O Oxo é um rio, hoje chamado Amudária na sua parte ocidental e Vakhsh nas suas partes orientais, que corre ao longo de 2400 km através dos atuais Tajiquistão, Afeganistão, Turquemenistão e Usbequistão até ao Mar de Aral. Na Antiguidade, atravessava as regiões de Fergana, Báctria, Oxeiana, Sogdiana e Quiva.
O Oxo e o Jaxartes são chamados rios gémeos devido ao seu destino comum, trajetórias quase semelhantes e por serem ambos rios ingratos, irrigando naturalmente apenas muito poucas das áreas que atravessam. No entanto, tal como o Jaxartes, o Oxo permitiu sistemas de irrigação em grande escala, o que foi a razão principal da rica história desta zona.
O Oxo foi o núcleo das sucessivas civilizações e reinos bactrianos. O rio era a linha de fronteira entre a satrapia persa da Sogdiana, a norte, e a Báctria, a sul, ao passo que a parte ocidental pertencia a nómadas. Várias cidades foram aqui fundadas, maioritariamente conhecidas pelos seus nomes gregos, como Alexandreia Oxeiana (a atual Termez).
Alexandre, o Grande, cruzou o rio três vezes entre 329 e 327 a.C. Mais tarde, a parte oriental do Oxo foi o núcleo do Reino Greco-Bactriano, enquanto a parte ocidental, especialmente o Oásis de Quiva, era a terra dos Parni, que mais tarde se tornariam os Partos ao invadirem o Império Selêucida.

