O Primeiro Império Francês, estabelecido sob o comando de Napoleão Bonaparte (Imperador entre 1804–1814; e brevemente em 1815), representou o apogeu do poder francês na Europa após a Revolução Francesa. Através de campanhas militares contínuas e de uma profunda reestruturação política, Napoleão estendeu o controlo e a influência da França a grande parte da Europa continental: da Península Ibérica à Europa Central e Oriental; e do mar do Norte ao sul de Itália. Esta expansão foi impulsionada por uma combinação de inovação militar, conscrição em massa e pela reorganização dos territórios conquistados em Estados clientes e reinos satélites, reconfigurando o equilíbrio de poder europeu no início do século XIX.
As Guerras Napoleónicas (1803–1815) transformaram a Europa a nível político e ideológico. Embora o domínio de Napoleão tenha desmantelado ou enfraquecido muitas monarquias tradicionais, também espalhou princípios revolucionários como a igualdade jurídica, a centralização administrativa e o Código Napoleónico, influenciando a governação muito para além das fronteiras da França. Ao mesmo tempo, a guerra prolongada provocou resistência, desgaste económico e a ascensão de movimentos nacionalistas que, em última análise, minaram o controlo imperial. A derrota e o exílio de Napoleão conduziram à Restauração Bourbon (1814–1830), mas a instabilidade política desencadeada pela sua era perdurou. A França oscilaria entre a monarquia e a república ao longo do século XIX, dando origem a uma Segunda República (1848–1852), a um Segundo Império (1852–1870) e a uma Terceira República (a partir de 1870) — um legado moldado, em grande medida, pela experiência napoleónica.

