Lamentos de Cidades da Mesopotâmia

O Sofrimento e a Vontade dos Deuses
Joshua J. Mark
por , traduzido por Filipa Oliveira
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A pergunta "Porque é que acontecem coisas más a pessoas boas?" é formulada há milénios, provavelmente desde antes da invenção da escrita, mas, pelo menos, desde cerca de 1700 a.C., data em que foi redigido o poema sumério (e mais tarde babilónico) Ludlul Bel Nemeqi (também conhecido como O Poema do Justo Sofredor) e, posteriormente, a obra O Livro de Job, datado dos séculos VII, VI ou IV a.C.

Estas obras debruçam-se sobre o sofrimento individual; todavia, surgiu na Mesopotâmia, por volta de 2000 a.C., um género literário que aborda o sofrimento coletivo face à ruína da cidade; cuja única explicação compreensível para tal destruição residia na vontade dos deuses. Estas obras são designadas como 'Lamentos de Cidades', um género que poderá ter gozado de assinalável popularidade, apesar de apenas um reduzido número de exemplares ter sobrevivido até aos nossos dias. Entre as mais completas estão:

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  • Lamento sobre Eridu
  • Lamento sobre Uruk
  • Lamento sobre Ur
  • Lamento sobre a Suméria e Ur
  • Lamento sobre Nipur
Ruins of Uruk
Ruínas de Uruk SAC Andy Holmes (RAF) (Open Government License)

Há também a famosa obra A Maldição de Agade, que, embora tematicamente próxima ao género dos lamentos de cidades, tem mais em comum com a literatura naru da Mesopotâmia (essencialmente, ficção histórica). Enquanto uma obra de literatura naru projeta uma figura histórica consagrada numa narrativa ficcional, um lamento de cidade documenta um acontecimento histórico factual — a queda de uma cidade e o subsequente sofrimento — articulando-o com uma fundamentação.

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Lamentos de Cidade

As obras agora conhecidas como lamentos de cidade compartilham um tema e foco comuns, mas podem diferir em detalhes, como observou o estudioso Jeremy Black:

Não obstante a sua heterogeneidade formal, [os Lamentos de Cidades] partilham temas fundamentais: a destruição como corolário de um desígnio divino, o abandono da urbe pela sua divindade tutelar e, por fim, a restauração e o subsequente regresso do deus patrono. Os Lamentos de Cidade podem variar amplamente na ênfase dada a esses temas.

(pág. 128)

A cidade na antiga Mesopotâmia era considerada um refúgio, um santuário, protegido por uma poderosa entidade sobrenatural.

A "divindade tutelar" constituía-se como a divindade patrona de uma urbe. Na Antiga Mesopotâmia, cada cidade possuía o seu próprio deus patrono e, sempre que uma localidade atravessava períodos de adversidade (como, por exemplo, o fracasso das colheitas), tal podia ser interpretado como um indício do descontentamento divino para com o povo, ou poderia significar que a divindade tinha abandonado a cidade, deixando-a entregue à sua própria sorte e totalmente indefesa.

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A cidade na antiga Mesopotâmia era considerada um refúgio, um santuário, protegido por uma poderosa entidade sobrenatural, e dava aos seus cidadãos um senso de identidade e propósito, como explica a estudiosa Gwendolyn Leick:

Os escribas mesopotâmicos consideravam a vida urbana como a única forma de comunidade civilizada. A identidade cívica de uma pessoa era a de cidadão de uma determinada urbe com os seus subúrbios e campos circundantes. Os membros não urbanos da população definiam-se pela sua lealdade de cariz tribal.

(pág. 42)

A perda da cidade implicava a dissolução deste sentido de 'identidade cívica'; na ausência de uma lealdade de cariz tribal fora da cidade, o indivíduo ficava entregue às intempéries, bem como a uma miríade de ameaças e perigos. Por conseguinte, a queda da cidade não representava apenas a privação do lar e dos meios de subsistência, mas, num sentido real, a própria perda do 'eu' — o desmoronamento da identidade, do sentimento de segurança, do propósito e da confiança num futuro. O Lamento de Cidade personificava este sentimento de perda absoluta através da descrição minuciosa da derrocada da urbe.

Um tropo comum no Lamento de Cidade é o regresso da divindade tutelar após a devastação, dando ao conto um final feliz, mas tal nunca parece compensar o sofrimento do povo durante o tempo em que a divindade a abandonou.

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O Lamento sobre a Suméria e Ur

O melhor exemplo e mais célebre do género é o Lamento sobre a Suméria e Ur, que relata da queda de Ur em 2004 a.C. As forças invasoras oriundas do oriente derrubaram Ur — citadas alternadamente como sendo de Elão, dos gútios ou amorreus — subjugaram Ur em diferentes momentos, culminando na sua destruição e no extermínio dos seus cidadãos.

A justificação apresentada no poema para esta provação reside na decisão das divindades supremas — An, Enlil, Enki e Ninhursag — de 'destituir os poderes divinos da Suméria' e 'sentenciar a cidade à ruína', por desígnios que apenas ao conselho divino pertenciam. No excerto que se segue, extraído do Lamento sobre a Suméria e Ur, 'Nintud' é uma das designações de Ninhursag; Nanna personifica o deus sumério da lua e da sabedoria; Utu refere-se a Utu-Shamash, a divindade solar; e Ibbi-Suen identifica Ibbi-Sin, o último monarca de Ur.

A tradução do poema em inglês na sua íntegra (conforme indicado na bibliografia infra) compreende 519 versos, dos quais se apresentam (e se traduzem para português) aqui apenas os primeiros 103, extraídos do The Electronic Text Corpus of Sumerian Literature ( à semelhança dosLamentos relativos a Ur e Eridu). Foram efetuadas pontuais alterações na grafia para maior clareza, tendo-se omitido os comentários entre parênteses e as variantes dos versos.

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1-2: Para derrubar os tempos designados, para obliterar os planos divinos, as tempestades reúnem-se para fustigar como um dilúvio.

3-11: An, Enlil, Enki e Ninhursag decidiram o seu destino — destituir os poderes divinos da Suméria, encerrar o reinado favorável na sua morada, destruir a cidade, destruir a casa, destruir o curral, arrasar o redil; para que o gado não permaneça no curral, para que as ovelhas não se multipliquem no redil, para que os cursos de água transportem águas salobras, para que as ervas daninhas cresçam nos campos férteis, para que as plantas do luto brotem em campo aberto;

12-21: para que a mãe não procure o seu filho, para que o pai não diga "Ó minha querida esposa!", para que a jovem esposa não encontre alegria no seu abraço, para que a criança pequena não cresça vigorosa no seu colo, para que a ama de leite não entoe canções de embalar; para mudar o lugar da realeza, para profanar a consulta dos oráculos, para retirar a realeza da Terra, para lançar o olho da tempestade sobre todo o país, para obliterar os desígnios divinos por ordem de An e Enlil;

22-26: após An ter franzido o sobrolho sobre todas as terras, após Enlil ter olhado favoravelmente para uma terra inimiga, após Nintud ter dispersado as criaturas que ela própria criara, após Enki ter alterado o curso do Tigre e do Eufrates, após Utu ter lançado a sua maldição sobre as estradas e caminhos;

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27-37: a fim de destruir os poderes divinos da Suméria, alterar seus planos pré-determinados, alienar os poderes divinos do reinado da realeza de Ur, humilhar o filho principesco na sua casa E-kic-nu-jal, para quebrar a unidade do povo de Nanna, numeroso como ovelhas; para alterar as oferendas de alimento de Ur, o santuário de magníficas oferendas; para que o seu povo já não habite nos seus bairros e seja entregue a viver em lugar hostil; para que Shimashki e Elão, o inimigo, habitem no seu lugar; para que o seu pastor, no seu próprio palácio, seja capturado pelo inimigo, para que Ibbi-Sin seja levado para a terra de Elão sob grilhões, para que, do Monte Zabu na orla do mar até às fronteiras de Anshan, tal como uma andorinha que voou da sua casa, ele nunca mais regresse à sua cidade;

38-46: que nas duas margens do Tigre e do Eufrates crescessem ervas daninhas, que ninguém se pusesse a caminho, que ninguém procurasse a estrada, que a cidade e seus arredores fossem reduzidos a ruínas; que seu numeroso povo de cabeça negra fosse massacrado; que a enxada não atacasse os campos férteis, que não fossem plantadas sementes no solo, que a melodia das canções dos vaqueiros não ressoasse no campo aberto, que não fossem produzidos manteiga e queijo no curral, que o estrume não fosse empilhado no solo, que o pastor não cercasse o curral sagrado com uma cerca, que a canção da batedeira não ressoasse no curral;

47-55: dizimar os animais do campo aberto, acabar com todos os seres vivos, que as criaturas de quatro patas de Shakkan não deixem mais estrume no chão, que os pântanos fiquem tão secos a ponto de ficarem cheios de rachaduras e sem novas sementes, que juncos doentes cresçam nos canaviais, que fossem cobertos por um pântano fétido, que não houvesse nenhum novo crescimento nos pomares, que tudo desmoronasse por si mesmo — para subjugar Ur rapidamente como um boi amarrado, para inclinar seu pescoço até o chão: o grande touro selvagem, confiante em sua própria força, a cidade primitiva do senhorio e da realeza, construída em solo sagrado.

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56-57: Seu destino não pode ser alterado. Quem o poderá subverter? É o comando de An e Enlil. Quem lhe poderá opor-se?

58-68: An medrontou as próprias moradas da Suméria; o povo estava aterrorizado. Enlil soprou uma tempestade maligna; o silêncio abateu-se sobre a cidade. Nintud trancou as portas dos celeiros da Terra. Enki bloqueou as águas do Tigre e do Eufrates. Utu retirou o veredicto da equidade e da justiça. Inanna entregou a vitória no conflito e na batalha a uma terra rebelde. Ningirsu verteu a Suméria como leite para os cães. O tumulto desceu sobre a Terra, algo que ninguém jamais conhecera, algo invisível, que não tinha nome, algo que não podia ser sondado. As terras confundiam-se no seu medo. O deus da cidade afastou-se; o seu pastor desapareceu.

69-78: O povo, no seu receio, respirava com dificuldade. A tempestade imobilizou-os; a tempestade não os deixou regressar. Não houve retorno para eles; o tempo do cativeiro não passava. O que fez Enlil, o pastor do povo de cabeça negra? Enlil, para destruir os lares leais, para dizimar os homens fiéis, para lançar o mau-olhado sobre os filhos dos homens leais, sobre os primogénitos, Enlil enviou então os Gútios das montanhas. O seu avanço era como o dilúvio de Enlil, que não pode ser travado. O grande vento do campo preencheu a charneca, avançando diante deles. A vasta extensão do campo foi destruída; ninguém se movia por lá.

79-92: O tempo das trevas foi fustigado por granizo e chamas. O tempo da claridade foi apagado por uma sombra. Naquele dia, o céu atroou, a terra tremeu, a tempestade operou sem tréguas. O céu escureceu, coberto por uma sombra; as montanhas rugiram. Utu deitou-se no horizonte, a poeira passou sobre as montanhas. Nanna deitou-se no zénite; o povo estava aterrorizado. A cidade [...] saiu para o exterior. Os estrangeiros na cidade expulsaram até os seus mortos. Grandes árvores foram arrancadas, a vegetação da floresta foi dilacerada. Os pomares foram despojados dos seus frutos, limpos dos seus rebentos. A colheita afogou-se enquanto ainda estava no caule; o rendimento do grão minguou.

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3 linhas fragmentadas

93-103: Eles amontoaram [...] em pilhas, espalharam [...] como feixes. Havia cadáveres a flutuar no Eufrates; salteadores vagueavam pelas estradas. O pai afastou-se da sua esposa sem dizer: "Ó minha esposa!". A mãe afastou-se do seu filho sem dizer: "Ó meu filho!". Aquele que possuía uma propriedade produtiva negligenciou os seus bens sem dizer: "Ó minha propriedade!". O homem rico tomou um caminho desconhecido, longe das suas posses. Naqueles dias, a realeza da Terra foi profanada. A tiara e a coroa que cingiam a cabeça do rei foram ambas arruinadas. As terras que seguiam o mesmo caminho cindiram-se em desunião. As oferendas de alimento de Ur, o santuário de magníficas oferendas, foram alteradas para pior. Nanna entregou o seu povo, numeroso como ovelhas...

Ruins of Ur
Ruínas de Ur M.Lubinski (CC BY-SA)

Outros Lamentos de Cidade

O Lamento sobre a Suméria e Ur segue o mesmo paradigma dos outros Lamentos de Cidades, mas não usa o ritmo e a repetição de versos da mesma forma. Por exemplo, o Lamento sobre Ur começa assim:

Ele abandonou o seu curral e deixou que as brisas assombrassem o seu redil. O touro selvagem abandonou o seu curral e deixou que as brisas assombrassem o seu redil. O senhor de todas as terras abandonou-o e deixou que as brisas assombrassem o seu redil. Enlil abandonou o santuário de Nibru e deixou que as brisas assombrassem o seu redil…

(linhas 1-5)

Da mesma forma, o Lamento sobre Eridu que começa assim:

A tempestade ruginte cobriu-a como um manto, estendeu-se sobre ela como um lençol. Cobriu Eridu como um manto, estendeu-se sobre ela como um lençol. Na cidade, a tempestade furiosa atroou. Em Eridu, a tempestade furiosa atroou. A sua voz foi abafada pelo silêncio, como por um vendaval. O seu povo... Eridu foi mergulhada no silêncio, como por um vendaval...

(linhas 1-5)

O Lamento sobre a Suméria e Ur certamente tem um ritmo e uma repetição distintos ("para que as ervas daninhas cresçam nos campos férteis, para que as plantas do luto brotem em campo aberto; para que a mãe não procure o seu filho,... linhas 11-12), mas a repetição no Lamento sobre Ur e no Lamento sobre Eridu é mais óbvia e confere as obras uma sensação mais direta de inevitabilidade e urgência.

A repetição nos Lamentos de Cidades, como na literatura suméria e na literatura mesopotâmica em geral, era usada com um propósito totalmente prático: ajudar os escribas a lembrar as composições. Nos Lamentos de Cidades, no entanto, esta repetição também serve para refletir o evento que descreve, no sentido de que o que aconteceu antes pode acontecer novamente. Como observa Black:

O poema usa estes acontecimentos como uma oportunidade para transmitir o que poderia ser considerado a sua mensagem principal: a inconstância da sorte, a mortalidade inerente a todas as coisas.

(pág. 128)

Os Lamentos de Cidade podem ser lidos como uma espécie de expansão da Lista de Reis Sumérios (Sumerian King List abreviada como SKL), que possui a repetição de versos como: "Então Eridu caiu e a realeza foi levada para Bad-tibira… Depois Bad-tibira caiu e a realeza foi transferida para Larak" — este registo relata o que aconteceu, mas não o porquê. Foram os Lamentos de Cidades que providenciaram a razão.

The Weld-Blundell Prism Version of Sumerian King List
A Versão do Prisma Weld-Blundell da Lista Real Suméria Gts-tg (CC BY-SA)

Conclusão

Os 'Lamentos de Cidades Mesopotâmicas' influenciaram as obras posteriores, nomeadamente as narrativas bíblicas, e especialmente o livro bíblico das Lamentações, que trata da queda de Jerusalém no ano de 586 a.C. O Livro das Lamentações, na verdade, segue o modelo do' Lamento de Cidades Mesopotâmicas', mas diverge em alguns aspectos significativos. Um Lamento de Cidade é escrito na voz da divindade tutelar da cidade, o livro de Lamentações não; um Lamento de Cidade lamenta a queda da cidade, o Livro de Lamentações não; um Lamento de Cidade inclui a restauração da cidade, o Livro de Lamentações não.

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Contudo, ambos - a obra posterior e os Lamento de Cidade - têm o mesmo objetivo básico: explicar o sofrimento em grande escala. Quando tudo foi perdido e não se vê razão para o que aconteceu, é preciso dar sentido ao sucedido por meio de alguma forma de causa e efeito. O "efeito" já era conhecido — a queda da cidade — e os Lamento de Cidade forneceram a causa: a vontade dos deuses.

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Perguntas & Respostas

O que são os 'Lamentos de Cidades da Mesopotâmia'?

Os' Lamentos de Cidades da Mesopotâmia' são poemas que lamentam a queda de uma cidade e explicam a sua destruição como causada pela vontade dos deuses.

Qual é o Lamento mais famoso de cidade mesopotâmica?

O Lamento mais famoso da Mesopotâmia é o Lamento sobre a Suméria e Ur, que aborda a queda da cidade de Ur no ano de 2004 a.C.

Qual era o objetivo do 'Lamentos de Cidades da Mesopotâmia'?

Os 'Lamentos de Cidades da Mesopotâmia' forneceu às pessoas uma resposta para a questão de por que é que a sua cidade tinha caído e por que é que elas sofriam. Sendo a resposta: era a vontade dos deuses.

Os 'Lamentos de Cidades da Mesopotâmia' influenciaram a literatura posterior?

Sim. Os 'Lamentos de Cidades da Mesopotâmia' influenciaram a literatura posterior, incluindo as narrativas bíblicas do livro de Jeremias, alguns dos Salmos e, especialmente, o Livro das Lamentações.

Sobre o Tradutor

Filipa Oliveira
Jornalista brasileiro que vive no Rio de Janeiro. Seus principais interesses são a República Romana e os povos da Mesoamérica, entre outros temas.

Sobre o Autor

Joshua J. Mark
Joshua J. Mark é cofundador e diretor de conteúdo da World History Encyclopedia. Anteriormente, foi professor no Marist College (NY), onde lecionou história, filosofia, literatura e redação. Viajou extensivamente e morou na Grécia e na Alemanha.

Cite Este Artigo

Estilo APA

Mark, J. J. (2026, fevereiro 07). Lamentos de Cidades da Mesopotâmia: O Sofrimento e a Vontade dos Deuses. (F. Oliveira, Tradutor). World History Encyclopedia. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2884/lamentos-de-cidades-da-mesopotamia/

Estilo Chicago

Mark, Joshua J.. "Lamentos de Cidades da Mesopotâmia: O Sofrimento e a Vontade dos Deuses." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, fevereiro 07, 2026. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2884/lamentos-de-cidades-da-mesopotamia/.

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Mark, Joshua J.. "Lamentos de Cidades da Mesopotâmia: O Sofrimento e a Vontade dos Deuses." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, 07 fev 2026, https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2884/lamentos-de-cidades-da-mesopotamia/.

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