A ciência e a tecnologia mesopotâmicas desenvolveram-se durante a Época de Uruque (cerca de 4000-3100 a.C.) e o Período Dinástico Inicial (cerca de 2900-2350/2334 a.C.) da cultura suméria, no sul da Mesopotâmia. Os sumérios lançaram os alicerce para os futuros avanços mesopotâmicos no progresso científico e tecnológico, tendo sido os primeiros a explorar a prática da hipótese científica, a empenhar-se na inovação tecnológica, a criar a palavra escrita e a desenvolver a matemática, a astronomia e a astrologia — moldando, inclusivamente, o próprio conceito de tempo. Algumas das mais importantes invenções dos sumérios foram:
- A roda
- A vela
- A escrita
- O arco mísula / o arco verdadeiro
- A irrigação e os implementos agrícolas
- As cidades
- Os mapas
- A matemática
- O tempo e os relógios
- A astronomia e a astrologia
- Os fármacos e a cirurgia
Os sumérios criaram estes elementos num esforço para melhorarem as suas vidas, mas deverão ter chegado à necessidade dos mesmos através da observação de um problema existente e da proposta de uma solução, que era posteriormente testada. Alguns académicos, ao referirem-se às invenções e inovações sumérias/mesopotâmicas, opõem-se ao uso dos termos "ciência" ou "método científico" uma vez que a religião desempenhava um papel tão preponderante na vida das pessoas, e a vontade dos deuses era considerada o factor final e único na forma como o universo e a vida na Terra funcionavam.
Contudo, 'método científico' permanece o termo mais exato para definir o procedimento deste povo. Apesar de manterem uma visão teísta da vida, os mesopotâmicos admitiram a hipótese de um universo regido por leis naturais próprias. Ao tentarem compreender esse funcionamento, estabeleceram os fundamentos do espírito científico que viria a ser aprofundado pelas civilizações egípcia e grega, chegando, sem interrupção, à era contemporânea.
Princípio Fundamental
Isto não significa que na antiga Mesopotâmia se praticasse o mesmo tipo de investigação científica que conhecemos hoje, pelo que as objeções ao uso de conceitos como 'ciência' ou 'método científico' para este contexto têm o seu mérito. Na visão mesopotâmica, os deuses criaram a ordem a partir do caos e confiaram à humanidade a tarefa de a manter. Uma vez que os deuses eram a raiz de todos os fenómenos, tanto do mundo material como do espiritual, o objetivo das suas invenções e inovações residia na compreensão dos mecanismos dessa ordem, colaborando com o divino para garantir a sua perenidade.
Tal preservação consistia em melhorar a 'matéria-prima' da vida que lhes fora concedida, o que requeria observação, a elaboração de uma hipótese explicativa, o seu teste prático e uma conclusão final. Embora este modelo espelhe a forma elementar do método científico actual, a razão última de todos os fenómenos residia na vontade divina. Assim, preterindo a pergunta sobre o porquê, o foco incidia sobre o como e as vias para o aperfeiçoar, respeitando a missão do ser humano como coadjutor na manutenção da ordem divina.
O antigo agricultor sumério não perguntaria 'por que motivo as suas terras eram áridas e as do vizinho produtivas'; para ele, tal devia-se, inequivocamente, ao desígnio divino. A interrogação pertinente era: 'De que modo posso moldar a vontade dos deuses para que a minha terra prospere?'. Poderia suceder que os deuses exigissem apenas uma maior demonstração de fé, ou talvez o objetivo fosse confrontar o indivíduo com uma provação intencional para o incitar à inovação, como a criação de um sistema de irrigação que beneficiaria não apenas o seu próprio campo, mas serviria também o bem comum.
De facto, a necessidade parece ter sido a mãe da invenção; todavia, todas estas inovações eram concebidas em estrita harmonia com a estrutura subjacente do mundo ordenado pelos deuses. As coisas eram como eram, e a tarefa de cada um consistia em aceitar os desafios lançados pelas divindades, aperfeiçoar o que fosse passível de melhoria e aceitar o que não se podia alterar.
A Roda, a Vela e a Escrita
A escrita e a roda figuram como os dois legados mais significativos da Mesopotâmia. Embora alguns académicos defendam que a roda teve a sua origem na Ásia Central (visto que a roda mais antiga do mundo foi ali descoberta), é amplamente aceite que o conceito nasceu na Suméria, devido à produção de cerâmica. Pensa-se que a roda se terá desenvolvido a partir da necessidade de produzir mais e melhor cerâmica num curto espaço de tempo. A roda de oleiro foi, posteriormente, adaptada para a concepção de carroças destinadas ao transporte de mercadorias ou, simplesmente, para permitir uma deslocação mais célere entre diferentes locais e, mais tarde, para o desenvolvimento de bigas.
Pensa-se que o mesmo paradigma se aplique à invenção da vela, cuja génese terá sido, muito provavelmente, a mera observação do efeito do vento num pedaço de tecido, possivelmente enquanto este secava após ser lavado. Ter-se-á deduzido que um tecido de maiores dimensões captaria mais vento, auxiliando na navegação fluvial de forma não só mais fácil, como também mais célere. Tal inovação ter-se-á revelado particularmente crucial no âmbito comercial, uma vez que as vias fluviais eram as rotas preferenciais; contudo, a navegação rio acima, contra a corrente, era consideravelmente mais árdua e lenta do que o percurso descendente. A vela terá solucionado o problema, ao fornecer a força eólica para complementar ou substituir o esforço dos remadores.
A escrita foi inventada por volta de 3600/3500 a.C., como um meio de transmitir informações a longas distâncias no âmbito do comércio. A escrita primordial consistia em pictogramas rudimentares, capazes de comunicar dados como 'duas ovelhas – templo de Uruque', mas que não logravam clarificar o propósito da transação: se os animais deveriam ser levados para o templo ou dali retirados, ou se estariam vivos ou mortos. O académico Samuel Noah Kramer observa:"
Foi provavelmente... há cerca de cinco mil anos que os sumérios, em resultado das suas necessidades económicas e administrativas, conceberam a ideia de escrever em argila. As suas primeiras tentativas eram rudimentares e pictográficas, podendo ser utilizadas apenas para as mais simples anotações administrativas. Contudo, nos séculos que se seguiram, os escribas e mestres sumérios modificaram e moldaram gradualmente o seu sistema de escrita, ao ponto de este perder por completo o seu carácter pictográfico, tornando-se um sistema de escrita puramente fonético e altamente convencional. Na segunda metade do terceiro milénio a.C., a técnica de escrita suméria tornara-se suficientemente plástica e flexível para expressar, sem dificuldade, as mais complexas composições históricas e literárias.
(A História Começa na Suméria, pág. xxi)
Este sistema de escrita é conhecido como cuneiforme, do latim cuneus ('cunha'), dado que as palavras eram gravadas pressionando um estilete em forma de cunha na argila húmida, que era posteriormente seca. Os próprios sumérios não a designavam como cuneiforme — esta é uma denominação contemporânea —, tal como não o faziam as outras civilizações que, mais tarde, a utilizaram. A escrita cuneiforme disseminou-se a partir da Suméria e acabou por ser usada pelas restantes grandes civilizações da Mesopotâmia e da Anatólia, incluindo:
- Acádios
- Assírios
- Babilónios
- Elamitas
- Hatis
- Hititas
- Hurritas
Já em 3200 a.C., este sistema de escrita encontrava-se suficientemente avançado para exigir uma espécie de dicionário — conhecido como textos lexicais —que codificava os símbolos específicos enquanto vocábulos e, mais tarde, apresentavam a tradução dos mesmos em sumério, acádio e hitita. A escrita cuneiforme foi utilizada para redigir toda a panóplia de documentos concebíveis na actualidade, desde missivas pessoais a contratos comerciais, escrituras de propriedade, recibos, faturas, editais jurídicos, crónicas históricas e obras literárias. A Epopeia de Gilgamesh foi registada em caracteres cuneiformes, tal como os hinos de Enheduanna e as obras-primas do género literário mesopotâmico naru. Este sistema de escrita manteve-se em uso até ser substituído por uma escrita alfabética, por volta de 100 a.C.
A Agricultura, a Arquitectura e o Estado
Na agricultura, os sumérios criaram métodos de irrigação, o semeador mecânico, o arado e a picareta; parecem também ter inventado o dispositivo conhecido como o 'parafuso de Arquimedes' muito antes dos gregos. O parafuso de Arquimedes é um mecanismo que extrai água de níveis inferiores para níveis superiores (como de águas subterrâneas para valas de irrigação). A produção de cerveja e a respetiva tina de fermentação também se desenvolveram a partir de práticas agrícolas, uma vez que se acredita que a cerveja terá sido descoberta através da fermentação de cereais. Os sumérios inventaram igualmente uma burocracia governamental, que supervisionava e regulava a produção e distribuição das colheitas. Kramer observa:
Embora os sumérios atribuíssem um elevado valor ao indivíduo e às suas conquistas, existia um factor preponderante que fomentava um forte espírito de cooperação, tanto entre indivíduos como entre comunidades: a dependência absoluta da Suméria em relação à irrigação para o seu bem-estar — e, na verdade, para a sua própria existência. A irrigação é um processo complexo que exige esforço e organização comunitários. Os canais tinham de ser escavados e mantidos em constante reparação. A água tinha de ser dividida de forma equitativa entre todos os interessados. Para garantir este equilíbrio, era obrigatória uma autoridade superior ao proprietário individual ou mesmo à comunidade isolada: daí o crescimento das instituições governamentais e a ascensão do Estado sumério. (Os Sumérios, pág. 5)
O conceito de Estado surgiu a partir de pequenas organizações comunitárias conhecidas como 'unidades domésticas' , cujos membros não eram todos familiares consanguíneos, mas partilhavam um interesse comum e, habitualmente, uma determinada parcela de terra. Uma hierarquia rígida governava estas unidades, com um 'grande homem' (conhecido como ensi e, mais tarde, lugal) no topo, seguido pela sua mulher e, sucessivamente, pelos restantes membros até aos trabalhadores não qualificados. Estas unidades domésticas primordiais acabaram por evoluir para as casas dinásticas, à medida que as cidades se expandiam e emergia o conceito de realeza.
As cidades estruturavam-se em torno do complexo do templo, e estes recintos exigiam o desenvolvimento de uma arquitectura monumental para honrar as divindades que neles habitariam. Cada cidade possuía o seu próprio templo e o seu próprio deus, e todas ambicionavam que o seu complexo cultual fosse mais imponente do que qualquer outro. Contudo, para além do templo, as cidades necessitavam de edifícios com portais, corredores e divisões, sendo necessário encontrar meios para os construir. O académico Stephen Bertman explica como este desafio foi superado:
A solução de engenharia revelou-se ser o arco, uma invenção suméria do quarto milénio a.C. O arco permitia criar uma abertura e, simultaneamente, suportar carga. O segredo residia na transferência do peso para fora e, sucessivamente, para baixo, em direção ao solo, em vez de o sustentar apenas sobre si mesmo. Ao edificarem uma série de arcos encadeados, os engenheiros conseguiram construir abóbadas que serviam de túneis. Além de formar passagens, o arco constituía uma forma robusta e eficiente de sustentar uma superestrutura: devido à sua abertura, exigia menos tijolo ou pedra do que uma parede de dimensões semelhantes que suportasse um peso idêntico. (pág. 190)
O primeiro destes foi o arco de mísulas ou falso arco (construído através de 'degraus' colocados em série, que estreitam e fecham gradualmente no topo), que mais tarde evoluiu para o arco verdadeiro. Tanto o arco verdadeiro como o de mísulas seriam utilizados por outras civilizações, desde os egípcios aos gregos e, de forma mais célebre, por Roma.
À medida que as cidades cresciam, o mesmo acontecia com o comércio, e criaram-se mapas para avaliar distâncias e direções entre as cidades-estado da Suméria e as do norte da Mesopotâmia, bem como para terras distantes como o Egipto e a Índia. Os mapas eram produzidos através de impressões em argila húmida — à semelhança do sistema cuneiforme — ou através da gravação de imagens noutros materiais. As distâncias eram calculadas utilizando outro desenvolvimento mesopotâmico: a matemática.
A Matemática, Tempo, e Astronomia/Astrologia
A matemática desenvolveu-se, provavelmente, a partir do comércio como uma necessidade da contabilidade, mas revelou-se claramente um aspeto fundamental da arquitetura no planeamento e construção das cidades e dos seus templos. No decorrer da edificação destas grandes urbes e estruturas monumentais, os sumérios parecem ter inventado o paradigma matemático do Teorema de Pitágoras séculos antes de Pitágoras ter vivido. Isto não é de estranhar, uma vez que as cidades mesopotâmicas eram célebres como grandes centros de saber e cultura — com destaque para a Babilónia, de cerca de 1792 a cerca de 600 a.C., onde terá sido o local de estudo do filósofo grego Tales de Mileto.
Os mesopotâmicos desenvolveram um sistema matemático altamente sofisticado com uma notação posicional sexagesimal (uma base de 60, ao passo que a base actual é 10). Este sistema incluía a adição, subtração, multiplicação, divisão, álgebra, geometria, recíprocos, quadrados e equações quadráticas. A base sexagesimal inspirou-os a criar a medição do tempo assente no conceito de 60 e, assim, uma hora foi definida como tendo 60 minutos e um minuto 60 segundos. O tempo era medido através de um quadrante solar ou de uma clepsidra, sendo que o período entre a aurora, o ocaso e a nova auroa era dividido em 12 períodos de luz e 12 de escuridão, criando o dia de 24 horas.
Os dias foram depois contabilizados para perfazer um ano e, de modo a saber quais as épocas do ano ideais para determinadas actividades; a astronomia progrediu no mapeamento dos astros e na identificação das estações, culminando na criação do calendário. Os mesopotâmicos utilizavam um calendário lunissolar, no qual cada mês começava com o primeiro avistamento da lua crescente. As tentativas iniciais de definir um ano ficaram aquém do ano solar real mas, por volta do século XVII a.C., a astronomia tinha evoluído ao ponto de o ano, bem como outros ciclos temporais, estarem já bem definidos.
O mapeamento das estrelas era interpretado, como tudo o resto, como agindo em conformidade com a vontade dos deuses; por isso, foi natural que, com o tempo, os adivinhos passassem a interpretar certos fenómenos astronómicos como mensagens divinas — e assim nasceu a astrologia. A adivinhação já era praticada na Mesopotâmia antes da criação da astrologia, através do sacrifício de animais e da interpretação das entranhas ou métodos semelhantes. No entanto, a astrologia passou a dominar a adivinhação porque os sinais eram vistos como mensagens mais claras, enviadas diretamente pelos deuses, sobre o futuro e até o carácter de uma nação ou de um indivíduo. O sistema zodiacal e a determinação das características básicas de um indivíduo, bem como do seu destino a curto e longo prazo, foram conceitos criados pela primeira vez na Mesopotâmia, servindo de base aos desenvolvimentos ulteriores de egípcios e gregos.
A Medecina e os Médicos
Este mesmo modelo aplica-se aos cuidados de saúde, uma vez que muitas das práticas associadas ao Egpito e à Grécia tiveram a sua origem na Mesopotâmia. A deusa suméria da saúde e da cura era Gula (mais tarde conhecida noutras regiões como Ninkarrak e Ninisinna), frequentemente representada na presença do seu cão, dado que estes animais eram também associados à cura, à saúde e à proteção. Juntamente com o seu cão, Gula zelava pelo povo com o auxílio do seu consorte Pabilsag, da filha Gunurra e dos dois filhos, Damu e Ninazu.
Ninazu estava associado à saúde quotidiana, mas também à morte e ao falecimento, no sentido em que aquele que partia encontrava a vida no mundo seguinte. A morte não era considerada o fim da vida, mas sim uma transição, embora as pessoas continuassem a preferir adiá-la o máximo de tempo possível. O símbolo de Ninazu era o bastão entrelaçado com serpentes — dado que as serpentes representavam a transformação, fosse da doença para a saúde ou da vida para o além — e viria mais tarde a evoluir para o caduceu na Grécia que, hoje em dia, é o símbolo da profissão médica.
Ao longo da história da Mesopotâmia houve dois tipos de médicos:
- Asu – médico que prescrevia diversos tratamentos para as doenças ou lesões)
- Asipu – curandeiro holístico que se baseava em fórmulas mágicas, amuletos e encantamentos
Estes dois tipos de especialistas gozavam de igual respeito e, em certos casos, trabalhavam em conjunto. Ambos os géneros podiam exercer medicina na antiga Mesopotâmia, embora as mulheres médicas fossem raras.
Os tratados de medicina da Mesopotâmia incluem não só diagnósticos e receitas, mas também procedimentos cirúrgicos e técnicas para tratar ossos partidos. A enfermidade e o ferimento eram vistos como frutos do pecado, que desestabilizavam o doente e enfureciam as divindades. Assim, cabia ao médico levar o paciente a confessar os seus erros e a comprometer-se com uma conduta exemplar no futuro. Seguidamente, indicava uma terapêutica para restaurar a harmonia e apaziguar os deuses, para que estes 'afastassem a sua mão' do paciente e permitissem a cura.
Este acto de confissão prefigura a prática grega de Hipócrates, segundo a qual o clínico deve começar por questionar o doente sobre as acções que possam estar na origem do mal; é o que designamos actualmente por historial clínico. Na Mesopotâmia, as cirurgias eram frequentes e os médicos já entendiam que a higiene das mãos favorecia a recuperação (embora desconhecessem os germes), reconheciam a importância de um pulso estável e de outros sinais de bem-estar geral. Além disso, assumiam papéis de terapeutas sexuais, conselheiros de casais e exorcistas.
Conclusão
A ciência e a técnica da Mesopotâmia serviram de base às disciplinas de civilizações vindouras, que as aprofundaram e expandiram. O historiador Paul Kriwaczek sintetiza desta forma a relevância do seu legado:
A maior parte da tecnologia de base que sustentou a vida humana até a produção industrial ter começado a dominar o nosso mundo, há uns escassos dois séculos, foi concebida pela primeira vez nesta época e nesta parte do mundo: no âmbito doméstico, a tina do mestre cervejeiro, o forno do oleiro e o tear têxtil; nos campos, o arado, o semeador e a carroça agrícola; nos rios e canais, o catavento e o barco à vela; na música, a harpa, a lira e o alaúde; na tecnologia de construção, os tijolos cozidos, a abóbada e o arco verdadeiro. (pág. 47)
No seu livro emblemático A História Começa na Suméria, Samuel Noah Kramer analisa os 39 pioneirismos da civilização que apareceram originalmente na Suméria, entre os períodos de Uruque e o Período Dinástico Inicial. Embora muitos destes feitos tenham sido posteriormente creditados a inventores da Grécia, a sua génese reside na Mesopotâmia, e estes progressos culturais e científicos moldam ainda hoje o nosso mundo contemporâneo.
