Lebensraum (Espaço Vital)

O Ideal Nazi do Espaço Vital no Leste

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Wheat Fields, Ukraine (by Raimond Spekking, CC BY-SA)
Campos de Trigo, Ucrânia Raimond Spekking (CC BY-SA)

Lebensraum (espaço vital) é um conceito geopolítico que foi adotado por Adolf Hitler (1889-1945), o líder da Alemanha Nazi, para justificar a dominação militar da Europa Central e de Leste e, posteriormente, da URSS. Hitler prometeu que o Lebensraum a leste ganharia um vasto novo espaço e recursos, garantindo assim a prosperidade económica e a autonomia para os povos germânicos.

Para além das considerações económicas, a teoria racial nazi foi utilizada para justificar conquistas externas, uma vez que a concretização do Lebensraum traria também a destruição dos principais inimigos dos nazis: comunistas, judeus e eslavos, todos eles considerados política ou racialmente inferiores aos nazis e ao povo germânico.

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O Apelo Popular de Hitler

Adolf Hitler conquistou popularidade junto do eleitorado alemão no início da década de 1930 ao fazer promessas populares. Hitler afirmou que iria reverter os termos severos do acordo após a Primeira Guerra Mundial (1914-18), que estavam consubstanciados no Tratado de Versalhes. Desde então, a Alemanha tinha sofrido problemas económicos, especialmente após a Grande Depressão de 1929 em diante. O comércio mundial colapsou e os preços caíram, afetando gravemente os trabalhadores de todos os tipos, à medida que os seus salários eram cortados. Cerca de um terço dos trabalhadores alemães perdeu o emprego. O desemprego em 1928 era de 1,4 milhões; em 1932, era de 6 milhões. O crime disparou, particularmente a delinquência juvenil. Os governos da República de Weimar pareciam incapazes de resolver qualquer um destes problemas, mas Hitler prometeu soluções.

Hitler prometeu ao povo pão e trabalho. Planeava rearmar massivamente a Alemanha, restaurar o orgulho nacional e criar postos de trabalho. Prometeu aos líderes empresariais contratos estatais lucrativos, tais como o fabrico de armamento. Esta ideia era também popular entre o Exército Alemão, que tinha sido severamente limitado em tamanho pelo Tratado de Versalhes.

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Assim que Hitler tivesse destruído a URSS, pretendia repovoar o território com povos germânicos.

Hitler falava na criação de uma Volksgemeinschaft, ou comunidade popular tradicional, uma sociedade autossuficiente e sem distinções de classe. Esta comunidade seria desenvolvida não apenas na Alemanha, mas também nas novas terras conquistadas, onde novos recursos naturais garantiriam a prosperidade de todos. Hitler vendia o sonho de uma "Grande Alemanha" e, na Alemanha do pós-guerra, quando os tempos eram difíceis, a ideia de novas terras e novos recursos para impulsionar a economia apelava a muitos eleitores e a muitos proprietários de grandes empresas.

A Europa nas Vésperas da Segunda Guerra Mundial 1939
A Europa nas Vésperas da Segunda Guerra Mundial, 1939 Simeon Netchev (CC BY-NC-ND)

A Teoria do Lebensraum

O Programa do Partido Nazi de 1920 incluía, no seu terceiro ponto (de um total de 25), a exigência de novas terras "para o sustento do nosso povo e para o povoamento do nosso excedente populacional" (McDonough, pág. 111). Hitler escreveu com mais detalhe sobre as suas ambições de um império no seu livro de 1925, Mein Kampf (A Minha Luta -1.ª Ed.ª portuguesa de 1934/Minha Luta - 1.ª Ed.ª no Brasil de 1934), onde descreveu a necessidade de um novo espaço vital para o povo germânico — um lugar onde pudessem expandir-se e viver abastadamente da terra.

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…quando falamos hoje de novo território na Europa, devemos pensar principalmente na Rússia e nos seus Estados fronteiriços. O próprio destino parece querer indicar-nos o caminho aqui… Este império colossal no Leste está maduro para a dissolução, e o fim do domínio judaico na Rússia será também o fim da Rússia como Estado.

(Citado em Shirer, pág. 796)

Rudolf Hess (1894-1987), o vice-líder do Partido Nazi, é por vezes creditado pela revisão do texto de Mein Kampf e por ter acrescentado a ideia de Lebensraum à visão de Hitler de um Terceiro Reich todo-poderoso. O Lebensraum, contudo, não era um conceito novo. O termo foi cunhado pela primeira vez pelo geógrafo Friedrich Ratzel (1844-1904) no século XIX. Nos anos que antecederam a Primeira Guerra Mundial, o conceito começou a ser utilizado numa relação mais estreita com a expansão territorial, tornando-se popular entre pensadores nacionalistas conservadores e partidos políticos na Alemanha. O geopolítico alemão Karl Haushofer (1869-1946) foi um defensor do Lebensraum na Europa Central e de Leste. Hitler, então, como em tantos outros casos, baseou-se em tradições germânicas para aumentar a sua popularidade. Depois de Mein Kampf, a ideia de Lebensraum foi repetida no segundo livro de Hitler, escrito em 1928 mas nunca publicado. A ideia foi novamente promovida em 1930, desta vez por Alfred Rosenberg (1893-1946), o teórico racial nazi, na sua obra principal, O Mito do Século XX (Der Mythus des Zwanzigsten Jahrhunderts). Hitler continuava a falar sobre o conceito em reuniões como a registada pelo Memorando Hossbach de 1934, quando revelou pela primeira vez os seus objetivos de política externa aos seus principais comandantes militares. Em suma, através de comícios nazis, livros, panfletos e discursos, o Lebensraum ter-se-ia tornado um termo familiar para uma grande parte dos alemães no final da década de 1930.

Hitler, Nuremberg Rally
Hitler, Comício de Nuremberg Bundesarchiv, Bild 183-2006-0329-502 (CC BY-SA)

Para Hitler, o Lebensraum era uma necessidade, dada a elevada densidade populacional da Alemanha. O Estado tinha uma população de cerca de 70 milhões em 1939, o que levou Hitler a afirmar que esse valor excedia em 20 milhões o ideal para o espaço disponível. Hitler procurava uma redistribuição das terras a leste e justificava-a em termos tão simples como "a força faz o direito" e a superioridade racial sobre os outros (cf. infra). Justificações adicionais incluíam a sua ideia de que a URSS possuía muito mais terra do que a necessária. Em Mein Kampf, Hitler escreveu: "Não pode ser o plano de Deus dar a um povo cinquenta vezes mais terra do que a outro" (Range, pág .91). Além disso, considerava as fronteiras atuais inteiramente flexíveis, como expressou num discurso em Kiel: "A terra tem estado num estado constante de redistribuição durante milénios. Seria insano sugerir que este jogo acabou subitamente – e que o estado atual de distribuição está fixado para sempre" (Idem, pág. 182).

Os recursos necessários para a guerra e o desejo de guerra para obter recursos tornaram-se objetivos inseparáveis.

Embora o Mein Kampf seja claro quanto às ambições de Hitler de domínio mundial, alguns historiadores sugerem, todavia, que o líder nazi, na realidade, limitou-se a saltar de uma crise internacional para outra ao longo da década de 1930, aproveitando-se em cada ocasião das fraquezas dos líderes de outros Estados. O historiador A. J. P. Taylor observa também que o Lebensraum "não empurrou a Alemanha para a guerra. Pelo contrário, a guerra, ou uma política belicista, produziu a exigência de Lebensraum" (pág. 140). Por outras palavras, os recursos necessários para a guerra e o desejo de guerra para obter recursos tornaram-se objetivos inseparáveis.

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Embora Hitler pudesse ter um plano para o Lebensraum que remontava à década de 1920, este era, certamente, um plano vago, mesmo quando a Segunda Guerra Mundial começou em 1939. Tal como acontecia com tantos aspetos da política externa de Hitler, ele apaixonava-se frequentemente por uma ideia, mas deixava os detalhes para os seus subordinados ou para um dia em que pudesse dedicar-lhe mais atenção — neste caso, quando a guerra estivesse ganha. Como Taylor observa:

Não houve um estudo dos recursos nos territórios que deveriam ser conquistados… não houve recrutamento de pessoal para levar a cabo estes "planos", nenhum levantamento dos alemães que poderiam ser deslocados, e muito menos qualquer recrutamento.

(pág. 24)

German Panzers, Western Front
Panzers Alemães, Frente Ocidental Bundesarchiv, Bild 101I-382-0248-33A / Böcker (CC BY-SA)

Que Recursos Pretendia Hitler?

O rearmamento da Alemanha tinha exigido importações massivas de matérias-primas e estas não poderiam continuar a ser compradas por muito mais tempo, uma vez que a balança de pagamentos da Alemanha entrou em desequilíbrio a partir de 1939. A ocupação de territórios onde estes recursos podiam ser encontrados parecia uma solução simples para o problema. Hitler lembrou aos seus camaradas nazis mais próximos que, em relação ao território recém-conquistado, a tarefa era: "Primeiro, dominá-lo; Segundo, administrá-lo; Terceiro, explorá-lo" (Shirer, pág. 941).

A motivação de Hitler para a expansão alemã partia de uma longa "lista de compras" de recursos naturais e indústrias valiosas que pretendia explorar. Havia a indústria pesada da Checoslováquia, muito útil para o fabrico de armas, aviões e tanques. Havia os campos petrolíferos de Ploiești na Roménia, necessários para a máquina de guerra nazi. Mais longe, havia os campos petrolíferos do Cáucaso. Havia o petróleo, o trigo, as refinarias de petróleo e as centrais hidroelétricas da Ucrânia. A Rússia possuía minas valiosas, tais como as que produziam níquel e outros metais necessários para armamento. Com estes recursos, o Terceiro Reich de Hitler duraria mil anos, prometeu ele.

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Lebensraum e a Teoria Racial Nazi

As ideias de Hitler sobre a raça e as relações internacionais estavam estreitamente ligadas à do Lebensraum, justificando de várias formas todo o empreendimento da conquista externa. No que dizia respeito a Hitler, as terras e recursos estrangeiros pertenciam a qualquer um que fosse suficientemente poderoso para os tomar. Em Mein Kampf, observou que "o direito reside apenas na força" (McDonough, pág. 83). Além disso, as pessoas que viviam nas terras que Hitler pretendia eram consideradas racialmente inferiores. Esta ideia dupla era expressa no slogan nazi "Sangue e Solo" (Blut und Boden).

Arrested Jews, Baden-Baden
Judeus presos, Baden-Baden Bundesarchiv, Bild 183-86686-0008 (CC BY-SA)

Hitler e os nazis tinham identificado, desde cedo, certos grupos não só como inimigos do nazismo, mas também como inimigos do povo alemão no seu todo e do Estado alemão. Os judeus e os comunistas foram identificados por Hitler como sendo essencialmente o mesmo; ambos pretendiam destruir a Alemanha. Moscovo, por exemplo, foi descrita por Hitler como sendo a capital da "conspiração mundial judaico-bolchevique" contra a Alemanha (Rees, pág. 14). Num outro exemplo, no comício de Nuremberga de 1937, Hitler apelidou os líderes da URSS de "uma guilda internacional de criminosos judaico-bolcheviques incivilizados" (Idem, 15), que trabalhava incansavelmente para minar não só a prosperidade económica da Alemanha, mas também a boa moral do seu povo. Em suma, para Hitler, atacar os vizinhos da Alemanha era visto como uma forma de a proteger.

Hitler pretendia destruir o comunismo e, por isso, via a campanha militar contra a URSS como nada menos que uma cruzada. De facto, a campanha contra a URSS, a Operação Barbarossa, foi batizada em honra de Frederico Barbarossa, Sacro Imperador Romano-Germânico (reinou 1155-90), o homem que liderou a Terceira Cruzada (1189-92), mas que se afogou na Turquia durante o percurso. Reza a lenda que Barbarossa não morreu, mas apenas dorme até que chegue o momento certo em que regressará para garantir que a Alemanha se torne grande novamente. Influenciado por ideias do Darwinismo Social (onde as teorias da evolução na natureza são aplicadas aos Estados), a batalha entre o Terceiro Reich e a URSS era vista por Hitler como uma condição natural da competição omnipresente entre nações, onde os mais fortes sobreviviam e os fracos eram destruídos.

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Assim que Hitler tivesse destruído a URSS, pretendia demolir as principais cidades soviéticas e repovoar o território com povos germânicos a viver em cidades inteiramente novas. Albert Speer (1905-1981), o arquiteto principal de Hitler e Ministro do Armamento, sugeriu mesmo que cada uma das principais cidades alemãs deveria patrocinar a construção da sua "gémea" nos novos territórios. Os "soldados-camponeses" germânicos seriam encorajados a viver em áreas rurais conquistadas, a casar com mulheres locais e a ter famílias muito numerosas. A maior parte da população soviética existente deveria ser deslocada à força para o leste dos Montes Urais. Aqueles que tivessem permissão para permanecer receberiam apenas o mínimo de educação. Falando da Ucrânia como exemplo, Hitler afirmou: "É do nosso interesse que o povo saiba apenas o suficiente para reconhecer os sinais na estrada" (Dimbleby, pág. 207).

Burning Russian Village, Operation Barbarossa
Vila Russa em Chamas, Operação Barbarossa Imperial War Museums (CC BY-NC-SA)

Hitler não tinha quaisquer escrúpulos quanto a esta política de recolocação, mesmo que isso exigisse submeter milhões de pessoas à fome, uma vez que via os povos eslavos (que constituíam a maioria da população nas terras a leste da Alemanha) como sendo racialmente inferiores aos povos germânicos. Para Hitler e os nazis, estas visões sobre raças "inferiores" não só justificavam como tornavam necessária a sua subjugação, como parte da visão nazi da inevitabilidade de uma luta perpétua entre nações e raças. Os judeus, que eram vistos pelos nazis como sendo racialmente inferiores aos arianos (não-judeus), não seriam apenas deslocados, mas sim reunidos e, eventualmente, exterminados no Holocausto, que ceifou seis milhões de vidas.

O Lebensraum de Hitler não era, portanto, um plano de colonização, mas sim a destruição completa, o repovoamento e a reconstrução dos territórios recém-ocupados. O projeto criaria uma nova terra prometida, que teria sido racialmente "limpa". Hitler prometeu até a criação de novas estâncias turísticas, que atrairiam arianos em férias. A Crimeia deveria tornar-se a "nossa Riviera" e a costa da Croácia um "paraíso turístico" (Dimbleby, pág. 207).

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As Consequências Práticas do Lebensraum

O enorme âmbito geográfico do projeto Lebensraum, que o historiador J. Dimbleby descreve como uma "fantasia psicótica" (pág. 487), foi descrito de forma concisa num discurso de 1933, dirigido a decisores de política rural, por Richard Darré (1895-1953), o Ministro da Agricultura de Hitler:

A área natural para o povoamento pelo povo alemão é o território a leste das fronteiras do Reich até aos Urais, limitado a sul pelo Cáucaso, Mar Cáspio, Mar Negro e pela linha divisória de águas que separa a bacia do Mediterrâneo do Báltico e do Mar do Norte. Iremos povoar este espaço, de acordo com a lei de que um povo superior tem sempre o direito de conquistar e possuir a terra de um povo inferior.

(Idem, 46-7)

Map of Operation Barbarossa, June - December 1941
Mapa da Operação Barbarossa  Simeon Netchev (CC BY-NC-ND)

Quer tenha sido planeado diretamente ou não, à medida que os dramáticos acontecimentos internacionais da década de 1930 se desenrolavam, Hitler construiu, certamente, um catálogo de invasões. Retomou o controlo da região do Sarre (1935), remilitarizou a Renânia (1936), absorveu a Áustria no Terceiro Reich com o Anschluß (1938), apoderou-se da região checa dos Sudetas (1938) e, em seguida, ocupou o resto desse Estado (1939). A invasão da Polónia em 1939 desencadeou a Segunda Guerra Mundial e, depois disso, outros países caíram rapidamente nas garras do Terceiro Reich, nomeadamente partes da Escandinávia, os Países Baixos e a metade norte da França em 1940. As forças alemãs marcharam inclusive pelo Norte de África. Toda esta atividade militar teve um custo. Agora, mais do que nunca, Hitler precisava das matérias-primas do Leste.

Hitler ordenou aos seus generais que lançassem a Operação Barbarossa a 22 de junho de 1941. Esperando um golpe de misericórdia rápido contra o Exército Vermelho soviético, a campanha arrastou-se, uma vez que as forças do Eixo (a Alemanha e os seus aliados) careciam de reservas e enfrentavam dificuldades logísticas ao travar uma guerra num país de espaços vastos e com más ligações de transporte. No entanto, foram obtidos ganhos territoriais imensos. Foram dadas ordens aos Einsatzgruppen (grupos de intervenção) para fuzilarem oficiais políticos comunistas do Exército Vermelho capturados e civis judeus. Os judeus que não foram fuzilados de imediato foram reunidos em guetos e depois, juntamente com outros, como o povo cigano (romani), transportados para campos de concentração e de extermínio como Auschwitz, onde milhões foram assassinados em câmaras de gás.

O resto da população nos territórios recém-ocupados poderia ou mudar-se para a Sibéria ou ser deixada a morrer de fome, para que o povo germânico pudesse instalar-se e começar a beneficiar do seu tão prometido Lebensraum. No cerco de Leninegrado (1941-4), por exemplo, a cidade foi deliberadamente bombardeada e fustigada pela fome para reduzir a sua população; tal era a indiferença de Hitler para com os habitantes existentes. Como Dimbleby observa: "O extermínio em massa não foi um subproduto acidental da invasão, mas um componente essencial da mesma" (pág. 207).

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A URSS pôde, em última análise, recorrer a recursos muito maiores em termos de homens e material do que Hitler alguma vez conseguiria reunir. A Guerra Germano-Soviética durou quatro anos e foi responsável por, pelo menos, 25 milhões de mortes militares e civis, talvez metade do total de mortos da Segunda Guerra Mundial. A URSS repeliu os invasores e depois avançou sobre a própria Alemanha, estilhaçando o sonho do Lebensraum. A Alemanha foi derrotada e, com o suicídio de Hitler, o Estado rendeu-se em maio de 1945.

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Cartwright, M. (2026, junho 04). Lebensraum (Espaço Vital): O Ideal Nazi do Espaço Vital no Leste. (F. Oliveira, Tradutor). World History Encyclopedia. https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-24277/lebensraum-espaco-vital/

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Cartwright, Mark. "Lebensraum (Espaço Vital): O Ideal Nazi do Espaço Vital no Leste." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, junho 04, 2026. https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-24277/lebensraum-espaco-vital/.

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