O cerco de Leninegrado (São Petersburgo) teve início durante a Operação Barbarroza, a invasão da URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) lançada pelo líder da Alemanha nazi, Adolf Hitler (1889-1945), durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45). O cerco ou bloqueio durou de 8 de setembro de 1941 a 27 de janeiro de 1944 e tornou-se um símbolo da resistência soviética contra os invasores do Eixo.
Hitler estava convencido de que, se conseguisse capturar as duas grandes cidades soviéticas de Moscovo e Leningrado, a URSS entraria em colapso. O cerco de Leningrado, concebido como uma estratégia deliberada para matar de fome uma cidade com uma população de cerca de 2,5 milhões de habitantes, resultou na morte de um milhão de civis. A cidade resistiu ao bloqueio graças aos abastecimentos que chegavam por camião através do Lago Ladoga, congelado no inverno, e por barco nos meses mais quentes. As contra-ofensivas do Exército Vermelho, particularmente nos meses de inverno, minaram as forças dos invasores até que Leningrado foi finalmente libertada em janeiro de 1944.
A Operação Barbarossa
Adolf Hitler estava confiante, após as rápidas vitórias do Eixo nos Países Baixos e em França em 1940, de que poderia obter ganhos ainda maiores em território e recursos ao atacar a URSS. O Pacto Nazi-Soviético, assinado entre a Alemanha e a URSS em agosto de 1939, revelou-se um mero acordo de conveniência até Hitler estar pronto para travar a guerra no leste. Hitler, tal como sempre prometera, estava determinado a encontrar Lebensraum («espaço vital») para o povo alemão, ou seja, novas terras a leste onde pudessem encontrar recursos e prosperar.
A Operação Barbarossa, o nome de código para o ataque à URSS, foi lançada a 22 de junho de 1941. O objetivo geral era esmagar o Exército Vermelho (Krasnaya armiya) da URSS e assumir o controlo de várias cidades-chave, ganhando desta forma acesso aos recursos naturais desde o Báltico até ao Mar Negro. A força invasora, composta por forças alemãs, eslovacas, italianas, romenas e finlandesas, entre outras, contava com 3,6 milhões de homens em 153 divisões, 3.600 tanques e 2.700 aeronaves (Dear, pág. 86). O comandante geral era o marechal de campo Walter von Brauchitsch (1881-1948). A força invasora foi dividida em três enormes grupos de exércitos. O Grupo de Exércitos Norte (HGr Nord - Heeresgruppe Nord), comandado pelo marechal de campo Wilhelm Ritter von Leeb (1876-1956), era composto por cerca de 500 000 homens. Ao contrário dos outros dois grupos de exércitos, o HGr Nord constatou que o terreno pantanoso em torno do seu alvo principal, Leningrado, significava que as táticas da Blitzkrieg («guerra relâmpago»), que consistiam em utilizar tropas blindadas, aéreas e de infantaria de movimento rápido para atacar numa frente estreita, não podiam ser utilizadas com a mesma eficácia que nos amplos espaços abertos mais a sul.
O Objetivo Leningrado
Leningrado foi fundada como São Petersburgo em 1703 e serviu como capital da Rússia de 1712 até à Revolução Bolchevique de Outubro de 1917. A partir de 1914, a cidade ficou conhecida como Petrogrado e, a partir de 1924 (até 1991), como Leningrado. A cidade foi o berço do bolchevismo, mas deu contributos mais práticos para o esforço de guerra soviético, produzindo cerca de 10% de toda a produção industrial do país. Além disso, a Frota do Báltico (Baltiyskiy flot) da URSS estava baseada na vizinha Kronstadt. Uma vantagem para os invasores do Eixo era que as forças finlandesas aliadas, sob o comando do marechal Carl Mannerheim (1867-1951), puderam participar na campanha e avançar sobre Leningrado a partir do norte. Leeb esperava, então, cercar a cidade soviética e forçar a sua rendição. Outra vantagem para os invasores era o facto de Leninegrado ser «sempre inteiramente dependente de fontes externas para o abastecimento de alimentos, carvão e petróleo» (Dear, pág. 536).
Hitler tinha-se convencido de que, se Moscovo e Leningrado caíssem, o líder soviético, Ióssif Estaline (1878-1953), se renderia, ou o regime soviético entraria em colapso e mergulharia no caos. O controlo desta parte da URSS permitiria também ao Exército finlandês desempenhar um papel mais a sul. O Grupo de Exércitos Centro (HGr. Mitte - Heeresgruppe Mitte) tinha a missão de tomar Moscovo, pelo que Leningrado também tinha de ser tomada para proteger o flanco norte deste exército central à medida que este avançava profundamente para o território soviético. Por fim, as minas de níquel a leste de Leningrado poderiam ser uma adição valiosa às matérias-primas necessárias para a máquina de guerra de Hitler.
Os Defensores
À medida que o exército do Eixo se aproximava, houve apenas uma evacuação muito limitada de Leningrado. Obras de arte de valor inestimável do Museu Hermitage foram secretamente retiradas da cidade. Os comandantes soviéticos da Frente de Leningrado, como ficou conhecida, foram Markian Mikhaylovich Popov, depois Georgy Zhukov (setembro-outubro de 1941), Ivan Fedyuninsky (outubro de 1941), Mikhail Khozin (outubro de 1941 a junho de 1942) e, finalmente, Leonid Govorov (junho de 1942 a julho de 1945). O homem inicialmente responsável pela defesa de Leningrado foi o marechal Kliment Voroshilov (1881-1969). Voroshilov, um comandante incompetente mas um apoiante ferrenho de Estaline, não se tinha saído nada bem na desastrosa Guerra de Inverno com a Finlândia (1939-40) e perdeu o comando de Leningrado em setembro de 1941. Os quatro exércitos soviéticos em Leningrado totalizavam cerca de 300 000 homens (Forczyk, pág. 36), aos quais se juntavam unidades da milícia e batalhões de trabalhadores para a segurança interna (compostos por 40 000 homens e mulheres). Foi Zhukov quem deu a ordem de que qualquer pessoa que se retirasse das defesas sem autorização por escrito seria fuzilada.
A defesa da cidade foi reforçada pelos canhões navais da Frota do Báltico, que incluía dois navios de guerra, o Marat e o October Revolution, e pelas brigadas de infantaria da frota. A força aérea do Eixo tinha lançado milhares de minas para impedir a frota de sair do porto, mas os navios estavam, de qualquer forma, com uma escassez crónica de combustível. Embora atacada pelo ar, a frota estava relativamente bem protegida por formidáveis baterias antiaéreas. Por fim, a frota no Lago Lagoda, atrás de Leningrado, incluía uma dúzia de navios e 80 barcaças, que se revelaram inestimáveis no abastecimento da cidade nos meses mais quentes do ano.
Isolando a Cidade
A primeira ação dos invasores ocorreu a 8 de julho, quando isolaram a ligação terrestre de Leningrado para leste, capturando a antiga fortaleza de Shlisselburg. Um revés inicial para Leeb foi o facto de o exército finlandês se ter recusado a avançar para além do rio Svir, uma vez que esta área não era território finlandês antes da invasão soviética da Finlândia em 1939. A decisão deixou os finlandeses a 40 km (26 mi) de Leningrado, mas pelo menos tinham isolado a faixa de terra a norte de Leningrado, o Istmo da Carélia, entre o Golfo da Finlândia e o Lago Ladoga.
As forças do Eixo em avanço do Grupo de Exércitos Norte planeavam isolar Leningrado a sul e cortar a vital linha ferroviária Leningrado-Moscovo a leste. Para bloquear eficazmente Leningrado, Leeb foi obrigado a realizar várias manobras em grande escala. Organizou as suas forças em duas frentes, uma baseada nos fortes de Oranienbaum e a outra a sul, mas suficientemente próxima de Leningrado para que a cidade ficasse ao alcance do fogo de artilharia, embora a escassez de munições significasse, normalmente, que o bombardeamento era intermitente e não particularmente devastador. Nenhuma parte da cidade ficou fora do alcance dos projéteis do Eixo durante o bloqueio. O bombardeamento do Eixo começou a 4 de setembro. Poucos dias depois, os bombardeiros do Eixo começaram a atacar repetidamente a cidade.
A 8 de setembro, Leeb controlava a margem sul do Lago Ladoga, uma área a que chamava «o gargalo». Hitler ordenou então a Leeb que colmatasse a lacuna deixada pelos finlandeses, que não avançavam. Desta forma, em meados de outubro, Leeb deslocou tropas para leste para tentar contornar o Lago Ladoga. Os tanques do Eixo já tinham sofrido pesadas perdas, mas a 8 de novembro, Tikhvin foi tomada, o que constituía um importante nó ferroviário. Os reforços do Exército Vermelho repeliram o avanço do Eixo e Leeb, com uma força gravemente enfraquecida e com necessidade desesperada de abastecimentos, foi obrigado a retirar-se, a 8 de dezembro, para oeste do rio Volkhov. Crucialmente, então, após todas estas manobras, Leningrado ainda podia ser abastecida a partir do leste, atravessando o Lago Ladoga. O plano do Eixo de cercar completamente e depois tomar Leningrado numa questão de semanas já estava em frangalhos. Leeb simplesmente não tinha tropas suficientes para realizar gigantescos movimentos de cerco contra um Exército Vermelho bem entrincheirado, uma situação agravada quando Hitler decidiu retirar o 4.º Grupo Panzer e a maior parte do apoio aéreo para reforçar o avanço do Grupo de Exércitos Centro em direção a Moscovo. Pior ainda, os primeiros sinais do que viria a ser um inverno invulgarmente frio tinham chegado mais cedo.
Em setembro de 1941, Hitler alterou o seu plano inicial de capturar a cidade para um plano muito mais simples de destruição total. O Führer emitiu uma diretiva que «ordenava que a cidade e toda a sua população fossem aniquiladas por bombardeamentos, artilharia, fome e doenças e proibia que se aceitasse uma rendição, caso esta fosse oferecida» (Dear, pág. 536). A batalha, então, estabilizou-se num modo de cerco, com ambos os lados a entrincheirarem-se para um conflito de longa duração, construindo extensas defesas de trincheiras com pontos fortes regulares, minas e centenas de quilómetros de arame farpado. Ambos os lados limitaram-se a avanços ocasionais contra as posições inimigas, utilizando principalmente infantaria, uma vez que o terreno pantanoso era inadequado para manobras de tanques.
Uma Cidade sob Cerco
A população de Leninegrado já sofria quando o primeiro bombardeamento começou. A comida era racionada e, em novembro, houve novas reduções, quase até ao nível da fome. Havia também uma escassez crónica de combustível. Os abastecimentos podiam chegar através do Lago Ladoga — de barco no verão e pela sua superfície gelada no inverno — mas apenas cerca de dois terços das necessidades diárias da cidade podiam ser satisfeitas desta forma. Os abastecimentos que chegavam por esta rota, com cerca de 350 km (220 mi) de extensão, tinham de enfrentar os perigos dos bombardeiros do Eixo e do fogo de artilharia. A partir de 1942, a estrada de gelo ficou mais bem protegida pelas baterias antiaéreas soviéticas. Até as tropas da linha da frente sofriam de racionamento, com apenas 500 gramas (17,5 onças) de comida por dia no inverno de 1941/42.
Os camiões e as barcaças que traziam os abastecimentos conseguiam levar pessoas na viagem de regresso. O número soviético de evacuados transportados desta forma chegou, por fim, a 850 000. Podiam ter sido transportados mais, mas o chefe do Partido Comunista de Leninegrado, Andrei Zhdanov (1896-1948), receava que Estaline considerasse tal medida como derrotista e, tal como tinha feito noutros casos, ordenasse que Zhdanov fosse fuzilado.
O combustível e a eletricidade eram fornecidos à cidade sitiada através de tubos e cabos instalados no leito do Lago Ladoga, mas a maioria dos civis, no primeiro inverno do cerco, não tinha aquecimento nem luz. Os sitiantes do Eixo começaram a trazer navios de superfície e submarinos para patrulhar o lago no final do verão de 1943 e a bombardear as linhas de abastecimento que entravam e saíam da cidade. A situação melhorou quando os soviéticos conquistaram um corredor para Leningrado ao longo da margem sul do lago e, em seguida, construíram uma ligação ferroviária à cidade sitiada.
Dmitri Shostakovich (1906-1975), o famoso compositor russo, nasceu na cidade e serviu como bombeiro voluntário durante o cerco (mas foi posteriormente evacuado). A nova Sétima Sinfonia de Shostakovich, que continha um tema recorrente de «invasão» destinado a evocar imagens da resistência soviética obstinada, tornou-se amplamente conhecida como a sinfonia de «Leningrado». A partitura foi lançada de avião sobre a cidade sitiada para ser tocada pelos membros sobreviventes da sua orquestra mais prestigiada, sendo a execução transmitida pelas ruas através de altifalantes. A música não foi a única área em que o povo de Leningrado tentou manter os seus interesses, apesar das privações do cerco. As bibliotecas públicas permaneceram abertas e populares por toda a cidade.
Os cidadãos comuns mostraram-se estoicos na resistência, como aqui relata uma dona de casa de Leninegrado, Olga Rybakova:
Bem, naturalmente, ficámos muito deprimidos quando soubemos que os subúrbios da nossa cidade tinham sido tomados pelas tropas fascistas. Mas ainda assim pensávamos e esperávamos que todas estas derrotas fossem apenas temporárias, tal como aconteceram há cento e quarenta anos, quando sofremos a invasão das tropas de Napoleão.
O período mais terrível foi dezembro de 1941, porque acho que até agosto ainda tínhamos lojas abertas, pelo que podíamos comprar alguma coisa, o que era uma grande ajuda para nós. Podíamos até comprar caviar, mas depois as lojas fecharam. O bloqueio começou... em novembro começou a fazer frio e as rações foram reduzidas, a comida foi ficando cada vez mais escassa, e o final de novembro, dezembro e janeiro foram os períodos mais trágicos. Primeiro, estava frio – quarenta graus negativos – depois veio a fome, a fome começou a fazer-se sentir e as pessoas começaram a passar fome e a morrer… A maioria das mortes ocorreu… no final de fevereiro e março. Quando ia às lojas para receber a ração para a minha família e para alguns amigos que viviam na minha casa, no caminho para lá, descobri que tinha de passar por cadáveres…
(Holmes, págs. 282-3)
A Ofensiva de 1942
Com a chegada do novo ano, Leninegrado continuou a resistir, mas em janeiro de 1942, 4.000 pessoas morriam todos os dias. Uma ofensiva do Exército Vermelho foi lançada contra as posições do Eixo entre o Lago Ladoga e o Lago Ilmen em 7 de janeiro de 1942. Esperava-se que este ataque criasse uma nova frente, a frente de Volkhov, e aliviasse a pressão sobre Leninegrado. A ofensiva foi comandada pelo marechal Kirill Meretskov (1897-1968), que enviou uma grande força sob o comando do general Andrey Vlasov (1900-1946) para penetrar profundamente no território controlado pelo inimigo. O Exército Vermelho surpreendeu o inimigo com a sua habilidade em combater em temperaturas extremas e com o uso inovador de trenós de transporte de tropas movidos a motores de avião, particularmente no Lago Ilmen congelado.
A ofensiva soviética fez progressos significativos durante o inverno, mas a partir da primavera de 1942, enfrentou um inimigo fortemente reforçado. As forças do Eixo contra-atacaram e acabaram por capturar Vlasov e o seu Exército Vermelho, agora isolado, em junho-julho, em grande parte porque Estaline se recusara a autorizar uma retirada. O Exército Vermelho perdeu 130 000 homens neste cerco. A vitória teve um custo elevado para as forças do Eixo, que sofreram cerca de 60 000 mortos ou capturados. Meretskov concentrou-se, a partir daí, em manter abertas as frágeis linhas de abastecimento para Leninegrado.
No final de agosto, foi lançada uma grande ofensiva do Eixo sob o comando do marechal de campo Erich von Manstein (1887-1973). Manstein era uma espécie de especialista em quebrar impasses na Frente Oriental e chegou mais perto do que nunca de Leningrado, mas as defesas exteriores da cidade ainda resistiam. Centenas de milhares de milicianos e cidadãos comuns de Leningrado — homens, mulheres e crianças — tinham sido encarregados de reforçar essas defesas. No final, Leningrado beneficiou de cerca de 880 km (550 mi) de valas antitanque e cerca de 5000 bunkers de terra.
Assim que a eletricidade foi restabelecida, as fábricas de armamento da cidade mantiveram a sua produção, uma vez que as mulheres, em particular, foram recrutadas para este trabalho enquanto os homens lutavam na frente de batalha. Até tanques foram produzidos, mas tais eram as limitações de materiais que muitos foram enviados diretamente para a frente de batalha sem o benefício de tinta de camuflagem. Os civis também estiveram ocupados naquele verão a plantar sementes em quaisquer parcelas de terra que conseguissem encontrar, para fornecer vegetais para o inverno seguinte. Ao mesmo tempo, com o destino da cidade ainda por decidir, muitos edifícios foram minados para o caso de os invasores conseguirem entrar.
Em setembro de 1942, surgiu uma espécie de trégua. Hitler mudou de ideias e, considerando que uma batalha por Leninegrado seria demasiado dispendiosa, ordenou ao comandante do Grupo de Exércitos Norte, Georg von Küchler (1881-1968) — que tinha substituído Leeb, então doente, em janeiro anterior — que, em vez disso, submetesse a cidade à fome. Hitler pretendia eliminar Leningrado do mapa, pelo que não lhe importava se a população morresse à fome.
As Campanhas de 1943-4
Em janeiro de 1943, o marechal Zhukov regressou e planeou outra ofensiva, a Operação Spark, que acabou por criar um corredor seguro a sul do Lago Ladoga. Uma segunda ofensiva do Exército Vermelho, desta vez liderada pelo General Govorov, atacou simultaneamente o outro lado do «gargalo». Mais uma vez, tal como no ano anterior, o regresso do tempo mais quente favoreceu o exército do Eixo, agora com cinco divisões adicionais, e assim o impasse continuou. Em setembro, o exército do Eixo tinha criado um cerco que envolvia dois exércitos soviéticos, mas em outubro, os desenvolvimentos noutros pontos da Frente Oriental significaram que as tão necessárias tropas do Eixo foram novamente retiradas da operação de Leninegrado. A população de Leninegrado recebia agora muito melhores abastecimentos, e a cidade já não se encontrava sob um bloqueio efetivo.
Em janeiro de 1944, o Exército Vermelho tinha uma superioridade numérica de 2:1 em relação aos invasores e quatro vezes mais tanques e aeronaves. O Exército Vermelho avançou a partir de Oranienbaum numa ofensiva bem planeada, que fez recuar os sitiantes, agora gravemente enfraquecidos pelo desgaste da longa campanha e pela retirada das suas melhores tropas para outras frentes. Hitler recusou-se, no entanto, a permitir uma retirada tática. A 27 de janeiro, o exército do Eixo desobedeceu às ordens e retirou-se na mesma. Estaline declarou oficialmente o fim do bloqueio de Leninegrado. Cerca de um milhão de civis morreram durante o cerco devido a doenças, fome ou fogo inimigo. 620 000 militares soviéticos morreram ou foram capturados durante a defesa da cidade.
As Consequências
A Operação Barbarossa custou aos exércitos do Eixo uma perda insustentável de homens e material. O Exército Vermelho não foi rapidamente destruído como planeado, mas permaneceu pronto e disposto a continuar a lutar. Numa longa guerra de desgaste, da qual Leninegrado se tornou o símbolo por excelência, a capacidade muito superior da URSS para repor as perdas significava que Hitler nunca poderia vencer no Leste. Em maio de 1945, Berlim foi finalmente ocupada pela URSS e a Alemanha rendeu-se. A Guerra Germano-Soviética resultou em mais mortes do que em qualquer outro teatro de operações da Segunda Guerra Mundial.
