Dez Piratas Franceses Notórios

Mark Cartwright
por , traduzido por Filipa Oliveira
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A pirataria envolveu muitas nacionalidades ao longo dos séculos, mas um dos grupos mais proeminentes nos períodos medieval e da Idade Moderna foi o dos piratas franceses, que aterrorizaram o Atlântico, as Caraíbas e o Oceano Índico. Os escritores franceses preferiam frequentemente utilizar os termos filibusteiro e corsário para os piratas que operavam como corsários autorizados (ao serviço do Estado), e aqui são apresentadas dez que deixaram a sua marca nos anais dos crimes no mar.

Battle between the Confiance and Kent
A Batalha entre o 'Confiance' e o 'Kent' Teddy Seguin (Public Domain)

Eustácio, o Monge († 1217)

Eustácio fora, em tempos, membro de um mosteiro beneditino em Bolonha, mas abandonou a simplicidade da vida monástica para servir o Conde de Bolonha. Eustácio não alcançou nada além de má fama — a tal ponto que era procurado como criminoso —, o que o levou a fugir para uma vida no mar como corsário. Com o seu passado eclesiástico e o gosto dos piratas por alcunhas, não é de estranhar que Eustácio tenha ficado conhecido como o "Monge Negro". Pelo menos, encontrou uma profissão na qual era talentoso e, rapidamente, reuniu um bando de seguidores que não eram muito criteriosos sobre a serviço de quem corsavam. Na primeira década do século XIII, Eustácio esteve ao serviço do Rei João de Inglaterra (reinou 1199-1216), atacando navios franceses, uma vez que a Inglaterra e a França estavam então em guerra. O antigo monge atacava, por vezes, navios ingleses, mas o Rei João era generoso e indulgente; Eustácio chegou a ter uma grande residência própria em Londres.

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O rei espanhol ficou bastante perturbado por ter perdido o seu tesouro asteca e ordenou que Jean Fleury fosse enforcado.

Eustácio tomou as Ilhas do Canal como base para as suas incursões ao longo da costa francesa e do rio Sena acima. Eustácio foi tão bem-sucedido e as suas competências de navegação tão notáveis que abundavam rumores de que o "Monge Negro" conhecia magia e conseguia tornar o seu navio invisível quando necessário. Perdeu o seu refúgio nas Ilhas do Canal após mudar de lado e juntar-se aos franceses. Folkestone foi saqueada e a navegação inglesa atacada com o intuito de manter o Canal da Mancha livre para uma invasão francesa da Inglaterra. Eustácio encontrou o seu fim quando a sua embarcação foi abordada ao largo de Sandwich, em Kent, tendo a sua tripulação ficado cega quando os ingleses atiraram cal em pó aos seus rostos. Eustácio foi prontamente executado, sem grandes demonstrações de piedade.

Jean Fleury († 1527)

Jean Fleury (também conhecido como Florin) era natural da Normandia e especializou-se em atacar frotas de tesouros e navios mercantes espanhóis quando estes atingiam o Atlântico oriental. Trabalhando para o Conde de Dieppe, Fleury rondava as Canárias e os Açores, onde conseguiu capturar duas naus espanholas provenientes das Américas, ao largo do Cabo de São Vicente, em Portugal, em junho de 1523. Foi a primeira vez que alguém capturou um galeão de tesouros espanhol e a riqueza a bordo era inacreditável. Havia três arcas de ouro em barra, 500 libras de pó de ouro, 680 libras de pérolas, arcas de lingotes de prata e várias caixas de esmeraldas, incluindo uma pedra enorme do tamanho da palma de uma mão. Havia, também, uma vasta coleção de arte e objetos religiosos retirados da civilização asteca pelos conquistadores, e até um zoológico de fauna exótica que incluía jaguares, macacos e papagaios.

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Headdress of Motecuhzoma II
Adorno de Cabeça de Motecuhzoma II Jonathan (Copyright)

A notícia da captura de Fleury espalhou-se rapidamente, e piratas e corsários de todas as nacionalidades partiram em busca de despojos semelhantes. Entretanto, Fleury foi capturado por uma frota basca em 1527. Os capitães recusaram o seu suborno de 30.000 ducados para o libertarem e, em vez disso, entregaram o pirata mais procurado da Europa a Carlos V, Sacro Imperador Romano-Germânico (reinou 1519-1556). Como seria de esperar, o rei espanhol ficou bastante perturbado por ter perdido o seu tesouro asteca e ordenou que Fleury fosse enforcado.

Jean Lafitte (cerca de 1780 a cerca de 1820)

Jean Lafitte foi contrabandista, corsário e pirata. Saiu de França para Nova Orleães ainda jovem e estabeleceu um lucrativo negócio de contrabando, dissimulado sob a fachada de uma oficina de ferreiro. Dedicando-se à pirataria por volta de 1810, Lafitte estabeleceu a sua base na recôndita baía de Barataria. Capturava navios e vendia as suas cargas, que frequentemente incluíam escravos, a comerciantes duvidosos em Nova Orleães. A grande frota de Lafitte e o seu bando multinacional de piratas, corsários e contrabandistas causaram o caos no Golfo do México durante uma década. Tendo sido capturado uma vez e libertado sob fiança, Lafitte não esperou pelo julgamento.

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Portrait of Jean Lafitte
Retrato de Jean Lafitte Rosenberg Library, Galveston (Public Domain)

Lafitte deu, então, uma volta completa e tornou-se, em vez de um verdadeiro pesadelo para as autoridades de Nova Orleães, o seu derradeiro salvador. Na Guerra de 1812 (junho de 1812 a fevereiro de 1815), os Estados Unidos alinharam-se contra a Espanha, a Grã-Bretanha e os seus aliados. O General Andrew Jackson (1767-1845) foi encarregado de defender Nova Orleães contra um ataque britânico e, sabiamente, aceitou a oferta de ajuda de Lafitte. Os homens de Lafitte e 16 canhões dos seus navios foram organizados em unidades de artilharia e receberam o nome de "Baratarianos". Os Estados Unidos venceram devidamente a Batalha de Nova Orleães em 1815 e, em gratidão, o Presidente dos EUA concedeu a Lafitte um perdão. Lafitte, contudo, não conseguiu resistir aos ganhos fáceis da pirataria e retomou a sua antiga vida, desta vez em Galveston, no Texas. As autoridades dos EUA enviaram navios contra ele, mas, em 1821, Lafitte arrasou Galveston, navegou para o horizonte e nunca mais se ouviu falar dele.

François Le Clerc († 1563)

François Le Clerc era natural da Normandia e um pirata de ação que liderava os ataques de corso na linha da frente. Também financiava outros capitães para seguirem o seu exemplo. A sua abordagem arriscada não ficou sem preço: Le Clerc feriu um braço e perdeu uma perna a combater os ingleses em 1549. Pelo menos, obteve um título aristocrático como recompensa pela sua bravura. Outro alvo frequente foram os espanhóis e apelidaram o francês de Pié de Palo ou "Perna de Pau" (Jambe de Bois, em francês).

Por volta de 1553, Le Clerc causava o caos nas águas americanas, atacando portos ao longo da Costa Firme Espanhola e da Hispaniola. Ao navegar de volta para França, Le Clerc saqueou Las Palmas, nas Ilhas Canárias. Regressou às Caraíbas no ano seguinte com uma frota de oito embarcações e atacou Santiago de Cuba em 1554. O ataque e os subsequentes 30 dias de pilhagem foram tão devastadores que Santiago nunca mais recuperou o estatuto de capital de Cuba, tendo sido substituída por Havana. Em 1562, Le Clerc voltou-se contra o seu próprio país e aliou-se a uma força de invasão inglesa, atacando navios franceses de forma indiscriminada. Como era de prever, Le Clerc morreu em combate, desta vez a lutar contra os espanhóis nos Açores, em 1563.

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Capture of the Galleon by Howard Pyle
Captura de um Galeão, por Howard Pyle Howard Pyle (Public Domain)

Capitão Le Picard (ativo entre 1685-1688)

O Capitão Le Picard iniciou a sua carreira de pirata como membro dos bucaneiros franceses sob o comando de François Grogniet († 1687), que atacou o Panamá, na Costa Espanhola, em 1685. Comandando, por fim, o seu próprio grupo de piratas, Le Picard tomou Granada em 1686. Além do habitual resgate, exigiu a libertação de cinco associados piratas então detidos pelo Governador do Panamá, mas a exigência foi ignorada. Em retaliação, Le Picard ordenou que 20 espanhóis capturados fossem executados e as suas cabeças enviadas ao governador, com uma nota avisando que, se os cinco piratas não fossem libertados, mais 90 prisioneiros seriam executados da mesma forma. Desta vez, o governador libertou os homens e pagou 10.000 pesos de prata para que Le Picard libertasse os seus próprios prisioneiros espanhóis.

Um nobre normando, huguenote e talentoso engenheiro militar, Jean Le Vasseur tornou-se um renegado e estabeleceu o seu próprio miniestado.

No ano seguinte, o pirata francês saqueou Nicoya (Nicarágua) e Guayaquil (Equador). Como anteriormente, os cativos foram torturados para revelarem a localização dos seus bens escondidos, e as autoridades espanholas foram pressionadas a desembolsar outro resgate avultado através do envio de algumas cabeças. A estratégia macabra funcionou uma segunda vez, e Le Picard recebeu desta feita 42.000 pesos, seguindo alegremente o seu caminho. Ao visar, a seguir, povoações no México, Le Picard viu os seus planos frustrados quando a sua frota foi danificada numa tempestade, sendo obrigado a atravessar a selva da Costa Rica, uma viagem terrível que provocou a dissolução do seu grupo de piratas.

Jean Le Vasseur (ativo entre 1642-1652)

Jean Le Vasseur (por vezes conhecido como François) foi um caso peculiar, uma vez que era um oficial nomeado em 1642 pelas autoridades francesas para expulsar os ingleses e governar a Tortuga, a noroeste da Hispaniola (atuais Haiti e República Dominicana). Nobre normando, huguenote e talentoso engenheiro militar, Le Vasseur tornou-se um renegado e estabeleceu o seu próprio miniestado, declarando independência total. Com a sua força de 100 homens, construiu uma fortaleza impressionante, o Fort de Rocher, que dispunha de mais de 40 canhões para a sua defesa. Empoleirado nas falésias sobranceiras ao porto, Le Vasseur construiu o seu palácio pessoal no coração da sua fortaleza. Os espanhóis enviaram uma frota de seis navios para expulsar o francês, mas o seu castelo estava bem projetado e os seus canhões tornaram o porto inexpugnável.

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Vasseur's Fortress, Tortuga
Fortaleza de Vasseur, Tortuga Unknown Artist (Public Domain)

Bucaneiros de todas as nacionalidades foram encorajados a fazer da Tortuga a sua base e, durante a década seguinte, Le Vasseur fez fortuna com a sua parte nos despojos que chegavam ao que se tornou o mais importante refúgio de piratas das Caraíbas. Entretanto, o poder absoluto parece ter levado à loucura absoluta, à medida que o reinado de Le Vasseur se tornava cada vez mais conturbado. Proibiu os serviços católicos, incendiou a igreja da Tortuga e exilou o padre. O reinado do francês ficou marcado por episódios cruéis, como manter prisioneiros numa jaula de ferro chamada "Pequeno Inferno", por ser tão exígua que o ocupante não conseguia ficar totalmente de pé. Le Vasseur encontrou o seu castigo quando foi baleado e esfaqueado por dois elementos do seu próprio grupo, em 1652.

François L'Olonais (cerca de 1630-1668)

Se se compilasse uma lista dos piratas mais notórios e sádicos de qualquer nacionalidade, François L'Olonais ganharia certamente um lugar com facilidade. O seu verdadeiro nome era Jean-David Nau; L'Olonais era um bucaneiro que operava a partir da Tortuga, tão cruel para com os seus cativos que ficou conhecido como o "Flagelo dos Espanhóis". A maioria dos piratas satisfazia-se com o roubo da carga dos navios, mas L'Olonais não fazia prisioneiros, nem no mar nem nas suas incursões na Costa Firme Espanhola. Os que restavam vivos após uma batalha eram executados por decapitação, mas muitos tinham primeiro de sofrer várias torturas. O bucaneiro usava o cavalete nas suas vítimas antes de as retalhar com o seu cutelo e lamber o sangue da lâmina. O pirata louco chegou a cortar os lábios de um capitão, enquanto a outro cativo arrancou o coração, que comeu.

François L'Olonais
François L'Olonais Unknown Artist (Public Domain)

Em 1667, L'Olonais saqueou Maracaibo (Venezuela) durante quatro semanas terríveis, exigindo um resgate da cidade de 30.000 peças de oito de prata. Em 1668, atacou a costa das Honduras, mas encontrou pouco saque, e os seus infortúnios continuaram quando encalhou um galeão espanhol capturado ao largo da costa da Nicarágua. O fim de L'Olonais foi penoso. Capturado por canibais ao largo da Costa dos Mosquitos, foi cozinhado e comido.

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Paul de Saumur (1597-1668)

Paul de Saumur (também conhecido como Jean-Paul de Saumeur) era um Cavaleiro Hospitalário, pelo que era conhecido como "Le Chevalier Paul". O início da sua vida foi um pouco atribulado, uma vez que era o filho ilegítimo do governador do famoso Chateau d'If, no sul de França, sendo a sua mãe uma lavadeira local. Ao iniciar uma carreira no mar, as coisas não melhoraram quando matou um oficial num duelo. Como para muitos indivíduos de sorte, a guerra trouxe oportunidades e, quando o capitão do navio em que navegava foi morto, Paul recebeu o comando. Certamente, as suas capacidades de combate e liderança eram inquestionáveis; enfrentou e derrotou cinco navios turcos, sozinho, num combate notável.

Corsário ao serviço da Coroa francesa, Paul estava baseado em Lesbos, onde devastava a navegação no Egeu. Os Cavaleiros Hospitalários em Malta, apreciadores de um pouco de pirataria quando a oportunidade surgia, viram o potencial de Paul e ele foi convidado a juntar-se à ordem em 1637. Tornou-se comandante de uma galera e o seu sucesso atraiu então a marinha francesa, que o nomeou capitão de um navio de linha em 1638. Em 1647, liderou um célebre ataque contra Nápoles e derrotou uma frota cinco vezes superior à sua. Em 1649, foi feito cavaleiro e, em 1652, nomeado tenente-general do Próximo Oriente. Morreu de gota em 1668.

Map of Spanish Main & West Indies c.1720
Mapa da Costa Firme e das Antilhas, cerca de 1720 Simeon Netchev (CC BY-NC-ND)

Jacques de Sores (ativo entre 1553-1570)

Jacques de Sores era um corsário da Normandia e a sua reivindicação à infâmia deve-se a um ataque brutal a Havana, em julho de 1555. Esperando encontrar um depósito de tesouros na cidade, de Sores ficou profundamente desapontado. O governador, que fugira ao ver a aproximação dos corsários, lançou um contra-ataque que foi repelido. De Sores executou, então, 24 prisioneiros. Foi oferecido um resgate de 1.000 pesos, mas este era um valor muito reduzido. De Sores respondeu ao que considerou um insulto incendiando a cidade, incluindo as igrejas. Os seus homens queimaram os campos circundantes e enforcaram os escravos africanos que neles trabalhavam. Depois, afundaram todos os barcos no porto e partiram com quase nada excepto mostrar a sua brutalidade.

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Jacques de Sores regressou à Europa e, em 1569, foi nomeado comandante de uma frota naval francesa. O ex-pirata não mostrou sinais de se ter tornado mais brando e, ao capturar navios mercantes venezianos, continuou a fuzilar prisioneiros sem piedade. O seu último e mais notório ato ocorreu quando capturou uma embarcação portuguesa nas Canárias, em julho de 1570. A nau transportava 40 missionários jesuítas, que foram lançados ao mar juntamente com os livros religiosos e ícones. Os restantes passageiros não tiveram melhor sorte e apenas seis, de um total de 500, sobreviveram ao ataque impiedoso.

Robert Surcouf
Robert Surcouf Mark Cartwright (CC BY-NC-SA)

Robert Surcouf (ativo entre 1794-1810)

Robert Surcouf era natural de Saint-Malo, na Bretanha, e tornou-se o mais infame dos corsários franceses que perseguiam navios mercantes no Oceano Índico durante as Guerras Revolucionárias Francesas (1792-1802). Como muitos marinheiros, Surcouf fugiu para o mar ainda adolescente, mas ascendeu até comandar um pequeno negreiro que transportava africanos da África Oriental para as Maurícias, então uma colónia francesa. Em 1795, o governo francês proibiu o tráfico de escravos e, por isso, Surcouf tornou-se corsário. Surcouf adicionou alguns canhões ao seu brigue, o Émilie, e partiu à procura de navios mercantes que transportavam riquezas da Ásia, contornando o Cabo da Boa Esperança em direção à Europa.

Uma captura significativa em 1796 foi a fragata britânica Triton, na Baía de Bengala, que estava carregado com especiarias preciosas. O problema de Surcouf, contudo, não eram os britânicos, mas sim o governador das Maurícias, que se recusou a emitir-lhe uma "Carta de Corso", que lhe conferia o direito oficial de exercer o corso. Como consequência, as suas capturas foram confiscadas. Surcouf resolveu o problema navegando até França e adquirindo lá uma "Carta de Corso". Regressou às Maurícias e os seus despojos foram-lhe devidamente entregues. Surcouf tinha agora dois pequenos navios, o Confiance e o Clarisse, e com eles fez outra captura notável em 1800: novamente um navio mercante britânico que navegava da Índia, o Kent. Quando a paz foi acordada entre a Inglaterra e a França em 1802, Surcouf regressou a França, mas não tardou a voltar ao corso, utilizando desta vez a sua terra natal, Saint-Malo, como base antes de prosseguir para atacar as Caraíbas com sucesso em 1807. O imperador francês Napoleão Bonaparte (reinou 1804-1814 e 1815) certamente valorizava Surcouf, concedendo ao corsário, segundo a lenda, uma baronia, tal como a marinha francesa, que batizou vários navios importantes e um submarino com o seu nome, consolidando ainda mais o seu lugar como um dos mais famosos salteadores dos mares franceses.

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Cartwright, M. (2026, julho 09). Dez Piratas Franceses Notórios. (F. Oliveira, Tradutor). World History Encyclopedia. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1879/dez-piratas-franceses-notorios/

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Cartwright, Mark. "Dez Piratas Franceses Notórios." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, julho 09, 2026. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1879/dez-piratas-franceses-notorios/.

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Cartwright, Mark. "Dez Piratas Franceses Notórios." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, 09 jul 2026, https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1879/dez-piratas-franceses-notorios/.

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