Invenções Mesopotâmicas

Artigo

Joshua J. Mark
por , traduzido por Ricardo Albuquerque
publicado em 20 Outubro 2021
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Disponível noutras línguas: Inglês, Árabe, francês, Persa, espanhol

As invenções mesopotâmicas abrangem muitos itens que integram nosso cotidiano, a maior parte dos quais criada durante o Período Dinástico Inicial (2900-2334 a.C.) ou aperfeiçoadas a partir de realizações do Período Uruk (4100-2900 a.C.). Os sumérios são creditados com as invenções mais antigas, desenvolvidas mais adiante no Período Acadiano (2334-2218 a.C.) e pelas civilizações mesopotâmicas posteriores.

Cylinder Seal with a King Pouring an Offering to Shamash
Selo Cilíndrico com um Rei Fazendo uma Oferenda a Shamash
Osama Shukir Muhammed Amin (Copyright)

Entre as muitas invenções dos mesopotâmicos estão:

  • A Roda
  • Cerâmica produzida em massa
  • Matemática
  • Tempo
  • Escrita
  • Selos cilíndricos e envelopes
  • Tijolos produzidos em massa
  • Cidades
  • O Mapa
  • A Vela

Estes dez exemplos representam somente uma pequena fração dos avanços tecnológicos, culturais e científicos ocorridos na antiga Mesopotâmia. O acadêmico Samuel Noah Kramer lista 39 "primeiros" que apareceram na antiga Suméria, foram desenvolvidos por culturas posteriores e são mais ou menos familiares às pessoas nos dias atuais:

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  • As Primeiras Escolas
  • O Primeiro Caso de Bajulação
  • O Primeiro Caso de Delinquência Juvenil
  • A Primeira “Guerra de Nervos”
  • O Primeiro Congresso Bicameral
  • O Primeiro Historiador
  • O Primeiro Caso de Redução de Impostos
  • O Primeiro “Moisés”
  • O Primeiro Precedente Legal
  • A Primeira Farmacopeia
  • O Primeiro “Almanaque do Fazendeiro”
  • O Primeiro Experimento em Jardinagem com Árvores de Sombra
  • As Primeiras Cosmogonia e Cosmologia Humanas
  • Os Primeiros Ideais Morais
  • O Primeiro “Emprego”
  • Os Primeiros Provérbios e Ditos
  • As Primeiras Fábulas com Animais
  • Os Primeiros Debates Literários
  • Os Primeiros Paralelos Bíblicos
  • O Primeiro “Noé”
  • O Primeiro Conto de Ressurreição
  • O Primeiro “São Jorge”
  • O Primeiro Caso de Empréstimo de Livros
  • A Primeira Era Heroica do Homem
  • A Primeira Canção de Amor
  • O Primeiro Catálogo de Biblioteca
  • A Primeira Era do Ouro Humana
  • A Primeira Sociedade “Doente”
  • Os Primeiros Lamentos Litúrgicos
  • Os Primeiros Messias
  • O Primeiro Campeão de Longa Distância
  • A Primeira Imagem Literária
  • O Primeiro Simbolismo Sexual
  • A Primeira Virgem Maria
  • A Primeira Canção de Ninar
  • O Primeiro Retrato Literário
  • As Primeiras Elegias
  • A Primeira Vitória dos Trabalhadores
  • O Primeiro Aquário. (A História começa na Suméria, Índice)

Desenvolvidos entre c. 5000-1750 a.C. na Suméria, estes 39 exemplos também não representam todas as invenções que podem ser rastreadas até a antiga Mesopotâmia. As várias culturas da região tomaram emprestado da Suméria, e então uns dos outros, para desenvolver algumas das mais impressionantes civilizações da história. Entre as invenções mesopotâmicas mais importantes está a escrita, através do sistema que desenvolveram, conhecido como cuneiforme, que preservou as crenças, história e cultura da região, influenciando de forma significativa as civilizações posteriores em todos os aspectos. O estudioso Paul Kriwaczek comenta:

No curso de dois milênios e meio, a tradição baseada na escrita cuneiforme inventou ou descobriu quase tudo o que associamos com a vida civilizada. Começaram num mundo de vilas neolíticas, comunidades rurais em sua maior parte autossuficientes e autossustentáveis, e terminaram não somente com cidades, impérios, tecnologia, ciência, lei e sabedoria literária, mas ainda mais: com o que tem sido chamado de um sistema mundial, uma rede interligada de nações que se comunicavam, comerciavam e lutavam umas com as outras, espalhado através de uma grande parte do globo. Tais foram as realizações dos escritores do cuneiforme. (11-12)

É por esta razão que a Mesopotâmia é chamada de “berço da civilização” e uma parte dela como o Crescente Fértil, pois nesta região que muitos dos mais importantes desenvolvimentos culturais foram estabelecidos inicialmente, prosperaram e foram compartilhados com o resto do mundo.

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A Roda

Embora a roda mais antiga encontrada até o momento venha da Europa Central, acredita-se que o conceito da roda originou-se anteriormente na Mesopotâmia.

A roda foi inventada por volta de 3500 a.C. para a produção de cerâmica – o primeiro torno de oleiro – e somente mais tarde veio a ser utilizado para o transporte. Ainda que o mais antigo exemplar encontrado até o momento – a Roda dos Pântanos de Liubliana – venha da Europa Central, acredita-se que o conceito da roda originou-se anteriormente na Mesopotâmia. Por volta de 3000 a.C., os sumérios usavam carroças com duas e quatro rodas, além de vagões para o transporte de pessoas e produtos. Conforme o acadêmico Stephen Bertman, "as rodas destes veículos eram feitas de dois semicírculos de madeira sólida pregados e cobertos com tiras de couro" (254). Por volta de 3200 a.C., os primeiros carros a cavalo apareceram para o transporte pessoal da nobreza e dos ricos, sendo mais tarde adaptados pelos acadianos e assírios para uso militar.

Cerâmica Produzida em Massa

O torno do oleiro deu condições para produção em massa de cerâmica, que abastecia as classes mais baixas com artigos de preços acessíveis, como jarros e vasos. Anteriormente, estes itens eram fabricados à mão e ainda que qualquer um pudesse fabricar – e realmente o faziam – tigelas e canecas utilizáveis de argila, secadas ao sol, eles eram inferiores aos feitos pelos oleiros experientes. As cerâmicas produzidas em massa também supriam as forças militares e de trabalhadores com recipientes para rações que podiam ser facilmente transportados e, caso quebrados, facilmente repostos. Os oleiros eram geralmente ligados a templos ou palácios, que forneciam a eles as matérias-primas para sua arte. Ainda que produzidas em massa, estas cerâmicas eram com frequência ornamentadas e decoradas com figuras pintadas, formas ou desenhos.

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Rotating Device of a Potter's Wheel
Dispositivo Rotativo de um Torno de Oleiro
Osama Shukir Muhammed Amin (Copyright)

Matemática

O sumérios desenvolveram a matemática em algum ponto antes da invenção da escrita. A compreensão dos princípios e aplicações matemáticos era requerida para o treinamento de escribas no Período Uruk inicial e, por volta do Período Dinástico Inicial, utilizava-se regularmente a geometria para a medição e divisão de lotes de terra, bem como para a criação de canais de irrigação. A acadêmica Gwendolyn Leick explica que “isso era feito medindo-se os lados das áreas, em vez dos ângulos, e em campos com um contorno irregular, por exemplo, dividia-se a área em partes retangulares simples e depois as somavam” (116). Nunca se desenvolveu a trigonometria, conforme observa Leick, mas o chamado Teorema de Pitágoras estava em uso um milênio antes da sua criação na Grécia.

Tempo

Os sumérios dividiam os dias em 12 horas de luz e 12 de escuridão, e além disso dividiam as horas em 60 minutos.

Em certo momento após a invenção da matemática, geralmente datado como cerca de 3000 a.C., os sumérios também criaram o conceito de tempo. Usando o sistema sexagesimal, dividiram o dia em 12 horas de luz e 12 de escuridão e, além disso, dividiram as horas em 60 minutos e estes em 60 segundos. Antes disso, segundo parece, as pessoas trabalhavam do amanhecer ao anoitecer, mas, depois disso, um limite de tempo podia ser estabelecido no dia de trabalho e o dia e a noite de cada um ficava organizado de acordo com um sistema independente do nascer ou pôr do sol. As pessoas podiam saber as horas usando relógios de sol e de água, dando-lhes maior controle sobre suas vidas e melhores condições de organizar o trabalho, o lazer e as práticas religiosas.

Escrita

A escrita foi inventada por volta de 3600 a.C., mais provavelmente em resposta ao comércio de longa distância, que requeria algum meio de comunicação entre o fabricante, vendedor, comprador e distribuidor. Conforme já mencionado, o sistema de escrita conhecido como cuneiforme desenvolveu-se a partir de pictografias simples. Porém, estas imagens faziam sentido somente ao destinatário da mensagem, como, por exemplo, a da cerveja (a bebida mais popular na Mesopotâmia e outra invenção sumeriana), mas não se ela estava indo ou vindo de uma destinação específica. A escrita permitiu às pessoas especificar suas mensagens referentes à quantidade, qualidade e se um item estava sendo comprado, vendido ou destinado aos templos como oferendas. O recibo da cerveja de Alulu, da cidade de Ur, em 2050 a.C., está entre os melhores exemplos do aspecto comercial da escrita, pois atesta a entrega de uma certa quantidade da bebida ao comprador por parte de um cervejeiro chamado Alulu. Com o tempo, à medida que o cuneiforme se tornou mais sofisticado, foi usado para registrar leis, receitas, orações, hinos, histórias, lendas e épicos, tais como a Epopeia de Gilgamesh. Também encorajou o desenvolvimento de gêneros diferentes, como a Literatura Naru Mesopotâmica, que servia tanto para entreter quanto estimular valores culturais importantes.

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Mesopotamian Beer Rations Tablet
Tabuinha Mesopotâmica de Rações de Cerveja
Osama Shukir Muhammed Amin (Copyright)

Selos Cilíndricos e Envelopes

Antes do desenvolvimento da escrita, usavam-se pequenos selos para autenticar acordos, criados com um design pessoal que simbolizava a identidade e ocupação do proprietário, conhecidos como selos cilíndricos e carimbos. O selo cilíndrico originou-se ou na Suméria ou na região conhecida atualmente como Síria, por volta de 7600-6000 a.C.. Eram feitos com pedras semipreciosas (ametista, lápis-lazuli, ágata, obsidiana, entre outras), e usados em torno do pescoço, pulso ou preso às roupas. O selo era pressionando sobre argila úmida, deixando uma impressão que servia como assinatura em procedimentos legais ou acordos comerciais. Após a invenção da escrita, os dois tipos de selos foram usados para assinar correspondências e legitimar contratos. Uma vez que a correspondência de longa distância se tornou mais comum, inventaram-se os envelopes de argila para conter mensagens. O envelope seria carimbado do lado de fora com o selo cilíndrico, que só poderia ser quebrado pelo destinatário. Os selos cilíndricos associavam-se de tal maneira a seus proprietários que a perda era comparável ao roubo de identidade nos dias atuais, pois qualquer um que encontrasse um selo poderia usá-lo como bem quisesse.

Tijolos Produzidos em Massa

Os tijolos produzidos em massa foram desenvolvidos durante o Período Uruk, cerca de 3100 a.C.. Em épocas anteriores, fabricava-se cada tijolo manualmente para ser cozido em fornos ou secado ao sol. A fabricação de tijolos, especialmente para estruturas monumentais como os zigurates (outra invenção mesopotâmica), empregava grande quantidade de mão de obra, e isso estimulou o desenvolvimento de moldes de tijolos, nos quais um único trabalhador podia despejar argila para fazer ao mesmo tempo dez tijolos ou mais, em vez de apenas um. A argila era misturada com areia, palha ou joio para maior durabilidade e então cozida ou secada ao sol. Este processo permitia maior rapidez nas construções, o que por sua vez encorajou o desenvolvimento e expansão adicional das cidades.

Cidades

As cidades também começaram a aparecer na região durante o Período Uruk, e Uruk se tornou o primeiro centro urbano murado a surgir em 4500 a.C. (dando seu nome ao período). Durante o Período Ubaid anterior (c. 5000-4100 a.C.), as pessoas já tinham deixado o estágio de caçadores-coletores, formando assentamentos agrários permanentes e construindo casas e outros prédios com tijolos fabricados manualmente e secados ao sol. No Período Uruk, estas vilas ficaram mais densamente povoadas, expandiram-se e se transformaram nas primeiras cidades do mundo. A ascensão das cidades criou diferentes definições da população, pois os residentes urbanos identificavam-se com seu próprio povoado, assim como, anteriormente, tinham se associado com uma tribo. Aqueles que viviam nos arredores ainda mantinham suas identidades tribais, o que levou à classificação das pessoas como cidadãos urbanos ou rurais. Como os escribas geralmente viviam nas cidades, eles favoreciam em suas obras mais os moradores urbanos do que aqueles que habitavam além dos muros. Assim, a vida urbana ficou associada à cultura e civilização, enquanto os fazendeiros ou pastores passavam a ser considerados como classes inferiores ou não educadas.

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Facade of Inanna's Temple at Uruk
Fachada do Templo de Inanna em Uruk
Osama Shukir Muhammed Amin (Copyright)

O Mapa

O crescimento das cidades estimulou ainda mais o comércio de longa distância, levando à criação de mapas para caravanas e mercadores e, posteriormente, para viagens particulares e campanhas militares. Os mapas eram feitos pela gravação de imagens em vários materiais ou através da impressão em tabletes de argila. O mapa mais antigo que se conhece é o Imago Mundi, mais conhecido como o Mapa Babilônico do Mundo, criado entre 700-500 a.C. e encontrado nas ruínas da cidade de Sippar. Como cada cidade considerava-se a mais importante, fundada em primeiro lugar pelos deuses locais, ela aparecia sempre na posição central. No Imago Mundi, por exemplo, Babilônia é apresentada como o centro do mundo e as demais regiões apenas em relação a ela. Embora o Imago Mundi seja o mais antigo mapa existente, acredita-se que eles eram amplamente utilizados muito antes do que 700-500 a.C..

Babylonian Map of the World
Mapa Babilônico do Mundo
Trustees of the British Museum (Copyright)

A Vela

Presume-se que o desenvolvimento da vela ocorreu pela observação dos efeitos do vento em peças de roupa, mais provavelmente quando pendurada para secar após a lavagem. Muitos mercadores usavam os rios Tigre e o Eufrates no comércio e não tinham dificuldades em remar ou impulsionar suas embarcações com zingas corrente abaixo, mas navegar contra a corrente era outra questão. Os remadores precisavam lutar contra a corrente rio acima em barcos de junco, que poderiam ser invadidos pela água e emborcar como resultado destes esforços. Com a invenção da vela, um mercador podia retornar ao ponto de partida com maior rapidez, trazendo mais mercadorias do que antes. As velas eram feitas de linho ou papiro, com formato retangular ou quadrado. Uma vez que se dominou a navegação a vela, o comércio marítimo de longa distância com o Egito e a Civilização do Vale do Indo tornou-se viável, trazendo uma variedade de mercadorias nunca vista em épocas anteriores.

Conclusão

Este comércio foi possibilitado pelo desenvolvimento da astronomia, que mapeou as estrelas e forneceu aos viajantes pontos de referência confiáveis no céu noturno. A astrologia desenvolveu-se em resposta ao velho desejo humano de conhecer o futuro e, no caso do comércio, para receber informações dos deuses se um negócio seria bem-sucedido ou não. Os deuses eram compreendidos como a fonte de todas as coisas, mas não poderia estar seguro de suas intenções, desde que um deles poderia desejar somente o melhor, enquanto outro, sentindo-se ofendido, poderia trabalhar contra os planos daquele deus para a vida de alguém. Acreditava-se que a divinação forneceria insights sobre o que estaria aguardando um indivíduo num dia em particular.

Os mesopotâmicos não eram um povo passivo, porém, esperando por sinais dos deuses antes de agir para resolver um problema, levar adiante seus negócios, combinar casamentos ou remediar uma doença ou acidente. Os deuses eram consultados em todos estes aspectos da vida de uma pessoa, mas como se consideravam os humanos como coagentes junto com o divino, então precisavam agir da melhor maneira possível, confiando que as divindades os auxiliariam em suas iniciativas. Isso era visto mais claramente na área médica, na qual os médicos tratariam os pacientes baseados em sua experiência anterior, mas também apelariam para a assistência divina.

As variadas invenções da Mesopotâmia espalharam-se pelas diferentes culturas da região e permitiram o desenvolvimento da civilização por milênios. A Mesopotâmia nunca foi uma região completamente homogênea, mas as diferentes cidades-estado, reinos e regimes comerciavam regularmente e compartilhavam inovações que se disseminavam além dos seus pontos de origem. As grandes potências políticas regionais, como os impérios Acadiano e Assírio, compartilharam estas invenções com outros através do comércio de longa distância e isso se tornou mais pronunciado quando o Império Aquemênida Persa conquistou a região e expandiu suas fronteiras até a Índia.

O Império Aquemênida caiu diante de Alexandre, o Grande, em 330 a.C., e este, por sua vez, expandiu o comércio com o Ocidente, levando mais mercadorias e tecnologias naquela direção. Após a morte de Alexandre, o Império Selêucida manteve estas políticas. Em 226 a.C., o Império Sassânida absorveu a região, herdando as conquistas do passado e, em muitos casos, aperfeiçoando-as antes de compartilhá-las com os demais. Nos dias atuais, estas inovações, tais como a escrita, o tempo, a roda e matemática estão tão integradas à vida cotidiana que raramente nos questionamos sobre sua origem, mas é preciso lembrar que nenhuma delas existia até que, há milênios, foram inventadas pelos povos da antiga Mesopotâmia.

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Sobre o tradutor

Ricardo Albuquerque
Ricardo é um jornalista brasileiro que vive no Rio de Janeiro. Seus principais interesses são a República Romana e os povos da Mesoamérica, entre outros temas.

Sobre o autor

Joshua J. Mark
Escritor freelance e ex-professor de filosofia em tempo parcial no Marist College, em Nova York, Joshua J. Mark viveu na Grécia e na Alemanha e viajou pelo Egito. Ele ensinou história, redação, literatura e filosofia em nível universitário.

Citar este trabalho

Estilo APA

Mark, J. J. (2021, Outubro 20). Invenções Mesopotâmicas [Mesopotamian Inventions]. (R. Albuquerque, Tradutor). World History Encyclopedia. Obtido de https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1859/invencoes-mesopotamicas/

Estilo Chicago

Mark, Joshua J.. "Invenções Mesopotâmicas." Traduzido por Ricardo Albuquerque. World History Encyclopedia. Última modificação Outubro 20, 2021. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1859/invencoes-mesopotamicas/.

Estilo MLA

Mark, Joshua J.. "Invenções Mesopotâmicas." Traduzido por Ricardo Albuquerque. World History Encyclopedia. World History Encyclopedia, 20 Out 2021. Web. 23 Abr 2024.