Rituais Funerários na Antiga Mesopotâmia

Respeitar os Vivos, Honrar os Mortos
Joshua J. Mark
por , traduzido por Filipa Oliveira
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Os rituais funerários na antiga Mesopotâmia consistia na prática de inumar um cadáver numa cova ou num túmulo, observando certos ritos, primordialmente para garantir a passagem da alma do falecido para o submundo e evitar o seu regresso para assombrar os vivos. As considerações de saúde pública na eliminação do cadáver eram secundárias face às preocupações de ordem espiritual.

Assyrian Amulet
Amuleto Assírio Osama Shukir Muhammed Amin (Copyright)

Os fantasmas na antiga Mesopotâmia eram compreendidos como um facto da vida, e esta crença possuía uma longa história. Embora não exista um consenso universal entre os académicos sobre quando é que o enterramento passou a estar associado à prevenção de assombrações, tal parece datar, pelo menos, do período de Ubaide (cerca de 6500-4000 a.C.), baseando-se no espólio funerário encontrado. É possível, contudo, que esta associação e os ritos funerários acompanhantes remontem a tempos ainda mais remotos.

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A sepultura mais antiga encontrada até ao momento no Próximo Oriente situa-se na Gruta de Shanidar, na Cordilheira de Zagros, datando de há entre 60 000 e 45 000 anos e, de acordo com alguns académicos, fornece evidências de ritos funerários. A confirmar-se, isto sugere uma associação entre o enterramento e a vida após a morte que remonta ao tempo dos Neandertais.

O falecido deveria ser enterrado respeitosamente com os seus bens funerários e o local de descanso final precisava ser alvo de cuidados dos membros da família.

Os rituais funerários tinham a intenção de homenagear os mortos e enviá-los respeitosamente para o próximo mundo, mas, de acordo com inscrições do Período Uruque (4100-2900 a.C.) em diante, havia um medo persistente de que os mortos pudessem retornar. Às vezes, uma alma fugitiva conseguia escapar do além-túmulo por conta própria e, em outras ocasiões, recebia permissão para regressar para corrigir um erro ou passar uma mensagem, mas o enterro e ritos funerários inadequados eram os motivos mais comuns para que os vivos fossem assombrados.

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O falecido deveria ser enterrado respeitosamente com seus bens funerários e o local de descanso final precisava ser alvo de cuidados dos membros da família, que trariam oferendas de alimentos e bebidas. A desobediência às tradições funerárias impedia as almas de encontrar o seu lugar no além e, como espíritos inquietos, regressariam para assombrar os vivos.

A vida após a morte na antiga Mesopotâmia era um mundo baço e cinzento de inatividade, no qual se dizia que as almas comiam pó, bebiam de poças e permaneciam de pé ou sentadas, apáticas, por toda a eternidade. Presidido pela deusa Ereshkigal (mais tarde com o seu consorte Nergal), assemelhava-se muito mais a uma prisão do que a um paraíso, e acreditava-se que as almas estariam prontas a aproveitar qualquer oportunidade para regressar à luz do sol.

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As práticas funerárias inadequadas proporcionavam precisamente essa oportunidade, uma vez que Ereshkigal, que garantia que os mortos permaneciam no seu reino, podia conceder a uma alma uma licença de ausência para aterrorizar os seus parentes, forçando-os a cumprir responsabilidades que deveriam ter sido acauteladas logo à partida.

Os Deuses, a Vida e o Espírito

De acordo com a história do dilúvio babilónico, Atrahasis (ou Mito de Atrahasis, por volta do século XVII a.C.), os humanos foram criados pelos deuses graças à combinação da argila com o espírito vitalizante e a inteligência de um deles: o deus We-Ilu, que se sacrificou para esse fim. A deusa Nintu (Ninhursag) misturou o sangue, a carne e o espírito com barro para produzir os primeiros 14 seres humanos, criados para servir e ajudar os deuses no seu trabalho. Portanto, os humanos resultavam da união do corpo terreno (que, na morte se deterioraria e retornaria ao barro do qual surgiu) com o espírito imortal de We-Ilu.

The Atrahasis III Tablet
A Tábua III de Atrahasis The Trustees of the British Museum (Copyright)

Os deuses criaram a ordem a partir do caos mas, para manter essa ordem, precisavam de trabalhar incessantemente. Os seres humanos foram deliberadamente concebidos para assegurar as tarefas quotidianas de manutenção, de modo a que os deuses ficassem libertos para as suas próprias responsabilidades e ocupações. Seriam os humanos, e não os deuses, a escavar agora os canais e as valas de irrigação, a plantar e a colher as searas, a construir cidades, a povoar a terra e a sustentar a vontade dos deuses e a ordem estabelecida.

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Quando alguém morria, a sua inteligência – um gidim em sumério e etemmu em acádio – separava-se do corpo. Este espírito necessitava então de orientação, pois a sua inclinação natural seria regressar ao ponto de origem e, como se acreditava que os deuses viviam acima da terra, essa direção seria ascendente, rumo ao reino divino. Contudo, os deuses não consideravam adequado que as almas humanas habitassem o seu espaço e, por isso, foi criado para elas um outro local abaixo da terra – conhecido como Irkalla – o reino de onde ninguém regressava. O enterramento conferia à alma a direção para Irkalla e, uma vez lá chegada, garantia que nela permanecesse.

Os Ritos Funerários

A cremação era desaconselhada pela maioria das cidades-estado sumérias, pois acreditava-se que, se o corpo fosse destruído, o indivíduo não teria forma na vida após a morte e simplesmente desapareceria; além disso, em várias épocas, temia-se que o fumo da cremação subisse e transportasse a alma em direção aos deuses, em vez de a levar para baixo, para Irkalla. Os ritos funerários e o enterramento evoluíram para garantir que o espírito do falecido seguisse para onde devia e, com igual importância, não tivesse qualquer motivo legítimo para regressar.

Quando uma pessoa morria, dizia-se que tinha 'perdido o seu sopro', e uma expressão comum para a morte de alguém era 'O seu sopro acabou' (Finkel, pág. 29). O espírito ficava então liberto, e a sua atenção era reconduzida ao corpo através dos cuidados prestados pela família. O académico Stephen Bertman descreve a cena do leito de morte de alguém que morre em casa de velhice, durante o parto, devido a ferimentos ou por doença:

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Quando a hora da morte se aproximava para um adulto, o antigo mesopotâmico deitava-se na cama para aguardar a sua chegada na companhia dos entes queridos, talvez também com a presença de um sacerdote. Ao lado da cama, à esquerda, estava uma cadeira vazia reservada ao espírito para quando este se erguesse, invisível, do cadáver.

Ao lado da cadeira encontravam-se as primeiras oferendas espirituais: cerveja e pão ázimo para fortalecer a alma na sua longa jornada para o submundo. Quando a morte finalmente chegava, o corpo era lavado, ungido com óleos perfumados, vestido e exposto com joias e outros bens prediletos.

(págs. 281-282)

Artist's Depiction of an Ailing Woman
Representação Artística de uma Mulher Doente Mohawk Games (Copyright)

Por vezes, ao cadáver eram dados pão e água, conforme ilustrado no texto literário sumério Inana e o Viajante (ou A donzela que caminha pelas ruas; íncipit: U-a-u-a), no qual a donzela cuida do corpo do seu falecido amante. Aqui, a comida e a bebida não são colocadas junto à cadeira, mas são oferecidas diretamente ao cadáver e vertidas sobre o solo para providenciar bebida à alma enquanto esta descia ao submundo:

Mergulhei o pão e limpei-o com ele;

De uma tigela tapada que nunca fora desatada,

De um balde cujo rebordo não fora temperado,

Verti a água; o solo bebeu-a.

Ungi o seu corpo com o meu óleo de doce fragrância,

Envolvi a cadeira com o meu pano novo;

O vento entrara nele; o vento saiu.

O meu caminhante das montanhas,

Doravante, deverá jazer na Montanha, o Submundo.

(Finkel, pág. 30)

A 'Montanha' era outro termo para designar a vida após a morte, pois acreditava-se que a entrada para o vasto submundo se situava longe, sob as montanhas, e a alma necessitava de sustento inicial para essa jornada e para a subsequente passagem descendente, atravessando um rio, até ao reino de penumbra de Ereshkigal. Contudo, os ritos acima mencionados eram apenas o primeiro passo na preparação do falecido para essa viagem, visto que, uma vez o corpo limpo e ungido, este tinha de ser devidamente inumado.

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O Sepultamento

Os enterramentos mais antigos na Mesopotâmia eram realizados sob o pavimento das casas, e esta prática prolongou-se ao longo da extensa história da região. As pessoas enterravam os seus entes queridos nas residências, uma vez que seria mais fácil cuidar deles através de oferendas de comida e bebida do que se fossem inumados num cemitério fora da cidade ou da aldeia.

As covas e os túmulos, em qualquer época, eram rotineiramente escavados na terra para proporcionar à alma um acesso mais fácil a Irkalla, mas o local de repouso final podia assumir diversas formas. O académico Irving Finkel (pág. 44) enumera os diferentes tipos de enterramento na Mesopotâmia:

  • Enterramento no interior de uma parede: especificamente para bebés e crianças.
  • Enterramento na terra ou em vala: o corpo era envolvido numa esteira de juncos e colocado numa vala escavada sob o pavimento.
  • Sepultura de poço: os poços conduziam frequentemente a valas, a um sarcófago ou a uma câmara.
  • Enterramento em jarra ou jarra dupla: um cadáver podia ser enterrado numa jarra grande, tapada e selada, por vezes de tipo doméstico, outras fabricada especificamente para o efeito. Encontram-se também duas jarras unidas pela boca; coloca-se a questão de saber se tais indivíduos teriam morrido em conjunto para serem enterrados desta forma.
  • Sepultura de fragmentos cerâmicos: o corpo inumado é coberto com uma camada de pedaços de cerâmica partida.
  • Sarcófago: um sarcófago mesopotâmico era habitualmente feito de cerâmica e tapado. Uma forma característica é a de banheira, com a qual alguns exemplares foram ocasionalmente confundidos no passado.
  • Estruturas específicas: cistas de pedra ou de tijolo sob o solo ou câmaras de tijolo visíveis.
Headdress and Necklaces from the Royal Cemetery of Ur
Touca e Colares do Cemitério Real de Ur Osama Shukir Muhammed Amin (Copyright)
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Em alguns casos, a cadeira que fora providenciada no leito de morte era preservada na casa para que, na eventualidade de o espírito regressar como um fantasma, encontrasse acolhimento e um lugar para descansar e, com sorte, regressasse depois calmamente ao seu reino. Figuras do falecido eram também mantidas no lar como sinais de recordação, e bens funerários eram inumados com o cadáver para proporcionar ao espírito os seus bens prediletos ou itens necessários. Finkel (pág. 30) descreve os itens que se esperava que a família oferecesse ao espírito, mesmo em moldes modestos:

  • Uma efígie de argila do falecido. Esta era ungida com óleo, vestida e imbuída da identidade do defunto, podendo ou devendo ser mantida simbolicamente na habitação da família para servir de ponto focal de recordação e para preservar a sua presença no seio familiar.
  • A cadeira especial para o espírito.
  • Bens funerários. Estes consistem naquilo de que o falecido necessitaria para a jornada e para quando chegasse. A ênfase é colocada no fornecimento de comida e bebida. Uma vez no submundo, o sustento disponível para os fantasmas era, segundo algumas autoridades, inferior, e não resta dúvida de que a persistente insistência nestas oferendas reflete uma consciência solidária em relação a essa situação.

Nem todos os enterramentos seguiam as formas acima mencionadas, e nem todos os ritos eram observados conforme descrito. Como Finkel observa, 'a forma mais comum de enterramento consistia em inumar o cadáver, envolvido numa esteira de juncos, sob o pavimento numa vala simples', mas aqueles que morriam de doença seriam inumados noutro local (pág. 44-45).

O conceito de doença contagiosa era conhecido pelos mesopotâmicos, mas, como nada sabiam sobre a teoria dos germes, interpretavam-no de forma espiritual: os deuses tinham permitido que a pessoa morresse da doença, por razões próprias, mas geralmente relacionadas com algum pecado de ação ou omissão, e a proximidade com o cadáver poderia contaminar os vivos por associação.

Aqueles que morriam em combate, no mar, durante uma viagem, sozinhos em alguma diligência, assassinados em segredo, sós nas suas casas, ou de qualquer outra forma que os privasse da atenção, assistência e oferendas das respectivas famílias, não tinham um destino favorável na vida após a morte. Cabia aos vivos não só despedirem-se do falecido na sua jornada final, mas também sustentá-lo para sempre.

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A Vida Após a Morte

Ao contrário da visão da vida após a morte de civilizações como a do Egito, a perspetiva mesopotâmica sobre o submundo não oferecia recompensa por uma vida virtuosa nem castigo por um mau comportamento. Rei e camponês, bons e maus, todos seguiam para o mesmo lugar e experienciavam a mesma existência sombria e monótona após a morte. O espírito imortal de cada um estava plenamente consciente do seu estado, mas nada podia fazer para o melhorar. O que separava a sombra sofredora do espírito mais satisfeito eram os esforços da respetiva família na terra.

Mesmo aqueles espíritos elevados pela recordação das famílias ainda permaneciam no mesmo sombrio reino que os demais, bem como os grandes reis.

Na obra Gilgamesh, Enkidu e o Submundo, (íncipit: Ud re-a ud su₃-ra₂ re-a) Enkidu relata sua experiência no além a pedido de Gilgamesh. Nas linhas 254-267, Gilgamesh pergunta sobre os espíritos daqueles que tinham filhos para os recordarem e cuidarem deles, e questiona: 'Viste aquele que tinha um filho?', ao que Enkidu responde: 'Vi-o. Ele chora amargamente junto à estaca de madeira que foi cravada na sua parede'; por outro lado, quando Gilgamesh pergunta sobre o espírito que tinha sete filhos, Enkidu diz que este descansa satisfeito: 'como companheiro dos deuses, senta-se num trono e escuta os julgamentos'.

Mesmo aqueles espíritos elevados pela recordação das suas famílias encontravam-se, contudo, no mesmo reino sombrio que todos os outros; tal como os grandes reis. Em A Morte de Ur-Nammu (íncipit: Sipa-ĝu₁₀ ba-ug₇ sipa-ĝu₁₀ ba-ug₇), o rei sumério Ur-Nammu (reinado por volta de 2112-2094 a.C.) chega ao submundo, apresenta as suas oferendas aos deuses desse lugar e, em conformidade com o seu estatuto, organiza um grande banquete.

Contudo, como ele afirma, 'a comida do submundo é amarga, a água do submundo é salobra' (linhas 83-84) e, após uma semana naquele lugar, ele chora pela sua vida na terra. O mesmo tipo de experiência é descrito em A Morte de Gilgamesh, onde o rei-herói de Uruque se vê desesperado após chegar ao submundo onde, apesar da sua vida honrosa, é essencialmente pouco melhor do que qualquer outra pessoa, embora, tal como Ur-Nammu, tivesse recebido um enterramento adequado.

Os Fantasmas e os Feitiços

Gilgamesh e Ur-Nammu, como reis que tinham mantido a ordem enquanto viveram, aceitaram o seu destino, ainda que com relutância, mas nem todos os espíritos estavam assim inclinados. Dada a oportunidade, entendia-se que os espíritos dos mortos insatisfeitos agarravam qualquer hipótese de regressar para visitar os vivos e experienciar o céu e a luz do sol, os rios e as brisas.

Não existe, contudo, qualquer registo de um fantasma que o tenha feito silenciosamente. É possível que os fantasmas regressassem de forma invisível e se sentassem silenciosamente na cadeira preparada para eles, mas ninguém o saberia se assim tivesse sido. Os fantasmas são registados pelos escribas na antiga Mesopotâmia como espíritos problemáticos que precisavam de ser enviados de volta para o lugar ao qual pertenciam.

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The Queen of the Night Reconstruction
Reconstrução da Rainha da Noite Trustees of the British Museum (Copyright)

Entre estes encontrava-se o fantasma do tipo 'Deixa-me Entrar', que implorava favores aos vivos e precisava de ser devolvido a Irkalla através da recitação de um feitiço especificamente concebido para o efeito. Um médico conhecido como asipu – que servia nesta capacidade como exorcista – recitava o feitiço apropriado para um determinado tipo de assombração, enviando o fantasma de volta para Irkalla ao nomeá-lo especificamente ou por categoria. Estes feitiços começavam frequentemente com uma frase semelhante a: 'Eu bano-te', seguida do tipo de espírito:

Seja um [fantasma] do tipo 'Deixa-me entrar, deixa-me comer contigo'

Seja um [fantasma] do tipo 'Deixa-me entrar, deixa-me beber contigo'

Seja um do tipo 'Tenho fome, deixa-me comer contigo'

Seja um do tipo 'Tenho sede, deixa-me beber cerveja/verter água contigo'

Seja um do tipo 'Estou a gelar, deixa-me vestir-me contigo'.

(Finkel, pág. 36)

No caso das almas que se tinham escapulido de Irkalla sem permissão, tais feitiços enviá-las-iam de volta. Se uma pessoa tivesse sido inumada incorretamente, porém, ou se a família não estivesse a realizar os atos de recordação e as oferendas expectáveis, Ereshkigal permitiria que o espírito assombrasse a família até que esta reconhecesse a sua falta, fizesse as devidas reparações e se comportasse como era esperado.

Conclusão

Da mesma forma que se compreendia a realidade do vento invisível através dos seus efeitos, os antigos mesopotâmicos reconheciam a mão invisível dos fantasmas nas suas vidas quotidianas. Mesmo aqueles espíritos que não podiam ser vistos eram entendidos como comportando-se de certas formas e sendo a causa de vários efeitos. Finkel define três crenças distintas dos antigos mesopotâmicos que, tomadas em conjunto, sustentam a afirmação de que a prática do enterramento tinha como propósito primordial garantir que os mortos não regressariam ao mundo ou aos vivos:

[Estas crenças] estão entrelaçadas e são interdependentes a tal ponto que dificilmente uma poderia ter prevalecido sem as outras. As três estão implícitas no enterramento: 1. Algo do ser humano sobrevive após a morte. 2. Esse algo escapa ao alcance do cadáver e vai para algum lugar. 3. Esse algo, se vai para algum lugar, pode perfeitamente esperar-se que seja capaz de regressar.

(pág. 5)

Cabia aos vivos garantir que os mortos estivessem tão confortáveis quanto possível na sua nova morada, e o primeiro passo nesse esforço eram os ritos funerários e o enterramento adequados. Posteriormente, a qualidade da existência de cada um na eternidade era determinada não pelo que se tinha feito em vida, mas pelo quão bem se era recordado e honrado após a morte.

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Perguntas & Respostas

Quando ocorreu o ritual funerário mais antigo na antiga Mesopotâmia?

Os rituais funerários mais antigos na antiga Mesopotâmia remontam, pelo menos, ao período de Ubaide, cerca de 6500-4000 a.C., mas existem evidências que sugerem práticas funerárias que recuam até há 60 000 anos.

Os antigos mesopotâmicos mumificavam os seus mortos?

Não. Os antigos mesopotâmicos envolviam os seus mortos em tapetes de junco e tecidos.

Qual era a forma de sepultamento mais comum na Mesopotâmia?

A forma mais comum de sepultamento na Mesopotâmia era por baixo do chão das casas, com o cadáver envolvido em tapetes de junco ou tecido, junto com seus bens funerários.

Por que os ritos funerários e os rituais funerários eram tão importantes na Mesopotâmia?

O sepultamento adequado e os ritos funerários eram fundamentais na Mesopotâmia, pois acreditava-se que garantiam a transição pacífica da alma desta vida para a próxima e evitavam que os vivos fossem assombrados por espíritos inquietos ou coléricos.

Sobre o Tradutor

Filipa Oliveira
Tradutora e autora, o gosto pelas letras é infindável – da sua concepção ao jogo de palavras, da sonoridade às inumeráveis possibilidades de expressão.

Sobre o Autor

Joshua J. Mark
Joshua J. Mark é cofundador e diretor de conteúdo da World History Encyclopedia. Anteriormente, foi professor no Marist College (NY), onde lecionou história, filosofia, literatura e redação. Viajou extensivamente e morou na Grécia e na Alemanha.

Cite Este Artigo

Estilo APA

Mark, J. J. (2026, abril 14). Rituais Funerários na Antiga Mesopotâmia: Respeitar os Vivos, Honrar os Mortos. (F. Oliveira, Tradutor). World History Encyclopedia. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2182/rituais-funerarios-na-antiga-mesopotamia/

Estilo Chicago

Mark, Joshua J.. "Rituais Funerários na Antiga Mesopotâmia: Respeitar os Vivos, Honrar os Mortos." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, abril 14, 2026. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2182/rituais-funerarios-na-antiga-mesopotamia/.

Estilo MLA

Mark, Joshua J.. "Rituais Funerários na Antiga Mesopotâmia: Respeitar os Vivos, Honrar os Mortos." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, 14 abr 2026, https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2182/rituais-funerarios-na-antiga-mesopotamia/.

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