Os medievalistas perpetuam conceitos errados e mitos sobre os cristãos orientais. Na verdade, o facto de o Médio Oriente ser o berço do cristianismo surge apenas como uma reflexão tardia para muitos investigadores. Durante a Idade Média, cristãos de diferentes credos e confissões coabitavam nos atuais territórios do Líbano, Síria, Israel e Palestina. Nestes locais, erigiram igrejas, mosteiros, conventos e seminários que encerram tesouros artísticos e riquezas culturais intemporais.
James Blake Wiener conversa com o Dr. Mat Immerzee para esclarecer e contextualizar a herança artística e cultural dos cristãos medievais que residiam no que hoje é o Levante.
O Dr. Immerzee é professor assistente aposentado da Universiteit Leiden e diretor do Centro Paul van Moorsel para Arte e Cultura Cristã no Oriente Médio da Vrije Universiteit Amsterdam, nos Países Baixos.
JBW: A maior comunidade cristã no actual Líbano é a dos maronitas, que remontam as suas origens ao eremita sírio do século IV, São Maron († 410). A Igreja Maronita é uma Igreja Católica Oriental de tradição siríaca, que segue o Rito Antioqueno e mantém a plena comunhão com Roma desde 1182. Não obstante, os maronitas preservaram as suas tradições e práticas litúrgicas singulares.
O que considera distinguir a arte e a arquitetura maronitas medievais das demais confissões cristãs do Levante? Devido ao contacto intenso com mercadores e cruzados da Europa Ocidental, seria de suspeitar que a influência «ocidental» se refletisse nos edifícios, mosaicos e frescos maronitas.
MI: Especialmente durante o século XIII, as comunidades cristãs orientais viveram um impressionante florescimento cultural, manifesto no embelezamento de igrejas com pinturas murais, ícones, escultura e talha, bem como na produção de manuscritos iluminados; todavia, o que sobreviveu até aos nossos dias varia consoante a comunidade ou a região. No Líbano, encontram-se várias dezenas de igrejas maronitas e ortodoxas gregas decoradas em aldeias de montanha e em pequenas localidades nas proximidades de Jbeil (Biblos), Trípoli, no Vale de Qadisha e, excecionalmente, em Beirute, embora apenas algumas conservem ainda partes substanciais da sua decoração medieval. A maioria destas igrejas entrou em decadência após o declínio cultural cristão no início do século XIV, quando a pressão para a conversão se intensificou. Enquanto muitos edifícios religiosos foram deixados no estado em que se encontravam, outros foram renovados durante o período otomano ou em épocas mais recentes.
A arte cristã oriental apresenta uma assinalável uniformidade, pese embora algumas variantes regionais e confessionais. Isolada do Império Romano do Oriente (Bizantino) após a conquista árabe, esta arte escapou igualmente ao movimento iconoclasta bizantino (726-843), o que permitiu aos cristãos do Médio Oriente desenvolver o seu legado artístico de forma autónoma. Um tema fascinante é a introdução, a partir do século VIII, dos santos guerreiros a cavalo, como Jorge e Teodoro. O Ocidente e o Império Bizantino teriam de aguardar pela era das Cruzadas para adotar este motivo oriental e torná-lo um sucesso global. Contudo, o intercâmbio foi mútuo. Os santos equestres pintados nas igrejas maronitas, melquitas (ortodoxas gregas) e ortodoxas siríacas passaram a ser progressivamente equipados com cotas de malha e representados com os pés em posição de estribo avançado, uma técnica de combate desenvolvida nos círculos militares normandos. Além disso, os santos cavaleiros sírios, Sérgio e Baco, surgem representados com o estandarte crucífero típico dos cruzados, um atributo geralmente associado a São Jorge, como se de cavaleiros latinos se tratasse. À exceção destes exemplos, subsistem poucas evidências da permeabilidade oriental a temas tipicamente latinos. A representação de São Lourenço de Roma no Mosteiro Ortodoxo Grego de Nossa Senhora, perto de Kaftun, constitui uma excepção.
Regra geral, não é possível determinar, apenas com base nas pinturas murais no Líbano, a que comunidade pertencia a igreja em questão. Todas elas representavam os mesmos temas e santos, cujos nomes figuram em grego e/ou siríaco, sendo provável que tenham recrutado pintores dos mesmos círculos artísticos. Já no que concerne à arquitetura é inconclusivo, uma vez que o levantamento documental da arquitetura medieval das igrejas libanesas ainda se encontra em curso. Todavia, a edificação de algumas igrejas revela inegáveis influências arquitetónicas ocidentais; por exemplo, a igreja maronita de São Sabas, em Eddé al-Batrun, apresenta um estilo claramente românico
JBW: Seguindo a minha última pergunta, é então correto supor que as terras dos cruzados – Edessa, Antioquia, Trípoli e Jerusalém – eram bastante receptivas aos estilos cristãos orientais?
MI: É difícil pronunciarmo-nos com certeza, dado que quase nada subsiste do antigo Condado de Edessa e do Principado de Antioquia. Restam-nos algumas igrejas decoradas no antigo Reino de Jerusalém (como as de Abu Ghosh, Belém), onde se observa um foco no artesanato bizantino e na liturgia latina. Além da decoração preservada nas igrejas das montanhas libanesas, existem exemplos fascinantes, comparáveis em estilo e temática, do outro lado da fronteira, em território sírio.
Apesar de situado em território muçulmano, o distrito de Qalamun, entre Damasco e Homs, destaca-se pelas suas populações ortodoxas gregas e siríacas bem estabelecidas; às quais se juntaram, a partir do século XVIII, católicos gregos e sírios. Curiosamente, as características estilísticas confirmam que os pintores sírios locais estiveram também envolvidos na decoração interior de fortalezas cruzadas, tais como o Crac des Chevaliers e o Castelo de Margat, na Síria. Como é evidente, era mais simples contratar mão de obra local do que recrutar especialistas da Europa.
JBW: O Império Bizantino exerceu uma enorme influência política, cultural e religiosa em todo o Levante durante a Idade Média; uma parte considerável da população cristã na Síria e no Líbano ainda hoje segue os rituais da Igreja Ortodoxa Grega.
MI: Pondo de parte os alicerces culturais estabelecidos antes da conquista árabe, não se pode ignorar as influências bizantinas contemporâneas. Nos séculos XII e XIII, pintores itinerantes com formação em Bizâncio trabalhavam para qualquer cliente que pagasse generosamente, tanto em territórios francos como muçulmanos, do Cairo a Tabriz, independentemente da sua confissão religiosa. Tal facto explica, em parte, a introdução de certos temas bizantinos «em voga» e a técnica de pincelada bizantina presente em diversas pinturas murais e ícones. Executados na década de 1160, os mosaicos de estilo bizantino da Igreja da Natividade, em Belém, são considerados o fruto de uma cooperação latino-bizantina aos mais altos níveis, exalando uma mensagem propagandística de unidade cristã. Contudo, em 1204, os cruzados conquistariam Constantinopla e fatias substanciais do Império Bizantino. Os venezianos transportaram os despojos para Veneza e, surpreendentemente, também para Alexandria, com o consentimento do sultão do Cairo, no intento de os vender no Médio Oriente. E assim se desvaneceu a unidade cristã...
A Igreja Ortodoxa Grega tem as suas raízes na disputa calcedoniana de 451, sobre a natureza humana e divina de Cristo, que resultou na divisão dogmática da Igreja Bizantina entre facções pró e anti-calcedonianas. Tal como os maronitas, os melquitas («monárquicos» ou «homens do Rei») permaneceram fiéis à doutrina oficial bizantina, com a ressalva de que os seus patriarcados orientais em Antioquia, Alexandria e Jerusalém gozavam de autonomia oficial, sem interferência direta de Constantinopla. Por outro lado, os ortodoxos siríacos alinharam-se dogmaticamente com as igrejas copta, etíope e arménia, na vertente «miafisita». Para elevar a complexidade, parte das comunidades ortodoxas gregas e siríacas aderiram à Igreja de Roma no século XVIII, o que originou a fundação das Igrejas Católica Grega e Católica Siríaca.
JBW: Poderia contar-nos um pouco mais sobre a Igreja Ortodoxa Siríaca? Se não me engano, houve um florescimento na construção de igrejas e mosteiros pelas comunidades ortodoxas siríacas depois que caíram sob o domínio muçulmano por volta do ano de 640.
MI: Enquanto comunidade miafisita, os ortodoxos siríacos gozavam do mesmo estatuto de proteção concedido às demais comunidades não-muçulmanas sob o domínio islâmico. Tal facto permitiu-lhes estabelecer uma hierarquia eclesiástica independente, liderada pelo seu patriarca, cuja residência nominal era Antioquia, abrangendo vastas áreas no Irão, Iraque, Turquia e Síria. Algumas das igrejas mais ancestrais, com escultura arquitetónica e, ocasionalmente, mosaicos, situam-se na região de Tur Abdin, no sudeste da Turquia. É de notar que, por volta do ano 800, um grupo de monges da cidade de Takrit (atual Tikrit, no Iraque) migrou para o Egito para estabelecer uma «colónia» siríaca no seio da comunidade monástica copta. O «Mosteiro dos Sírios» (Deir al-Surian) subsiste até hoje, sendo um dos monumentos fundamentais do cristianismo no Médio Oriente devido à sua arquitetura, pinturas murais, ícones, talha e estuques que datam dos séculos VII a XIII. O mosteiro alberga ainda uma vasta coleção de manuscritos. Outro cenóbio decorado é o Mosteiro de São Moisés (Deir Mar Musa, atualmente siríaco-católico), perto de Nebk, a norte de Damasco, onde perduram pinturas dos séculos XI e XIII. Já o Mosteiro de São Behnam (Deir Mar Behnam, atualmente siríaco-católico), perto de Mossul, é célebre pela sua escultura arquitetónica do século XIII e pelo seu relevo único em estuque; infelizmente, grande parte foi destruída pelos guerreiros do Estado Islâmico (ISIS).
A presença ortodoxa siríaca no Líbano limitou-se a uma igreja dedicada a São Behnam, em Trípoli, e à ocupação temporária da igreja maronita de São Teodoro, na aldeia de Bahdeidat, por refugiados vindos do Oriente que fugiam das invasões mongóis durante a década de 1250. Esta igreja conserva, ainda hoje, a sua decoração integral. É impossível determinar qual a comunidade que terá organizado a reforma do templo, mas a inclusão da figura de um dador com trajes ocidentais atesta o patrocínio de um senhor franco, provavelmente local. Por último, os ortodoxos siríacos distinguiram-se igualmente na iluminura de manuscritos, cujos exemplares se encontram hoje em coleções ocidentais e na biblioteca patriarcal, nas proximidades de Damasco.
JBW: Como as Igrejas Ortodoxas Gregas Libanesa e Síria tinham menos contato com os europeus ocidentais do que a Igreja Maronita, a arte cristã ortodoxa medieval no Líbano e na Síria reflete e mantém os desenhos e estilos da Bizâncio medieval? Se sim, de que maneira, e onde vemos desvios ou inovações?
MI: CComo referi anteriormente, os artistas com formação em Bizâncio foram surpreendentemente ativos nos Estados francos e mais além, especialmente durante o século XIII. Prefiro designá-los como «formados em Bizâncio» em vez de «bizantinos», pois nem sempre é claro qual a sua origem geográfica. A título de exemplo, os pintores de Chipre continuavam a trabalhar na tradição artística bizantina, embora já não estivessem sob a autoridade do imperador após a conquista da ilha pelos cruzados em 1291. Culturalmente, permaneciam plenamente bizantinos, mas, em termos modernos, possuiriam a nacionalidade franco-cipriota. O pouco que podemos depreender das pinturas preservadas é que alguns artistas cipriotas viajaram para o Levante, após a mudança de poder, em busca de novos clientes. Desconhece-se se permaneceram na região ou se regressaram após concluírem as suas tarefas; no entanto, em meados do século XIII, assistimos ao nascimento de um estilo «siro-cipriota» que combina técnicas de pintura bizantinas com caraterísticas formais e desenhos tipicamente sírios, como se observa no já mencionado Mosteiro de Kaftun, no Líbano. Por norma, exemplos desta arte híbrida não se encontram apenas no Líbano e na Síria, mas também no Chipre.
Focando os elementos comuns da arte cristã oriental e bizantina, o exemplo das decorações da abside ilustra as semelhanças e, frequentemente, as diferenças subtis. Desde o período cristão primitivo, a composição clássica da abside, situada atrás do altar, consistia na aparição mística de Cristo (Cristo em Glória ou Majestas Domini) rodeado pelas Quatro Criaturas Vivas na semicúpula, e na Virgem entre os santos, como os apóstolos e os Padres da Igreja, na zona inferior. Contudo, uma variante arcaica encontrada no Egito retrata a visão bíblica de Ezequiel: aqui, o Cristo em Glória é representado na carruagem de fogo vislumbrada pelo profeta. Investigações recentes revelaram que esta variante foi também aplicada em igrejas ortodoxas siríacas na Turquia e no Iraque até ao século XIII. As pinturas medievais orientais da semicúpula combinam frequentemente o Cristo em Glória com a Deesis, isto é, a Virgem e São João Batista intercedendo pela humanidade. Enquanto os bizantinos tendiam a manter estes temas separados, a «Visão da Deesis» encontra-se do Egito à Arménia e Geórgia, em igrejas de todas as confissões.
JBW: Não se pode discutir a arte cristã medieval no Oriente Próximo sem fazer alguma menção aos arménios e georgianos. A primeira peregrinação arménia registrada ocorreu no início do século IV, e a Cilícia arménia (1080-1375) floresceu na época das Cruzadas. Durante o reinado da rainha Tamar (reinou de 1184 a 1213), a Geórgia assumiu o papel tradicional da coroa bizantina como protetora dos cristãos do Oriente Médio. Os arménios e os georgianos casavam-se entre si, bem como com bizantinos e cruzados.
Onde é que a presença medieval arménia e georgiana é mais forte no Levante? É perceptível?
MI: A arte medieval arménia e georgiana pode ser encontrada nos seus territórios de origem, mas subsistem também obras que atestam a sua presença no Levante e no Egito. Começando pelos arménios, estes sempre viveram em grupos dispersos por todo o Médio Oriente, mantendo em Jerusalém o seu próprio bairro. Uma porta de madeira do século XIII, com ornamentação e inscrições tipicamente arménias, na Igreja da Natividade, em Belém, atesta o interesse desta comunidade pela Terra Santa. Mais a sul, uma pintura mural do século XII com inscrições arménias no Mosteiro Branco, perto de Sohag, recorda-nos a forte presença arménia no Egipto sob o domínio fatímida, durante os séculos XI e XII. Estes chegaram na esteira da ascensão ao poder do senhor da guerra arménio muçulmano, e mais tarde vizir, Badr al-Jamali, que assumiu o controlo absoluto do califado fatímida na década de 1070. Al-Jamali não só trouxe o seu próprio exército, composto por arménios cristãos e muçulmanos, como transformou o Egipto num refúgio seguro para os arménios oriundos de regiões mais instáveis.
Os arménios cristãos tinham o seu próprio mosteiro e usavam várias igrejas no Egito. No entanto, estas foram apropriadas pelos coptas com a queda do poder fatímida e a subsequente expulsão de todos os arménios durante a década de 1160. Sabe-se que o católico arménio ou chefe do Egito partiu para Jerusalém levando consigo todos os tesouros da igreja.
No Mosteiro Branco, foi feito um mural por um artista chamado Theodore, originário de uma vila no sudeste da Turquia, em nome dos mineiros arménios que aparentemente tinham permissão para usar a igreja do mosteiro. É difícil acreditar que Theodore tenha vindo até aqui para realizar apenas uma tarefa neste lugar remoto. Não há dúvida de que decorou mais igrejas arménias durante a sua estadia no Egipto, mas os coptas apagaram completamente todos os vestígios dos antigos proprietários.
A presença georgiana limitava-se a Jerusalém, onde possuíam o Mosteiro da Santa Cruz até que foi tomado pelos ortodoxos gregos no século XVII. Na igreja do mosteiro, uma série de pinturas do século XIV com inscrições georgianas são uma lembrança deste período. Além disso, um ícone representando São Jorge e cenas da sua vida, pintado no início do século XIII e mantido no Mosteiro de Santa Catarina, no Sinai, foi um presente de um monge georgiano, que é retratado prostrado aos pés do santo.
JBW: Como abordámos a incorporação de influências artísticas externas provenientes da Europa Ocidental e de Bizâncio no Levante, gostaria de saber se poderia fazer um ou dois comentários finais sobre estas influências arquitetónicas ou artísticas provenientes do mundo árabe ou mesmo do mundo islâmico em geral.
Em que medida terão os cristãos levantinos — que coexistiam frequentemente com os seus vizinhos muçulmanos — adoptado ou assimilado os estilos artísticos e arquitectónicos islâmicos?
MI: Os primeiros exemplos de arte islâmica da era omíada mostram fortes influências da Antiguidade Tardia, que por sua vez também foi fonte de inspiração para a arte cristã primitiva. Com o passar do tempo, estas relações artísticas distanciaram-se gradualmente, para se reencontrarem em ocasiões específicas. O exemplo mais antigo de arte cristã de inspiração islâmica são os relevos de estuque puramente ornamentais no Mosteiro dos Sírios, no Egito. Construído no início do século X pelo abade Moisés de Nisibis. O espaço do altar, integralmente rebocado, exala a mesma atmosfera que as habitações da capital abássida de Samarra, do século IX, e que a mesquita de Ibn Tulun, (mandada edificar por um príncipe abássida que ali serviu como governador) no Cairo e decorada de forma análoga.
A decoração das iconóstases da era fatímida nas igrejas coptas e a marcenaria de contextos islâmicos, judaicos e seculares egípcios são perfeitamente intercambiáveis; de igual modo, a escultura arquitetónica do século XIII, as iluminuras e a metalurgia da região de Mossul exibem uma linguagem artística, estilística e iconográfica partilhada. Em termos gerais, lidamos claramente com artesãos que trabalham para diferentes clientes a nível local, independentemente das suas convicções religiosas. Ocasionalmente, vislumbram-se ornamentos «islâmicos» em pinturas murais, mas a impressão geral é a de que a pintura cristã estava sujeita a um conservadorismo flagrante, quando comparada com elementos de decoração de interiores mais modernos e «neutros». As únicas inscrições árabes encontradas em frescos limitam-se a textos que comemoram obras de construção ou restauro, ou a grafitos deixados por visitantes. Evidentemente, existia uma clivagem de estatuto entre a língua vernácula falada e o grego ou o siríaco litúrgicos.
JBW: Dr. Mat Immerzeel, muito obrigado pelo seu tempo e consideração.
MI: De nada; é um prazer contribuir para a vossa revista.
Mat Immerzeel tem desenvolvido a sua atividade no Médio Oriente desde 1989, inicialmente no Egipto, depois na Síria e no Líbano e, mais recentemente, no Chipre. O seu principal domínio de estudo é a cultura material das comunidades cristãs orientais, desde o século III até à atualidade. Dedica-se, em particular, ao estudo da pintura mural, dos ícones, da escultura em pedra e gesso, da marcenaria e da iluminura de manuscritos. Participou em projetos de investigação focados na formação da identidade religiosa comunitária, na formação de conservadores de coleções locais e em campanhas de restauro e documentação. É diretor do Centro Paul van Moorsel para a Arte e Cultura Cristãs no Médio Oriente e editor-chefe da revista Eastern Christian Art (ECA), publicada pela Peeters Publishers em Leuven, nos Países Baixos.

