Portugal estabeleceu o primeiro e mais duradouro império ultramarino da Europa, desenvolvendo uma rede marítimo-comercial que ligou os oceanos Atlântico, Índico e Pacífico a partir do século XV. Sob o comando de governantes como D. João I (reinou 1385-1433), o Infante D. Henrique (1394–1460), D. João II (reinou 1481-1495) e D. Manuel I (reinou 1495-1521), a expansão portuguesa foi impulsionada pela procura de acesso direto aos mercados de especiarias da Ásia, pelo controlo de pontos estratégicos de passagem marítima e pela concorrência com as redes comerciais islâmicas e venezianas. Em vez de criar um império territorial contínuo, Portugal estabeleceu um sistema de portos fortificados, patrulhas navais, alianças baseadas em tratados e monopólios comerciais que se estendiam desde a África Ocidental e o Brasil até à Índia, Sudeste Asiático, China e Japão.
A conquista de Ceuta em 1415 marcou o início simbólico da expansão ultramarina portuguesa, estendendo o espírito da Reconquista ao Norte de África. Durante o século XV, os navegadores portugueses exploraram gradualmente as ilhas do Atlântico e a costa da África Ocidental, auxiliados por avanços na cartografia, na construção naval e na navegação. Bartolomeu Dias dobrou o Cabo da Boa Esperança em 1488 e Vasco da Gama chegou à Índia em 1498, abrindo uma rota marítima direta entre a Europa e o mundo comercial do Oceano Índico. Por volta de 1580, Portugal tinha estabelecido grandes centros comerciais e estratégicos em Goa, Ormuz, Malaca, Macau, Moçambique e ao longo da costa atlântica do Brasil. O ano de 1580 marcou também um ponto de viragem importante: após a morte de D. Sebastião I de Portugal (reinou 1557–1578) em Marrocos e a consequente crise de sucessão, Filipe II de Espanha (reinado 1556–1598) tornou-se Filipe I de Portugal (reinou 1581–1598), criando a União Ibérica (1580–1640).

