Os pubs continuam a ser uma característica marcante das paisagens rurais e urbanas da Grã-Bretanha, mas os seus nomes remontam, muitas vezes, à época medieval. Leões vermelhos, cavalos brancos e personagens pitorescas aparecem nos letreiros dos pubs, uma vez que os proprietários escolhem nomes que representam a história local, lendas, marcos históricos, figuras nacionais ou que simplesmente sugerem que o seu estabelecimento tem uma longa e prestigiada tradição.
Este artigo apresenta o significado por trás de alguns dos nomes de pubs mais comuns encontrados por toda a Grã-Bretanha, desde Penzance até às Hébridas. De acordo com o The Wordsworth Dictionary of Pub Names (Dicionário Wrodsworth dos Nomes dos Pubs), existiam mais de 50 000 pubs na Grã-Bretanha no início do século XXI. A mesma fonte identifica os 20 nomes de pubs mais comuns. Red Lion, Crown e Royal Oak são os três primeiros, seguidos (por ordem alfabética) por Anchor, Angel, Bell, Bull, Coach & Horses, George, George & Dragon, King’s Head, Nelson, New Inn, Plough, Railway, Rose & Crown, Swan, Duke of Wellington, White Hart e White Horse ( 269). À medida que o fascínio pelos pubs e estalagens se expandiu para outros países, muitos dos nomes tradicionais dos pubs britânicos podem hoje ser vistos em todo o mundo, desde Nova Iorque até Melbourne.
Os nomes de pubs infra foram selecionados por serem especialmente comuns, por o seu significado ser obscuro ou porque a história por trás deles é de particular interesse. Nomes autoexplicativos, mas, ainda assim, muito comuns, como Hop & Grape, Jolly Sailosr ou Duke of Marlborough, foram omitidos por falta de espaço. Como se verá, são possíveis muitas variações de um nome, mesmo num sentido lato, mas um habitante local teria sempre conhecido o significado preciso do nome do seu pub, uma vez que, desde o final da Idade Média até meados do século XIX, quando a maior parte da população era analfabeta, era a placa do pub que dava o nome ao estabelecimento (e não o contrário, como é normalmente o caso hoje em dia). As placas dos pubs, que se tornaram obrigatórias por uma lei de 1393, podem assumir a forma de uma pintura, de uma representação em ferro forjado, de um modelo tridimensional ou mesmo de um exemplar desgastado pelas intempéries do próprio objeto.
Anchor
O nome «Anchor» (Âncora) é , naturalmente, mais popular na costa, onde as tradições pesqueiras são mais fortes. No entanto, o nome também era comum em pubs próximos de canais, particularmente em pontos de paragem para pernoitar de barcaças que transportavam mercadorias como carvão e vinho entre vilas e cidades. O nome pode ser qualificado por todo o tipo de adjetivos relacionados com a navegação, tais como Foul Anchor ( âncora de emergência, utilizada para resgatar um navio em perigo), Sheet Anchor (a âncora maior e mais fiável de um navio) e Raffled Anchor (uma âncora emaranhada). Para conferir um prestígio adicional, o nome pode ser elevado a Royal Anchor. Um significado menos conhecido do nome surge quando é utilizado em referência a São Paulo, que, na Bíblia, menciona que a fé é como uma âncora e dá esperança, daí o nome do pub Anchor of Hope. Como a cor azul é simbólica da esperança, as placas dos pubs com este nome representam, muitas vezes, uma âncora azul. Por fim, existe a variação comum Crown & Anchor (Coroa e Âncora), que se refere ao brasão do Lorde Almirante e ao distintivo dos suboficiais da Marinha Real.
Bear
O Bear (Urso) feroz era um símbolo comum na heráldica medieval, tendo-se tornado assim um dos favoritos dos proprietários de bares. Quando o nome do bar se refere ao animal, é normalmente qualificado pela sua cor, como Brown Bear (Urso Castanho) ou Black Bear (Urso Preto). A «caça ao urso», em que um urso era amarrado a um poste e atacado ou «provocado» por um ou mais cães, era um «desporto» comummente praticado nos pátios dos bares. Apostar quanto tempo o cão ou os cães sobreviveriam — ou se sobreviveriam de todo — era uma parte essencial da atividade. Nomes de bares como Dog & Bear (Cão e Urso ) referem-se a esta prática, que foi proibida em 1835. O nome Bear & Ragged Staf (Urso e Postes Esfarrapados, o poste a que o urso era amarrado) remete para o emblema heráldico dos Condes de Warwick e é mencionado na peça Henrique VI, Parte II, de William Shakespeare (1564-1616). Os ursos também eram utilizados em espetáculos itinerantes e por tratadores errantes, onde o animal era obrigado a dançar nas patas traseiras, daí o nome Dancing Bear ou Bear & Bell, referindo-se este último ao sino que o urso usava ao pescoço. Bear’s Head e Bear’s Paw são variações comuns.
Bell
O nome Bell (Sino) aparece há séculos nas placas de tabernas e estalagens. Referindo-se normalmente a um sino de igreja ou a um sino de mão, os proprietários mais ambiciosos podem adicionar qualquer número destes ao nome do seu estabelecimento, pelo que se pode encontrar desde Two Bells (Dois Sinos ) até Twelve Bells (Doze Sinos). Os sinos podem ser referidos de forma mais específica, como The Bells of Saint Mary, ou o nome pode aludir àqueles que os fazem tocar, como The Bell Ringers ou The Ringer’s Rest. Os pubs à beira-mar podem utilizar um sino de navio na sua placa, enquanto muitas placas podem apresentar uma inscrição simples no sino, como «Teme a Deus, honra o rei». A combinação de nomes de pubs, como Star & Bell, tem sido há muito uma prática comum, talvez para estabelecer uma ligação entre um novo proprietário e o seu antecessor ou para fazer referência a um pub de que este já foi proprietário. Outras ligações podem ser mais lógicas, como animais que usam um sino. Combinações comuns com um sino incluem Bell & Bottle (Sino e Garrafa), Bell & Bullock (Sino e Novino) e Bell & Gate (Sino e Portão).
Black Friars
Black friars (Monjes Negros) era um nome popular para os monges dominicanos na Idade Média, uma vez que as suas vestes eram dessa cor. O mundo claustral dos monges e dos mosteiros, com uma longa ligação à produção de cerveja, inspirou frequentemente nomes de bares. Os dominicanos, em particular, eram considerados, com ou sem razão, como tendo um gosto especial por cerveja. Os nomes ligados à vida monástica medieval incluem mosteiros específicos, como Fountains Abbey, e nomes genéricos como The Priory, Monk’s Head, Abbey Arms, Abbot’s Mitr, Abbot’s Fireside, Friar’s Tavern e Jolly Friar, que podem referir-se ao Frei Tuck da lenda de Robin Hood (ver «Green Man» infra).
Bull
O Bull (Touro) poderoso, propenso à ira e a investidas, era um emblema heráldico popular, e o animal atraía muitos proprietários de bares em zonas rurais, onde os touros constituíam um importante bem. As variações incluem Black Bull (e qualquer outra cor que se queira, até mesmo azul), Bull’s Head, Bull’s Neck, Old Bull e Bull & Butcher. Tal como os ursos, os touros eram «provocados» por desporto, daí a raça de cães conhecida como bulldog; assim, Bull Ring (arena), o local onde essas atividades se realizavam, tornou-se um nome comum para pubs. O Ox (boi ) é uma variação comum do mesmo tema, e exemplos famosos por vezes ganharam fama para a posteridade, como o Durham O», um exemplar de Darlington que pesava impressionantes duas toneladas e percorreu o país, causando grande espanto e aplausos.
Cat & Fiddle
Cat & Fiddle (Gato e Violino) - Os gatos aparecem em muitos nomes de pubs, sendo talvez o mais comum o Black Cat, uma vez que tradicionalmente representa boa sorte. O nome Cat & Fiddle remonta ao século XVI e faz referência à canção infantil «Hey diddle diddle/The cat and the fiddle». O letreiro do pub com este nome apresenta frequentemente o gato a tocar «fiddle», o nome informal dado ao violino. As variações sobre o tema dos gatos incluem Cat & Bagpipes, Cat’s Whiskers e Cat’s Eyes.
Coach & Horses
O nome Coach & Horses (Diligência e Cavalos) tornou-se especialmente popular no século XVII, quando as diligências constituíam um meio de transporte terrestre para longas distâncias. Eram necessárias paragens regulares ao longo do percurso para trocar os cavalos cansados e dar aos cocheiros e viajantes, igualmente exaustos, a oportunidade de se refrescarem. Após várias horas amontoados numa diligência que saltava de forma irregular, as estalagens nos postos de paragem tornavam-se frequentemente mais ansiadas do que o próprio destino final dos viajantes. Entre as variações do nome contam-se Mail Coach (referindo-se às diligências que transportavam correio e passageiros entre 1784 e 1846, antes de os comboios assumirem esse papel), Coach & Six (referindo-se aos seis cavalos que puxavam a diligência) e até mesmo diligências específicas famosas pela sua velocidade e fiabilidade, como a Red Rover (famosa em Northampton).
Cross Keys
O nome Cross Keys (Chaves Cruzadas) deriva do brasão dos papas católicos em Roma, na sequência da referência no Novo Testamento a São Pedro a receber as chaves do reino dos Céus de Jesus Cristo. Os bispos cuja diocese incluía uma catedral importante dedicada a São Pedro também costumavam incluir esse símbolo nos seus brasões. As chaves, cruzadas ou não, eram igualmente uma característica comum da heráldica medieval.
Crown
O nome Crown (Coroa) tem sido de uso comum desde o século XV e pode ter sido utilizado para sugerir algum tipo de ligação real, reforçando a confiança entre a clientela de um pub. A lealdade ao monarca reinante pode ser outra razão para a sua escolha. O nome Rose & Crown (Rosa e Coroa), que se refere à rosa da casa dos Tudor, tem sido utilizado desde o início do século XVII e simboliza, mais especificamente, a lealdade à monarquia. Variações comuns são Angel & Crown (Anjo e Coroa; para lembrar às pessoas que a monarquia reina em nome de Deus), Crown & Cushion (para lembrar uma cerimónia de coroação), Crown & Glove (em referência à luva de desafio lançada por um campeão real para desafiar quaisquer adversários no Dia da Coroação) e Crown & Mitre (para lembrar a necessidade de o Estado e a Igreja permanecerem em harmonia). Por fim, as Três Coroas podem referir-se aos Reis Magos da Natividade de Jesus, mas também podem simplesmente refletir o gosto do pintor de letreiros de pubs por três objetos, um número que se encaixa perfeitamente no espaço limitado de que dispõe.
Fox & Hounds
Fox & Hounds - (Raposa e Cães de Caça) A raposa tem sido um animal popular nos letreiros de pubs há cinco séculos, uma vez que é facilmente reconhecível pela sua cauda espessa e carrega uma conotação de astúcia. Nas zonas rurais, onde a raposa é uma ameaça para as aves de capoeira e outros animais de quinta, são mais comuns nomes de bares relacionados com a caça à raposa. Fox & Hounds refere-se à matilha de cães utilizada para perseguir uma raposa, enquanto a nobreza local, vestida com casacos escarlates, os segue a cavalo. A raposa e a sua presa podem estar refletidas em nomes como Fox & Hare, Fox & Rabbit e Fox & Goose. Outros nomes mais favoráveis à raposa incluem Crafty Fox, Hungry Fox e Running Fox. A fábula de Esopo, em que uma raposa tenta, sem sucesso, alcançar um cacho de uvas e depois decide que, afinal, não as quer porque estão azedas, está na origem da expressão «sour grapes» (que significa «mau perdedor») e do nome comum de bar Fox & Grapes.
Green Man
O nome Green Man (Homen de Verde) é um dos nomes de pub mais versáteis. Pode referir-se à lenda de Robin Hood e dos seus seguidores que, vestidos de verde, roubavam aos ricos e davam aos pobres a partir do seu esconderijo na Floresta de Nottingham. Não era invulgar que, no passado, as placas dos pubs ostentassem um lema ou rima relacionada, concebida para atrair viajantes. Assim, uma placa com o nome Green Man poderia ostentar a seguinte inscrição:
Ó bons cavalheiros e camponeses,
Entrem e bebam com Robin Hood.
Se o Robin Hood não estiver em casa,
Então fiquem e bebam com o Little John.(Hackwood, pág. 311)
O nome Green Man pode, alternativamente, referir-se à figura da natureza muito mais antiga associada às florestas e a rituais pagãos, como os que celebram o Dia de Maio. Um terceiro significado é a profissão tradicional de guarda-florestal.
King's Head
O nome King’s Head é especialmente comum, com mais de 50 pubs só em Londres. A placa pode retratar qualquer monarca masculino, embora os proprietários mais astutos possam ter um rei diferente de cada lado para alargar o apelo. Alternativas comuns incluem King’s Arms, King’s House ou, claro, Queen’s Head. Os antirrealistas inventaram a piada pouco lisonjeira: «Se o King’s Head está vazio, o King’s Arms está cheio» (Richardson, pág. 53). Nomes específicos de monarcas britânicos também são comuns, assim como nomes que se referem a governantes ficcionais, como o Rei Artur e o Rei Lear, ou a Rainha de Copas e o Rei de Ouros das cartas de jogar. Aparecem aqui e ali governantes estrangeiros, como o King of Prussia e o King Canute. Até os príncipes podem ser assim homenageados, nomeadamente o Black Prince, em referência a Eduardo, o Príncipe Negro (1330-76), filho de Eduardo II de Inglaterra (reinou 1327-77), e em nomes mais gerais como Prince of Wales e Prince Regent. Por fim, uma visita real a um pub levava frequentemente os proprietários a colocarem, a partir daí, um brasão apropriado acima da porta, como sinal do favor real.
Plough
Utilizado desde o século XVI, o nome Plough (Arado) continua a ser muito comum, especialmente, claro, nas zonas rurais. O nome pode ser representado visualmente pela constelação com esse nome, também chamada Ursa Maior ou «Grande Ursa». Variações comuns incluem Plough & Furrow, Plough & Horses e, mais recentemente, Plough & Tractor. O nome Ploughshare refere-se à lâmina do arado. O nome Plough & Shuttle refere-se à divisão de tarefas entre um agricultor e a sua mulher: ele nos campos e ela à sua roda de fiar. O nome Plough and Sail refere-se ao implemento agrícola que permite o início do processo de cultivo e ao moinho de vento que o conclui com a produção de farinha.
Red Lion
Outro nome muito comum, o mais popular de todos, é Red Lion (Leão Encarnado), que deriva do emblema amplamente utilizado na heráldica medieval desde que foi usado pela primeira vez por João de Gante (1340-1399), fundador da Casa de Lancaster. Os leões representam coragem e força, mas a sua cor pode variar, como se reflete nos nomes populares Golden Lion, Black Lion e até Blue Lion, todos emblemas heráldicos. O Red Lion também pode representar a Escócia e foi amplamente utilizado desde o reinado do primeiro monarca escocês de Inglaterra, Jaime I de Inglaterra (reinou 1603-1625), para reforçar o apoio à mudança da família reinante dos Tudor para a Casa Real dos Estuardo.
Royal Oak
Provavelmente o segundo nome de pub mais popular a seguir ao Red Lion, Royal Oak (Carvalho Real) remete para a lenda associada a Carlos II de Inglaterra (reinou 1660-1685). As Guerras Civis Inglesas (1642-51) resultaram na execução de Carlos I de Inglaterra (reinou 1625-1649) e o seu filho, o futuro Carlos II, viu-se obrigado, após a derrota dos monárquicos na Batalha de Worcester, em setembro de 1651, a fugir para salvar a vida. Carlos escondeu-se num carvalho, o Carvalho de Boscobel, durante o resto do dia para escapar à captura, e assim nasceu o nome de um novo pub: Royal Oak. Carlos regressou à Inglaterra e ao seu trono com a Restauração de 1660. O aniversário do rei, a 29 de maio, foi declarado Dia do Royal Oak.
Ship
O nome Ship (Navio) é comum em muitas cidades costeiras; no passado, o letreiro do pub era frequentemente um verdadeiro leme de navio, um daqueles sinais facilmente reconhecíveis, necessários numa época em que a maioria das pessoas não sabia ler. As variações incluem nomes de tipos específicos de navios, como Schooner, Frigate e Galleon. Navios famosos aparecem frequentemente nas placas dos pubs, especialmente navios de guerra e os dos exploradores. Exemplos comuns incluem o Mary Rose, o navio almirante de Henrique VIII de Inglaterra (reinou 1509-1547), e o Golden Hind do circunavegador Francis Drake (1540-1596).
Swan
O nome Swan (Cisne; por vezes utilizando a sua antiga grafia errada Swann) pode ser visto sozinho ou acompanhado de uma cor, como White Swan ou Black Swan (o mais antigo dos dois). Esta ave elegante tem atraído os proprietários de bares desde o século XIV, embora o nome também possa referir-se ao símbolo heráldico comum, preferido pelos cavaleiros medievais, grandes proprietários de terras como os condes de Essex e monarcas como Henrique VIII. As variações incluem o habitat da ave, como Swan & Rushes (Cisne e Juncos), ou referem-se à sua prole, como Swan & Three Cygnets (Cisne e Três Cisnezinhos). O nome Swan with Two Necks (Cisne com Dois Pescoços), que não é invulgar, refere-se provavelmente à prática de marcar o bico da ave com entalhes para identificar o seu proprietário, e a palavra «nick», ou «neckes», como se escrevia antigamente, sofreu uma corruptela ao longo do tempo. A marcação da propriedade era necessária, uma vez que possuir cisnes costumava ser um privilégio real, tendo Isabel I de Inglaterra (reinou 1558-1603) alargado esse direito a cortesãos e empresas favorecidas.
White Hart
Um «hart» é o veado macho e os chifres do animal tornavam-no um símbolo fácil de identificar e recordar. O nome White Hart, um dos mais antigos, generalizou-se durante o reinado de Ricardo II de Inglaterra (reinou 1377-1399), uma vez que este o utilizava como seu emblema pessoal e insistia para que os seus seguidores usassem uma versão do mesmo nas suas vestes. O nome tornou-se tão popular entre os proprietários de estabelecimentos que White Hart chegou mesmo a ser utilizado como nome genérico para qualquer taberna no século XV.
White Horse
O nome White Horse (Cavalo Branco) é popular desde o século XV, embora também possa ser utilizado em referência ao símbolo heráldico que era popular entre os antigos reis de Wessex e casas como a dos Hanôverianos. O nome também pode referir-se a um cavalo desenhado numa encosta com giz, como o que se encontra perto de Folkestone (sendo o cavalo branco o símbolo tradicional do condado de Kent). Existe, ainda, uma ligação com muitas guildas, uma vez que o cavalo branco aparece nos brasões das guildas dos cocheiros, ferreiros e carpinteiros de rodas — todas profissões essenciais para o negócio das viagens de diligência, numa época em que as estalagens constituíam pontos de paragem acolhedores. São comuns as variações, especialmente Black Horse (em uso desde o século XIV), e podem referir-se ao desporto das corridas de cavalos, como Galloping Horse, a vencedores específicos de corridas, como Blink Bonny (que venceu o Derby de 1857), ou a primos de trabalho menos glamorosos, como o Shire Horse (o robusto cavalo de tração), o Pack Horse (amplamente utilizado antes da chegada dos canais), e Nag’s Head (sendo «nag» um pequeno pónei, frequentemente disponível para aluguer nas antigas estalagens).
