Em muitas culturas da Antiguidade, as mulheres tiveram de lutar contra as desvantagens de regras e convenções criadas para os homens e por homens que dominavam o governo, a vida pública e a sociedade. No entanto, muitas religiões antigas tinham deusas poderosas, como Ísis no Egito; os mitos falavam de mulheres fortes, como as Amazonas; e, claro, as mulheres eram fundamentais no lar e na vida familiar. Muitas mulheres quebraram as convenções e chegaram ao topo das suas sociedades para governar sozinhas vastos impérios, como Hatshepsut no Egito, Wu Zetian na China e a rainha Seondeok na Coreia. Também nas artes, as mulheres conseguiam estar à altura dos seus homólogos masculinos, produzindo livros de história, poemas e obras filosóficas que ainda hoje são lidos e estudados.
A sorte das mulheres comuns era, no entanto, pouco invejável na maioria das culturas antigas. Não é por acaso que muitas das figuras femininas nos mitos e na literatura produzidos por escritores masculinos da Antiguidade são apresentadas de forma a, de algum modo, culpar as mulheres pelos males do mundo, sendo a história de Pandora o exemplo mais explícito. Esta coleção analisa muitas mulheres famosas e bem-sucedidas, mas também aquelas mulheres comuns que tiveram de lutar contra restrições sociais sempre presentes, bem como contra limitações aos seus direitos de propriedade e participação política. Analisamos a importância das mulheres na vida familiar, o papel que desempenhavam na religião e como conseguiam ganhar a vida em uma ampla variedade de funções, desde artistas sofisticadas até fabricantes de seda.
No seio da família, as mulheres romanas ocupavam-se da casa e da sua mão-de-obra escrava e dedicavam-se ao artesanato, enquanto as mulheres da classe alta podiam também estudar disciplinas académicas, como a literatura e a filosofia.
