Lancelote

Joshua J. Mark
por , traduzido por Filipa Oliveira
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Lancelot (by Amy G, CC BY)
Lancelote Amy G (CC BY)

Lancelote, também conhecido como Sir Lancelot e Lancelot du Lac ("Lancelote do Lago"), é o maior cavaleiro da corte do Rei Artur e amante da mulher de Artur, a Rainha Guinevere, sendo mais conhecido pela obra A Morte de Artur (tít. original: Le Morte d'Arthur - 1469), de Sir Thomas Malory. A personagem foi desenvolvida pela primeira vez pelo poeta francês Chrétien de Troyes (cerca de 1130–1190) na sua obra Lancelote, o Cavaleiro da Carreta (cerca de 1177), que introduziu o caso amoroso de Lancelote com Guinevere, bem como a sua reputação como um guerreiro de excecional habilidade.

A personagem poderá ter tido origem na Irlanda a partir do deus da fertilidade Lug (ou Lugh), tal como acontece, talvez, com outro dos cavaleiros de Artur, Sir Gawain. A personagem de Gawain foi estabelecida como o maior cavaleiro por Godofredo de Monmouth na sua História dos Reis da Britânia (tít. original: Historia Regum Britanniae - 1136), antes de Chrétien elevar o papel de Lancelote e desenvolver a sua personalidade. Posteriormente, muitos dos atributos centrais de Gawain (especialmente as suas capacidades guerreiras) foram atribuídos a Lancelote por poetas posteriores que seguiram o modelo de Chrétien.

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Na obra de Malory, o caso amoroso entre Lancelote e Guinevere acaba por destruir a unidade da Távola Redonda de nobres cavaleiros de Artur e permite que o vilão Mordred usurpe o trono. As ações de Mordred conduzem à destruição do reino e à morte da maioria dos maiores cavaleiros, enquanto Artur, mortalmente ferido, é levado para a ilha mística de Avalon. O romance entre Lancelote e Guinevere figura entre os mais famosos da literatura mundial e define os amantes mesmo quando estes lutam para resistir à sua paixão, tornando-os, em última análise, figuras heroicas derrubadas pela falha fatal da sua relação.

As Teorias de Origem

Entre os estudiosos, existe um consenso geral de que a personagem de Lancelote teve origem na obra de Chrétien de Troyes, que o introduziu pela primeira vez no seu poema Érec et Énide (Erec e Enide; cerca de 1170) e o utilizou novamente em Cligès (Cliges; década de 1170), embora não tenha desenvolvido a personagem até escrever Lancelote, o Cavaleiro da Carreta (tít. original: Lancelot, le Chevalier de la Charrette).

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No entanto, alguns investigadores defendem que Lancelote é originário da Irlanda como um deus da fertilidade e foi transformado por poetas e bardos, enriquecendo temas mitológicos, num cavaleiro nobre. Os estudiosos Roger Sherman Loomis, Maria Leach e Jerome Fried afirmam que Lancelote era originalmente uma figura solar irlandesa. Leach e Fried assinalam:

O grande deus solar irlandês Lug ostentava o epíteto Lamfada, “Mão Longa”. Lug foi adotado pelos galeses como Lluch Llauynnauc, Lluch “Mão Branca”. Lluch, no Livro Negro de Carmarthen e em Culhwch, tornou-se um guerreiro de Artur, tal como o deus do mar irlandês Manannan, nos mesmos textos, é integrado no séquito de Artur como Manawyddan, filho de Llyr. Lug acabou por surgir no romance francês sob a forma de (pelo menos) duas personagens. O seu nome corrompeu-se para Loth; a sua alcunha, sob a influência do nome francês Lancelin, tornou-se Lancelot. O acaso de lluch, enquanto nome comum, significar “lago” levou à conversão do nome Lluch no título “du Lac” (do Lago) e à aquisição, por parte de Lancelot, de uma mãe adotiva, a Donzela do Lago.

(pág. 602)

Leach e Fried baseiam-se no trabalho anterior de Loomis, um dos especialistas arturianos mais respeitados do século XX, mas os estudiosos da atualidade rejeitam largamente esta tese por a considerarem desnecessariamente complexa. O investigador arturiano Norris J. Lacy, por exemplo, defende que a explicação mais simples para a origem da personagem é Chrétien e a vasta riqueza de lendas europeias e do folclore medieval de que este pôde dispor.

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Lancelot Brings Guinevere to Arthur
Lancelote Entrega Guinevere a Arthur Amy G (CC BY)

O estudioso Denis de Rougemont concorda que Chrétien é o criador de Lancelote, mas argumenta que a obra de Chrétien, tal como todas as obras literárias do amor cortês, constitui na realidade uma alegoria religiosa relacionada com a seita herética dos cátaros; assim, Lancelote representaria o adepto cátaro em luta contra as tentações da carne, enquanto tenta proteger e servir a deusa Sofia (sabedoria) personificada na figura de Guinevere. Esta tese tem sido repetidamente contestada, mas nunca totalmente refutada.

O Desenvolvimento em Chrétien

Chrétien estava estreitamente associado à região do sul de França onde o catarismo floresceu e, o que é mais importante, contava com o patrocínio de Maria da Champanha (cerca de 1145–1198), filha de Leonor da Aquitânia (cerca de 1122–1204), sendo ambas suspeitas pela Igreja de apoiarem os hereges cátaros. É possível que a teoria de Denis de Rougemont esteja correta, uma vez que Leonor e Maria pareciam dar pouco uso à Igreja, patrocinavam poetas e artistas muito provavelmente envolvidos na heresia, e um genro de Leonor era bispo cátaro. Além disso, Chrétien afirma que a matéria do seu Lancelote lhe foi fornecida por Maria da Champanha, que lhe pediu que a transformasse em poesia.

Chrétien introduz o recurso narrativo que definiria Lancelote para quase todos os escritores subsequentes: o caso amoroso de Lancelote com Guinevere, a rainha de Artur.

Quer as obras fossem uma alegoria religiosa, quer pura e simplesmente entretenimento, o cavaleiro Lancelote faz a sua primeira aparição em Érec et Énide como pouco mais do que um nome numa lista de cavaleiros nobres da corte de Artur, desempenhando depois um papel mais substancial em Cligès como um dos cavaleiros que o herói tem de vencer. Contudo, na sua obra Lancelote, Chrétien desenvolve plenamente o herói como personagem principal e introduz também o recurso de enredo que viria a definir Lancelote para quase todos os escritores subsequentes: o caso amoroso de Lancelote com Guinevere, a rainha consorte de Artur.

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A história começa com o rapto de Guinevere pelo vilão Meleagant e com o envio dos cavaleiros de Artur no seu encalço. Lancelote ultrapassa os outros, mas cavalga o seu cavalo com tanta força e rapidez que o animal morre, obrigando-o a continuar a pé. Encontra então um anão que conduz uma carroça e lhe diz saber para onde Meleagant levou Guinevere, oferecendo-se para o ajudar caso ele consinta em subir para a carroça. Como as carroças estavam associadas a criminosos, Lancelote hesita por um momento — receando perder a honra —, mas acaba por montar na carroça. Durante o resto da viagem, é alvo de zombaria e humilhação por viajar numa carroça em vez de num cavalo de guerra como um verdadeiro cavaleiro. Quando finalmente alcança Guinevere e tenta libertá-la, ela repreende-o pela hesitação anterior, por ter colocado a sua própria honra acima da devoção a ela.

Para a reconquistar, Lancelote tem de aceitar perder num torneio contra oponentes indignos, até que Guinevere lhe ordene que vença. No final, Lancelote mata Meleagant e liberta Guinevere, que lhe agradece educadamente em público, embora os dois mantenham uma relação amorosa em segredo. O triângulo amoroso entre Artur, Guinevere e Lancelote foi muito provavelmente adaptado da lenda anterior de "Tristão e Isolda", originalmente uma história irlandesa, na qual o cavaleiro Tristão se apaixona por Isolda, a noiva de seu tio, o Rei Marcos. Chrétien utilizou a lenda de Tristão em Cligès e afirma ter escrito a sua própria versão de Tristão e Isolda, que não foi bem recebida. Pensa-se, portanto, que poderá ter criado a personagem de Lancelote a partir do seu manuscrito falhado sobre Tristão. Qual quer que tenha sido a inspiração para o romance entre Lancelote e Guinevere, este viria a tornar-se central nas lendas arturianas.

O Conto Padrão e o Desvio de Ulrich

Na sua introdução à obra From Camelot to Joyous Guard (De Camelot à Guarda Alegre), Norris J. Lacy escreve:

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É uma característica peculiar da literatura arturiana que grande parte dela, seja nos poemas de Chrétien de Troyes ou em romances posteriores, não seja verdadeiramente sobre Artur. O rei e a corte arturiana fornecem um ponto focal para a narração e um padrão de conduta para os cavaleiros, mas a história é de outra pessoa.

(pág. xviii)

Essa história é o relato das aventuras dos cavaleiros de Artur, mas o drama subjacente, que se desenrola lentamente nas obras arturianas posteriores a Chrétien, é o caso entre Lancelote e Guinevere, com a notável exceção da obra alemã Lanzelet (cerca de 1194–1204.), da autoria do poeta Ulrich von Zatzikhoven. Ulrich atribui a Lancelote uma história de fundo e omite qualquer referência a um romance com Guinevere. No Lanzelet, a personagem principal é um herói altamente moral numa jornada de autodescoberta.

O poema de Ulrich abre com um jovem príncipe, Lancelote, filho do Rei Ban, que é raptado por uma sereia e levado para uma ilha de mulheres, onde é criado sem qualquer conhecimento do seu passado ou nascimento nobre. É educado em todos os aspetos da cultura, bem como nas artes marciais. Aos 15 anos, sente que precisa de provar o seu valor e parte em busca de aventuras, durante as quais descobre a sua verdadeira identidade e que é sobrinho do Rei Artur. Dirige-se à corte de Artur para se tornar cavaleiro, enfrenta várias provações em combate e participa no resgate de Guinevere — que tinha sido raptada pelo pouco fiável Valerin —, juntamente com os restantes cavaleiros. No final, torna-se senhor do reino da sua esposa Iblis, e ambos vivem uma vida feliz e encantada.

Ulrich von Zatzikhoven
Ulrich von Zatzikhoven Shamrock7 (Public Domain)

O conceito de Lancelote como o melhor ou mais perfeito cavaleiro tem origem na obra de Ulrich e foi desenvolvido no Ciclo da Vulgata (também conhecido como Ciclo do Lancelote-Graal, Lancelote em Prosa ou Ciclo Pseudo-Map, entre 1215 e 1235), que reanima o caso amoroso entre Lancelote e Guinevere. Nesta obra, Lancelote é levado pela Dama do Lago após a morte de seu pai, o Rei Ban. Ela cria-o em segredo juntamente com os seus primos Lionel e Bohort até ele completar 18 anos, altura em que o conduz à corte de Artur para ser sagrado cavaleiro como Sir Lancelot du Lac. Lancelote apaixona-se instantaneamente por Guinevere, mas guarda este sentimento para si até se abrir com o seu amigo íntimo, Galehalt, Senhor das Ilhas Distantes, que o encoraja a confessar-se à rainha. Quando o faz, descobre que ela também se apaixonara por ele, dando início à sua relação.

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Antes do envolvimento amoroso, Lancelote é constantemente apontado como o melhor de todos os cavaleiros, sendo as suas aventuras coroadas de retumbante sucesso. Liberta o castelo da Guarda Dolorosa, rebatizando-o como Guarda Feliz, e realiza muitos outros grandes feitos, mas o seu amor por Guinevere torna-se na sua principal preocupação. A certa altura, o Rei Pelles do Graal aproveita-se da paixão cega de Lancelote para o iludir e fazê-lo deitar-se com a sua filha Elaine. Pelles enfeitiça Lancelote com uma poção que o leva a crer que Elaine é Guinevere; caso contrário, ele nunca teria ido com ela, visto estar completamente consagrado a Guinevere.

Quando Guinevere descobre este encontro com Elaine, rejeita-o, levando Lancelote à loucura devido à dor, vagueando sem rumo até ser encontrado por Elaine, que lhe restitui a sanidade. Regressa então a Camelot na companhia de cavaleiros enviados por Guinevere à sua procura. Embora Guinevere encare as relações com Elaine como uma traição, a noite passada com Elaine estava predestinada, pois desta união nasceu o seu filho Galahad, o cavaleiro perfeito que viria a concluir o que Lancelote, devido ao seu pecado com Guinevere, não pôde realizar: encontrar o Santo Graal.

Sir Galahad
Sir Galahad Arthur Hughes (Public Domain)

Os cavaleiros de Artur continuam a realizar grandes feitos até que o caso amoroso de Lancelote com Guinevere vem a público e estilhaça a corte. No final, a maioria dos cavaleiros morre em combate lutando contra o usurpador Mordred, e a grandiosa visão de Artur de uma Távola Redonda e de um reino fundado na justiça é destruída. O Ciclo da Vulgata desenvolve inúmeras linhas narrativas de versões anteriores das lendas — algumas hoje perdidas —, tecendo uma narrativa vasta de tramas e personagens interconectadas para produzir a primeira versão reconhecível da lenda arturiana tal como hoje a conhecemos. Esta obra foi posteriormente editada e revista sob a forma do chamado Ciclo Pós-Vulgata (c. 1240–1250 d.C.), que serviu de texto base para a obra de Malory.

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O Lancelote de Malory

Sir Thomas Malory (cerca de 1415–1471) encontrava-se preso político na prisão de Newgate, em Londres, em 1469, quando escreveu a obra A Morte de Artur. A sua versão da lenda é influenciada pelo período da Guerra das Rosas (1455–1487), o conflito que o levou à prisão de forma intermitente, com início por volta de 1451 até à sua libertação de Newgate em 1470. A corte de Artur preside a um reino forte e unido até que o conflito interno provocado pelo romance de Lancelote com Guinevere quebra essa unidade e conduz à destruição do reino, espelhando a situação da Grã-Bretanha durante a Guerra das Rosas, em que as casas de Iorque e de Lencastre lutaram pelo controlo do trono e mergulharam o país num conflito quase constante durante mais de trinta anos.

Em Malory, Lancelote volta a ser o melhor cavaleiro do mundo, que controla os seus sentimentos por Guinevere e serve Artur lealmente até já não conseguir manter o seu amor em segredo, confessando-se-lhe. Ela também está apaixonada por ele e, no entanto, recusam-se a trair Artur durante o máximo de tempo possível antes de finalmente cederem aos seus desejos. Malory desenvolve cada uma das suas personagens cuidadosamente como indivíduos, dotando-as de motivações psicológicas e emocionais e construindo a sua narrativa em direção ao cataclismo final da Batalha de Camlann, na qual Artur derrota Mordred, mas a maioria dos seus cavaleiros é morta e ele, mortalmente ferido, é levado para a Ilha de Avalon. A narrativa de Malory é de tal forma complexa e as suas personagens tão completas que a sua obra tem sido apelidada de o primeiro romance em língua inglesa e o primeiro do mundo ocidental.

Guinevere and Lancelot
Guinevere e Lancelote Internet Archive Book Images (Public Domain)

Após a desastrosa Batalha de Camlann, Guinevere culpa-se pela queda de Artur e recolhe-se num convento. Ela e Lancelote veem-se uma última vez, mas a rainha recusa o seu beijo de despedida, levando-o a partir para abraçar a vida de eremita. A antiga soberana vive o resto dos dias ao serviço dos outros até adoecer gravemente. Lancelote acorre ao seu leito de doente, mas ela falece antes que ele chegue; Lancelot morre de desgosto seis semanas depois e é sepultado no seu castelo da Guarda Feliz.

O Lancelote de Malory é o modelo de cavalaria, honra e virtude cristã, e Guinevere é a rainha cristã nobre, bela e caridosa; contudo, a falha fatal de ambos é a atração mútua a que nenhum consegue resistir. Apesar dos seus maiores esforços para fazerem o que sabem estar correto, não conseguem dominar as suas paixões, o que acaba por destruí-los a eles e à grandiosa corte de Camelot. Ainda assim, tentam redimir-se do seu caso amoroso, e Malory demonstra uma clara empatia por estes amantes que caem em desgraça — tal como todas as outras figuras da história —, mas que continuam a esforçar-se por ser melhores do que são.

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Conclusão

A busca infrutífera de Lancelote pelo Santo Graal ilustra este esforço, uma vez que ele, sendo o melhor cavaleiro, deveria ser aquele a encontrar o graal, mas é-lhe vedado fazê-lo devido ao seu adultério com Guinevere. É-lhe concedida uma visão do graal, mas nunca o conseguirá encontrar, tal como tem uma visão de si próprio, de quem deveria ser, que não consegue concretizar devido ao seu amor pela mulher do seu melhor amigo. Contudo, isto não o impede de tentar, e os seus muitos grandes feitos demonstram o quão determinado está em ser verdadeiramente o melhor cavaleiro do mundo que todos, exceto ele próprio, acreditam que ele é. Este aspeto da personalidade de Lancelote é o que o tornou tão fascinante e popular mesmo antes da publicação de A Morte de Artur em 1485. Histórias sobre as aventuras de Lancelote e o seu caso com Guinevere surgem em poemas dos Países Baixos, de Espanha e de Itália, entre outros, antes de 1485, sendo ele o mais conhecido e admirado dos cavaleiros de Artur tanto naqueles tempos como nos dias de hoje.

A obra de Malory esmaece durante o Renascimento, sendo apenas reavivada graças aos esforços do poeta britânico Alfred, Lord Tennyson, na sua obra Idylls of the King (Idílios do Rei), em 1859. Desde então, as lendas arturianas em geral, e a obra de Malory em particular, não pararam de crescer em popularidade. Pessoas que nunca leram A Morte de Artur nem nenhuma outra obra arturiana reconhecem o nome de Lancelote associado ao conceito do cavaleiro corajoso e cavalheiresco. Contudo, os leitores que conhecem a personagem e a sua história reconhecem a vertente mais profunda da narrativa de Lancelote. Qualquer pessoa que já tenha tentado melhorar a si própria, em qualquer área, verá em Lancelot uma alma gémea que nunca desiste de lutar para se tornar a melhor versão de si mesma.

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Mark, J. J. (2026, julho 29). Lancelote. (F. Oliveira, Tradutor). World History Encyclopedia. https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-18108/lancelote/

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Mark, Joshua J.. "Lancelote." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, julho 29, 2026. https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-18108/lancelote/.

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Mark, Joshua J.. "Lancelote." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, 29 jul 2026, https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-18108/lancelote/.

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