Penhascos, Cavernas, Igrejas: Um Fim de Semana em Doolin, Irlanda

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Joshua J. Mark
por , traduzido por Filipa Oliveira
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O Condado de Clare, na Irlanda, é mais conhecido pelos Penhascos de Moher, pelo antigo dólmen de Poulnabrone e pela sua rica herança musical, mas oferece muitos outros locais fascinantes e, o mais importante, a hospitalidade e o calor das gentes nas aldeias. Eu e a minha mulher, Betsy viajámos pelo país num mês de janeiro, desde Shannon seguindo via noroeste até chegar a Dublin, vendo muitos locais memoráveis e tendo o prazer de conhecer muitas pessoas calorosas e acolhedoras. No entanto, quando me lembro da viagem, as memórias que perduram por mais tempo são as da adorável aldeia de Doolin, onde passámos o nosso primeiro fim de semana.

The Cliffs of Moher, County Clare, Ireland
s Penhascos de Moher, Condado de Clare, Irlanda Betsy Mark (CC BY-NC-SA)

Ennis

Aterragem no aeroporto de Shannon na escuridão da madrugada e recolha do carro de aluguer rumo à cidade medieval de Ennis. A chuva caía fininha, e as ruas e os passeios da cidade cintilavam na penumbra difusa dos candeeiros. Serpentear a cidade silenciosa na escuridão pré-amanhecer, atravessar uma ponte de pedra sobre o rio Fergus e estacionar perto do convento franciscano. Este belo edifício data de 1250 e foi encerrado, juntamente com todas as outras instituições católicas, sob o reinado de Henrique VIII (reinou 1509-1547) durante a Reforma Protestante em Inglaterra.

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Passeio pelas ruas na penumbra da manhã até à abertura das lojas e descoberta de um café acolhedor para tomar o pequeno-almoço. Ennis é uma vila encantadora e transmitia uma sensação de frescura e limpeza à luz da manhã, com pontes de pedra a arquear sobre o rio de caudal veloz. Ambos teriam gostado de passar mais tempo no local, mas a viagem tinha de prosseguir, pelo que partiram em direção a Doolin e à primeira paragem planeada nos Penhascos de Moher.

The Cliffs of Moher, Ireland
s Penhascos de Moher, Irlanda Betsy Mark (CC BY-NC-SA)

A subida pelas colinas de Doolin em direção ao mar é uma aventura por si só. As estradas são os típicos caminhos rurais irlandeses onde se tem a certeza de que dois carros não conseguem de todo passar um pelo outro sem colidir. Há ruínas de antigas casas de pedra e igrejas salpicadas entre as novas habitações de betão, ou isoladas no topo de colinas verdes e pastagens baixas.

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Os Penhascos de Moher

Ao chegar aos penhascos, é necessário pagar o estacionamento e a entrada — 6 euros por pessoa, em dinheiro (não são aceites cartões de crédito). O vento uivava pelo parque de estacionamento quando saímos do carro, e avançámos com dificuldade contra ele em direção ao centro de visitantes.

Os Penhascos de Moher são justamente famosos, erguendo-se a 214 metros (702 pés) do mar, que bate contra a base e lança vapores de água para o ar.

Lá dentro estava agradavelmente quente, ao abrigo do vento. Há um pequeno curtametragem sobre a história dos penhascos e exposições, instalações sanitárias, um café e lojas de recordações. Estávamos ansiosos por ir ver os penhascos, mas o vento estava tão frio e violento, vindo do mar a 80 quilómetros (50 milhas) por hora, que precisámos de algum tempo para nos aquecermos, pelo que vimos o filme e explorámos as exposições. Ao sairmos pelas portas em direção aos penhascos, o pessoal de segurança alertou-nos para não nos aventurarmos demasiado perto da Orla; havia um risco muito real de sermos literalmente levados pelo vento.

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Os Penhascos de Moher são justamente famosos, erguendo-se a 214 metros (702 pés) do mar, que bate contra a base e lança o spray no ar. Avançámos contra o vento pelas amplas escadas de pedra em direção à Torre de O'Brien, no topo. O Atlântico Norte estendia-se em ondas encrespadas de cristas brancas lá bem em baixo e, ao longo de toda a costa, observámos-as a rebentar estrondosamente contra as rochas. As aves marinhas levantavam voo em grandes bandos circulares e o dia estava tão frio que a água congelava em pequenos cristais brilhantes no ar, dispersando-se depois como gelo pelo caminho e pelas escadas.

A palavra "excitante" nem sequer se aproxima de descrever a experiência dos Penhascos de Moher em janeiro. Em pé, com a Betsy, no topo das escadas, com a maresia do vento a açoitar-nos e a olhar para baixo para as ondas encrespadas, senti-me como se estivesse noutro mundo, um mundo grandemente elevado, onde cada sensação parecia mais aguçada, a luz mais brilhante e cada som mais ressonante.

Visitor to Cliffs of Moher, Ireland
Visitante nos Penhascos de Moher, Irlanda Joshua J. Mark (CC BY-NC-SA)

O ponto mais baixo dos penhascos é Hag's Head (Cabeça da Bruxa), a 120 metros (390 pés) de altitude, onde em tempos se erguia um antigo forte do século XVIII que deu o nome aos penhascos. O forte de Moher foi destruído em 1808 para obtenção de material de construção, mas, por essa altura, o nome já se tinha fixado aos penhascos. Estávamos no ponto mais alto, perto da Torre de O'Brien (construída em 1835), e parecia que se estava no próprio topo do mundo. No entanto, essa sensação tornou-se cada vez mais perilosa devido aos ventos, pelo que descemos e caminhámos em direção a Hag's Head. O vento não era menos forte na cota mais baixa, mas quase que nem nos importávamos devido à magnífica vista sobre o mar e à Torre de O'Brien, sobranceira ao penhasco distante de onde acabáramos de vir.

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O Cais de Doolin

Finalmente, despedimo-nos dos penhascos e prosseguimos de carro pela paisagem rural, parando na vila oitocentista de Lisdoonvarna, onde andámos pelas ruas e entrámos em algumas lojas. A povoação deve o seu nome a uma palavra celta que significa "forte da colina das fadas", e a escolha é bem acertada, pois o sítio inteiro ressoa com uma qualidade à lá Brigadoon, como se pudesse desaparecer a qualquer segundo para o reino das fadas.

De Lisdoonvarna, seguimos para Doolin, onde passaríamos o fim de semana, passando pelo impressionante Castelo de Doonagore, do século XIV, situado no alto de uma colina com vista para o mar. Atualmente, trata-se de uma casa de férias privada, encerrada ao público, mas que vale bem a pena parar para admirar a partir da estrada.

Doolin Pier, County Clare, Ireland
Cais de Doolin, Condado de Clare, Irlanda Betsy Mark (CC BY-NC-SA)

Descemos as colinas e as ruas estreitas da vila até ao Cais de Doolin, onde ficamos cara a cara com o mar, mesmo aos nossos pés. As ondas rebentavam em enormes vapores de água branca contra as rochas da costa, enquanto os ventos tentavam inclinar-nos para trás.

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Na época balnear, disseram-me mais tarde, este é um local popular para a prática de surf, e consegui perceber facilmente porquê, dado que as ondas são enormes. Lá ao longe, nas águas encrespadas, podíamos ver a mais pequena das Ilhas Aran a parecer flutuar no mar. A partir deste ponto no cais, ou muito perto dele, o escritor irlandês John Millington Synge ter-se-á embarcado para a sua estadia nas Aran, onde produziu a sua "primeira obra séria", como ele lhe chamava, The Aran Islands, publicada em 1907. As Ilhas Aran é a minha obra favorita de Synge, e era um pensamento grandioso considerar que estava a caminhar por onde ele andara, a ver as paisagens que ele próprio poderá ter visto, mas logo o vento soprou ainda com mais força e a maresia começou literalmente a congelar nos nossos casacos, pelo que nos refugiámos no carro.

A Igreja de Killilagh e a Vila de Doolin

Fizemos o caminho de regresso através da vila em direção ao Churchfield Bed & Breakfast. Doolin é uma vila fascinante dividida em quatro secções distintas: o porto (perto de onde estávamos no cais); a Rua Fisher (Fisher Street, onde se encontram a maioria das lojas e pubs); Fitz's Cross (outro distrito comercial); e Roadford, a zona mais rural da vila onde iríamos ficar alojados.

O Churchfield B&B situava-se num caminho estreito junto a uma ponte de pedra sobre uma parte do rio Ailee, que corre desde a rochosa região de Burren, acima da vila, até ao mar. Do outro lado do edifício, bem longe em direção ao horizonte, as ruínas de um edifício de pedra, a igreja de Killilagh, erguiam-se a partir de um campo — daí o nome.

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Killilagh Church, Doolin, Ireland
Igreja de Killilagh, Doolin, Irlanda Betsy Mark (CC BY-NC-SA)

O o que mais gostei da nossa estadia em Doolin foi o tempo passado com as pessoas nos pubs, nas lojas e no Churchfield B&B, a descansar depois de um dia de passeios e a conversar sobre a vida. Gostei especialmente de ouvir a história da vila contada por Tony McGann numa mesa do seu pub, sentados junto à lareira, com um grupo de músicos a tocar num canto, e das histórias sobre a vida no Burren contadas pela nossa anfitriã, Maeve Fitzgerald, enquanto estávamos sentados no calor aconchegante da sua sala de jantar.

Se tivesse de escolher uma imagem que simbolizasse Doolin para mim, contudo, não seria uma cena à lareira; seriam as ruínas da Igreja de Killilagh no campo distante, porque esta continua a ser uma parte vital da história do povo. Era referida simplesmente como "a velha igreja" para a distinguir da nova, não como "antiga" nem como "ruína", mas simplesmente como sendo mais velha do que a igreja atual frequentada pelas pessoas — apesar de ter sido construída em 1470 e incendiada por Cromwell em 1645. As pessoas ainda visitam a Igreja de Killilagh para depor flores nas campas aí existentes, e as campas antigas e novas encontram-se lado a lado dentro e ao redor do grandioso e antigo edifício de pedra. A igreja em ruínas parecia-me um símbolo da terra e do seu povo: firme, resistente e bela, independentemente dos desafios e dos problemas dos anos.

A Companhia e a Conversa

Havia dois excelentes pubs perto de nós, mas preferíamos o McGann's e lá tomámos um excelente jantar composto por um guisado irlandês quente em tigelas grandes, servido com puré de batata e pão acabado de cozer. Uns quantos imperiais de Harp junto à lareira e as belas melodias da pequena banda num canto, a conversar com Tony McGann, completaram a noite, e caminhámos de volta para o Churchfield num estado de torpor de cansaço satisfeito.

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The Burren, County Clare, Ireland
O Burren, Condado de Clare, Irlanda Betsy Mark (CC BY-NC-SA)

Após as nossas aventuras, eu estava preparado para dormir profundamente, mas os ventos de Doolin tinham outros planos. Compreendi perfeitamente naquela noite como os irlandeses desenvolveram o conceito da Banshee uitante. Os ventos uivavam e pareciam agarrar com dedos invisíveis a parte inferior das saliências do telhado e puxar. Cada centímetro do edifício parecia gemer e preparar-se contra as rajadas.

De manhã, durante um excelente pequeno-almoço irlandês, a Maeve comentou sobre os ventos nocturnos, o que a levou depois a contar a história da vila e dos primeiros colonos que construíram em pedra — cujos edifícios ainda se mantêm de pé num campo logo ali ao virar da estrada. A vila ficou despovoada em meados do século XIX, durante a época da famosa fome da batata, que a Maeve, tal como o Tony na noite anterior, caracterizou mais como um genocídio perpetrado pelos proprietários ricos contra os agricultores rendeiros pobres.

O Burren e o Dólmen de Poulnabrone

Depois do pequeno-almoço, enquanto a Betsy se preparava para a viagem do nosso dia, caminhei pela estrada até à velha vila; estruturas de pedra silenciosas que se mantêm desocupadas no vale de um campo, sob a sombra de uma montanha. Normalmente, teria achado triste o facto de toda esta gente ter partido e as suas casas estarem abandonadas e em ruínas, mas as histórias que tinha ouvido faziam com que a vila silenciosa parecesse tão viva, por continuar a fazer parte da memória comunitária.

Regressei ao Churchfield e fomos explorar o Burren. O Burren é aquilo a que se chama uma paisagem cársica, composta por dolomite, gesso e rocha calcária, mas nenhuma definição técnica lhe faz justiça. Caminhar no Burren na primavera deve parecer um passeio pelo Jardim do Éden, segundo as descrições que ouvi à Maeve, mas, no inverno, parecia-nos igualmente magnífico.

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Poulnabrone Dolmen and the Karst Landscape of the Burren, Ireland
Dólmen de Poulnabrone e a Paisagem Cársica do Burren, Irlanda Betsy Mark (CC BY-NC-SA)

Parámos no Castelo de Leamaneh, do século XVII, lar da infame Mary Rua ("Maria Ruiva"), que figura em várias lendas e canções irlandesas. Mary teve mais de 25 maridos, todos eles falecidos em circunstâncias misteriosas. Conhecida pela sua cabeleira ruiva garrida e por fazer exatamente o que lhe apazia, Mary era considerada um escândalo ambulante pelos seus vizinhos, que acabaram por a selar viva dentro de um tronco oco, acreditando que era uma bruxa. Diz-se que o seu fantasma ainda hoje assombra o Castelo de Leamaneh. O local não está aberto ao público e situa-se em terras privadas, mas ainda é possível obter uma boa vista do mesmo, bem de perto, a partir da estrada.

O Poulnabrone é o mais conhecido e fotografado dos quase 200 dólmens da Irlanda.

De Leamaneh serpenteámos pelas estradas estreitas do Burren, com os sinais de civilização a tornarem-se cada vez menos frequentes; as casas de pedra abandonadas e as torres distantes além dos campos verdes davam progressivamente lugar à paisagem cársica. Os caminhos de gado estreitos em que circulávamos transformaram-se numa estrada principal e encontrámos o objetivo da nossa viagem do dia: o dólmen neolítico de Poulnabrone.

Datado de cerca de 4200 a.C., o Poulnabrone ergue-se a 1,8 metros de altura e 3,6 metros (12 pés) de comprimento num campo rodeado pelas formações de rocha cársica que compõem o Burren. Um "dólmen" é um túmulo megalítico de câmara única, definido por uma laje de cobertura apoiada sobre dois ortóstatos (pedras verticais). O Poulnabrone é o mais conhecido e o mais fotografado dos quase 200 dólmens da Irlanda. Eu tinha ouvido dizer que, na época balnear, o local é regularmente frequentado por multidões, mas uma das grandes vantagens de visitar a Irlanda em janeiro é ter esses lugares inteiramente para nós, e passámos bastante tempo a caminhar calmamente ao redor do monumento.

Poulnabrone
Poulnabrone Joshua J. Mark (CC BY-NC-SA)

Seguimos para as Cavernas de Ailwee, que estão associadas à exposição de aves de rapina (Birds of Prey). Custa 36,00 euros visitar as aves e a caverna, e começámos pelas aves. São criaturas notáveis e os seus tratadores possuem vastíssimos conhecimentos. Se és um entusiasta de aves, esta é a experiência ideal para ti.

Os tratadores trouxeram um falcão e um açor para a demonstração e convidaram a Betsy a lançá-los a partir do seu braço. Havia também uma águia-marinha-gigante e outras aves que normalmente nunca se veriam. Após a demonstração, subimos por um caminho em direção às cavernas através do bosque, passando periodicamente por fascinantes peças de arte celta em madeira e por um pequeno santuário. Almoçámos uma sopa de legumes quente com pão integral e, em seguida, fizemos a visita guiada às cavernas.

Estas cavernas são as formações mais antigas do Condado de Clare, com formações de calcite que remontam a 350.000 anos. A visita à caverna começou com uma subida enquanto o guia contava a história da gruta e apontava vários pontos de interesse, mas depois começámos a descer para as entranhas da terra. A determinada altura, o guia apagou todas as luzes e ficámos na mais completa escuridão. Não conseguia ver nada e não havia qualquer som, exceto o de um ténue fio de água a correr. Noutro ponto havia uma cascata, iluminada por uma luz azul-clara, acentuada pela escuridão circundante. O sítio parecia imemorial. Descemos cada vez mais por rampas de madeira ou planos inclinados de betão ou pedra, e parecia que cada passo nos conduzia mais e mais para trás no tempo.

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Celtic Art in Woods by Ailwee Caves, County Clare, Ireland
Arte Celta nas Matas Junto às Cavernas de Ailwee, Condado de Clare, Irlanda Betsy Mark (CC BY-NC-SA)

Conclusão

Ao deixar as Cavernas de Ailwee, parámos no Forte de Pedra de Caherconnel, do século X — um local fascinante conhecido pela metalurgia primitiva — e seguimos depois para a vila de Ballyvaughan, onde estacionámos junto ao cais e saímos para observar o mar a bater na costa. Ballyvaughan foi habitada pela primeira vez no período medieval, mas a vila atual desenvolveu-se no século XIX principalmente como porto de pesca. Tal como Lisdoonvarna, Ballyvaughan tem uma qualidade etérea e, como disse um dos locais, "é conhecido por ser favorecido pelo povo pequenino" devido à sua beleza natural.

O dia encaminhava-se para o fim da tarde e regressámos a Doolin. Eu queria ter mostrado à Betsy a velha aldeia abandonada, mas estava a ficar demasiado tarde, pelo que adiámos essa visita para o dia seguinte, antes da partida. Em vez disso, encontrámos outra estrada secundária perto do nosso B&B que conduzia em direção à Igreja de Killilagh.

Village of Doolin, Ireland, as seen from the Killilagh Church Ruins
Aldeia de Doolin, Irlanda, Vista a Partir das Ruínas da Igreja de Killilagh Betsy Mark (CC BY-NC-SA)

Visitámos a igreja e o cemitério circundante ao cair da tarde, com o vento do mar a açoitar-nos e os Penhascos de Moher ao fundo; as histórias que tinha ouvido nos dias em que ficámos em Doolin tornaram-se mais vivas e as imagens mais nítidas. Conseguia sentir o passado e a presença das pessoas que tinham vindo construir esta igreja e a sua aldeia de pedra e que depois desapareceram, mas que continuavam a viver através das histórias daqueles que as recordavam e homenageavam.

O nosso tempo em Doolin estabeleceu o padrão que iríamos experienciar em todas as nossas viagens pela Irlanda, de pessoas fascinantes, paisagens deslumbrantes e histórias que fundem o passado e o presente num só. Os acontecimentos de ontem nunca são esquecidos na Irlanda — por muito antigo que esse ontem tenha sido —, pois continuam a viver nas memórias, nas canções e nas histórias das pessoas, que estão sempre mais do que dispostas a partilhá-las com novos amigos.

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Mark, J. J. (2026, agosto 03). Penhascos, Cavernas, Igrejas: Um Fim de Semana em Doolin, Irlanda. (F. Oliveira, Tradutor). World History Encyclopedia. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1501/penhascos-cavernas-igrejas-um-fim-de-semana-em-doo/

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Mark, Joshua J.. "Penhascos, Cavernas, Igrejas: Um Fim de Semana em Doolin, Irlanda." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, agosto 03, 2026. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1501/penhascos-cavernas-igrejas-um-fim-de-semana-em-doo/.

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Mark, Joshua J.. "Penhascos, Cavernas, Igrejas: Um Fim de Semana em Doolin, Irlanda." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, 03 ago 2026, https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1501/penhascos-cavernas-igrejas-um-fim-de-semana-em-doo/.

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