A Escravização de Nativos Americanos na América Colonial

Joshua J. Mark
por , traduzido por Ricardo Albuquerque
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A escravidão era praticada pelos nativos americanos antes dos europeus chegarem às Américas. Pessoas de uma tribo podiam ser levadas para outra por várias razões, mas, sejam quais fossem, entendia-se que o escravizado tinha feito algo – apostado a si num jogo e perdido ou sendo capturado - para merecer tal tratamento.

Este modelo mudou com a chegada dos espanhóis nas Índias Ocidentais em 1492 e a colonização da região e das Américas Central e do Sul ao longo do século XVI. Os nativos americanos passaram a ser escravizados simplesmente por serem nativos. Na América do Norte, após a chegada dos ingleses, os povos originários inicialmente tornavam-se escravos como prisioneiros de guerra, mas, eventualmente, passaram a ser capturados e vendidos às plantations [grandes fazendas de monocultura] nas Índias Ocidentais, proporcionando, desta forma, mais terras para a expansão das colônias inglesas.

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Landing of Columbus
Desembarque de Colombo Unknown (Public Domain)

Esta prática prosseguiu por toda a era colonial, auxiliada e encorajada pelas próprias tribos, até 1750 e, após a Guerra da Independência Americana (1775-1783), os nativos começaram a ser expulsos para o interior, já que a escravidão de africanos trazia mais lucros. Ainda assim, a escravização de nativos americanos prosseguiu mesmo após a prática ter sido abolida pela 13ª Emenda à Constituição, em 1865. Os americanos buscavam justificar a escravização dos nativos dando-lhe outras designações, sempre com o objetivo declarado de "civilizar os selvagens". A prática continuou até 1900, impactando de forma dramática as culturas, linguagens e desenvolvimento dos nativos americanos.

A Escravidão de Nativos Americanos e Colombo

As nações de nativos americanos eram incrivelmente diversas, cada qual com sua própria cultura, algo bem distante da civilização coesa e unificada com a qual costumam ser representados sob o termo geral "nativos americanos" ou "índios americanos". Cada tribo se entendia como inerentemente superior às outras e, embora formassem alianças por curtos períodos em causas comuns, ou por períodos mais longos, como nas confederações, frequentemente guerreavam entre si por bens, em nome da honra tribal e por cativos, entre outras razões.

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Em algumas tribos, qualquer criança nascida de escravos também teria essa condição, criando uma classe de escravos muito antes da chegada dos europeus.

Homens, mulheres e crianças aprisionadas tornavam-se escravas da tribo vitoriosa, às vezes por toda a vida e, em outros casos, por um determinado número de anos, havendo inclusive a possibilidade de serem adotados, passando a fazer parte da comunidade. Os escravizados também podiam ter a condição de reféns, mantidos para garantir o cumprimento de um tratado e, em algumas tribos, não somente a condição de escravo durava toda a vida, mas estendia-se igualmente às crianças, criando uma classe específica de escravos muito antes da chegada dos europeus.

Este modelo mudou com a chegada de Cristóvão Colombo (1451-1506) às Índias Ocidentais, em 1492, e dos portugueses, a partir de 1500. Colombo sequestrou nativos para levá-los para a Espanha como escravos na sua primeira viagem e enviou mais de 500 deles na segunda. Entre 1493-1496, ele implementou o sistema de encomienda, que institucionalizou a escravização dos nativos americanos nas colônias espanholas do Novo Mundo e, quando os franceses, holandeses e ingleses começaram a colonizar a América do Norte, o Tráfico Transatlântico de Escravos já havia sido estabelecido.

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Jamestown e as Guerras Powhatan

Os franceses e holandeses inicialmente tentaram lucrar com os nativos americanos ao empregá-los como guias, caçadores em geral ou de peles, embora seus navios participassem do comércio de escravos para o sul. Somente mais tarde eles se envolveriam no sequestro e venda de nativos para as fazendas espanholas e outras regiões. Quando os ingleses fundaram a Colônia de Jamestown da Virgínia, em 1607, adotaram uma abordagem completamente diferente, esperando que as tribos da Confederação Powhatan os apoiassem, pois os primeiros colonos não sabiam como sobreviver no Novo Mundo. No período de três anos após sua chegada, a primeira das Guerras Anglo-Powhatan (1610-1646) eclodiu e os nativos acabaram escravizados como prisioneiros de guerra por volta de 1610.

Jamestown Settlement - Powhatan Village
Povoado de Jamestown - Vila Powhatan Beth (CC BY-NC)

A Primeira Guerra Powhatan (1610-1614) terminou quando o colono inglês John Rolfe ( 1585-1622) casou-se com Pocahontas ( cerca de 1596-1617), filha do chefe powhatan Wahunsenacah (cerca de 1547 - cerca de 1618), estabelecendo a Paz de Pocahontas, até a Segunda Guerra Powhatan (1622-1626) começar após o Massacre Indígena de 1622. Após estes primeiros dois conflitos, os antagonistas fizeram a paz e continuaram a manter relações comerciais, mas, após a Terceira Guerra Powhatan (1644-1646), a Confederação Powhatan foi dissolvida e muitos de seus membros acabaram vendidos como escravos no exterior.

A Guerra Pequot e a Primeira Escravização em Larga Escala

Enquanto Jamestown e suas colônias satélites estavam se desenvolvendo, os ingleses criaram as Colônias da Nova Inglaterra, ao norte. Disputas sobre a terra e direitos comerciais aumentaram a tensão entre os colonos e os nativos americanos da tribo pequot na década de 1630, o que resultou na Guerra Pequot (1636-1638) e a primeira evidência de escravização em larga escala de nativos americanos. O estudioso James D. Drake comenta:

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Nada torna a percepção dos colonos sobre a inferioridade dos índios mais aparente do que a venda em massa de índios inimigos como escravos [...] Talvez os ingleses não tivessem recorrido à escravização de índios inimigos se outra forma comumente administrada de punição, o banimento, fosse logisticamente possível. Os puritanos da Nova Inglaterra tinham um histórico de banir indivíduos que consideravam ameaças às suas comunidades como, por exemplo, Roger Williams e Anne Hutchinson. Mas, mesmo nesses casos, alguns se perguntavam o quão punitivo o banimento realmente era [...] A escravidão, um tipo de banimento mais rigidamente imposto, portanto, se aproximava mais da ação punitiva tomada contra homens e mulheres ingleses errantes na região. Forçar os índios à escravidão ou servidão também contribuía para solucionar o dilema do que "fazer" com eles [e] a escravidão e a servidão tinham as vantagens adicionais de ajudar a melhorar a escassez de mão de obra nas colônias da Nova Inglaterra. (136-138)

Após o Massacre do Forte Mystique, em 1637, que efetivamente encerrou a guerra, muitos dos pequots derrotados foram entregues como escravos para as tribos monegan e narrangansett, aliadas dos ingleses, e os demais encaminhados para fazendas inglesas ou vendidos no exterior. A colônia inglesa de Barbados, com suas enormes plantações de cana, precisava de consideráveis importações de escravos, já que a maioria morria no primeiro ano e até nos primeiros meses e, assim, vários membros da tribo pequot foram enviados para lá.

Lieut. Gardiner Attacked by the Pequot
Tenente Gardiner Atacado pelos Nativos Pequot Charles Stanley Reinhart (Public Domain)

O Envolvimento dos Nativos Americanos na Escravidão

Os nativos americanos proprietários de escravos tratavam-nos muito pior do que os europeus, porque se acreditava que os escravizados haviam perdido sua honra e dignidade humana ao permitirem essa condição deplorável. Não se sabe se isso era o paradigma antes da chegada dos europeus ou se ajustaram seu comportamento conforme o tratamento dos colonos aos escravos. Seja como for, as tribos nativas não somente possuíam escravos, mas ajudavam os colonos a conseguir mais. O estudioso Andres Resendez observa:

Os nativos americanos estavam envolvidos no negócio da escravidão desde o início da colonização europeia. Inicialmente, eles ofereciam cativos aos recém-chegados e os ajudavam a organizar novas redes de escravização, servindo como guias, guardas, intermediários e fornecedores locais. Mas, com a passagem do tempo, à medida que os índios adquiriam armas e cavalos europeus, seu poder aumentou e passaram a controlar uma parcela ainda maior do tráfico de escravos. (172)

As tribos engajavam-se nessas práticas, com frequência, para remover rivais das vizinhanças e conquistar suas terras, mas um importante aspecto deste empoderamento era a aquisição de cavalos e, especialmente, das armas mencionadas por Resendez. As armas de fogo dos europeus davam a uma tribo a vantagem em conflitos com outras que careciam desta capacidade ofensiva. Identificando esse fenômeno, os colonos armaram os nativos e os recrutaram em maiores números para ajudar na escravização. O estudioso Alan Taylor observa que "atraídos para o comércio de escravos aos poucos, os nativos não podiam saber, até que fosse tarde demais, que isso virtualmente os destruiria" (228). A tribo narragansett, que não somente auxiliou os ingleses a derrotar os pequot, mas também ficou com muitos escravos, aprenderia esta lição por completo durante o conflito conhecido como Guerra do Rei Filipe.

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A Guerra do Rei Filipe e a Escravização em Massa

A Guerra do Rei Filipe (também conhecida como Guerra Metacom, 1675-1678) foi um conflito em larga escala entre nativos americanos aliados ao chefe da Confederação Wampanoag, Metacom (também conhecido como Rei Filipe, 1638-1676), e os colonos da Nova Inglaterra. Metacom era o filho de Massasoit ( cerca de 1581-1661), que ajudara os peregrinos da Colônia Plymouth a sobreviver e se instalar na região. Ele assinou o Tratado de Paz Peregrinos-Wampanoag com o primeiro governador de Plymouth, John Carver ( 1584-1621) em 1621, honrado até após a morte do chefe indígena. Nesta época, Josiah Winslow ( cerca de 1628-1680), assistente do governador e depois governador de Plymouth, iniciou políticas que privavam cada vez mais os wampanoag de suas terras, até que Metacom, finalmente, decidiu proteger seu povo e seu modo de vida.

King Philip (Metacom)
King Philip (Metacom) Paul Revere (Public Domain)

A Guerra do Rei Filipe devastou as colônias da Nova Inglaterra por mais de um ano, até que Metacom foi traído e morto pelos seus próprios homens em agosto de 1676, mas, antes disso, os narrangasett - que tinham permanecido neutros durante a guerra - foram atacados, muitos mortos e outros vendidos como escravos após a Luta do Grande Pântano de dezembro de 1675. Embora os narrangasett tivessem mantido a neutralidade, eles concordaram em receber os feridos, mulheres, crianças e outros não-combatentes. Para Josiah Winslow, a tribo perdera sua condição de neutralidade ao fazê-lo e, assim, ele liderou o ataque à fortaleza dos narrangasetts, matando mais de 600 deles, a maioria mulheres e crianças, bem como pessoas de outras tribos que haviam se refugiado ali.

Em consequência, os membros sobreviventes da tribo aliaram-se a Metacom contra os colonos, mas era tarde demais. Com a morte de Metacom, mesmo que algumas tribos tenham lutado até 1678, a guerra tinha efetivamente acabado e tanto os combatentes quanto não-combatentes foram vendidos como escravos. Aliás, estas tribos continuaram a lutar justamente devido à certeza de que, em caso de captura, acabariam vendidos no exterior. O acadêmico Linford D. Fischer explica:

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O temor da escravização e, mais especificamente, o terror de ser vendido como um escravo para fora do país desempenhou um papel importante na Guerra do Rei Filipe [...] A perspectiva aterrorizante de ser vendido no exterior estava sempre presente para os nativos, mesmo em tempos de paz. O medo de ser barbadosed - enviado à força e injustamente para Barbados como servo/escravo -, pode-se argumentar, aplicava-se igualmente aos índios e aos prisioneiros de guerra e criminosos das ilhas britânicas. Tais receios tinham fundamento. Os registros coloniais da Nova Inglaterra informam, com muita naturalidade, embarques em pequena e larga escala de índios para Barbados, Bermuda e Jamaica ou, mais genericamente, "para fora do país". (Why shall we have peace, 1)

Muitos nativos, porém, rendiam-se - mesmo antes da morte do Rei Filipe - com a esperança de clemência e de escapar da escravização. Tratava-se de esperanças vãs, porque Winslow proclamou a cumplicidade de todos os nativos com a insurreição de Filipe e, assim, muitos que haviam permanecido completamente neutros durante a guerra acabaram enviados ao exterior com os combatentes.

Essas pessoas deixaram de ir para Barbados, porém, devido a uma lei de 14 de junho de 1676, aprovada pela Assembleia de Barbados, proibindo a importação de nativos da Nova Inglaterra. A ilha, que tinha uma grande população de escravos, acabara de frustrar uma insurreição em larga escala dos seus cativos africanos em maio de 1675 e não queria trazer pessoas que já tivessem participado de revoltas armadas em outros lugares. Assim, os nativos da Nova Inglaterra terminaram indo para Jamaica, Bermuda e outras colônias inglesas ou, então, enviados para o sul, com destino aos campos de algodão da Virgínia.

A tribo Westo e Outros Traficantes de Escravos

À medida que as colônias inglesas se expandiam, assim também o comércio de escravos de nativos americanos, facilitado, em sua maior parte, pelas tribos locais. A Carolina (mais tarde dividida em Carolina do Norte e do Sul) foi fundada em 1663, mas os ocupantes da região já estavam engajados na escravização de nativos americanos pelas ações da tribo westo, que ajudou a capturar milhares de pessoas, enviadas então para fora da colônia. Resendez comenta:

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No período entre 1670 e 1720, os moradores da Carolina exportaram mais índios para Charleston, na Carolina do Sul, do que importaram africanos. À medida que este tráfico se desenvolvia, os colonos procuravam cada vez mais cativos fornecidos pelos westo, um grupo extraordinariamente expansionista, que realizava ataques por toda a região. O antropólogo Robbie Ethridge cunhou o termo "sociedades militaristas escravocratas" para se referir aos grupos como os westos, que se tornaram grandes fornecedores de cativos para os europeus e outras tribos. (172)

Os westos atuavam somente por interesse financeiro e eram inimigos de todas as tribos circundantes. Acredita-se que viviam originalmente no norte, em torno do atual Lago Erie, e então migraram para o sul, entrando para o registro histórico em julho de 1661, quando destruíram uma missão espanhola no atual estado norte-americano da Geórgia. Instalaram-se nas matas da Virgínia e rapidamente monopolizaram o comércio de escravos, atacando outras tribos indiscriminadamente e vendendo os cativos aos colonos. O monopólio westo continuou até que os shawnee negociaram um acordo com os colonos e aliaram-se a eles para destruir a tribo. Os membros sobreviventes da tribo foram então escravizados ou escaparam e seu destino é ignorado. Parece improvável que tenham sido assimilados por outras tribos a não ser como escravos.

Os espanhóis escravizaram as tribos nativas chamadas coletivamente como os índios pueblos, auxiliados pelo fato de que cada tribo capturava e vendia membros das demais.

O encerramento da participação dos westos no comércio de escravos não levou à sua interrupção ou redução, já que os shawnee passaram a escravizar aqueles que capturavam em ataques. Mais a oeste, os espanhóis escravizaram as tribos nativas chamadas coletivamente como os índios pueblos, auxiliados pelo fato de que cada tribo capturava e vendia membros das demais. No atual estado norte-americano do Novo México, isso prosseguiu até 1680, quando um líder nativo americano chamado Po'Pay organizou uma revolta em massa, conhecida como a Revolta Pueblo, que expulsou os espanhóis da região até a década seguinte.

A religião se tornou uma motivação principal para a insurreição, pois os missionários católicos espanhóis reprimiam as tradições espirituais dos nativos e as substituíam pelo cristianismo católico. Um dos primeiros atos de Po'Pay, de fato, foi declarar que Jesus Cristo e a Virgem Maria estavam mortos, além de incendiar missões e igrejas existentes na região. A Revolta Pueblo exemplifica outro aspecto que servia como justificativa para a escravização de nativos americanos pelos colonos europeus, tendo em vista a crença de que precisavam ser "civilizados", conceito que se transformou em sinônimo de "cristianizado". Ao escravizar os nativos, os colonos os removiam do seu contexto espiritual tradicional, forçando-os a se voltar para os senhores cristão e para a Bíblia em busca de salvação.

As chamadas Guerras Indígenas do século XVIII levaram a novas levas de escravização de combatentes e não-combatentes, começando com a Guerra Tuscarora (1711-1715), na Carolina do Norte, e a Guerra Yamasee (1715-1717) na Carolina do Sul. Estes conflitos continuaram até às vésperas da Revolução Americana e resultaram, entre outras consequências, em mais e mais nativos enviados para fora do país como escravos.

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As tribos continuaram a participar da escravização de povos indígenas durante este período. Muitos parecem tê-lo feito na crença de que, pela sua participação, estariam protegidos da escravidão. Ao se mostrarem úteis para os colonos, acreditaram que receberiam melhor tratamento do que os demais, manteriam suas terras e viveriam como antes da chegada dos europeus. Como Taylor observou, eles entenderam tarde demais que não podiam confiar nas palavras dos brancos e que qualquer tribo poderia ser escravizada ou removida de suas terras por qualquer motivo, não importa o quanto tentassem agradar aos recém-chegados.

Conclusão

A "civilização" e cristianização dos nativos continuou ao longo dos séculos XVIII e XIX, mas a escravização aberta dos nativos americanos terminou por volta de 1750, pois os africanos se tornaram uma "mercadoria" mais popular no comércio de escravos. Os primeiros africanos chegaram a Jamestown em 1619 e, na década de 1660, a escravidão racial estava totalmente institucionalizada nas colônias. Mesmo após a abolição oficial da escravidão, em 1865, no entanto, os nativos americanos continuaram a ser escravizados na América do Norte, sob o pretexto de um esforço para "civilizá-los".

A Lei Dawes de 1887 privou os nativos de suas terras tradicionais e forçou cada tribo a comprovar sua condição de indígenas para ser elegível ao retorno. Os povos originários não tinham direito de voto e, após a Lei Dawes, perderam também o direito às terras nas quais tinham vivido por milhares de anos. Além da obrigação de comprovar sua condição de “índios americanos” legítimos, as tribos foram obrigadas a reconhecer a definição europeia de direitos de propriedade, completamente estranha aos seus olhos. Privados de terra, identidade e direitos civis, os nativos que ainda não estavam restritos a reservas trabalhavam, essencialmente, como escravos, recebendo salários baixos ou apenas alojamento e alimentação.

Essa situação continuou até 1900, quando os brancos começaram a reconhecer a injustiça do colonialismo e começaram a criticá-lo. Os autores nativos americanos finalmente receberam a chance de se expressar e deixaram claro que sua cultura era igual em termos de civilização à de qualquer nação europeia. Os nativos americanos só receberam a cidadania dos Estados Unidos em 1924, mas desde então eles têm lutado constantemente para recuperar suas identidades tribais, terras e dignidade como os povos originários da América do Norte. Seus esforços foram desafiados a cada passo do caminho pelo governo dos Estados Unidos, que se promove como um defensor da liberdade, enquanto ainda nega as reivindicações legítimas dos povos indígenas que certa vez escravizou.

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Sobre o Tradutor

Ricardo Albuquerque
Jornalista brasileiro que vive no Rio de Janeiro. Seus principais interesses são a República Romana e os povos da Mesoamérica, entre outros temas.

Sobre o Autor

Joshua J. Mark
Joshua J. Mark é cofundador e diretor de conteúdo da World History Encyclopedia. Anteriormente, foi professor no Marist College (NY), onde lecionou história, filosofia, literatura e redação. Viajou extensivamente e morou na Grécia e na Alemanha.

Cite Este Artigo

Estilo APA

Mark, J. J. (2025, julho 30). A Escravização de Nativos Americanos na América Colonial. (R. Albuquerque, Tradutor). World History Encyclopedia. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1742/a-escravizacao-de-nativos-americanos-na-america-co/

Estilo Chicago

Mark, Joshua J.. "A Escravização de Nativos Americanos na América Colonial." Traduzido por Ricardo Albuquerque. World History Encyclopedia, julho 30, 2025. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1742/a-escravizacao-de-nativos-americanos-na-america-co/.

Estilo MLA

Mark, Joshua J.. "A Escravização de Nativos Americanos na América Colonial." Traduzido por Ricardo Albuquerque. World History Encyclopedia, 30 jul 2025, https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1742/a-escravizacao-de-nativos-americanos-na-america-co/.

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