:8)
As decisões sobre a canonização das escrituras judaicas nem sempre se basearam em diferenças teológicas per se. Os manuscritos eram examinados quanto à sua proveniência e à autoridade do autor. Existem dezenas de manuscritos que foram categorizados como Apócrifos, a partir de um termo grego que significava "escondidos" ou "mantidos em segredo". Muitos destes livros foram escritos por "videntes" que entravam em transe extático e experienciam viagens fora do corpo com revelações dos dias finais, incluindo visitas ao céu e ao inferno sobre o destino dos justos e dos iníquos. Contêm elementos das escolas de filosofia gregas, destacando o destino da alma. São bastante esotéricos e poderiam estar além da compreensão da pessoa comum e pouco instruída. As Bíblias de estudo modernas incluem os livros dos Apócrifos imediatamente a seguir às escrituras judaicas, entre os testamentos.
O cânone definitivo das escrituras judaicas não contém os quatro livros dos Macabeus, escritos na época da Revolta Macabeia contra a opressão dos reis gregos. A literatura dos Macabeus introduziu o conceito de martírio, a recompensa de um mártir que sacrificava a sua vida pelas suas crenças e era transladado para o céu. O martírio permanece um conceito importante no Judaísmo.
O facto de os livros não terem sido incluídos no cânone final poderá dever-se a razões históricas ou políticas. Os líderes da revolta estabeleceram a dinastia Hasmoneia. Josefo descreveu as várias seitas de judeus, muitas das quais se opunham ao governo dos Hasmoneus, particularmente os fariseus. Esta poderá ter sido uma das razões pelas quais os livros dos Macabeus não foram incluídos no cânone final.
Os manuscritos mais antigos da Bíblia Hebraica são determinados em grande parte a partir de escavações arqueológicas e descobertas em bibliotecas antigas. A biblioteca dos essénios possuía manuscritos de todos os livros da Bíblia judaica, com exceção de Ester; estes são os Manuscritos do Mar Morto.
Os rabinos posteriores, dos séculos II ao V, acrescentaram comentários sobre as leis e as narrativas históricas. Com o tempo, a tradição judaica passou a usar o acrónimo Tanakh para designar as suas escrituras:
- T para Torah (instrução), os cinco primeiros livros do Pentateuco.
- N para Nevi'im (profetas).
- K para Ketuvim (escritos sagrados): Salmos, Provérbios, Job, Cântico dos Cânticos, Rute, Lamentações, Eclesiastes, Ester, Daniel, Esdras, Neemias, e I e II Crónicas.
As Bíblias cristãs modernas que contêm o Antigo Testamento variam entre as principais denominações: Ortodoxia Oriental, Catolicismo e Protestantismo. As decisões sobre o cânone incluem a aceitação ou rejeição das obras dos Apócrifos, bem como de alguns livros adicionais presentes na Septuaginta grega.
O que constitui o cânone moderno do Judaísmo baseia-se no Texto Massorético. Provindo da palavra massorah ("transmitido"), tornou-se uma combinação autoritativa dos manuscritos hebraicos e aramaicos compilados entre os séculos VII e X. O objetivo era uniformizar os textos, acrescentando sinais para a vocalização das vogais, uma vez que o hebraico antigo apenas possuía consoantes. A versão definitiva da Bíblia Hebraica contém 24 livros.
Na prática moderna, secções das escrituras judaicas são lidas em diferentes momentos ao longo do ano. Muitas são destacadas durante a liturgia, nos sábados (Shabbat) e durante as festividades religiosas.

