Nesta coleção examinamos o vestuário e a moda ao longo dos séculos para descobrir o que homens, mulheres e crianças vestiam em todos os continentes. Desde os estratos mais baixos da sociedade até àqueles que podiam pagar o que havia de melhor, constatamos como a aparência sempre foi crucial para indicar o estatuto social, funções profissionais específicas e o sucesso geral na vida. Do Antigo Egito à moda dos tempos de guerra do século XX, estes recursos proporcionam uma investigação tanto abrangente quanto profunda sobre os materiais, as cores e as silhuetas que atraíram diferentes povos em diferentes épocas e lugares.
A roupa, como veremos, sempre foi usada com o duplo objetivo de garantir que quem a vestia não sentisse demasiado frio ou calor e de corresponder exteriormente às expectativas sociais. No entanto, em simultâneo, as escolhas pessoais em matéria de vestuário e acessórios — fossem eles usados por um etrusco num banquete ou por um cavaleiro medieval num torneio —, permitiam a quem os exibia demonstrar a sua individualidade e o seu sentido de estilo.
Ao contrário da moda minoica e micénica, que parecia ser muito mais complexa, pelo menos no que respeita às mulheres, a simplicidade das vestes da Grécia Clássica recomendou-as a outras culturas da região mediterrânica e acabou por ser adotada por ainda outras mais tarde. As técnicas de pregas do himation grego, em que o tecido era franzido, dobrado e prensado para criar linhas direitas ao longo das costas de modo a acentuar a altura, foram posteriormente utilizadas na Europa durante o Renascimento nas capas e mantos da nobreza.
