O envolvimento romano no Norte de África começou com a destruição de Cartago na Terceira Guerra Púnica (149–146 a.C.), após a qual Roma estabeleceu a província de África e expandiu gradualmente a sua autoridade por todo o Magrebe. Ao longo dos séculos seguintes, particularmente sob governantes como Augusto (reinou 27 a.C.–14 d.C.), Cláudio (reinou 41–54) e Diocleciano (reinou 284–305), o Norte de África foi reorganizado numa rede de províncias que se estendiam desde a Cirenaica, na atual Líbia, até à Mauritânia Tingitana, no atual Marrocos. Este processo transformou a região, de uma fronteira de conquista, numa das partes mais estáveis e estrategicamente importantes do mundo romano.
Durante o Alto Império (séculos I a III), o Norte de África tornou-se um importante centro de produção agrícola, comércio e desenvolvimento urbano. Províncias como a África Proconsular, a Numídia e as Mauritânias forneciam cereais, azeite, gado e receitas fiscais que ajudaram a sustentar o resto do império. A autoridade romana era mantida através de uma combinação de administração provincial, fronteiras militares, redes rodoviárias e alianças com as comunidades locais. A estrutura administrativa da região, que evoluiu de províncias senatoriais para territórios imperiais e, mais tarde, para as unidades provinciais mais pequenas de Diocleciano, ilustra a capacidade de Roma em adaptar a sua governação às diversas realidades económicas, militares e culturais de uma das suas províncias mais prósperas.

