Biblioteca de Pérgamo

Joshua J. Mark
por , traduzido por Filipa Oliveira
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Ancient Library (by Mohawk Games, Copyright)
Biblioteca Antiga Mohawk Games (Copyright)

A Biblioteca de Pérgamo foi fundada na cidade de Pérgamo pelo rei Eumenes II da Dinastia Atálida (que reinou de 197 a 159 a.C.) e tornou-se o centro de ensino mais famoso e respeitado depois da Biblioteca de Alexandria, no Egito. A biblioteca continuou em uso desde o reinado de Eumenes II até o Período Bizantino.

A Dinastia Atálida (281-133 a.C.) de Pérgamo (na Ásia Menor, a atual Turquia) teve origens humildes e, para se estabelecer como governantes notáveis, patrocinou as artes e as letras. Em particular, Eumenes II considerava tanto a literatura e o ensino que construiu a biblioteca como um anexo no seu Templo de Atena na acrópole de Pérgamo. No seu auge, diz-se que a biblioteca guardava 200.000 livros, a maioria escritos em pergaminho. A procura por material de escrita por parte dos estudiosos visitantes incentivou a produção do pergaminho na cidade, e Pérgamo tornou-se a principal fornecedora do material durante o Período Romano, tanto que a palavra em inglês parchment (pergaminho) vem do latim pergamenum, em referência a Pérgamo.

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A rivalidade entre as bibliotecas de Pérgamo e Alexandria levou ambas a trabalharem constantemente para adquirir cada vez mais livros, fazendo com que alguns estudiosos escondessem as suas bibliotecas particulares para evitar que Eumenes e seu irmão Átalo II (reinou 159-138 a.C.), ou os faraós egípcios Ptolomeu V Epifânio (reinou 204-180 a.C.) e Ptolomeu VI Filometor (reinou 180-164 e 163-145 a.C.), e outros, os confiscassem. Após Átalo III (reinou 138-133 a.C.) ter deixado o Reino de Pérgamo a Roma em testamento, os romanos continuaram a manter a biblioteca.

Eumenes II fez de Pérgamo uma das cidades mais grandiosas da Ásia Menor e um centro cultural e intelectual.

De acordo com o historiador Plutarco (45/50-120/125 d.C.), em 43 a.C., Marco António (83-30 a.C.) deu toda a coleção da biblioteca à sua amante Cleópatra VII (cerca de 69-30 a.C.) como um presente para a biblioteca de Alexandria. Após serem derrotados por Otaviano na Batalha de Ácio em 31 a.C., Otaviano, como Augusto César (reinou 27 a.C.-14 d.C.), embora não todos, devolveu alguns dos rolos a Pérgamo.

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A biblioteca foi, sem dúvida, danificada junto com o resto da cidade no terremoto do ano de 262, mas provas sugerem que ainda estava em funcionamento durante os primeiros anos do Império Bizantino (330-1453). Desconhece-se o destino final da biblioteca, mas, muito provavelmente, a coleção foi retirada pelos bibliotecários e outros estudiosos antes que a cidade fosse finalmente abandonada em algum momento depois de cerca de 1300. Pérgamo, nos arredores de Bergama, na Turquia, foi declarada Património Mundial da UNESCO em 2014, atraindo visitantes de todo o mundo. Vários artefatos da cidade antiga estão no Museu de Pérgamo em Berlim desde o início do século XX.

Map of the Mediterranean 218 BCE
Mapa do Mediterrâneo, 218 a.C. Megistias (Public Domain)

Pérgamo e Filetero

A história de Pérgamo remonta pelo menos ao Período Arcaico na Grécia (cerca de 800-480 a.C.), embora indícios arqueológicos sugiram uma ocupação muito mais antiga. A região foi incorporada no Império Aqueménida (Aquemênida) por Ciro II (também conhecido como Ciro, o Grande, reinou cerca de 550-530 a.C.) até ser conquistada por Alexandre, o Grande, em cerca de 334 a.C., tornando-se parte do Império Macedónio (Macedônio). Em 323 a.C., após a morte de Alexandre, a cidade foi controlada por um de seus generais, Lisímaco (cerca de 360-281 a.C.), que lutou contra os outros sucessores de Alexandre (os Diádocos) e, enquanto estava em guerra, confiou a cidade a um de seus oficiais, Filetero (reinou 282-263 a.C.).

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Em 281 a.C., quando Lisímaco foi morto em batalha, Filetero manteve em segredo os 9.000 talentos de prata existentes no tesouro e, em vez de passar o tesouro para o novo suserano, despendeu-o em melhorias na cidade, bem como nos assentamentos vizinhos. A sua generosidade foi recompensada por uma coesão mais forte das cidades circundantes, permitindo-lhe estabelecer a Dinastia Atálida do Reino de Pérgamo. Eunuco desde a juventude, Filetero adotou o seu sobrinho Eumenes I (reinou 263-241 a.C.), que a seguir adotou o seu primo de primeiro grau, Átalo I (reinou 241-197 a.C.) como herdeiro.

Átalo I derrotou os gauleses celtas da região, que há anos acossavam Pérgamo, estabilizou a região e dedicou-se a patrocinar as artes. O estudioso Lionel Casson comenta:

Átalo I, de onde advém o nome da dinastia, dedicou-se à pintura e à escultura. Através de compras generosas, montou uma coleção imponente - a primeira coleção de arte particular registrada no mundo ocidental - e, através de encomendas aos melhores artistas contemporâneos, adornou a cidade com esculturas de primeira linha. (pág. 49)

Attalus I
Átalo I Mark Cartwright (CC BY-NC-SA)

Após derrotar os gauleses, Átalo I foi proclamado salvador do povo e rei, elevando-o à nobreza, e foi capaz de forjar uma aliança com Roma. Enquanto embelezava a cidade, também ajudou Roma em campanhas militares contra os macedónios, garantindo a proteção de Roma para a sua cidade e assegurar uma estabilidade contínua.

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Eumenes II, o Egito e o Pergaminho

Átalo I morreu de um derrame em 197 a.C. e foi sucedido pelo seu filho Eumenes II, o rei Atálida que fez de Pérgamo uma das cidades mais grandiosas da Ásia Menor e um centro cultural e intelectual, ficando atrás apenas de Alexandria, no Egito. Alexandria era justamente famosa pela sua biblioteca, que atraía as maiores mentes da época, e Eumenes II queria a mesma honra para sua cidade. Casson escreve:

Eumenes II continuou o que Átalo havia iniçiado e, além disso, transformou Pérgamo num centro de literatura e ensino, entre outras ações, dando-lhe uma biblioteca que rivalizava com a de Alexandria. Tendo começado um século depois dos Ptolomeus, teve de procurar aquisições ainda mais avidamente do que eles. A história conta que as pessoas para cujas mãos a notável coleção de Aristóteles havia chegado, e que viviam em território pergameno, enterraram os livros numa trincheira para escondê-los e evitar que caíssem nas garras reais. Para a localização da biblioteca, Eumenes II escolheu um lugar eminentemente adequado: a fez num anexo do santuário de Atena, deusa da sabedoria. Isto veio à luz quando a escavação revelou as ruínas - os mais antigos da biblioteca conhecidos até hoje. (idem)

A coleção da biblioteca foi fornecida pela ávida aquisição de Eumenes II e, muito provavelmente, ajudada pelo irmão, Átalo II (reinou 159-138 a.C.), bem como por cidadãos ricos de Pérgamo. No seu auge, de acordo com Plutarco, a biblioteca possuía 200.000 rolos, embora, como não sobreviveu nenhum catálogo do acervo, seja impossível saber o quão preciso é este número, e Plutarco escreveu muito depois da biblioteca ter atingido o seu auge. É provável, no entanto, que a sua afirmação seja correcta, pois está registrado que a biblioteca atraiu alguns dos maiores pensadores da época que, muito provavelmente, não teriam sido atraídos por uma coleção modesta, e as evidências arqueológicas também sugerem um espaço adequado para este número de livros.

Papyrus Scroll with Farmers Names
Pergaminho de Papiro com Nomes dos Agricultores Osama Shukir Muhammed Amin (Copyright)

Entre os intelectuais atraídos para a cidade estava o gramático e filósofo estoico Crates de Malos (séc. II a.C.), que construiu o primeiro globo conhecido da Terra, e foi contratado por Eumenes II ou Átalo II como bibliotecário-chefe de Pérgamo. Entre outras obras, Crates é mais conhecido como o enviado de Pérgamo a Roma por volta de 169 ou 159 a.C. que, de acordo com Suetônio no seu Sobre os Gramáticos (De Grammaticis), depois de quebrar a perna ao cair num esgoto a céu aberto, permaneceu em Roma para se recuperar, dando preleções diárias sobre gramática e foi "o primeiro a introduzir o estudo da gramática na nossa cidade" (Suetônio, II.1). Crates foi um contemporâneo de Aristarco da Samotrácia (cerca de 220 – cerca de 143 a.C.), o chefe da Biblioteca de Alexandria.

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A biblioteca de Pérgamo era um edifício modesto, mas foi projetada para a máxima eficiência.

Com o tempo, e à medida que a rivalidade entre as bibliotecas de Pérgamo e Alexandria crescia, aumentou a importância de adquirir e manter os livros - bem como uma equipa de qualidade. Quando Aristarco da Samotrácia parecia estar inclinado a aceitar uma posição em Pérgamo, foi preso sob ordens de Ptolomeu VIII em cerca de 144 a.C. e morreu pouco depois da sua libertação. Esta afirmação foi contestada, no entanto, e, de acordo com alguns estudiosos, foi Aristófanes de Bizâncio (cerca de 257-c. 180 a.C.), professor e antecessor de Aristarco, que foi preso por Ptolomeu V por se preparar para viajar para Pérgamo.

De acordo com Plínio, o Velho (23-79 d.C.) na sua História Natural (Naturalis historia), esta rivalidade entre Eumenes II e Ptolomeu V começou, quase no momento que que a biblioteca de Pérgamo foi construída, e manifestou-se, em parte, no Egito ao negar a Pérgamo o papiro necessário para fazer as cópias dos livros:

Ainda não falámos das plantas do pântano, nem dos arbustos que crescem nas margens dos rios: antes de deixar o Egito, no entanto, devemos fazer alguma menção à natureza do papiro, vendo que todos os usos da vida civilizada dependem, em certo grau, do tão notável emprego do papel - pelo menos, a lembrança de eventos passados... Em tempos posteriores, uma rivalidade tendo surgido entre o Rei Ptolomeu e o Rei Eumenes, em referência às suas respectivas bibliotecas, Ptolomeu proibiu a exportação do papiro; sobre o que, como Varro relata, o pergaminho foi inventado para um propósito semelhante em Pérgamo. Depois disto, o uso deste produto, pelo qual a imortalidade é garantida ao homem, tornou-se universalmente conhecido. (XIII.21)

Athena from the Library of Pergamon
Atena da Biblioteca de Pérgamo Carole Raddato (CC BY-SA)

Esta passagem de Plínio incentivou a equívoco popular de que o pergaminho (feito de couro - peles de animais raspadas e tratadas) foi inventado em Pérgamo, mas Casson, ecoando o consenso geral dos académicos modernos, escreve:

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Como a escrita em couro era há muito tempo um costume no Oriente Próximo, dificilmente os habitantes de Pérgamo poderiam ter "inventado o pergaminho". O que podem ter feito foi melhorar a fabricação de peles de couro para escrita e adotar cada vez mais o seu uso, ações que poderiam muito bem ter sido desencadeadas pelo desejo de reduzir a sua dependência das importações de papiro egípcio. Não há dúvida de que Pérgamo, sob os Atálidas, era um centro para a fabricação de tais peles. Os suprimentos de Roma eram tão exclusivamente de lá que a palavra romana para pele de escrita era pergamena, "[papel] de Pérgamo" (daí nosso termo "pergaminho"). Mesmo que sejam embelezadas, estas histórias de rivalidade entre as duas dinastias devem refletir um verdadeiro estado da situação vivida. Plínio, o Velho, o enciclopedista polímata de Roma, não tinha dúvidas: refere-se de forma factual aos "reis de Alexandria e Pérgamo que fundaram bibliotecas numa competição acirrada". (pág. 52)

Mesmo que Plínio estivesse errado sobre Pérgamo, como a origem do pergaminho, as suas observações sobre a rivalidade Pérgamo/Alexandria parecem ser apoiadas por outros escritores.

A Biblioteca

Eumenes II projetou a acrópole de Pérgamo para espelhar a de Atenas, mas parece ter localizado propositadamente a biblioteca adjacente ao Templo de Atena para refletir a biblioteca de Alexandria, que era anexada ao Serapeu, o templo do deus híbrido egípcio-grego Serápis. A biblioteca de Pérgamo, em comparação, era um modesto edifício, mas foi projetada para a máxima eficiência, preservação dos livros e beleza ascética. Casson descreve o edifício conforme identificado através das escavações modernas:

[A acrópole de Pérgamo] foi transformada numa imponente área cívica cravejada de edifícios esplêndidos. Entre estes estava um templo a Atena. Ficava dentro dum santuário abraçado por uma colunata, e ao longo do lado norte da colunata os arqueólogos desenterraram as fundações de quatro salas em fila. Estas, estão convencidos, pertenciam à biblioteca. A mais ocidental é a maior, com cerca de 13,6 m de comprimento e 15,2 m de largura [44,5x50 pés], e um pódio, com aproximadamente 0,9 m [2 pés] de altura e 1 m [3 pés] de largura, em paralelo às suas duas paredes laterais e à sua parede de trás, separadas delas por um espaço de cerca de 0,5 m [1 pé]; no meio da parede de trás, o pódio alarga-se para formar uma plataforma de 2,74 m [8 pés] x 1,05 m [3 pés]. Uma estátua colossal de Atena foi encontrada no complexo do templo e também algumas bases para bustos inscritos com os nomes de Homero, Heródoto e outras figuras literárias notáveis. A estátua de Atena, ponderam os arquólogos, teria ficado na plataforma, e os bustos no pódio. Uma sala deste tamanho e com tal decoração, consideram ainda mais, teria servido como uma câmara para recepções, reuniões, palestras, e assim por diante, dos usuários eruditos da biblioteca. As outras três salas são mais curtas e estreitas, com cerca de 13,4 m de comprimento [43 pés] e de 7 a 10 m [22x32 pés] de largura, e estas identificaram como as estantes; as paredes teriam sido forradas com prateleiras de madeira para guardar os rolos. A única indicação que temos do tamanho da biblioteca é fornecida pela anedota sobre a entrega de 200.000 dos seus livros por António como presente a Cleópatra; as três salas, foi calculado, teriam tido espaço de prateleira suficiente para acomodar tal número. (págs. 49-50)

Deixaram um espaço de 50 cm (20 polegadas) entre as paredes externas e as prateleiras para permitir a circulação do ar, evitando que os livros de papiro e pergaminho criassem mofo. As portas nas estantes abriam-se para a colunata, permitindo que os utilizadores levassem os livros para a luz do dia para facilitar a leitura. Também podem ter sido feitas cópias de livros na colunata ou talvez na grande sala mais ocidental. Com base em evidências de outras partes da Ásia Menor, as obras literárias mais populares eram a Ilíada (a mais procurada) e a Odisseia de Homero e as obras de Eurípides (idem, pág. 56). Isto foi verificado pelo número de cópias destas obras existentes e por referências de escritores antigos nas suas próprias obras e em cartas.

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Roman Relief of a Teacher & Three Pupils
Relevo Romano de um Professor & Três Pupilos Carole Raddato (CC BY-NC-SA)

A biblioteca foi financiada principalmente pelos Atálidas (até ao reinado de Átalo III ou, possivelmente, até o final dele em 133 a.C.), que também incentivaram a alfabetização, não apenas na própria cidade, mas em outros lugares. Casson escreve:

Os Atálidas, sempre ansiosos por aprimorar a sua reputação como apoiantes da cultura, incluíram a educação entre as suas caridades. Eumenes II contribuiu para Rodes com uma enorme quantidade de cereais para converter num fundo "cujo juro era para salários para os educadores e professores dos filhos [do cidadão]". O seu sucessor, Átalo II, em resposta a um pedido da cidade de Delfos para ajuda com a educação, deu uma soma "para ser um presente eterno para todos os tempos, para que os salários dos professores fossem pagos regularmente"... Existem vários outros lugares onde foram encontradas inscrições atestando benefícios públicos e privados para o apoio de professores. (ibid. pág. 54)

Não há registro de uma taxa para o uso da biblioteca nem de quaisquer estipulações sobre quem poderia usá-la. Assume-se, dado o interesse dos Atálidas na educação generalizada, que os seus recursos foram disponibilizados gratuitamente a quem quer que quisesse usá-los.

Conclusão

O financiamento para a biblioteca pode ter sido assumido por Roma durante o reinado de Átalo III, que tinha pouco interesse nas responsabilidades de rei, mas tal não é claro. Após Átalo III deixar o reino para Roma em testamento, os romanos continuaram a financiar, como evidenciado pelo patrocínio de imperadores como Trajano (reinou 98-117) e Adriano (reinou 117-138). O médico Galeno (129-216), que nasceu em Pérgamo, quase certamente usou a biblioteca para os seus estudos antes de prosseguir a sua educação em Esmirna e Alexandria.

São escassos os detalhes, contudo parece claro que a biblioteca ainda existia nos primeiros anos do Império Bizantino; no ano de 262 um terramoto teria danificado a biblioteca em conjunto com o resto da cidade, e por volta de 663 os árabes muçulmanos saquearam Pérgamo o que pode ter danificado ou destruído o edifício, mas não há evidências seja do que for. Pérgamo ainda era uma cidade próspera sob o Império Otomano em cerca de 1300, mas, depois, foi abandonada e, neste ponto, se o edifício da biblioteca ainda estivesse de pé, pensa-se (ou espera-se) que os livros tivessem sido levados para outro lugar.

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As ruínas de Pérgamo foram escavadas pela primeira vez pelo engenheiro alemão Carl Humann em 1869, contudo somente em 1878, é que se iniciou uma escavação séria e a catalogação do local. O Império Otomano vendeu à Alemanha o Altar de Zeus (mais conhecido como o Altar de Pérgamo) e muitos outros artefatos, que foram transportados para Berlim, e expostos no Museu de Pérgamo, inaugurado em 1907. Entre estes artefatos está a estátua de Atena que antes ficava na biblioteca. Nos dias de hoje nos arredores de Bergama, na Turquia, pode-se visitar a localização da biblioteca, da antiga acrópole de Pérgamo, onde as colunas quebradas da colunata ainda estão de pé no meio à fundação do que já foi uma das maiores bibliotecas do mundo antigo.

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Perguntas & Respostas

Quando foi fundada a Biblioteca de Pérgamo?

A Biblioteca de Pérgamo foi fundada pelo rei Eumenes II durante o seu reinado, entre 197 e 159 a.C. Localizava-se em Pérgamo, na Ásia Menor (atual Turquia).

Quantos livros tinha a Biblioteca de Pérgamo na sua coleção?

De acordo com Plutarco, a Biblioteca de Pérgamo tinha na sua coleção 200 000 livros.

Por que é que a Biblioteca de Pérgamo é famosa?

A Biblioteca de Pérgamo é famosa por ser a segunda maior biblioteca do mundo antigo, depois da Biblioteca de Alexandria, no Egito.

O que aconteceu à Biblioteca de Pérgamo?

Ninguém sabe o que aconteceu à Biblioteca de Pérgamo. Foi danificada por um terramoto no ano de 262 e a cidade foi saqueada pelos árabes muçulmanos por volta de 663, quando pode ter sido destruída, mas tal não é claro. Após 1300, a cidade de Pérgamo foi abandonada em algum momento da história.

Sobre o Tradutor

Filipa Oliveira
Jornalista brasileiro que vive no Rio de Janeiro. Seus principais interesses são a República Romana e os povos da Mesoamérica, entre outros temas.

Sobre o Autor

Joshua J. Mark
Joshua J. Mark é cofundador e diretor de conteúdo da World History Encyclopedia. Anteriormente, foi professor no Marist College (NY), onde lecionou história, filosofia, literatura e redação. Viajou extensivamente e morou na Grécia e na Alemanha.

Cite Este Artigo

Estilo APA

Mark, J. J. (2025, outubro 24). Biblioteca de Pérgamo. (F. Oliveira, Tradutor). World History Encyclopedia. https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-21051/biblioteca-de-pergamo/

Estilo Chicago

Mark, Joshua J.. "Biblioteca de Pérgamo." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, outubro 24, 2025. https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-21051/biblioteca-de-pergamo/.

Estilo MLA

Mark, Joshua J.. "Biblioteca de Pérgamo." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, 24 out 2025, https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-21051/biblioteca-de-pergamo/.

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