A ascensão dos Hunos no século V remodelou o panorama político da Antiguidade Tardia, culminando sob Átila, o Huno (reinou 434–453). Emergindo da estepe euroasiática, os Hunos não formaram um estado territorial centralizado no sentido romano, mas sim uma esfera de influência flexível construída sobre tributos, alianças e coerção. A sua expansão exerceu uma pressão sustentada sobre os Impérios Romanos do Oriente e do Ocidente, forçando pagamentos dispendiosos e expondo as vulnerabilidades das fronteiras imperiais. O poder dos Hunos também acelerou movimentos populacionais mais amplos, contribuindo para as configurações mutáveis da Europa pós-romana.
As campanhas de Átila entre os anos de 441 e 452 ilustram tanto o alcance quanto os limites do poder huno: incursões importantes nos Balcãs impuseram tributos a Constantinopla, enquanto as ofensivas na Gália (451) e na Itália (452) demonstraram mobilidade estratégica, contudo não conseguiram assegurar conquistas duradouras. Em vez de estabelecer um controlo administrativo permanente, a autoridade dos Hunos dependia da liderança pessoal e da coesão de grupos aliados. Após a morte de Átila no ano de 453, este sistema fragmentou-se rapidamente, e os povos dominados reafirmaram a sua independência.

