Uma Breve História do Tabaco nas Américas

Artigo

Joshua J. Mark
por , traduzido por Yan De Oliveira Carvalho
publicado em 10 Fevereiro 2021
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Disponível em outras línguas: Inglês

A história do uso do tabaco nas Américas remonta a mais de 1.000 anos, quando os nativos da região mastigavam ou fumavam as folhas da planta agora conhecida como Nicotiana rustica (principalmente no Norte) e Nicotiana tabacum (principalmente no Sul). Após a colonização europeia, o tabaco se tornaria a colheita mais lucrativa exportada das Américas.

Esta planta cresceu selvagem, mas passou a ser plantada pelos nativos para uso em rituais religiosos e grupos de caça, pois pensava-se que expandia a mente e aumentava as sensações em geral. Depois de 1492, a colonização europeia das Índias Ocidentais e das Américas do Sul e Central mudou o foco do tabaco para o uso recreativo. Em meados do século XV, o tabaco se tornou a exportação mais lucrativa das colônias espanholas e portuguesas das Américas, principalmente Nicotiana tabacum.

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Tobacco Drying
Secagem de tabaco
Ryan (CC BY)

O segredo de sua mistura de Nicotiana tabacum foi guardado de perto pelos espanhóis – era contra a lei compartilhar sementes ou plantas com os não espanhóis - mas viajantes ou comerciantes fariam isso de qualquer maneira. Quando a Inglaterra começou a colonizar a América do Norte no final do século XVI, Sir Walter Raleigh (c. 1552-1618) introduziu a mais antiga e áspera variedade de tabaco – N. rustica – na Grã-Bretanha. A essa altura (c. 1585), o tabaco já havia se tornado uma droga popular e recreativa no país, mas N. rustica era uma droga mais difícil de se fumar que a N. tabacumen espanhola.

A colônia inglesa de Jamestown foi estabelecida em 1607, e um híbrido de várias linhagens de N. tabacum foi trazido e plantado pelo comerciante John Rolfe (1585-1622) em 1610. A colheita de Rolfe não só o tornou rico, mas salvou a Colônia Jamestown da Virgínia e popularizou ainda mais o uso do tabaco na Inglaterra, em toda a Europa e no resto do mundo. As plantações de tabaco se expandiram por toda a Virgínia à medida que Jamestown começou a crescer, tomando mais terras dos nativos americanos da região, e essa prática finalmente resultou nas Guerras de Powhattan (1610-1646), que expulsaram a maioria dos habitantes originais e abriram espaço para plantações ainda maiores.

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A MÃO-DE-OBRA INTENSA NECESSÁRIA PARA AS PLANTAÇÕES DE TABACO LEVOU AO AUMENTO DA IMPORTAÇÃO DE ESCRAVOS AFRICANOS E À ESCRAVIZAÇÃO DE NATIVOS AMERICANOS.

A diminuição da prática da servidão contratada após 1676 e a intensa mão de obra necessária para as lavouras de tabaco levaram ao aumento da importação de escravos africanos e à escravização de nativos americanos. À medida que o tabaco se tornava mais popular e mais negócios comerciais eram estabelecidos para seu cultivo e venda, mais terras e mais escravos eram necessários. O uso original do tabaco pelos nativos foi esquecido, pois a planta se tornou o cultivo comercial mais lucrativo das Américas.

Ele continuou a alimentar a economia colonial, contribuiu para a instabilização que resultou na Guerra de Independência Americana (1775-1783), aumentou as tensões no país antes da Guerra Civil Americana (1861-1865) e foi a causa das Guerras do Tabaco do início do século XX. Na era moderna, o tabaco tem sido reconhecido como a principal causa de mortes evitáveis, mas continua em uso por pessoas em todo o mundo como uma das drogas recreativas mais populares e aceitas.

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Usos dos nativos americanos e a colonização

O tabaco, juntamente com as "três irmãs" (feijão, milho e abóbora), batatas e tomates, estava entre os cultivos mais significativos cultivados pelos nativos antes da colonização europeia das Américas. A planta era considerada sagrada e era frequentemente fumada ou mastigada como um supressor de apetite, um estimulante, para fins medicinais, e para permitir a comunhão com o mundo espiritual. Quando Cristóvão Colombo (1451-1506) chegou a Cuba, os indígenas ofereceram-lhe tabaco como presente. Colombo aproveitou a planta e a exportou para a Espanha, onde encontrou um grande mercado.

Colombo instituiu o sistema feudal da encomienda que oferecia aos nativos proteção contra ele e seus homens, principalmente, em troca de trabalho. O tabaco tornou-se um dos principais cultivos colhidos nas grandes plantações coloniais e, à medida que a demanda pela planta crescia na Europa, os donos de terras espanhóis faziam com que os nativos trabalhassem mais arduamente. O sacerdote espanhol Bartolomé de las Casas (1484-1566), que mais tarde testemunhou o sistema encomienda em primeira mão, observou a brutalidade dos mestres espanhóis em seu Um Breve Relato da Destruição das Índias. Depois de relatar uma série de atrocidades que os indígenas sofreram nas mãos dos espanhóis, ele comenta:

Pela ferocidade de um tirano espanhol (que eu conhecia), mais de duzentos índios se enforcaram por conta própria [em vez de continuar a sofrer em servidão] e uma multidão de pessoas sucubiram por esse tipo de morte. (23)

Os espanhóis haviam refinado a planta original para que se fumasse mais facilmente e tivesse um sabor mais agradável, e isso, é claro, a tornou ainda mais popular no exterior. Em 1561, o diplomata francês Jean Nicot de Villemain (1530-1604), que estava estacionado em Lisboa, Portugal, retornou à França com plantas de tabaco. Ele introduziu o tabaco na corte francesa como um remédio que poderia curar dores de cabeça e acalmar os nervos. O tabaco tornou-se um sucesso instantâneo na corte, depois nos monastérios e, finalmente, entre o povo em geral. Nicot foi recompensado pela coroa francesa e seu nome foi dado ao ingrediente ativo no tabaco, nicotina. O novo mercado na França exigiu maiores esforços na produção nas Américas. À medida que o tabaco se tornava mais lucrativo, mais terras eram tomadas para a produção e mais nativos para o trabalho forçado.

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Jamestown e John Rolfe

Este mesmo padrão se repetiria na América do Norte depois que Jamestown foi estabelecida pelos britânicos em 1607. Entre 1607-1610, Jamestown lutou, perdendo até 80% de sua população e, em 1609, recorreu ao canibalismo apenas para sobreviver. Em 1610, o comerciante John Rolfe chegou junto com Sir Thomas Gates (1585-1622) e Thomas West, Lord De La Warr (1577-1618) e reverteu as fortunas da colônia. De La Warr instituiu uma política de conquista sem compromisso contra a Confederação Powhatan nativa, enquanto Gates reformou os colonos e seu assentamento. Foi Rolfe, no entanto, que salvou a colônia, expandiu-a e forneceu justificativa para tomar mais terras nativas americanas quando as sementes de tabaco com as quais ele havia chegado floresceram e ele se tornou rico com a produção e venda de tabaco da Virgínia.

Adena Pipe
Tubo de Adena
Tim Evanson (CC BY-SA)

O tabaco já havia sido cultivado nas regiões ao redor da Virgínia pela cultura nativa Adena (c. 800 a.C. - 1 d.C.), como evidenciado por artefatos como o cachimbo de Adena e outros, e foi continuado pela tradição Hopewell (c. 100 a.C.-500 d.C.), sucessores da Adena, na atual Virgínia Ocidental, Ohio, Pensilvânia, Kentucky e Indiana. Os Powhatans nativos herdaram o cultivo do tabaco, mas esta era a variedade N. rustica. A mistura de Rolfe era o N. tabacum mais suave, mas sua habilidade com a planta a tornou mais popular do que o tabaco espanhol. O acadêmico Iain Gately comenta:

O experimento de John Rolfe anunciou uma mudança rápida e permanente nas fortunas do empreendimento colonial da Inglaterra. Os ingleses entendiam o valor do tabaco e precisavam de pouca persuasão para financiar seu cultivo. O mercado londrino acolhia de mãos abertas o aumento dos carregamentos de erva da Virgínia. A colheita de tabaco de 1618 foi de 20.000 libras. Quatro anos depois, apesar de um ataque indígena que matou quase um terço dos colonos da Virgínia, o assentamento enviou uma colheita de 60.000 libras. Em 1627, o carregamento totalizou 500.000 libras, e dois anos depois esse volume triplicou. (72)

Embora De La Warr tivesse incentivado uma política de conquista, ela não tinha sido bem-sucedida, e depois que ele voltou para a Inglaterra Rolfe tentou uma abordagem diferente: aliança através do casamento. Em 1614, casou-se com Pocahontas (c. 1596-1617), filha do chefe Powhatan (referido pelos colonos como Chefe Powhatan). Não parece que Rolfe inicialmente tenha pensado em seu casamento como uma estratégia política – o casal estava genuinamente atraído um pelo outro –, mas serviu ao propósito de unir os nativos e os colonos por alguns anos e permitiu uma maior expansão das plantações de tabaco.

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Escravidão e tabaco

Essas fazendas foram trabalhadas por servos contratados – pessoas que, voluntária ou involuntariamente, concordaram em servir a um mestre por sete anos em troca de passagem para o Novo Mundo e uma concessão de terra – mas à medida que as fazendas se expandiram, mais mão-de-obra foi necessária do que esses servos poderiam fornecer. Gately comenta:

Uma solução apareceu para o problema de falta de mão de obra de Jamestown na forma de um navio mercante holandês que ancorou na Baía de Chesapeake em 1619. Os colonos compraram vinte escravos africanos que estavam prontos para trabalhar nos campos de tabaco. Os comerciantes holandeses identificaram um mercado promissor e retornaram nos anos seguintes com mais escravos para vender e a escravidão rapidamente se tornou essencial para a economia da colônia. (73)

Tobacco Field
Campo de Tabaco
Kipp Teague (CC BY-NC-ND)

Esses primeiros escravos parecem ter sido tratados de forma diferente daqueles que foram trazidos para a colônia mais tarde. Estudioso David A. comenta:

Embora seja tentador supor que esses primeiros africanos registrados na América inglesa também foram os primeiros escravos, há evidências que sugerem que não foram. Eles podem, em vez disso, ter tido a posição legal de servos contratados, como muitos dos recém-chegados brancos, elegíveis para a liberdade depois de completar um período de serviço. (197)

Parte das evidências as referências de preço são a presença de negros livres na colônia antes de 1640 que haviam recebido terras exatamente como os servos contratados brancos. O ano de 1640 marca um ponto de virada no tratamento dos servos negros em oposição aos servos brancos no caso do servo negro contratado, John Punch. Punch se opôs ao seu tratamento por seu mestre e deixou seu serviço sem cumprir seu contrato, na companhia de dois outros servos que eram brancos. Quando os três foram capturados, os dois servos brancos tiveram sua servidão estendida por quatro anos, enquanto Punch foi condenado à escravidão para o resto de sua vida. A escravidão foi institucionalizada na Virgínia em 1661 e, embora ainda houvesse negros livres na colônia, a raça agora desempenhava um papel muito maior nos assuntos e políticas da comunidade do que antes.

Expansão e Economia

Em 1661, os Powhatans foram derrotados em três guerras separadas e os colonos descobriram que os nativos americanos não eram os melhores escravos. Essa percepção não fez nada para impedi-los de vender os nativos para os outros, mas os proprietários de terras brancas descobriram que os escravos africanos eram mais fortes e capazes de suportar o trabalho por mais tempo. A colônia se expandiu ainda mais à medida que mais servos contratados concluíram seus contratos e receberam terras, no qual as fazendas no interior começaram a invadir as terras para as quais os Powhatans haviam recuado.

ESCRAVOS QUE TRABALHAVAM EM PLANTAÇÕES DE TABACO LOGO ERAM CONSIDERADOS MAIS VALIOSOS PORQUE O TABACO EXIGIA MAIS HABILIDADE NA COLHEITA.

Em 1676, um dos proprietários do interior, Nathaniel Bacon (1647-1676), montou uma revolta (Rebelião de Bacon) contra o governador William Berkeley (1605-1677), exigindo melhores terras para os agricultores do interior e o massacre ou realocação dos Powhatans ainda na área, que às vezes atacavam essas fazendas. Berkeley recusou as exigências de Bacon, e os insurrecionistas então queimaram Jamestown. A rebelião desmoronou-se quando Bacon morreu de disenteria, mas as autoridades reconheceram o perigo de continuar a conceder concessões de terras a servos contratados que poderiam então usar seus recursos para financiar a revolta e assim terminou aquela política.

A partir daí, o trabalho manual nas plantações seria cuidado pelos africanos comprados como escravos. Os escravos que trabalhavam em plantações de tabaco logo foram considerados mais valiosos do que aqueles que trabalhavam em campos de algodão ou arroz porque o tabaco exigia mais habilidade para a colheita. Novos escravos seriam aprendizes de veteranos mais velhos dos campos para aprender essas habilidades e as famílias de escravos eram frequentemente separadas quando um escravo de tabaco habilidoso era mantido, mas sua família vendida.

Tabaco e a Revolução

À medida que a demanda europeia por tabaco crescia, mais terras eram necessárias para as plantações e, portanto, primeiramente, mais nativos americanos precisavam ser removidos de suas terras tribais e, segundo, mais africanos eram necessários como escravos. As colônias de Maryland e Carolina do Norte se tornaram os dois maiores produtores de tabaco depois da Virgínia, e no início de 1700, todos os três estavam exportando milhares de quilos de tabaco para a Europa todos os anos. A monarquia britânica desencorajou a produção de algodão nas colônias devido à política econômica do mercantilismo (que equilibra as exportações em relação às importações), de modo que o tabaco se tornou a principal cultivo comercial. Embora Jaime I da Inglaterra (r. 1603-1625) se opusesse ao tabaco, ele não podia argumentar com os lucros e se contentou em tributar o tabaco em vez de proibi-lo.

18th-century CE Tobacco Paper
Papel para tabaco do século XVIII d.C.
The Trustees of the British Museum (Copyright)

Os produtores de tabaco carimbaram seu produto com selos para identificá-lo, e certas plantações se tornaram conhecidas por produzir tabaco de melhor qualidade do que outras. As remessas de tabaco chegariam a Londres, onde eram manuseadas por comerciantes, que empurravam uma marca de tabaco por um preço mais alto em relação as outras. Esses comerciantes também baixaram periodicamente os preços do tabaco, enquanto ainda forneciam grandes empréstimos aos plantadores coloniais. Os proprietários das plantações, portanto, encontraram-se na posição de dever uma dívida subtancial no qual eram incapazes de pagar devido à desvalorização dos mercados de Londres.

A essa altura (c. 1750), o tabaco era usado nas colônias como moeda e, portanto, os comerciantes de Londres podiam exigir o pagamento dos empréstimos em tabaco quando os plantadores descobriram que não podiam pagar em dinheiro. Esta situação contribuiu para a indignação que os colonos sentiram sobre as políticas da Inglaterra nas colônias e encorajou a rebelião que se tornaria a Guerra Revolucionária Americana, uma vez que vários dos Pais Fundadores, incluindo Thomas Jefferson e George Washington, eram produtores de tabaco.

Guerras civis e do tabaco

O tabaco continuou a influenciar a economia e as políticas dos Estados Unidos no século XIX. À medida que os estados do norte se tornavam mais industrializados, exigiam menos trabalho escravo, e muitos aboliram a instituição. Os estados do sul, no entanto, continuaram a depender de escravos para o trabalho nos campos de tabaco e algodão. Mercadorias do sul eram frequentemente enviadas para o norte e eram tributadas, mas os estados sentiam que nada de significante vinha do Norte para eles como compensação; desacordos sobre o comércio equitativo e a defesa da escravidão dos estados do sul finalmente levaram ao conflito.

Os estados do sul romperam com a união que havia sido formada após a Revolução, declarando-se uma entidade separada, os Estados Confederados da América. Os estados do norte responderam definindo esta ação como rebelião e assim a Guerra Civil Americana (mais propriamente conhecida como a Guerra entre os Estados) foi iniciada. No momento em que o Sul foi derrotado em 1865, a escravidão havia sido abolida, grandes plantações não podiam mais funcionar como antes, e os ex-escravos agora tinham que receber um salário justo.

Bonsack's Cigarette Rolling Machine
Máquina de enrolar cigarros da Bonsack
James Albert Bonsack (Public Domain)

Os estados do sul foram capazes de contornar o novo modelo instituindo leis sobre a vagabundagem, por meio das quais alguém (quase sempre um homem negro) recém-chegado à cidade, que não podia fornecer um endereço legal era assim preso e condenado a trabalhar em uma plantação local. Os plantadores que receberam esses "trabalhadores" eram capazes de produzir mais tabaco a um custo menor do que outros com fazendas mais modestas que pagavam seus trabalhadores. Os agricultores venderam seu produto para um distribuidor que depois o comercializava para o público, e aqueles com a mão de obra mais barata ficaram ricos o suficiente para também gerenciar a distribuição.

O maior distribuidor no século XIX e início do século XX foi a American Tobacco Company, fundada por James Buchanan Duke (1856-1925), que não tinha nada a ver com produção e tudo com vendas. Ele adquiriu todos os direitos da nova máquina de enrolar cigarros em 1881, que era capaz de produzir 400 cigarros por minuto. Tendo baixado seus custos, ele cortou seus preços, forçando os concorrentes a sair do negócio, que depois vendiam suas empresas para ele, permitindo que Duke construisse um monopólio no mercado. Ele então ofereceu uma compensação mais baixa aos agricultores por suas plantações, o que eventualmente resultou nas Guerras do Tabaco (mais conhecidas como Guerras do Tabaco de Black Patch) de 1904-1909 na região de Black Patch, Tennessee, uma coleção de condados assim chamados pela fumaça escura que era produzida no processo de cura do tabaco.

As guerras foram uma série de conflitos entre fornecedores e distribuidores de tabaco e uma coalizão de agricultores que se autodenominava a Aliança Protetora do Plantador, que queimavam depósitos, fazendas e armazéns e periodicamente enforcava caseiros que trabalhavam em fazendas que forneciam a Duke. As guerras terminaram quando os líderes foram presos em 1908-1909 e a American Tobacco Company foi desmantelada pelo governo federal em 1911.

Conclusão

Os cigarros tinham sido vinculados como associados à classe baixa e pobres, enquanto o cachimbo ou charuto era o método preferido para fumar tabaco pelo cidadão afluente. A produção e o marketing em massa, no entanto, mudaram isso, e pela Primeira Guerra Mundial (1914-1918) os cigarros foram incluídos nas rações militares e associados ao patriotismo. O consumo de tabaco, nessa altura, tinha-se tornado uma prática comum em todo o mundo, embora alguns países tivessem tentado proibi-lo, chegando mesmo a executar comerciantes e usuários de tabaco.

Nos dias atuais, os esforços de grupos como a American Cancer Society provaram ser um pouco mais eficazes e são requisitados avisos de saúde ou com imagens de pulmões doentes em produtos de tabaco. As empresas de tabaco também não podem mais anunciar na televisão ou em revistas, e os profissionais de saúde enfatizam continuamente o tabagismo como causa do câncer de pulmão. Mesmo assim, as pessoas em todo o mundo continuam a usar tabaco, apesar de décadas de advertências sobre seus perigos.

Reconhecendo a popularidade da planta, alguns grupos nativos americanos estão agora tentando uma abordagem diferente para conter o tabagismo: reviver a natureza sagrada do tabaco. Os envolvidos nesses esforços afirmam que viram uma redução no número de fumantes em sua comunidade que passaram a reconhecer o tabaco em sua forma sagrada, cuidadosamente cultivado da terra até o produto final, como era há mais de 400 anos, e assim agora o tratam, e a si mesmos, com maior respeito.

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Sobre o tradutor

Yan De Oliveira Carvalho
Yan de Oliveira Carvalho nasceu na cidade do Rio de Janeiro, Brasil. Ele possui um Bacharel em Administração de Empresas pela Universidade Estadual da Pensilvânia. Ele atualmente mora no Rio de Janeiro e trabalha como tradutor Profissional de Inglês, Espanhol e Francês para o Português.

Sobre o autor

Joshua J. Mark
Escritor freelancer e ex-professor de Filosofia no Marist College, em Nova York. Joshua J. Mark viveu na Grécia, na Alemanha, e viajou pelo Egito. Lecionou História, Redação, Literatura e Filosofia em várias universidades.

Citar este trabalho

Estilo APA

Mark, J. J. (2021, Fevereiro 10). Uma Breve História do Tabaco nas Américas [A Brief History of Tobacco in the Americas]. (Y. D. O. Carvalho, Tradutora). World History Encyclopedia. Recuperado de https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1677/uma-breve-historia-do-tabaco-nas-americas/

Estilo Chicago

Mark, Joshua J.. "Uma Breve História do Tabaco nas Américas." Traduzido por Yan De Oliveira Carvalho. World History Encyclopedia. Última modificação Fevereiro 10, 2021. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1677/uma-breve-historia-do-tabaco-nas-americas/.

Estilo MLA

Mark, Joshua J.. "Uma Breve História do Tabaco nas Américas." Traduzido por Yan De Oliveira Carvalho. World History Encyclopedia. World History Encyclopedia, 10 Fev 2021. Web. 09 Dez 2022.