A Guerra dos Cem Anos (1337–1453) foi um prolongado conflito dinástico e territorial entre os reinos de Inglaterra e França, moldado por disputas sobre direitos feudais, a sucessão ao trono francês e o controlo de territórios no oeste de França. No início do século XV, a guerra tinha também evoluído para um conflito civil francês entre a facção dos Armagnacs, que apoiava Carlos VII de França (reinou 1422–1461), e os Borgonheses, que se aliaram à Inglaterra depois de o Tratado de Troyes (1420) ter reconhecido Henrique VI de Inglaterra (reinou 1422–1461) como herdeiro da coroa francesa. As vitórias inglesas em Crécy (1346), Poitiers (1356) e Azincourt (1415) enfraqueceram gravemente a monarquia francesa e permitiram que a influência inglesa se expandisse por todo o norte de França.
Joana d'Arc (cerca de 1412–1431) emergiu durante este período de fragmentação política e crise militar. Alegando orientação divina, associou-se à causa dos Armagnacs e ajudou a restaurar o moral francês durante o cerco de Orleães (1429) e a campanha do Loire, conduzindo à coroação de Carlos VII em Reims, a 17 de julho de 1429. Embora tenha sido capturada pelas forças borgonhesas em 1430 e executada em Ruão em 1431, Joana tornou-se um poderoso símbolo da resistência e da legitimidade francesas. O colapso gradual da aliança anglo-borgonhesa após o Tratado de Arras (1435), seguido pelas vitórias francesas em Formigny (1450) e Castillon (1453), pôs fim às principais ambições territoriais inglesas em França e marcou a consolidação da monarquia de Valois.

