Ataque a Pearl Harbor

A Razão pela Qual os EUA Entraram na Segunda Guerra Mundial
Mark Cartwright
por , traduzido por Filipa Oliveira
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A 7 de dezembro de 1941, uma força de porta-aviões japoneses atacou a base naval norte-americana em Pearl Harbor, em O'ahu, no Havai, trazendo assim os Estados Unidos para a Segunda Guerra Mundial (1939-45). O ataque surpresa, efetuado antes da guerra ser oficialmente declarada, causou mais de 3.500 baixas e destruiu ou danificou gravemente 18 navios, incluindo oito couraçados. Crucialmente, os porta-aviões americanos não se encontravam no Havai na altura, e os depósitos de abastecimento essenciais e as instalações de reparação ficaram intactos. Como consequência, a Marinha dos EUA acabou por conseguir recuperar. O Japão, após ter conquistado a maior parte do Sudeste Asiático em 1942, foi gradualmente repelido durante a Guerra do Pacífico até deter apenas as suas próprias ilhas. O Japão rendeu-se em agosto de 1945, na sequência do lançamento de duas bombas atómicas. Os EUA tinham alcançado a desforra definitiva.

The USS West Virginia, Pearl Harbor, 1941
USS West Virginia, Pearl Harbor, 1941 U.S. Navy, Office of Public Relations (Public Domain)

O Império Japonês

No final de 1941, o governo militar do Japão já tinha ocupado a Manchúria, Formosa (Taiwan), a Coreia, partes do litoral da China e o norte da Indochina Francesa (o que incluía os atuais territórios do Laos, do Camboja e áeras territorias da Tailândia). Um revés para a expansão japonesa ocorreu no verão de 1939, quando as suas forças foram derrotadas pelas da URSS na região fronteiriça entre a Manchúria e a Mongólia Exterior. O exército japonês sofreu 18.000 baixas na Batalha de Nomunhan (também conhecida como Khalkhin Gol). Esta derrota deu à marinha japonesa mais um argumento a seu favor de que o Pacífico deveria ser a próxima área de conquista do Japão.

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Esperava-se que um ataque preventivo à Marinha dos Estados Unidos permitisse ao Japão dominar a região do Pacífico.

A expansão militar do Japão exigia quantidades massivas de matérias-primas que o país simplesmente não possuía, nem conseguia comprar. Os Estados Unidos impuseram um embargo sobre o petróleo, gasolina, minério de ferro, carvão, cobre, aço, chumbo, estanho, borracha e níquel, com o objetivo de forçar o Japão a retirar-se da China e a proteger os interesses norte-americanos em locais como as Filipinas. A Malásia Britânica e as Índias Orientais Neerlandesas (Indonésia) também restringiram a venda de petróleo ao Japão. Os ativos financeiros japoneses nos bancos dos EUA foram congelados, limitando severamente a capacidade do país para comprar petróleo. Em meados de 1941, o Japão sentiu-se obrigado a adquirir os recursos de que necessitava através da conquista.

Em abril de 1941, foi assinado um pacto de não-agressão soviético-japonês, o que permitiu ao Japão concentrar-se no seu império em crescimento para sul. Em julho de 1941, o Japão atacou o sul da Indochina. A 1 de dezembro de 1941, o governo japonês decidiu que declararia guerra aos Estados Unidos, à Grã-Bretanha e aos Países Baixos. O governo militar japonês considerava que, mais tarde ou mais cedo, estes Estados acabariam por declarar guerra ao Japão caso continuassem a sua expansão no Pacífico, particularmente se atacassem as zonas ricas em petróleo da Malásia Britânica e das Índias Orientais Neerlandesas. Um ataque aos aliados dos EUA — a Grã-Bretanha e os Países Baixos — provocaria inevitavelmente a entrada definitiva dos Estados Unidos no conflito.

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Map of Imperial Pacific Territories, 1939
Mapa dos Territórios Imperiais do Pacífico, 1939 Emok (CC BY-SA)

Esperava-se que um ataque preventivo à Marinha dos Estados Unidos permitisse ao Japão dominar este teatro da Segunda Guerra Mundial. A destruição do maior número possível de navios norte-americanos seria essencial, uma vez que a Marinha japonesa não conseguia competir, a longo prazo, com a superioridade numérica da marinha dos EUA e com a economia muito mais poderosa do país. O Almirante Yamamoto Isoroku (1884-1943), Comandante-em-Chefe da Frota Combinada concebera um plano de ataque: um grande grupo de porta-aviões navegaria secretamente até Pearl Harbor, no Havai, a base da Frota do Pacífico dos EUA, e os aviões japoneses utilizariam então torpedos recentemente desenvolvidos para afundar porta-aviões e couraçados norte-americanos enquanto estes ainda se encontravam no porto.

A Base Naval do Havai

Os Estados Unidos detinham as ilhas do Havai desde 1898, mas a base naval só tinha sido criada no início de 1940. A Frota do Pacífico em Pearl Harbor, composta por quase 100 navios, era comandada pelo Contra-Almirante Husband E. Kimmel (1882-1968). A outra grande presença dos EUA no Pacífico situava-se nas Filipinas, consideradas o alvo mais provável de uma agressão japonesa. Esta convicção, perfeitamente razoável, baseava-se na geografia: as ilhas Filipinas ficavam a apenas 200 milhas náuticas (320 km) das bases do Japão na Formosa, ao passo que Pearl Harbor distava cerca de 3.400 milhas náuticas (5.500 km) do Japão. As forças armadas norte-americanas também desconheciam que os japoneses tinham desenvolvido um torpedo capaz de operar em águas pouco profundas, razão pela qual acreditavam que Pearl Harbor não podia ser atacado por via aérea. Por este motivo, o porto não dispunha de redes de proteção contra torpedos. Acreditava-se amplamente que, se a base viesse a ser atacada, isso assumiria a forma de sabotagem e não de uma batalha direta.

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O Grupo de Porta-Aviões Japonês

Comandado pelo Vice-Almirante Chuichi Nagumo (1887-1944) o grupo de ataque japonês era composto por seis porta-aviões (dois dos quais tinham sido convertidos a partir de um couraçado e de um cruzador, respetivamente), dois couraçados, dois cruzadores pesados, um cruzador ligeiro e uma escolta protetora de nove contratorpedeiros, oito petroleiros, três submarinos e vários outros navios de apoio. Os aviões eram comandados pelo Capitão Mitsuo Fuchida (1902-1976), que liderou pessoalmente a primeira vaga de ataque.

Japanese Aircraft Carrier Akagi
Porta-aviões Japonês Akagi Japanese Navy (Public Domain)

Os navios do grupo de porta-aviões partiram das bases em Kure na segunda e terceira semanas de novembro. Os navios mantiveram um estrito silêncio rádio para evitar a deteção por escutas de inteligência inimigas e evitaram as principais rotas de navegação. O grupo tinha ordens para abordar ou afundar qualquer embarcação que encontrasse e que pudesse relatar o seu progresso através do Pacífico.

A dimensão da surpresa fica evidente no facto de muitos em Pearl Harbor não conseguirem acreditar que o ataque estava a acontecer, mesmo quando as bombas já caiam.

Kimmel enviava aviões de reconhecimento a partir de Pearl Harbor durante a primeira semana de dezembro, mas não dispunha de recursos suficientes para enviar patrulhas em todas as direções. Kimmel concentrou-se num arco de reconhecimento que cobria as Ilhas Marshall a sudoeste, que eram o território japonês mais próximo. No entanto, a força japonesa estava efetivamente a aproximar-se do Havai pelo norte.

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A inteligência militar norte-americana, que vinha intercetando e decifrando mensagens codificadas japonesas há algum tempo, estava ciente de que alguma espécie de operação japonesa estava em curso. Pearl Harbor chegou mesmo a ser mencionado nessas mensagens codificadas, nomeadamente numa comunicação dirigida ao cônsul japonês em Honolulu para que espiões identificassem que navios se encontravam em cada zona do porto, mas esta informação nunca foi transmitida à base no Havai.

Ainda sem serem detetados e a 275 milhas naúticas (450 km) do Havai, os aviões japoneses descolaram dos seus porta-aviões às 6:00 da manhã de domingo, 7 de dezembro. Os diplomatas japoneses pretendiam apresentar a Washington uma declaração de guerra formal às 13:00 desse dia, mas um atraso — provavelmente devido ao facto do gabinete de tradução não se ter apercebido de que o assunto era urgente — fez com que a declaração fosse entregue apenas depois da notícia do ataque ter chegado ao presidente dos EUA.

Aerial View of Pearl Harbor
Vista Aérea de Pearl Harbor, 1941 US Navy (Public Domain)

O Ataque

A primeira vaga de ataque consistiu em 40 bombardeiros de torpedos, 51 bombardeiros de mergulho e 43 caças. Seguiu-se uma segunda vaga de ataque, maior, desta vez com 54 bombardeiros, 78 bombardeiros de mergulho e 36 caças. Ao mesmo tempo, 16 submarinos aproximaram-se do porto, cinco dos quais transportavam minissubmarinos. Um destes submarinos tinha sido avistado às 3:45 da manhã, mas ninguém de relevo foi informado até ser afundado três horas mais tarde por um contratorpedeiro que patrulhava a aproximação a Pearl Harbor. Como se veio a verificar, o elemento submarino do ataque foi um fracasso total. Os danos devastadores viriam do ar. Entre as 6:45 e as 7:00 da manhã, as unidades de radar dos EUA detetaram as primeiras aeronaves japonesas. Novamente, o relatório foi ignorado devido à falta de precisão sobre a identidade das aeronaves, uma vez que se esperava a chegada de vários bombardeiros B-17 norte-americanos à zona nessa manhã.

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Como resultado da convicção de que Pearl Harbor não seria atacada por via aérea, as baterias antiaéreas da base não dispunham de munições suficientes. Além disso, o comandante do exército na ilha, o Tenente-General Walter Short (1880-1949), tinha deliberadamente agrupado os seus aviões no solo e deixado-os desarmados para melhor os proteger contra atos de sabotagem. Da mesma forma, as defesas navais estavam despreparadas para um ataque aéreo: apenas uma em cada quatro metralhadoras da marinha estava guarnecida e todas as munições suplentes se encontravam trancadas. À medida que as aeronaves japonesas se aproximavam do porto nessa manhã de domingo, um terço dos comandantes navais e um grande número de outros oficiais encontravam-se em terra.

Os primeiros torpedeiros e bombardeiros de mergulho japoneses de baixa altitude atingiram os navios e os vários campos de aviação por volta das 7:55. Não houve qualquer resposta por parte das defesas norte-americanas. Fuchida conseguiu enviar por rádio o sinal Tora, tora, tora ("Tigre, tigre, tigre") a Nagumo, o código de que a surpresa tinha sido totalmente alcançada.

Mitsubishi A6M "Zero" Fighters
Caças Mitsubishi A6M Henry Sakaida (Public Domain)

A dimensão da surpresa fica evidente no facto de muitas pessoas em Pearl Harbor não conseguirem acreditar que o ataque estava a acontecer, mesmo quando as bombas já caiam. O Tenente Ken Murray, um oficial de estado-maior dos EUA, recorda:

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O meu primeiro conhecimento do ataque ocorreu quando fui acordado pelo som da queda de bombas e pelo rugir de aviões à nossa volta. Corri para fora e vi imediatamente que eram aviões japoneses, e estava ali um tipo ao meu lado que disse: 'Rapaz, parece mesmo real, não parece?'... Aconteceu estar ao lado do Comandante-em-Chefe, o Almirante Kimmel, e estávamos a observar sombriamente os estragos que estavam a acontecer. De repente, ele esticou o braço e arrancou as suas dragonas de quatro estrelas, que indicavam o seu posto...

(Holmes, pág. 200)

Os alvos que a inteligência militar japonesa tinha fornecido aos pilotos foram facilmente identificados com o céu limpo. Os pilotos tinham ordens para não largar os seus torpedos a menos que tivessem a certeza de acertar. Por volta das 8:25 da manhã, os bombardeiros convencionais japoneses largaram as suas cargas a grande altitude. A segunda vaga de torpedeiros e bombardeiros de mergulho atacou depois entre as 8:55 e as 9:15 da manhã. Esta segunda vaga foi recebida com fogo feroz de armas antiaéreas e de um punhado de caças norte-americanos que tinham conseguido descolar no meio do caos. A segunda vaga de ataque também teve de lidar com uma visibilidade muito fraca, uma vez que enormes nuvens de fumo se elevavam dos couraçados atingidos. O ataque terminou por volta das 9:45. Nagumo tomou a decisão de não enviar uma terceira vaga planeada de aeronaves, por receio de um contra-ataque por parte dos porta-aviões que estavam ausentes.

Battleship Row During the Battle of Pearl Harbor, 1941
A "Battleship Row" (Linha de Couraçados) durante a Batalha de Pearl Harbor, 1941 Unknown Photographer (Public Domain)

O Balanço de Vítimas e os Danos Causados

A força-tarefa japonesa acabou por afundar ou danificar gravemente 18 navios; seis couraçados foram afundados e os outros dois sofreram graves danos. Estes navios gigantescos encontravam-se alinhados de forma ordenada na Battleship Row (Linha de Couraçados). O couraçado Arizona foi o cenário do maior terror: os seus paióis de munições dianteiros explodiram, e 1.103 membros da tripulação perderam a vida instantaneamente ou afogaram-se enquanto o navio partido ao meio ia ao fundo. O fuzileiro naval Richard Fiske, que servia a bordo do USS West Virginia, recorda:

Vi o Arizona explodir e ele limitou-se a fazer chover marinheiros. Não estava muito assustado neste momento em particular porque não conseguia imaginar que aquilo nos estava a acontecer: simplesmente não era real; parecia um pesadelo. Só compreendi realmente o impacto disso mais tarde, quando naduei para terra e percebi: meu Deus, estamos em guerra.

(Idem, págs. 201-2)

Três contratorpedeiros, três cruzadores e outros quatro navios foram afundados ou gravemente danificados; foram destruídas 164 aeronaves norte-americanas e outras 128 sofreram danos. No total, morreram 2.403 pessoas, entre pessoal militar e civis, e outras 1.178 ficaram feridas. Em contrapartida, a força japonesa perdeu apenas 29 aeronaves e seis submarinos, a maioria dos quais eram minissubmarinos facilmente substituíveis. 64 militares japoneses perderam a vida no ataque. O grupo de porta-aviões japonês regressou ao Japão intacto a 23 de dezembro.

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Capsized USS Oklahoma, Pearl Harbor
O USS Oklahoma Virado, Pearl Harbor US Navy (Public Domain)

O ataque foi um golpe duríssimo, mas, de forma crucial para as operações futuras, os dois porta-aviões norte-americanos, Enterprise e Lexington, encontravam-se em manobras quando o ataque ocorreu. Os japoneses pensavam que iriam encontrar quatro porta-aviões para atacar, mas o Hornet e o Yorktown estavam a operar no Oceano Atlântico em dezembro. Outra salvação foi o facto de os cruzadores pesados da frota também estarem todos fora, em manobras.

Os depósitos de combustível da base, que continham cerca de 4,5 milhões de barris, bem como as provisões de munições, as oficinas de reparação, as docas secas e os abrigos de submarinos, tinham sobrevivido ao ataque, permitindo que Pearl Harbor continuasse a operar. Estes alvos poderiam ter sido o objetivo da terceira vaga de aeronaves, que acabou por ser cancelada. As capacidades de combustível e reparação viriam a fazer muita falta uma vez que, graças à pouca profundidade da água, todos os navios perdidos ou danificados — à exceção de três — puderam ser recuperados e, eventualmente, devolvidos ao serviço ativo.

Pearl Harbor foi um desastre para os EUA, mas podia ter sido muito pior. Se os porta-aviões tivessem sido afundados, a Marinha dos Estados Unidos teria sido obrigada a recuar para o continente norte-americano. O ataque constituiu, portanto, uma vitória tática retumbante para o Japão, mas não estratégica. A Marinha dos EUA podia continuar a lutar, e o impacto psicológico do que foi considerado um ataque à traição uniu a opinião pública norte-americana, que passou a apoiar de forma entusiasta a entrada do país na guerra. A determinação reforçou-se ainda mais quando a Alemanha e a Itália declararam guerra aos EUA a 11 de dezembro.

Wreckage of USS Arizona, Pearl Harbor
Destroços do USS Arizona, Pearl Harbor US Navy (Public Domain)

As Consequências

Para apurar o que tinha corrido mal realizaram-se seis investigações oficiais e um inquérito pelo Congresso sobre o desastre de Pearl Harbor. Kimmel e Short, ambos tendo apresentado a demissão, foram transformados nos bodes expiatórios da altura (mas mais tarde foram reabilitados) quando, na realidade, tinhams sido as rivalidades entre os ramos das forças armadas e as falhas graves de comunicação que provocaram a situação. Nenhuma prova convincente veio alguma vez a lume de que os funcionários norte-americanos tivessem permitido deliberadamente que o ataque acontecesse para forçar os EUA a entrar na guerra. Tampouco existem provas de que a inteligência militar britânica soubesse do ataque antes de este ocorrer. Em suma, o ataque japonês tinha sido tão audacioso que ninguém o imaginara possível antes do acontecimento.

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O ataque a Pearl Harbor não foi o fim, mas apenas o começo da Guerra do Pacífico — chamada pelo Japão de a Grande Guerra da Ásia Oriental (大東亜戦争, transliterado: Dai-Tō-A Sensō). O segundo dia desta guerra também correu bem ao Japão, quando um ataque aéreo destruiu a maioria dos 35 bombardeiros B-17 Flying Fortress pertencentes à Força Aérea do Exército dos EUA (USAAF - United States Army Air Forces) na Ilha de Luzon, nas Filipinas. A resposta dos EUA traduziu-se na declaração de guerra ao Japão, tendo o Presidente Roosevelt declarado perante o Congresso: "Ontem, 7 de dezembro de 1941 – uma data que viverá na infâmia" (Horner, pág. 29).

O Japão continuaria a somar muitas mais vitórias ao longo de 1942, criando um enorme enclave japonês por todo o Sudeste Asiático que se estendia da Manchúria às Índias Orientais Neerlandesas (no sentido norte-sul) e da Birmânia (Mianmar) às Ilhas Marshall (no sentido oeste-este). No entanto, a guerra era um combate que o Japão não podia vencer a longo prazo, dadas as recargas combinadas dos Aliados, que se revelaram muito superiores em termos de efetivos, produção de armamento e tecnologia. Gradualmente repelido para defender apenas as suas próprias ilhas, o conflito japonês terminou com consequências devastadoras para o povo nipónico, aquando do lançamento de duas bombas atómicas sobre Hiroxima e Nagasáqui em agosto de 1945.

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Cartwright, M. (2026, julho 28). Ataque a Pearl Harbor: A Razão pela Qual os EUA Entraram na Segunda Guerra Mundial. (F. Oliveira, Tradutor). World History Encyclopedia. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2954/ataque-a-pearl-harbor/

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Cartwright, Mark. "Ataque a Pearl Harbor: A Razão pela Qual os EUA Entraram na Segunda Guerra Mundial." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, julho 28, 2026. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2954/ataque-a-pearl-harbor/.

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Cartwright, Mark. "Ataque a Pearl Harbor: A Razão pela Qual os EUA Entraram na Segunda Guerra Mundial." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, 28 jul 2026, https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2954/ataque-a-pearl-harbor/.

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