Templos Sicilianos (Metrologia Grega)

Karen Barrett-Wilt
por Denitsa Dzhigova, traduzido por Filipa Oliveira
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Doric Temple, Segesta
Templo Dórico, Segesta Mark Cartwright (CC BY-NC-SA)

As Características dos Templos Arcaicos Sicilianos

As grandes dimensões dos componentes, a presença de um propteron, de um ádyton e de outros elementos específicos na planta e no alçado testemunham um desenvolvimento originalmente muito autónomo da arquitetura siciliana. As grandes quantidades de materiais de construção disponíveis e fáceis de trabalhar nos locais de Siracusa, Mégara Hibleia e Selinunte permitiram o estabelecimento da primeira geração de templos de pedra na Sicília; as metrópoles ainda estavam ocupadas com o processo de se tornarem cidades (polis) e ainda não tinham formado uma arquitetura monumental. No século VI a.C., as colónias da Sicília oriental estavam na vanguarda dos desenvolvimentos estruturais na ilha e tinham predeterminado as tendências para o seu desenvolvimento posterior. Os edifícios de pedra mais antigos nestas cidades – o Templo de Apolo, o de Zeus Olímpico em Siracusa, alguns vestígios de edifícios de Mégara Hibleia e os restos do Templo Y em Selinunte – foram, portanto, concebidos desde o início como monumentais.

A Perístase

A perístase (do grego Περίστασις) é um pórtico ou uma galeria de colunas nos quatro lados que envolve a cela. Os templos com tais galerias de colunas, chamados perípteros (plural peripteroi), foram muito difundidos no mundo grego ocidental desde muito cedo. Os perípteros ocidentais eram, frequentemente, muito mais valiosos e abundantes do que os das cidades-mãe. Muito característica dos primeiros templos perípteros na Sicília é a extensão da galeria na parte frontal (propteron), que provavelmente tem as suas origens nos dípteros jónicos (templos com colunatas duplas). Muito possivelmente, a perístase foi construída cronologicamente antes da cela, embora a estrutura da cela determinasse o número de colunas. A ligação tardia da frente da cela à frente da perístase teve um efeito forte nas proporções globais do edifício.

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O Conflito de Canto na Ordem Arquitetónica Dórica

Não menos importante é a relação entre a planta e o triglifo (o triglifo e a métopa como unidade). A alternância regular de triglifos e métopas no friso era acentuada através de cores fortes e desempenhava um papel muito importante, para além de outras proporções. O ritmo que resulta da sequência de colunas e intercolúnios repete-se no friso, de modo a que um triglifo esteja sempre localizado no eixo central da coluna e outro no intercolúnio. Por conseguinte, o rácio entre a espessura da coluna e o intercolúnio reflete o rácio entre a largura dos triglifos e das métopas no friso. Se o intercolúnio for igual à largura da métopa no final do friso, surge uma irregularidade (o conflito de canto): o último triglifo não ficava centrado com a coluna correspondente. Os antigos Gregos eram muito sensíveis a este aspeto. Uma solução harmónica para esta irregularidade era alcançada através da redução (contração) do último intercolúnio no lado longo do templo. Este tipo de solução era preferido no mundo grego oriental e foi também aplicado em Itália e na Sicília, mas de forma algo desfavorável. De facto, não encontramos na Sicília nenhum templo arcaico que apresente esta simples contração de canto. Ou a sensibilidade para a regularidade e a simetria não estava ainda desenvolvida neste período inicial, ou esta solução não foi compreendida pelos arquitetos sicilianos. Os edifícios dóricos posteriores na Sicília apresentam uma dupla contração, que atenua as irregularidades forçadas no friso alterando a largura, não apenas do último intercolúnio, mas também do que o precede. Esta solução para o conflito dórico foi implementada de muitas formas diferentes em épocas e locais distintos e em diversos edifícios. No final do período arcaico, esta solução contraria o esforço por uma regularidade racional da construção e por intercolúnios iguais.

A Diferenciação dos Intercolúnios

Nos primeiros templos sicilianos, é notável que os espaços entre as colunas nos lados estreitos e longos tenham todos tamanhos diferentes. Isto aplica-se ao Templo de Apolo e ao de Zeus Olímpico em Siracusa, bem como ao Templo C em Selinunte. Em templos do final do período arcaico, como os templos F e G em Selinunte, esta diferença já é muito menor. É importante notar que não se trata de uma diferenciação intencional a favor da resolução do conflito de canto, mas sim de uma falta de regularidade, o que é normal para este período inicial.

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Outras características na planta dos primeiros templos dóricos na Sicília podem ser encontradas na disposição da construção interna. A cela arcaica consiste num pronaos (átrio), habitualmente in antis, e num naos (a estrutura interior de um templo, a cela propriamente dita). O ádito é um pequeno espaço na parte posterior do átrio onde a estátua de culto de um templo era frequentemente guardada, permanecendo um elemento típico da fase inicial da arquitetura de templos na Sicília. A ausência de um átrio posterior e a presença do propteron são dois elementos que conferem maior peso à frente do templo e retiram a construção total da ideia de universalismo e simetria.

Estas são apenas as linhas gerais de desenvolvimento que podem ser observadas na Sicília durante o período arcaico.

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Apolónio (Siracusa, 600/575 a.C.)

Proporções das colunas 6 x 17
Estilóbato 21,57 x 55,36 m
Distância entre colunas.
Lado comprido (LC)
Lado frontal (LF)
Intercoluna central (IC)
LC – 3,33 m
LF – 3,90 m
IC – 4,15 m
Contração nos cantos nenhuma
Propteron 2 interc. profundas;
MI largo
Largura x comprimento da cella 11,77 m x 37,2 m
Frente do pronaos/cella 2 em antis
Disposição das colunas interiores colunata dupla
Ádito ou Opistódomo Ádito
Altura da coluna 7,98 m
Diâmetro inferior 2,05 m
Diâmetro inferior x Altura da coluna 1 : 3
Altura da arquitrave 2,15 m
D: Distância entre colunas. 7 : 8
7 : 10
Proporção do friso
Largura do triglifo : Largura da metopa
Sem consideração
Conflito de cantos no friso Sem consideração
Medida de Referência (Pé/El)* 49-50 cm = 1 E

Olimpieu (Siracusa, 560 a.C.)

Proporções das colunas 6 x 17
Estilóbato 22,04 x 62,02 m
Distância entre colunas.
Lado comprido (LC)
Lado frontal (LF)
Intercoluna central (IC)
Quase igual
Contração nos cantos nenhuma
Propteron 2 interc. de profundidade
IM normal
Largura x comprimento da cella -
Frente do pronaos/cella 2 em antis
Disposição das colunas interiores nenhuma
Ádito ou Opistódomo Ádito
Altura da coluna cerca de 8 m
Diâmetro inferior 1,84 m
Diâmetro inferior x Altura da coluna 1 : 4,3
Altura da arquitrave -
D: Distância entre colunas. -
Proporção do friso
Largura do triglifo : Largura da metopa
Tendo em conta
Conflito nos cantos do friso -
Medida de Referência (Pé/El)* -

Templo C (Selinunte, 560/550 a.C.)

Temple C, Selinus
Templo C, Selinunte Mark Cartwright (CC BY-NC-SA)
Proporções das colunas 6 x 17
Estilóbato 23,93 x 63,76 m
Distância entre colunas.
Lado comprido (LC)
Lado frontal (LF)
Espaço entre colunas do meio (CM)
LC – 3,86 m (média)
LF – 4,41 m (média)
Na graduação na frente leste
Contração nos cantos nenhuma
Propteron 2 interc. Profundidade
MI normal
Largura x comprimento da cella 10,40 x 40,89 m
quase 1 : 4 / 20:80 elíptica
Frente do pronaos/cella antae
Disposição das colunas interiores nenhuma
Ádito ou Opistódomo Ádito
Altura das colunas 8,76 m / 8,65 m
Diâmetro inferior cerca de 1,9 m
Diâmetro inferior x Altura da coluna 1: 4,53
Altura da arquitrave -
D: Distância entre colunas. 3 : 4 4/14
Proporção do friso
Largura do triglifo : Largura da metopa
9 : 10
A primeira proporção regulamentada do entablamento
Conflito de cantos no friso Não relevante
Medida de Referência (Pé/El)* 52 cm = 1 E

Templo D (Selinunte, c. 550 a.C.)

Proporção das colunas 6 x 13
Estilóbato 23,63 x 55,96 m
Distância entre colunas.
Lado comprido (LC)
Lado frontal (LF)
Intercoluna central (IC)
LC – 4,51 m (média)
LF – 4,37 m (média)
Menor diferença entre colunas
Contração nos cantos nenhuma
Propteron nenhuma
Largura x comprimento da cella 9,87 x 39,28 m
quase 1 : 4 / 20:80 ell
Frente do pronaos/cella Tetrástilo
2 col. + 2 ¾ col.
Disposição das colunas interiores nenhuma
Ádito ou Opistódomo Ádito
Altura da coluna 8,35 m
Diâmetro inferior -
Diâmetro inferior × Altura da coluna 1 : 5
Altura da arquitrave -
D : Espaço entre colunas. 3 : 5 4/5
Proporção do friso
Largura do triglifo : Largura da metopa
8 : 9
Conflito de cantos no friso Não foi tido em conta
Medida de Referência (Pé/El)* 49,1 cm = 1E

Templo F (Selinunte, 550 a.C.)

Proporção das colunas 6 x 14
Estilóbato 24,37 x 61,88 m
Distância entre colunas.
Lado comprido (LC)
Lado frontal (LF)
Espaço entre colunas do meio (CM)
LC – 4,60 m
LF – 4,47 m
Contração nos cantos nenhuma
Propteron 2 interc. de profundidade
Largura x comprimento da cella cerca de 9,20 x 40 m
Frente do pronaos/cella antae
Disposição das colunas interiores ?/nenhuma
Ádito ou Opistódomo Ádito
Altura das colunas 9,11 m
Diâmetro inferior 1,79 m
Diâmetro inferior x Altura da coluna aprox. 1 : 5
Altura da arquitrave -
D : Distância entre colunas. 3:6
Proporção do friso
Largura do triglifo : Largura da metopa
5:6
Conflito nos cantos do friso Alargamento das metopes dos cantos
Medida de Referência (Pé/Có)** -

Templo G (Selinunte, 520 a.C.)

Proporções das colunas 8 x 17
Estilóbato 49,97 x 109,12 m
± 5 cm
Distância entre colunas.
Lado comprido (LC)
Lado frontal (LF)
Intercoluna central (IC)
Leste: 6,52 m (média)
Oeste: intercoluna normal – 6,62 m
intercoluna angular – 6,28 m
Contração nos cantos Leste – nenhuma / Oeste – simples
Propteron Nenhuma / 2 interc. de profundidade Peristase
(cerca de 12 m)
Largura x comprimento da cella 22,50 x 69,10 m
Frente do pronaos/cella 4 x 2 prostilo
e ante
Disposição das colunas interiores colunata dupla
Ádito ou Opistódomo Opistódomo
Altura das colunas 14,7 m
Diâmetro inferior Leste – 2,97 m
Oeste – 3,26 m
Diâmetro inferior x Altura da coluna Leste – 1 : 5 / Oeste – 1 : 4 ½
Altura da arquitrave -
D: Distância entre colunas. Leste : 9 : 17
Proporção do friso
Largura do triglifo : Largura da metopa
9 : 13
Conflito nos cantos do friso Alargamento das metopes dos cantos (?)
Medida de Referência (Pé/Có)* -

Hércules (Agrigento, 488 a.C.)

Temple of Hercules, Agrigento
Templo de Hércules, Agrigento Mark Cartwright (CC BY-NC-SA)
Proporções das colunas 6 x 15
Estilóbato 25,33 x 67 m /
25,28 x 67,04 = 3 : 8
Distância entre colunas.
Lado comprido (LC)
Lado frontal (LF)
Intercoluna central (MI)
Intercoluna angular (AI)
LC – 4,612 m (média)
Oeste: LF – 4,62 m = LC
Intercolunação da unidade! (IU)
IC – 4,605 m
IA – 4,52 m
Contração nos cantos única, (8 – 12 cm); apenas na parte da frente
Propteron 2 interc. profundas;
Extremidade leste Oeste
Largura x comprimento da cella 11,85 x 29,64 m
36 x 90 Fuß
Frente do pronaos/cella 5,55 m de profundidade; 2 em antis
Disposição das colunas interiores nenhuma
Opistódomo 5,38 m de profundidade in antis
Encerramento da cela À 2.ª coluna no lado frontal (LF) e à 3.ª no lado lateral (LC)
Altura da coluna -
Diâmetro inferior -
D inferior × Altura da coluna -
Proporção do friso
L = Largura; A = Altura
-
Conflito de cantos no friso Não considerado
I' 29,64 cm
Ion. F.

Olimpieu (Agrigento, 488? a.C.)

Temple of Zeus Model, Agrigento
Modelo do Templo de Zeus, Agrigento Mark Cartwright (CC BY-NC-SA)
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Proporções das colunas 7 x 14 / 1:2
Estilóbato 44,01 x 101,16 m
Distância entre colunas.
Lado comprido (LC)
Lado frontal (LF)
Intercoluna central (IC)
Intercoluna angular (IA)
LC – 8,12 m
LF – 8,08 m (Normal I)
Sem IC
Contração de canto nenhuma
Propteron 1 interc. de profundidade
Largura x comprimento da cella 2 x 11 interc.
Frente do pronaos/cella 1 intercoluna de profundidade
Disposição das colunas interiores 2 x 12 pilares
Opistódomo 1 inter. de profundidade
Encerramento da cella Às 3.ª e 5.ª colunas na LC
Altura da coluna 18,20 m (?)
Diâmetro inferior 4,50 m / 4,42 m ?
Diâmetro inferior x Altura da coluna C. 1 : 4
Proporção do friso
L = Largura; A = Altura
TrL : MetL = 4 : 5
TrL : TrA = 7 : 4
Conflito de cantos no friso Não considerado
I' 32,6 cm

Grande Templo de Himera (480/466 a.C.)

Proporção das colunas 6 x 14 / 3 : 7
Estilóbato 22,46 x 55,91 m
68´ x 170´
quase 2 : 5
Distância entre colunas.
Lado comprido (LC)
Lado frontal (LF)
Intercoluna central (IC)
Intercoluna angular (IA)
IC – 4,19 m = IC
AI LC = IA LF – 3,99 m = 12´
Contração de canto dupla
Propteron -
Largura x comprimento da cella 11,17 x 39,46 m
34´ x 120´
Frente do pronaos/cella 2 em antis
Disposição das colunas interiores nenhuma
Opistódomo sim
Encerramento da cella nenhuma
Altura da coluna -
Diâmetro inferior 1,91 m
Diâmetro inferior × Altura da coluna -
Proporção do friso
L = Largura; A = Altura
Largura do travessão : Largura do met : 2 : 3
TrL : TrA = 3 : 5
Conflito de cantos no friso sem consideração
I' 32,888 cm

Atenaion (Siracusa, c. 470 a.C.)

Proporções das colunas 6 x 14/ 3 : 7
Estilóbato 22,20 x 55,45 m
68´ x 170´
2 : 5
Distância entre colunas.
Lado comprido (LC)
Lado frontal (LF)
Intercoluna central (IC)
Intercoluna angular (IA)

IC – 4,16 m
IC – 4,20 m
Contração de canto dupla
Propteron C. 1 ½ interc. de profundidade
Largura x comprimento da cella 12,50 x 42 m
Frente do pronaos/cella 2 em antis
Disposição das colunas interiores nenhuma
Opistódomo sim
Ligação da cella À segunda coluna do lado frontal
Altura da coluna 8,78 m (média)
Diâmetro inferior 1,97 m
Diâmetro inferior x Altura da coluna 1 : 4 ½
Proporção do friso
L = Largura; A = Altura
TrL : MetL = 2 : 3
TrL : TrA = 3 : 5
Conflito de cantos no friso Sem consideração
I' 32,6206 cm

Hereu (E 3) (Selinunte, 470 a.C.)

Temple of Hera, Selinus
Templo de Hera em Selinus Mark Cartwright (CC BY-NC-SA)
Proporção das colunas 6 x 15/ c. 3 : 8
Estilóbato 25,30 x 67,74 m
Distância entre colunas.
Lado comprido (LC)
Lado frontal (LF)
Intercoluna central (IC)
Intercoluna angular (IA)
IC – 4,70 - 4,73 m
IA – 4,37 m
Contração de canto simples
Propteron 1 ½ interc. de profundidade
Largura x comprimento da cella cerca de 14 x 50 m
2 : 7 ou 1 : 3 ½
Frente do pronaos/cella 2 em antis
Disposição das colunas interiores nenhuma
Opistódomo Opistódomo + Ádito
Encerramento da cella À segunda coluna na fachada sul e no meio do segundo intervalo na fachada leste
Altura da coluna 10,35 m
Diâmetro inferior 2,23 m
Diâmetro inferior × Altura da coluna 1:4
Proporção do friso
L = Largura; A = Altura
TrL : MetL = 1 : 1,42
TL : TrA = aprox. 4 : 7
Conflito de cantos no friso 0,19 m
I’ -

Templo A (Selinunte, 450 a.C.)

Proporções das colunas 6 x 14
Estilóbato 16,13 x 40,31 m
C. 1 : 2 ½ / 2 : 5
Distância entre colunas.
Lado comprido (LC)
Lado frontal (LF)
Intercoluna central (IC)
Intercoluna angular (IA)
NI LC – 2,99 m
AI LC – 2,89 m
IC – 2,98 m
IA LF– 2,85 m
Contração de canto necessária – 0,273 m
Frente – 0,169 m (dupla)
Lateral – 0,96 m simples
Largura x Comprimento da cella -
Pronaos/Frente da cella 2 em antis
Disposição das colunas interiores escadarias
Opistódomo 2 em antis
Encerramento da cella clássico
Altura da coluna -
Diâmetro inferior 1,39 m
Proporções na elevação Viga H : Joch = 5 : 7
UD : NormalJ = 1 : 2,13/4
OD : UD = 8 : 11
D inferior x Altura da coluna -
Proporção do friso
L = Largura; A = Altura
TrL : MetL – 8 : 11
Tr L : TrA – 3 : 5
Conflito de cantos no friso Frente – 0,104 m
Lateral – 0,177 m
I' 32,6 cm (?)

Templo de Juno-Lacinia (Agrigento, cerca de 450 a.C.)

Temple of Juno, Agrigento
Templo de Juno, Agrigento Mark Cartwright (CC BY-NC-SA)
Proporções das colunas 6 : 13
Estilóbato 16,93 x 38,13 m
4 : 9
Distância entre colunas.
Lado comprido (LC)
Lado frontal (LF)
Intercoluna central (IC)
Intercoluna angular (IA)
Frente leste
3,05 – 3,08 – 3,15 – 3,08 – 3,04
Frente oeste
3,00 – 3,12 – 3,13 – 3,13 – 3,01
IC LC – 3,07 m
IA LC – 3,00 m
Contração do canto Frente leste – dupla/complicada.
Frente oeste – simples
LS – simples
Largura x Comprimento da cella 9,51 x 27,8 m
Frente do pronaos/cella 2 em antis; MI – 3,12 m
Disposição das colunas interiores Escadarias
Opistódomo 2 em antis; MI – 2,98 m
Encerramento da cella Não simétrico
Altura da coluna 6,44 m
Diâmetro inferior 1,37 m = 4/9 NI
Proporções na elevação Ordem A : Estilóbato L = 1 : 2
Entablamento A : Normal I = 7 : 10
NormalI : OrdemA= 4 : 11
LD : NormalI = 4 : 9
NI = 10 unidades de entablamento
D inferior x Altura da coluna 1 : 5 ¼
Proporção do friso
L = Largura; A = Altura
TrL : MetL – 2 : 3
TrL : TrA – 3 : 5
ArchL = LD = 4/9 NI
Conflito de cantos no friso Solução diferente
I' 32,885 cm

Templo de Concórdia (Agrigento, cerca de 425)

Temple of Concordia, Agrigento
Templo da Concórdia, Agrigento Mark Cartwright (CC BY-NC-SA)
Proporções das colunas 6 x 13
Estilóbato 16,91 x 39,44 m
3 : 7
Distância entre colunas.
Lado comprido (LC)
Lado frontal (FS)
Intercoluna central (IC)
Intercoluna angular (IA)
Frente leste
3,00 – 3,10 – 3,20 – 3,09 – 3,01
Frente oeste
3,01 – 3,11 – 3,20 – 3,09 – 2,98
IC LC – 3,20 m
IA LC – 3,00 m
Contração nos cantos Contração de uma única unidade em cada lado
Largura x Comprimento da cella 9,47 x 28,71 x
Frente do pronaos/cella 2 in antis; MI – 2,93 m
Disposição das colunas interiores escadarias
Opistódomo 2 em antis; MI – 2,95 m
Encerramento da cella clássica
Altura da coluna 6,71 m
Diâmetro inferior 1,42 m
Proporções na elevação Altura da coluna : Altura do entablamento = 1 : 3
Altura do entablamento : Altura normal = 7 : 10
LD : I normal = 4 : 9
NI = 10 unidades de entablamento
D inferior x Altura da coluna -
Proporção do friso
L = Largura; A = Altura
TrL : MetL – 2 : 3
TrL : TrA – 4 : 7
Largura do Arco : Largura do Tr = 1 : 2
Conflito de cantos no friso -
I’ 32,885 cm
Unidade da planta baixa = 15´´ = 30,83 cm

Templo dos Dioscuros (Agrigento, após 425 a.C.)

Temple of the Dioscuri, Agrigento
Templo dos Dióscuros, Agrigento Mark Cartwright (CC BY-NC-SA)
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Proporções das colunas 6 x 13
Estilóbato 13,83 x 31,70 m
Distância entre colunas.
Lado comprido (LC)
Lado frontal (LF)
Intercoluna central (IC)
Intercoluna angular (IA)
IC= 2,54 m = 125 ´´
IA = 2,43 m = 119 ''
Contração de canto Simples (?)
Largura x Comprimento da cella -
Frente do pronaos/cella -
Disposição das colunas interiores -
Opistódomo -
Encerramento da cella clássica (?)
Altura da coluna 5,83 m
Diâmetro inferior 1,22 m
Proporções na elevação Altura da coluna : Altura do entablamento = 1 : 3,14
Altura do entablamento : Altura normal = 8 : 11 (quase 8 : 12 = 2 : 3)
LD : I normal = 1 : 2,09
I normal : Altura da coluna = 1 : 2,29
OrdemH : EstilóbatoW = ?5 : 9
D inferior x Altura da coluna c. 1 : 4 ¾ OD : UD = 4 : 5
Proporção do friso
L = Largura; A = Altura
TrL : MetL – 2 : 3
Largura do Arco : ângulo TrL = 1 : 2
Conflito de cantos no friso 19,5 cm (são necessários 30,6 cm)
I' 32,789 cm
Unidade da planta baixa = 25´´ = 51,23 cm

Hefesto (Agrigento, 430/400 a.C.)

Proporções das colunas 6 x 13
Estilóbato 13,39 x 31,00 m
Distância entre colunas.
Lado comprido (LC)
Lado frontal (LF)
Intercoluna central (IC)
Intercoluna angular (IA)
Nl = aprox. 3,16 m
IA = aprox. 3,02 m
Contração de canto única
no LC
necessária – 36,1 cm
Largura x Comprimento da câmara ? 1 : 3
Frente do pronaos/cella -
Disposição das colunas interiores -
Opistódomo 2 em antis (?)
Encerramento da cella clássica (?)
Altura da coluna -
Diâmetro inferior c. 1,51 m
Proporções na elevação -
Diâmetro inferior × Altura da coluna -
Proporção do friso
L = Largura; A = Altura
-
Conflito nos cantos do friso -
I' -

Grande Templo (Segesta, 417/409 a.C.)

Temple of Segesta
Templo de Segesta Mark Cartwright (CC BY-NC-SA)
Proporção das colunas 6 x 14 (3 : 7)
Estilóbato Estilóbato: 23,17 x 58,07 m
EutintW : L = 3 : 7
AxialW : L = 64´x 170´
Intercolumna.
Lado longo (LL)
Lado frontal (LF)
Intercoluna central (IC)
Intercoluna angular (IA)
NI LF = 4,35 (13¼´)
IA = 12 ½´
IC = 13¼´ = NI
Contração de canto contração de unidade dupla em cada lado
Largura x Comprimento da célula -
Frente do pronaos/cella 2 em antis
Disposição das colunas interiores -
Opistódomo 2 em antis
Encerramento da cella clássico
Altura da coluna 9,33 m
Diâmetro inferior 1,95 m
Proporções na elevação Largura axial : Altura da coluna = 4 : 9
Altura do entablamento : Altura da coluna = 2 : 3
LD : I normal = 4 : 9
D inferior x Altura da coluna 1 : 4 ¾
Proporção do friso
L = Largura; A = Altura
TrL : MetL – 2 : 3
TrL : TrA – 3 : 5
Conflito de cantos no friso -
I' 32,861 cm

Glossário

Ádyton - O ádito (em grego: Άδυτον) ou adytum (em latim) era uma área restrita dentro da cella de um templo grego ou romano. O adyton era frequentemente uma pequena área situada na extremidade da cella mais distante da entrada.

Cella — A cela (do latim, que significa «pequena câmara») ou naos (do grego ναός, «templo») é a câmara interior de um templo na arquitetura clássica.

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Euthyntería - Eutinteria é o termo grego antigo para a camada mais elevada das fundações de um edifício, que emerge parcialmente do nível do solo. A superestrutura do edifício (estilóbato, colunas, paredes e entablamento) assentava sobre a euthynteria.

Intercolúnio - Na arquitetura, a intercolúnio é o espaçamento entre colunas numa colunata, medido na base dos seus fustes. A intercolúnio unitária (NI) é o tamanho hipotético/inicial igual do espaçamento em cada lado de um templo antes da alteração desse espaçamento. A intercolúnio normal (NI), no entanto, é aquela que não foi alterada com o objetivo de se obter uma contração. A intercolúnio média (MI) é a que se situa entre as duas colunas centrais à entrada de um templo, geralmente na fachada oriental.

Metrópolis — No passado, «metrópole» era a designação para uma cidade ou estado de origem de uma colónia.

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Ópisthodomos — Um opistódomo (ὀπισθόδομος, «sala posterior») pode referir-se tanto à sala posterior de um templo grego antigo como ao santuário interior.

Peristasis — A peristase (em grego: Περίστασις) era um pórtico ou salão de colunas de quatro lados que rodeava a cella num templo periptero da Grécia Antiga.

Stylobátēs - Estilóbato é a plataforma escalonada sobre a qual se assentam as colunatas do templo (é o pavimento do templo). A plataforma era construída sobre uma camada de nivelamento que aplainava o solo imediatamente abaixo do templo.

Trýglyphos e metópē — Triglifo é um termo arquitetónico que designa as placas com ranhuras verticais do friso dórico. Os espaços retangulares recuados entre os triglifos num friso dórico são denominados metopas.

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Dzhigova, D. (2026, julho 18). Templos Sicilianos (Metrologia Grega). (F. Oliveira, Tradutor). World History Encyclopedia. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-777/templos-sicilianos-metrologia-grega/

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Dzhigova, Denitsa. "Templos Sicilianos (Metrologia Grega)." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, julho 18, 2026. https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-777/templos-sicilianos-metrologia-grega/.

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Dzhigova, Denitsa. "Templos Sicilianos (Metrologia Grega)." Traduzido por Filipa Oliveira. World History Encyclopedia, 18 jul 2026, https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-777/templos-sicilianos-metrologia-grega/.

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