Morte de Gilgamesh

Joshua J. Mark
por , traduzido por Filipa Oliveira
publicado em
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A Morte de Gilgamesh é um poema sumério que relata a morte e a vida após a morte do famoso rei-herói de Uruk (Uruque), que se tornou uma figura lendária. A obra data de antes do Período Ur III (2047-1750 a.C.) e, embora o seu tema inspire A Epopeia de Gilgamesh, nem sempre é incluída nas traduções modernas.

Hero Overpowering a Lion
Herói Dominando um Leão Thierry Ollivier (Copyright)

A versão padrão d'A Epopeia de Gilgamesh foi descoberta em 1849 pelo arqueólogo britânico Austen Henry Layard, na mesma época em que muitas expedições foram feitas no Oriente Próximo para encontrar evidências físicas que corroborassem as narrativas bíblicas. Ironicamente, esses esforços resultariam na descoberta de tabuinhas cuneiformes que, uma vez traduzidas, desafiaram a crença aceita na Bíblia como uma obra totalmente original e a mais antiga do mundo.

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Quando A Epopeia de Gilgamesh foi traduzida pela primeira vez em 1876, incluindo a história do Grande Dilúvio, e antecedendo o conto bíblico de Noé e a arca, a compreensão da história mundial mudou para sempre, à medida que a cultura da antiga Mesopotâmia veio à tona. Outras expedições desenterraram mais tabuinhas cuneiformes e, entre elas, A Morte de Gilgamesh, descoberta nas ruínas das antigas cidades de Nipur e Me-Turan (atual Tell-Haddad), no Iraque, entre 1899 e 1900. Desconhece-se a data exata da composição, mas acredita-se que o poema tenha influenciado obras posteriores e, notoriamente, A Epopeia de Gilgamesh, no seu foco na brevidade da vida e na certeza da morte.

Resumo e Comentário

O poema é, por vezes, associado à Morte de Ur-Nammu, datada do reinado de Shulgi de Ur (2029-1982 a.C.) do Período Ur III, na medida em que trata da morte de um grande herói e da sua chegada à vida após a morte. Às vezes, sugere-se que A Morte de Ur-Nammu influenciou A Morte de Gilgamesh, mas as cópias existentes deste último sugerem que A Morte de Gilgamesh era recitada como parte de uma tradição oral antes do Período Ur III e, desta forma, pode ter influenciado o autor de A Morte de Ur-Nammu, embora a afirmação seja contestada.

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Devido ao seu estatuto semidivino e vida heróica, Gilgamesh é nomeado juiz dos mortos, em pé de igualdade com as divindades do submundo.

Existem várias versões fragmentadas do texto, mas a mais coesa parece ser a de Me-Turan. A obra começa com a saúde debilitada do rei Gilgamesh, embora não seja dada nenhuma causa para tal, apenas que ele não consegue comer ou beber, levantar-se ou sentar-se (Segmentos A-E), sugerindo doença ou idade avançada (segundo a lenda, reinou por 126 anos). As linhas 13-19 do Segmento A fazem referência à divindade do submundo Namtar, filho de Ereshkigal, Rainha do Submundo, que era conhecido como o arauto da morte.

No Segmento F, Gilgamesh morre e chega ao submundo, onde é honrado pelas suas muitas conquistas na vida. Parece ter havido alguma discussão entre os deuses sobre o seu destino (faltam linhas), pois Enki, o deus da sabedoria, pergunta se Gilgamesh não poderia ser poupado por causa da sua mãe, a deusa Ninsun (também conhecida como Ninsumun), mas tal não pode ser, pois Gilgamesh, embora fosse um semideus, ainda era mortal e, portanto, deveria compartilhar o destino de todos os mortais.

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Devido ao seu estatuto de semidivino e vida heróica, é nomeado juiz dos mortos, em pé de igualdade com as divindades do submundo Ninjiczida e Dumuzid (linhas 38-41), mas isso parece ser um pequeno consolo para Gilgamesh, que lamenta não apenas a sua própria morte, mas a de todos na Terra que nascem apenas para morrer. Os deuses oferecem consolo, dizendo-lhe que agora ele se juntará aos deuses Anuna, as divindades antigas, e encontrará aqueles que perdeu na vida, incluindo o seu querido amigo Enkidu (linhas 63-81).

Gilgamesh então acorda de um sonho em que está vivo novamente, enviado por Nudimmud (outro nome para Enki), e a cena repete a sua chegada ao submundo e a decisão dos deuses de honrá-lo como juiz. Esta repetição de versos, terminando com uma conclusão diferente, é comum na poesia mesopotâmica e sugere uma tradição oral. Aqui, após a repetição das linhas anteriores, a cena termina com os deuses dizendo-lhe que não há motivo para ficar deprimido com o seu destino, pois ele sempre soube que a morte era inevitável (linhas 143-153).

O segmento H apresenta a famosa cena em que o rio Eufrates se divide após a sua morte e o seu túmulo é construído no leito do rio. Em 2003, uma expedição alemã afirmou ter encontrado o túmulo no local indicado no poema. O segmento K encerra a obra com Gilgamesh novamente deprimido ao saber que todos os seres vivos devem morrer, e a sua dor individual é abordada como universal pelo narrador, que então se dirige a "todas as pessoas" e as lembra de que ninguém morre de verdade enquanto for lembrado pelos vivos.

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A obra termina com um elogio a Ereshkigal — aqui apresentada como a mãe de Ninazu (que geralmente é filho de Gula, deusa da saúde e da cura). Como Ninazu era o deus da transição e da transformação, que ajudava as almas dos mortos a seguirem em frente na vida após a morte, sugere-se que ele está ao lado de Gilgamesh para fazer o mesmo por ele.

O Texto

O trecho a seguir foi retirado do Electronic Text Corpus of Sumerian Literature (ETCSL - O Corpus Eletrónico da Literatura Suméria) traduzido pelo estudioso Jeremy Black et al.. As elipses indicam palavras ou linhas ausentes e os pontos de interrogação indicam traduções alternativas de uma palavra. A versão apresentada é do manuscrito Me-Turan.

SEGMENTO A

1-12: O grande touro selvagem deitou-se e nunca mais se levantará. O senhor Gilgamesh deitou-se e nunca mais se levantará. Aquele que era único em ... deitou-se e nunca mais se levantará. O herói equipado com um cinto de ombro deitou-se e nunca mais se levantará. Aquele que era único em força deitou-se e nunca mais se levantará. Aquele que diminuiu a maldade deitou-se e nunca mais se levantará. Aquele que falava com mais sabedoria deitou-se e nunca mais se levantará. O saqueador (?) de muitos países deitou-se e nunca mais se levantará. Aquele que sabia escalar montanhas deitou-se e nunca mais se levantará. O senhor de Kulaba deitou-se e nunca mais se levantará. Ele deitou-se no seu leito de morte e nunca mais se levantará. Ele deitou-se num sofá de suspiros e nunca mais se levantará.

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13-19: Incapaz de se levantar, incapaz de se sentar, ele lamenta. Incapaz de comer, incapaz de beber, ele lamenta. Preso pelo ferrolho da porta de Namtar, ele é incapaz de se levantar. Como um ... peixe ... em uma cisterna, ele ... doente. Como uma gazela capturada, ele ... sofá. Namtar sem mãos nem pés, que... um por noite,
1 linha fragmentária
número desconhecido de linhas em falta

SEGMENTO B

(A sequência dos Segmentos B, C, D e E é incerta)

1-5: Então o jovem senhor, o senhor Gilgamesh,
4 linhas fragmentadas
número desconhecido de linhas faltando

SEGMENTO C

(A sequência dos segmentos B, C, D e E é incerta)

1-9: 4 linhas fragmentadas
Então, o jovem senhor, senhor Gilgamesh,
4 linhas fragmentadas
número desconhecido de linhas em falta

SEGMENTO D

(A sequência dos segmentos B, C, D e E é incerta)

1-11: 11 linhas fragmentadas
número desconhecido de linhas em falta

SEGMENTO E

(A sequência dos segmentos B, C, D e E é incerta)

1-7: 5 linhas fragmentadas
Gilgamesh ...
1 linha fragmentária
número desconhecido de linhas em falta

SEGMENTO F

1-22: 2 linhas fragmentadas
Então, o jovem senhor, o senhor Gilgamesh, deitou-se no seu leito de morte.
2 linhas fragmentadas
Depois que o senhor Gilgamesh chegou à assembleia, o lugar preeminente dos deuses, eles disseram ao senhor Gilgamesh a respeito dele: "No que diz respeito ao seu caso: depois de ter percorrido todas as estradas que existem, de ter trazido o cedro, a árvore única, de suas montanhas, de ter matado Huwawa na sua floresta, ergueu muitas estelas para os dias futuros, para os dias que virão. Tendo fundado muitos templos dos deuses, chegou a Zi-ud-sura na sua morada (1 ms. tem em vez disso: lugar). Tendo trazido para a Terra os poderes divinos de Sumer, que naquela época estavam esquecidos para sempre, as ordens e os rituais, ele (?) realizou corretamente os ritos de lavagem das mãos e lavagem da boca ..."
1 linha fragmentária
3 linhas em falta

23-37: 2 linhas fragmentadas
O conselho de Enlil foi dado a Enki. Enki respondeu a An e Enlil: "Naqueles dias, naqueles dias distantes, naquelas noites, naquelas noites distantes, naqueles anos, naqueles anos distantes, depois que a assembleia fez com que o Dilúvio varresse para destruir a semente da humanidade, entre nós, eu era o único que era a favor da vida (?), e assim ele permaneceu vivo (?) – Zi-ud-sura, embora (?) fosse um ser humano, permaneceu vivo (?). Então me fizeram jurar pelo céu e pela terra, e ... que nenhum humano teria permissão para viver para sempre (?) nunca mais. Agora, quando olhamos para Gilgamesh, ele não poderia ter escapado por causa da sua mãe?"

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38-41: (Outro deus fala:) "Que Gilgamesh, como um fantasma, entre os mortos, seja o governador do mundo inferior. Que ele seja proeminente entre os fantasmas, para que ele julgue e dê veredictos, e que suas palavras tenham o mesmo peso que as palavras de Ninjiczida e Dumuzid."

42-62: Então, o jovem senhor Gilgamesh ficou deprimido por causa de (?) toda a humanidade. "Não se deve desesperar, não se deve sentir deprimido.
1 linha fragmentária
Jovens poderosos e ... um semicírculo ...
14 linhas faltando

63-81: "Vá em frente para o lugar onde os deuses Anuna, os grandes deuses, se sentam nas oferendas fúnebres, para o lugar onde os sacerdotes en repousam, para onde os sacerdotes lagar repousam, para onde os sacerdotes lumah e as sacerdotisas nindiji repousam, para onde os sacerdotes gudu repousam, para onde os sacerdotes vestidos de linho repousam, para onde as sacerdotisas nindijir repousam, para onde o ... repousam, ao lugar onde seu pai, seu avô, sua mãe, suas irmãs, seu ..., ao lugar onde seu precioso amigo, seu companheiro, seu amigo Enkidu, seu jovem camarada e os governadores nomeados pelo rei para a Grande Cidade estão, no lugar onde os sargentos do exército repousam, no lugar onde os capitães das tropas repousam,
3 linhas faltando
Da casa de ..., o ... virá ao seu encontro. Sua joia virá ao seu encontro, seu precioso virá ao seu encontro. Os anciãos da sua cidade virão ao seu encontro. Não se deve desesperar, não se deve sentir deprimido."

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82-86: "Ele agora será contado entre os deuses Anuna. Ele será contado como companheiro dos (1 ms. acrescenta: grandes) deuses. ... o governador do mundo inferior. Ele proferirá julgamentos e emitirá veredictos, e o que ele disser terá o mesmo peso que as palavras de Ninjiczida e Dumuzid."

87-99: E então o jovem senhor, o senhor Gilgamesh, acordou... ... seus olhos, ... ... um sonho...! ... um sonho...!
3 linhas fragmentadas
"Devo voltar a ser como era ... no colo da minha própria mãe Ninsumun? ... que faz tremer as grandes montanhas (?). Namtar, sem mãos nem pés, leva ..."
1 linha fragmentária

100-115: O senhor Nudimmud fez (?) com que ele visse em sonho: Depois que o senhor Gilgamesh chegou à assembleia, o lugar preeminente dos deuses, eles disseram ao senhor Gilgamesh a respeito dele: "Quanto ao seu caso: depois de ter percorrido todas as estradas que existem, de ter trazido o cedro, a árvore única, das suas montanhas, de ter matado Huwawa na sua floresta, ergueu muitas estelas para os dias futuros... Tendo fundado muitos templos dos deuses,
1 linha fragmentária
Tendo trazido para a Terra os poderes divinos de Sumer, que naquela época estavam esquecidos para sempre, as ordens e os rituais, ele (?) realizou corretamente os rituais de lavagem das mãos e da boca. ... os assentamentos dos países."
2 linhas fragmentadas

116-130: 1 linha fragmentária
... Gilgamesh ... O conselho de Enlil foi dado a Enki. Enki respondeu a An e Enlil: "Naqueles dias, naqueles dias distantes, naquelas noites, naquelas noites distantes, naqueles anos, naqueles anos distantes, depois que a assembleia fez com que o Dilúvio varresse para destruir a semente da humanidade ..., entre nós, eu era o único que era a favor da vida (?). Ele permaneceu vivo (?); Zi-ud-sura sozinho, embora (?) um ser humano, permaneceu vivo (?). Então me fizeram jurar pelo céu e pela terra, e eu jurei que nenhum humano teria permissão para viver para sempre (?) nunca mais. Agora, quando olhamos para Gilgamesh, ele não poderia ter escapado por causa da sua mãe?"

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131-134: ( Outro deus fala:) "Que Gilgamesh, como um fantasma, entre os mortos, seja o governador do mundo inferior. Que ele seja proeminente entre os fantasmas, para que ele julgue e dê veredictos, e que suas palavras tenham o mesmo peso que as palavras de Ninjiczida e Dumuzid."

135-142: Então, o jovem senhor, o senhor Gilgamesh, ficou deprimido por causa de (?) toda a humanidade. "Não se deve desesperar, não se deve sentir deprimido.
1 linha fragmentária
Jovens poderosos e... um semicírculo... Sem ele (ou seja, Gilgamesh)... Sisig (um deus dos sonhos), filho de Utu (o deus do sol), fornecerá luz para ele no lugar das trevas."

143-153: "Deve ter sido informado (?) que isso é o que significa ser (?) humano. Deve ter sido informado (?) que isso é o que significou o corte do seu cordão umbilical. O dia mais sombrio dos humanos espera por si agora. O lugar solitário dos humanos espera por si agora. A onda de inundação imparável espera por si agora. A luta desigual espera por si agora. A batalha inevitável espera por si agora. O mal (?) do qual não há escapatória espera por si agora. Mas não deve ir para o submundo com o coração cheio de raiva. Que assim seja... diante de Utu. Que seja desvendado como fibra de palma e descascado (?) como alho.

154-167: "Vá em frente para o lugar onde os deuses Anuna, os grandes deuses, se sentam nas oferendas funerárias, para o lugar onde os sacerdotes en repousam, para onde os sacerdotes lagar repousam, para onde os sacerdotes lumah e as sacerdotisas nindijir repousam, para onde os sacerdotes gudu repousam, para onde os sacerdotes vestidos de linho repousam, para onde as sacerdotisas nindijir repousam, para onde o ...... repousam, ao lugar onde seu pai, seu avô, sua mãe, suas irmãs, seu ......, ao lugar onde seu querido amigo, seu companheiro, seu amigo Enkidu, seu jovem camarada e os governadores nomeados pelo rei para a Grande Cidade estão, ao lugar onde os sargentos do exército repousam, ao lugar onde os capitães das tropas repousam. ... a Grande Cidade Arali ...
1 linha fragmentária

168-172: "Da casa das irmãs, as irmãs virão ao seu encontro. Da casa de ..., ... virá ao seu encontro. Sua joia virá ao seu encontro, seu precioso virá ao seu encontro. Os anciãos da sua cidade virão ao seu encontro. Não se deve desesperar, não se deve sentir deprimido."

173-174: "Ele ... os deuses Anuna. Ele será considerado um companheiro dos grandes deuses.
número desconhecido de linhas em falta

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SEGMENTO G

1-5: 5 linhas fragmentadas

SEGMENTO H

1-9: 5 linhas fragmentadas
Seu arquiteto (?) projetou seu túmulo como ... Seu deus Enki mostrou-lhe onde estava a solução do sonho ao ... Ninguém além do ... do rei poderia resolver a visão.

10-32: O senhor impôs um tributo à sua cidade. O arauto fez soar o sinal do corno em todas as terras: "Uruk, levante-se! Abra o Eufrates! Kulaba, levante-se! Desvie as águas do Eufrates!" O tributo de Uruk foi uma inundação, o tributo de Kulaba foi um céu nublado. Enquanto isso, nem mesmo o primeiro mês havia passado (1 ms. tem em vez disso: ...), não se passaram cinco ou dez dias antes que eles abrissem o Eufrates e desviassem as águas altas. Utu olhou para as conchas com admiração. Então, assim que a água no leito do Eufrates baixou, o seu túmulo foi construído ali com pedras. As suas paredes foram construídas com pedra. As folhas da porta foram instaladas nas cavidades (?) da entrada. O ferrolho e os batentes eram de pedra dura. Os pivôs da porta eram de pedra dura. Eles instalaram suas vigas de ouro. Pesados blocos de pedra foram movidos para ... ... estava coberto com uma espessa camada de (1 ms. tem em vez disso: estava coberto (?) com) solo escuro. ... para os dias futuros.
1 linha fragmentária
... aqueles que o procuram não devem encontrar o seu recinto (?). Ele construiu uma casa sólida no meio de Uruk.

33-41: A sua amada mulher, os seus amados filhos, a sua amada esposa favorita e mais jovem,
7 linhas fragmentadas
número desconhecido de linhas em falta

SEGMENTO I

1-7:... Gilgamesh ...
3 linhas fragmentadas
... entrou, ... sua entrada. ... abriu o Eufrates, ... sua água.
1 linha fragmentária

8-10: Então o jovem senhor, senhor Gilgamesh,
2 linhas fragmentadas
número desconhecido de linhas em falta

SEGMENTO J

1-11: 2 linhas fragmentadas
... Gilgamesh ...
8 linhas fragmentadas
número desconhecido de linhas em falta

SEGMENTO K

1-2: ... para a cidade ... ... coberto de poeira ...

3-12: ... o senhor Gilgamesh desesperou-se e sentiu-se deprimido. Para todas as pessoas, sejam elas quem forem, estátuas funerárias são feitas para os dias futuros e guardadas nos templos dos deuses. Os seus nomes, uma vez pronunciados, não caem no esquecimento. Aruru, a irmã mais velha de Enlil, dá-lhes descendentes para esse fim (?). Suas estátuas são feitas para os dias futuros e são mencionadas na Terra. Ereshkigal, mãe de Ninazu, é doce elogiá-la!

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Perguntas & Respostas

O que é A Morte de Gilgamesh?

A Morte de Gilgamesh é um antigo poema sumério que relata a morte do herói e a chegada ao submundo. Às vezes, é incluído como parte da Epopeia de Gilgamesh, mas não faz parte da versão padrão.

Quando foi escrito "A Morte de Gilgamesh"?

A data da morte de Gilgamesh é desconhecida, mas acredita-se que tenha sido escrita antes do período Ur III, entre 2047 e 1750 a.C.

Como morre Gilgamesh?

A causa da morte de Gilgamesh nunca é revelada no poema, que apenas diz que ele não consegue mais comer ou beber, levantar-se ou sentar-se.

Qual é o tema de A Morte de Gilgamesh?

A Morte de Gilgamesh explora o tema da brevidade da vida e da certeza da morte, mas também como a morte é derrotada pela memória; ninguém está perdido enquanto for lembrado.

Sobre o Tradutor

Filipa Oliveira
Jornalista brasileiro que vive no Rio de Janeiro. Seus principais interesses são a República Romana e os povos da Mesoamérica, entre outros temas.

Sobre o Autor

Joshua J. Mark
Joshua J. Mark é cofundador e diretor de conteúdo da World History Encyclopedia. Anteriormente, foi professor no Marist College (NY), onde lecionou história, filosofia, literatura e redação. Viajou extensivamente e morou na Grécia e na Alemanha.

Cite Este Artigo

Estilo APA

Mark, J. J. (2026, janeiro 02). Morte de Gilgamesh. (F. Oliveira, Tradutor). World History Encyclopedia. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2135/morte-de-gilgamesh/

Estilo Chicago

Mark, Joshua J.. "Morte de Gilgamesh." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, janeiro 02, 2026. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2135/morte-de-gilgamesh/.

Estilo MLA

Mark, Joshua J.. "Morte de Gilgamesh." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, 02 jan 2026, https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2135/morte-de-gilgamesh/.

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