Porto de Herodes

Patrick Scott Smith, M. A.
por , traduzido por Filipa Oliveira
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O Porto de Herodes foi um colossal porto construído entre 22 e 15 a.C. por Herodes, o Grande (reinou 37-4 a.C.), Rei Cliente de Roma. Situado na costa leste do Mediterrâneo inferior, ao norte de Alexandria e ao sul de Tiro, com a generosidade e a habilidade de construção de Roma, esta estrutura foi um feito de engenharia e uma maravilha visual do seu tempo.

Herod's Harbor
Porto de Herodes (Planta Interna do Porto) Patrick Scott Smith, M. A. (CC BY-NC-ND)

Propósito

Como Roma naquela época estava num impasse com o império da Pártia, que controlava as lucrativas rotas da seda do norte através da Mesopotâmia, o propósito do porto, ao anexar a cidade de Caesarea Maritima, não era apenas controlar as rotas terrestres do sul, leste-oeste através da Arábia e rotas marítimas pelo Mar Vermelho, em particular, mas também o de monopolizar o comércio do Mediterrâneo oriental em geral. A localização do porto, em relação ao fluxo de embarcações e comércio, indica um plano intencional de obtenção de receitas. O fluxo substancial de mercadorias do leste indo para o oeste para a costa do Mediterrâneo oriental e o movimento geral anti-horário do tráfego das embarcações no Mediterrâneo tornaram o porto uma porta de entrada para o oeste.

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Na área costeira escolhida por Herodes para a construção não existia nem baía nem promontório de importância maior onde fosse possível edificar ou expandir.

As mercadorias da Índia e da Indonésia teriam sido transportadas para oeste e, em seguida, para noroeste, através dos mares da Arábia e do Mar Vermelho. Os bens do Egito e de África ter-se-iam movido para norte, ao longo da costa oriental do Mediterrâneo, para distribuição neste local e, depois, para oeste, por todo o Mediterrâneo. Da mesma forma, uma vez que o porto se situava na rota de embarcações vazios ou carregados que circulavam pelo Mediterrâneo e de embarcações carregados que se moviam para norte ao longo da costa a partir de Alexandria, o complexo do porto/cidade também interagia com Gaza, que recebia bens de África, da Arábia, da Índia e da Indonésia, sendo os mais lucrativos a pimenta e o incenso.

Fundação

A maravilha do porto de Herodes é que era artificial; não havia nem baía nem promontório para construir ou acrescentar na área costeira onde Herodes escolheu para o construir. Além disso, o maior obstáculo para os construtores de Herodes era a tremenda ação do vento e das ondas movendo-se para o norte ao longo da costa. Como estas exactas condições ainda hoje existem nesta área do Mediterrâneo, Josefo menciona:

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Pois o caso era este, que toda a costa entre Dora e Jaffa, no meio, entre as quais esta cidade está situada, não tinha bom porto, tanto que todos que navegavam da Fenícia para o Egito eram obrigados a ficar no mar tempestuoso, por causa dos ventos do sul que os ameaçavam; o tal vento, se soprasse um pouco forte, ondas tão vastas se erguem e se chocam contra as rochas, que, ao recuarem, o mar fica em grande fermentação por um longo caminho.(A Guerra dos Judeus, 1.21.5)

No entanto, com estruturas de fundação chamados molhes, o porto de Herodes finalmente forneceu um porto seguro para embarcações. Estes foram dispostos num interessante curso circular para mitigar a erosão. Josefo descreve o porto como um "porto circular" (Antiguidades Judaicas, 15.9.6). Abrangendo cerca de 16 hectares (40 acres) de água, dos dois molhes, o braço sul estendia-se 300 metros (1000 pés) para oeste no mar enquanto curvava-se para o norte por 500 metros (1600 pés). O molhe norte também se estendia por 300 metros (1000 pés) para oeste. Ambos os braços terminavam na entrada noroeste do porto, com 28 metros (60 pés) de largura.

Aerial View of Herod's Harbor
Vista Aérea do Porto de Herodes Ron Gafni - SkyPics (CC BY-SA)

Alguns dos blocos de fundação que compõem as estruturas dos molhes pesavam até 50 toneladas. Josefo menciona um bloco medindo 15 metros (50 pés) de comprimento, 5,5 metros (18 pés) de largura e 2,75 metros (9 pés) de espessura (A Guerra dos Judeus, 1.21.6). No entanto, é igualmente notável o uso de cimento hidráulico para alguns dos trabalhos de fundação. Um possível cenário é que formas de madeira tenham sido transportadas de barco para a área de colocação, sendo então preenchidas por etapas com o cimento romano à medida que eram baixadas. No entanto, em conjunto com o uso dos blocos de cimento, foram igualmente usados blocos maciços de arenito quartzo na área de entrada para a fundação do molhe sul, enquanto o cimento moldado foi usado no molhe norte.

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Superestrutura Militar

A fundação do porto teria enfrentado os aspectos hidrodinâmicos, e a superestrutura teria abordado as preocupações militares de Roma. Encimando a fundação do molhe havia uma superestrutura de torres e muralhas destinada a repelir qualquer invasão militar. Tal complexo teria feito o porto parecer uma enorme fortaleza no mar.

AS TORRES NA ENTRADA DO PORTO DE HERODES DEVEM TER SIDO DEFINITIVAMENTE GRANDES, COM ALTURAS VERTIGINOSAS ULTRAPASSANDO os 27 METROS (90 PÉS).

Josefo menciona "edifícios ao longo do porto circular" e "torres muito grandes numa muralha de pedra que o circundava" (Antiguidades Judaicas, 15.9.6; A Guerra dos Judeus, 1.21.6). Embora Josefo não forneça os tamanhos exatos das torres do porto, escreve as dimensões da fortificação de Herodes, o Grande e Herodes Agripa em Jerusalém. Lá, as torres comuns variavam entre 9 e 11 metros (30 e 36 pés) quadrados, enquanto a altura da muralha era de 9 metros (30 pés), com uma espessura típica da muralha equivalente à metade da altura da muralha. As larguras comuns das pontes romanas estavam na faixa de 5,5 metros (18 pés), e a espelhá-lo, é possível que a largura da muralha no Porto de Herodes fosse de 5,5 metros (18 pés), apoiando o argumento de torres quadradas de 11 metros (36 pés). Se a altura fosse o dobro da largura, a altura da torre mais a muralha no Porto de Herodes poderia ter tido uns impressionantes 18 ou 22 metros (60 ou 72 pés). Finalmente, com base na trajetória efetiva das flechas disparadas de arcos compostos da época, o espaço entre as torres ter-se-ia aproximado a uma distância de 27 a 30 metros (90 a 100 pés) para proteção adequada contra fogo cruzado. Assim como em Jerusalém, todas as torres e as muralhas teriam sido coroadas por ameias.

Além disso, como qualquer fortificação, onde a entrada é mais vulnerável, as torres na entrada do porto de Herodes deveriam ter sido definitivamente maiores, talvez atingindo larguras de 18 metros (60 pés) ou mais, com alturas vertiginosas ultrapassando os 27 metros (90 pés). O fato de Josefo referir Druso como a torre "principal" no porto sugere um tamanho maior, assim como o fato de ter sido nomeada em homenagem a uma pessoa importante, o genro de César, Druso. Da mesma forma, Herodes também atribuiu nomes de pessoas às maiores torres de Jerusalém: para comparação, uma irmã gémea de Druso seria a torre chamada Faseal, em homenagem ao irmão de Herodes.

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Towers and Arches at Herod's Harbor
Torres e Arcos no Porto de Herodes Patrick Scott Smith, M. A. (CC BY-NC-ND)

Acresce, "na face oriental do canal que leva à bacia do porto" foram encontradas evidências de reforços adicionais (Oleson, pág. 165): o uso de blocos presos com grampos de ferro cravados em chumbo revela, como diz Avner Raban, "uma função especial que impôs tensão física excepcional à estrutura" (Harbors, parte 2, pág. 280). Igualmente, Josefo descreve o uso de grampos de chumbo e ferro entre os blocos numa seção do templo em Jerusalém para garantir a integridade da fundação de um edifício "que atingia uma grande altura" (Antiguidades Judaicas, 15.11.3). O esforço adicional para produzir tal suporte de fundação sugere uma estrutura maior, talvez um farol. De qualquer forma, as torres maiores teriam sido usadas na entrada do porto para medidas defensivas.

Edifícios na Entrada

A proteção de uma entrada aquática teria exigido medidas adicionais. Josefo relata:

Na boca do porto havia de cada lado três grandes Colossos, apoiados por pilares, onde aqueles Colossos que estão à sua esquerda ao entrar no porto, são apoiados por uma torre sólida; mas aqueles à sua direita são apoiados por duas pedras verticais unidas. (A Guerra dos Judeus, 1.21.6)

Apoiando a descrição de Josefo de edifícios próximos à entrada, foram descobertos quatro blocos a aproximadamente 8 metros (26 pés) de uma linha paralela à face externa do molhe norte. Dois blocos, a oeste da entrada, ao entrar correspondem à estrutura que Josefo descreve como unida no topo. O único bloco descoberto a leste da entrada também concorda com a colocação de Josefo de uma torre sólida à esquerda ao entrar. Para função e simetria, a altura das plataformas ter-se-ia aproximado da altura da muralha do porto. Além disso, estas plataformas sem dúvida teriam servido como altura para lançar projécteis contra qualquer embarcação hostil que tentasse uma invasão na entrada.

Ancient Ruins of the Harbor at Caesarea Maritima
Ruínas do Porto de Cesareia Marítima Ron Gafni (CC BY-SA)

O eixo incomum dos dois blocos contíguos em relação à entrada e aos molhes indica uma função hidrodinâmica defensiva. Como Oleson e Branton afirmam, "Eles podem ter sido projetados para quebrar a força das ondas que rolavam em torno da barreira do molhe sul em direção à entrada do porto ... protegendo a bacia interna de perturbações" (pág. 56). No entanto, esta estrutura também teria produzido um efeito redundante de redemoinho, que foi mitigado pelo recurso de fluxo contínuo. Não obstante, a quantidade restante de energia cinética passando pela entrada, à medida que era empurrada em direção à costa pela pressão do oceano e pelas ondas da costa, teria feito remoinho em direção à entrada.

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Da torre redonda associada ao bloco mais próximo da entrada, Josefo menciona-a com propósito defletor: "À esquerda, ao entrar no porto, [há] uma torre redonda, que foi reforçada para resistir às maiores ondas" (Antiguidades Judaicas, 15.9.6). A outra estrutura, localizada a nordeste do bloco da torre, provavelmente era baixa (talvez logo abaixo da superfície, já que Josefo não a menciona nas suas observações), o que também teria desviado a energia antes de atingir a torre redonda. Como os ângulos produziam mais redemoinhos, a torre redonda teria produzido menos. Assim, os edifícios na entrada, com um propósito hidrodinâmico, ajudariam a acalmar a água na entrada.

Colossos e Templo

Quanto à estética, Josefo menciona que o porto foi ricamente acabado na fase final de construção. A estrutura estética mais conspícua teria sido o templo adjacente ao porto e as estátuas na entrada, que se encontravam em colunas de grande altura. Como Mark Wilson Jones aponta, a coluna coríntia era a ordem preferida pelos imperadores, começando com César Augusto, e "foi adotada com rapidez surpreendente por todo o império" (pág. 139). Além disso, como as evidências fragmentárias dos detritos no local do templo de Caesarea indicam, as colunas coríntias provavelmente teriam sido escolhidas para a coluna na entrada.

Embora nenhum vestígio tenha sido encontrado, como o bronze era um meio durável de escolha para estátuas expostas aos elementos, especialmente a maresia, os colossos provavelmente foram feitos de bronze. Finalmente, embora Josefo não identifique especificamente quem eram as imagens, é fácil deduzir a provável identidade pelas suas declarações sobre o templo e o resumo sobre o porto. Josefo diz que o templo ao lado do porto abrigava os colossos de César e Juno, a deusa padroeira de Roma. Então, logo em seguida, afirma: "Então dedicou a cidade à província e o porto aos marinheiros de região" (A Guerra dos Judeus, 1.21.7). A terceira imagem para os colossos na entrada do porto teria sido representativa do mar, marinheiros e comércio marítimo, todos sob a proteção do deus Neptuno (Netuno). Assim, as imagens na entrada, como se espelhavam - três à esquerda e três à direita - eram provavelmente de César, homónimo de Caesarea; Juno, como uma homenagem simbólica a Roma; e Neptuno, o protetor final do comércio marítimo, que era o objetivo do porto.

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Colossi at the Entrance to Herod's Harbor
Colosso à entrada do Porto de Herodes Patrick Scott Smith, M. A. (CC BY-NC-ND)

A outra principal característica ornamental era o templo; ao pé do porto, com as colunas coríntias e degraus em cascata até o cais, ficava o templo por onde passavam os notáveis visitantes. Josefo diz que o templo podia ser visto de "longe" e era "excelente em beleza e tamanho" (Antiguidades Judaicas, 15.9.6, A Guerra dos Judeus, 1.21.7). À medida que as embarcações se aproximavam por mar, a vista da ornamentação do porto teria começado com o templo que podia ser visto à distância. Então, ao se aproximar, como pretendido, o poder e o nível de sofisticação de Roma teriam impressionado as mentes de todos os que navegavam entre os edifícios imponentes com os colossos imponentes.

Procumátia (Quebra-Mar)

Indo da entrada para o fundo do porto no molhe sul, estava a Procumátia, menos chamativa, mas talvez a mais funcional. Sem ela, o porto ter-se-ia rapidamente erodido, especialmente considerando as condições extremas do vento, as ondas e as correntes que se movem para o norte. Acerca da estrutura, Josefo afirma:

Ampliou este muro que já existia acima do mar, até ter duzentos pés de largura; cem dos quais tinham construções à sua frente, a fim de quebrar a força das ondas, daí o nome Procumátia ou o primeiro quebra-mar; mas o resto do espaço estava sob uma muralha de pedra que o circundava." (A Guerra dos Judeus, 1.21.6)

As recentes descobertas de escombros nesta área confirmam uma estrutura baixa, porém separada do molhe. Como a procumátia era baixa, para dissipar com maior eficácia o efeito de escavação das ondas e das correntes da entrada, quando Josefo diz que a Procumátia tinha "construções à sua frente, a fim de quebrar a força das ondas", isto lembra os atuais "blocos defletores" que funcionam como dissipadores de energia nas descargas das barragens, dos reservatórios ou de outras captações de água de forma a reduzir a erosão rio abaixo.

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Passagem Elevada

Por fim, entre as estruturas funcionais, uma passagem elevada no porto certamente teria agilizado a atividade comercial e militar. Como toda a área do porto foi dividida no porto externo maior e no porto interno muito menor – onde embarcações de guerra transportando comandantes e dignitários de alta patente teriam ancorado perto do templo – dividindo os dois há uma estrutura identificada como divisor do porto. No entanto, como os quebra-mares estavam virtualmente separados um do outro pela entrada intransponível e pelo templo adjacente, esta estrutura era provavelmente uma passagem que se estendia pelo diâmetro do porto, pois servia a vários propósitos práticos.

The Temple and Causeway at Herod's Harbor
O Templo e a Calçada no Porto de Herodes Patrick Scott Smith, M. A. (CC BY-NC-ND)

Comercialmente, se o tráfego intenso impossibilitasse o atracar de uma embarcação que chegava destinado a um molhe, poderia ser ancorada noutro enquanto as mercadorias eram transportadas diretamente para o destino do descarregamento. Uma embarcação com carga mista destinada às regiões do sul e do norte poderia descarregar completamente num molhe sem precisar ser movida. Com uma passagem elevada possibilitava-se a descarga imediata no local, o recarregamento e a dispersão rápida, não importa onde deveria ter sido o ancoramento.

Militarmente, no que diz respeito ao equipamento e à patrulha das torres e da muralha, uma passagem elevada teria oferecido um alto grau de flexibilidade. Da mesma forma, em tempos de guerra, se o porto estivesse sob ataque, teria sido essencial uma prática passagem diametralmente entre os dois quebras-mares. Em caso de emergência, teria sido impossível para os militares em patrulha dirigir-se rapidamente para o outro lado.

Conclusão

Apesar das adversidades quase insuperáveis contra as condições extremas, com certeza, os mestres construtores do porto de Herodes introduziram técnicas inovadoras de engenharia para realizar a tarefa; não apenas resolveram problemas únicos, já que o porto foi construído em grande escala esperando monopolizar o comércio, como o tamanho também se igualava ao seu esplendor. No entanto, apesar da sua grande visão de futuro, a vida do porto pode ter sido relativamente curta.

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Em 2005, o ROMACONS descobriu que foi usado cimento de baixa qualidade, se tal comprometeu a integridade estrutural dos molhes, a atividade sísmica logo os fez afundar, seguido de um tsunami em algum dado de tempo no século I ou II. Estes eventos, somados ao constante bater das ondas, podem ter tornado impraticável a manutenção por parte de Roma durante o período do declínio. No século VI, o porto caiu em completo desuso.

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Perguntas & Respostas

Onde é que Herodes construiu um grande porto?

Herodes construiu um grande porto em Cesareia Marítima, na atual Israel.

Por que é que Herodes construiu o porto de Cesareia?

O objetivo do porto era controlar as rotas marítimas através do Mar Vermelho e monopolizar o comércio do Mediterrâneo oriental.

Bibliografia

A Enciclopédia da História Mundial é uma Associada da Amazon e recebe uma contribuição na venda de livros elígiveis

Sobre o Tradutor

Filipa Oliveira
Jornalista brasileiro que vive no Rio de Janeiro. Seus principais interesses são a República Romana e os povos da Mesoamérica, entre outros temas.

Sobre o Autor

Patrick Scott Smith, M. A.
Patrick Smith, M.A., apresentou pesquisas para as Escolas Americanas de Pesquisa Oriental e a Academia de Ciências do Missouri. Como redator da Associação para o Estudo Científico da Religião, ele ganhou o Prêmio Frank Forwood de 2015 por Excelência em Pesquisa.

Cite Este Artigo

Estilo APA

A., P. S. S. M. (2025, outubro 15). Porto de Herodes. (F. Oliveira, Tradutor). World History Encyclopedia. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2269/porto-de-herodes/

Estilo Chicago

A., Patrick Scott Smith, M.. "Porto de Herodes." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, outubro 15, 2025. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2269/porto-de-herodes/.

Estilo MLA

A., Patrick Scott Smith, M.. "Porto de Herodes." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, 15 out 2025, https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2269/porto-de-herodes/.

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